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Jornal das 8, com edição do Miguel Cordeiro. E Miguel, André Ventura acusa António José Seguro de fugir ao escrutínio.

Em causa a recusa do candidato apoiado pelo PS em ir a dois dos três debates que André Ventura queria realizar durante a segunda volta. Numa ação de campanha no Montijo, o candidato apoiado pelo Chega quis criticar António José Seguro. Disse que o adversário tem medo de se comprometer com medidas para o país.

Eu quero debater os problemas do país na imigração, na habitação, na saúde, nos salários baixos. É isso que eu quero debater. Se o doutor António José Seguro está com medo de qualquer coisa que haja para debater. Eu quero debater o país e acho que ele viu na primeira volta, que eu procurei debater o país, debater o que nos divide, o que nos distingue, ver onde é que nos aproximamos. Ou seja, eu quero discutir Portugal. Agora, se há um candidato que quer passar nisto, tipo Miss Portugal, que ninguém lhe pode dizer nada e que passa pelos pingos da chuva sem ter que se comprometer com nada, isso é um mau exemplo para a democracia. Mas, sobretudo, levanta-me a suspeita que está com medo de alguma coisa e que está com medo de ser sujeito ao escrutínio.

André Ventura, em pré-campanha pelo Montijo, falou também sobre os apoios que têm surgido à direita, em António José Seguro. André Ventura critica, sobretudo, pois têm surgido da Iniciativa Liberal e diz que esse partido vai ter uma morte política.

Andar a dizer que não se vai tomar o partido porque o espaço político não está representado, mas depois mete-se os peões políticos todos a dizer que se vai apoiar. Quer dizer, a Iniciativa Liberal diz assim: "Não, nós não vamos apoiar ninguém porque não votamos em socialistas", ou algo assim. Mas depois o mandatário diz que vai votar no Seguro. E agora a própria líder da Iniciativa Liberal diz que vai votar no António José Seguro. Quer dizer, só falta fazerem o funeral político à frente do país todo, porque eu não conheço nenhum caso na Europa, em que um partido liberal de direita diz que vai apoiar um candidato socialista. Não conheço nenhum.

André Ventura, esta tarde, no Montijo.

E António José Seguro diz que cada um faz a campanha que quer.

Reagiu assim às críticas que tem recebido por recusar participar em mais debates.

Que nenhum candidato fez tantos debates. Portanto, é muito simples. Eu estou aqui para fazer a minha campanha. A minha campanha privilegia o contacto direto com cada portuguesa e com cada português. É isso que eu vou fazer. Portanto, cada um faz a campanha que entende. Muito obrigado.

António José Seguro em Matosinhos, depois de visitar o Centro de Engenharia e Desenvolvimento. Nestas declarações aos jornalistas, António José Seguro falou também do apoio de Luís Marques Mendes para dizer que está feliz. Apesar de referir que não quer comentar apoios, foi confrontado com esse apoio em concreto e reagiu assim.

No caso concreto, doutor Luís Marques Mendes, naturalmente que recebi com agrado. Foi um dos adversários na campanha eleitoral e fico feliz por ele ter expressado o seu apoio, o seu voto, a uma pessoa que está próxima dos seus valores.

António José Seguro foi também confrontado com as sondagens que o colocam à frente de André Ventura nesta segunda volta das presidenciais. Diz António José Seguro que desvaloriza e que o resultado eleitoral será o mais importante.

Portanto, que o próximo presidente da República tenha uma força política e uma legitimidade eleitoral muito grande para o exercício da sua função. Nisso eu serei feliz se os portugueses forem felizes. Portanto, há aqui uma relação de proximidade e de identidade.

António José Seguro, em pré-campanha por Matosinhos.

E o secretário-geral do PCP diz que os defensores do Serviço Nacional de Saúde estão perante uma armadilha.

E ataca os candidatos presidenciais. Falou durante uma audição pública no Parlamento. Paulo Raimundo quis criticar André Ventura e António José Seguro, diz que os candidatos não apresentam soluções para os problemas da saúde.

Nas eleições presidenciais há dois candidatos. Um que defende um pacto, o que está à vista, e outro que vai enunciar, como tem feito, todos os males do Serviço Nacional de Saúde, sem apresentar nenhuma solução, fazendo a maior berraria possível, porque aquilo que quer transmitir é uma situação de caos. Não para o melhorar, não para responder, mas para servir o interesse do negócio.

Avisa Paulo Raimundo que quem quer proteger o Serviço Nacional de Saúde não se pode levar pela conversa do caos e alega que esse discurso serve para acabar de vez com o SNS.

