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Muito boa noite. Marcelo Rebelo de Sousa diz que está esclarecidíssimo no que toca à segunda volta das presidenciais, ainda que não comente os resultados da primeira ida às urnas. Entre debates, entrevistas e campanha, para Marcelo, está tudo claro.

Eu acho que os portugueses, depois desta campanha e pré-campanha, têm uma ideia muito clara. Tinham uma ideia muito clara na primeira volta, têm uma ideia muito clara na segunda volta.

Está esclarecido?

Eu estou esclarecido. Depois de tantos debates, estou esclarecidíssimo.

Nestas declarações em Estrasburgo, o presidente da República deixa ainda uma garantia: está pronto para uma nova vida.

Acho que se encerrou um capítulo. Eu tinha uma missão. Faltam 40 e tal dias para cumprir esta missão. Vou cumprir até o fim. Até o fim, terei que exercer poderes, ainda a nomeação de chefias militares, terei de promulgar diplomas, terei de tomar decisões políticas, que normalmente não acontece nos últimos dias ou nas últimas semanas de mandato, mas depois, encerrado isso, é uma nova vida.

Está pronto para o seu próximo capítulo.

Estou pronto.

Marcelo Rebelo de Sousa em Estrasburgo, onde amanhã se vai dirigir aos deputados europeus para assinalar as quatro décadas da adesão de Portugal à União Europeia. O Chega relativiza os múltiplos apoios da direita a António José Seguro para a segunda volta às presidenciais. Felicidade Vital, deputada do partido, considera que o que interessa é o voto do povo. Acredita que vai subir o número de votos em André Ventura. Já o apoio dos dirigentes de outros partidos tem pouco valor para a deputada.

São os dirigentes. Nós estamos a falar de votos do povo.

E acha que o povo também não acompanha os seus dirigentes?

Acho que não. Acho que nesta fase, cada pessoa que pensa segundo os valores da direita deve se interrogar o que quer para presidente da República. A expectativa é que suba, porque agrega esses votos de direita que, na verdade, neste momento não tem quem os represente.

No programa da Rádio Observador, A Caminho de Belém, esteve também o socialista Álvaro Belleza, que deixa uma garantia: António José Seguro não vai ser o presidente de alguns, mas sim, de todos.

O António José Seguro é candidato a presidente da República de Portugal, não é candidato a presidente da República da esquerda ou da direita. É de Portugal. E tem como lema agregar todos os portugueses. Não é a esquerda ou a direita ou o centro, é todos. O presidente da República deve ser o presidente de todos os portugueses.

Álvaro Belleza e Felicidade Vital estiveram em representação das candidaturas presidenciais que vão à segunda volta, aqui no programa A Caminho de Belém. A CGTP quer definir novas formas de luta contra a lei laboral. Para isso, decidiu reunir o Conselho Nacional, depois do encontro de hoje com o governo, em que estiveram o primeiro-ministro e a ministra do Trabalho. Sem acordo entre as duas partes, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, lamenta que o Executivo não tenha intenções de recuar na proposta.

Viemos colocar ao primeiro-ministro qual é a posição do governo. Recua ou não recua no pacote laboral que apresentou ao país? Recua ou não recua nesta ambição que este governo tem de acentuar ainda mais as degradações das condições de vida e trabalho? E a resposta que tivemos do primeiro-ministro é que não é objetivo do governo retirar o pacote laboral de cima da mesa.

Perante a resposta de Luís Montenegro às exigências da CGTP, Tiago Oliveira admite novas formas de luta. Vai, por isso, ser convocada uma reunião do Conselho Nacional. A reforma do ensino em Portugal vai ser monitorizada pela OCDE. É o que adianta o ministro da Educação. Vão ser feitas alterações no primeiro e no segundo ciclo. O controle europeu vai ser realizado ao longo de dois anos, revela Fernando Alexandre, que explica as mudanças em causa.

O que nós vamos fazer é uma revisão das aprendizagens essenciais, alargando a revisão também à matriz curricular, para ter em conta precisamente os trabalhos que estão em curso do grupo do digital e da inteligência artificial, para que os currículos reflitam também as implicações destes desenvolvimentos tecnológicos que têm o efeito tão avassalador nas nossas escolas.

Uma revisão que, de acordo com Fernando Alexandre, vai ser realizada ainda no primeiro trimestre deste ano. São agora 08h56. Tempo ainda para atualizarmos o habitual espaço de âmbito local. No Seixal, o presidente da Câmara descreve como desumana a forma como os passageiros viajam nos comboios da Fertagus. Em declarações recolhidas pela Lusa, Paulo Silva exige ao governo e à empresa medidas urgentes. O autarca realizou esta manhã uma viagem entre Foz de Almora e Corroios. A Capitania do Porto de Peniche alerta para a previsão de agravamento das condições do mar até domingo. Em causa, ondas que podem chegar aos 12 metros. Haverá também aumento da intensidade do vento, com rajadas na ordem dos 50 a 80 km/h. As autoridades aconselham a população a adotar comportamentos de segurança, recomendam evitar passeio junto ao mar ou em zonas expostas à agitação marítima. Na mesma linha, as capitanias dos portos da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde alertam para o aumento da agitação marítima nestes locais. É recomendado à população também que não faça passeio junto à costa. Está neste momento ativo um aviso de agitação marítima para o distrito do Porto até às 21h de amanhã. A Câmara de São João da Madeira está a promover uma caminhada solidária pela Liga Portuguesa contra o Câncro. Trata-se de uma iniciativa em que as receitas vão reverter a favor desta associação. Realiza-se no dia 1 de fevereiro, às 9h30 da manhã, com partida no Parque do Rio. As inscrições estão abertas até ao dia 28 deste mês. Podem ser realizadas de forma presencial no Fórum Municipal ou online. Em Leiria, a Biblioteca Afonso Lopes Vieira vai receber o primeiro encontro do Clube de Leitura Sênior. Está marcado para quinta-feira, às 14h. Com uma periodicidade bimestral, o clube é coordenado pelo Centro Social Paroquial de Regueira de Pontes. É o que adianta o jornal Região de Leiria. Em Lisboa, o PS, na Assembleia Municipal, critica a falta de ambição política da liderança de Carlos Moedas na área da mobilidade. Os socialistas manifestam preocupação com a sinistralidade rodoviária e querem debater essa temática. Em apenas três meses, Lisboa registou mais de 180 acidentes rodoviários, mais de 50 atropelamentos, afirma o deputado municipal do PS, André Viveti. O PS realça ainda a necessidade de um plano de mobilidade específico para o centro histórico da cidade, onde fenômenos como a proliferação desregulada dos tuk-tuks continuam sem resposta estrutural. É o que adianta o Partido Socialista na autarquia. Falamos ainda, a fechar este noticiário, do Sporting PSG, a Liga dos Campeões. Ao intervalo, os dois clubes mantêm-se zero a zero. Começa já daqui a instantes a segunda parte desta partida em Alvalade, numa emissão especial de desporto conduzida pelo Nelson Ferreira. Da minha parte, até já.