E Miguel, o governo dos Açores mostra-se triste com a recusa da Assembleia da República sobre o subsídio social de mobilidade.

O Parlamento não vai apreciar com urgência a proposta de lei da região para definir um novo modelo para o subsídio social de mobilidade. Vai discutir isso a 18 de fevereiro. Uma decisão que não foi bem recebida pelo presidente do governo açoriano, José Manuel Bolieiro.

Aquela proposta de lei, aliás, aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa e que depois os partidos que também a aprovam por unanimidade na Assembleia Legislativa não a validam na Assembleia da República. Acho isso triste, porque ficou por fazer a defesa justa dos insulares. E por isso, o que eu penso é que nós vamos persistir nessa linha.

Em causa um novo regime que entrou em vigor a 6 de janeiro. Passou a ser obrigatória a ausência de dívidas ao fisco e à Segurança Social para se poder aceder ao subsídio social de mobilidade. Norma que está agora suspensa até 31 de janeiro.

E a Agência Portuguesa do Ambiente deixa o alerta para a possibilidade de cheias em zonas urbanas.

Em resposta à Agência Lusa, a agência explica que a tempestade Ingrid vai provocar uma subida dos caudais nas bacias hidrográficas, com particular incidência no Centro e no Norte do território continental. Esta situação pode agravar-se a partir de hoje. A Agência Portuguesa do Ambiente diz que é caso para manter a vigilância hidrológica, com a previsão de subidas dos caudais acima do esperado. Pede especial atenção às zonas ribeirinhas perante a possibilidade de haver cheias em zonas urbanas. Hoje, as bacias hidrográficas do rio Minho, do rio Lima, do rio Cávado, Mondego, Vouga, Guadiana, rio Arade, estão em nível de pré-alerta.

O mau tempo está a provocar cortes na energia elétrica. Há cerca de 3800 pessoas sem eletricidade.

Este balanço foi feito pela E-Redes às 18h30. Por essa hora, o distrito de Aveiro era o mais afetado pelos constrangimentos na rede elétrica. De acordo com a empresa de distribuição de energia, durante a madrugada de hoje foram afetados cerca de 20 mil clientes, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Para responder aos constrangimentos, a E-Redes informa que há equipas no terreno a acompanhar os trabalhos necessários junto das entidades de proteção e segurança. Perante o agravamento das previsões meteorológicas, a E-Redes também ativou, de forma preventiva, o plano de atuação em crise para permitir o reforço dos meios técnicos operacionais, para assegurar a adequada capacidade de resposta.

Miguel, desde ontem às 16h, a Proteção Civil registou mais de 720 ocorrências relacionadas com a depressão Ingrid.

Estes dados são sobre este período em que Portugal está em estado de prontidão de nível três, numa escala de um a quatro. Há sete pessoas que tiveram de ser deslocadas, duas no Cartaxo, duas em Alcobaça, três em Cascais. São 722 ocorrências, sendo que a mais comum é a queda de árvores. A região mais afetada em todo o território continental é a região de Coimbra, seguida pela área metropolitana do Porto e a Grande Lisboa.

E o Instituto Português do Mar e da Atmosfera diz que a queda de neve vai acentuar-se nas próximas horas.

Ângela Lourenço, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, explica que a queda de neve deve chegar às regiões mais a sul do território continental, entre elas o Ribatejo e o Alto Alentejo.

Nas próximas horas, tem estado a ocorrer queda de neve em muitos locais das regiões do interior Norte e Centro, em muitos locais que até normalmente não costuma ocorrer neve, portanto, a cotas um pouco mais baixas. E o que se espera nas próximas horas é que esta situação se mantenha e inclusivamente com a descida da temperatura, possa então haver queda de neve até mais para sul. Estamos a falar do Ribatejo, estamos a falar do Alto Alentejo e no Algarve, nos pontos mais altos da serra de Monchique.

A partir de amanhã de manhã, a chuva continua, mas a queda de neve volta às cotas mais comuns, ou seja, na região Centro e no interior Norte. Avisa também o Instituto Português do Mar e da Atmosfera que nestas próximas horas é esperado granizo e também trovoada. A agitação marítima também se vai manter, pelo menos até amanhã de manhã.

A fechar, Miguel, o município da Guarda criou uma sala de situação perante as previsões de queda intensa de neve.

O objetivo é assegurar a articulação eficaz entre os diferentes serviços municipais, a proteção civil e as entidades operacionais. Esta sala de situação tem lugar nas instalações da Câmara Municipal e procura coordenar uma resposta rápida, particularmente ao nível da circulação rodoviária, um apoio à população e garantir a segurança de pessoas e bens.

Miguel Corteiros com o Jornal das 8.