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Sem sinais de chuva. Jornal das 8 com o Luís Soares. E Luís, os cinco elementos da Comissão Nacional de Eleições que suspenderam a participação no plenário voltaram hoje às reuniões do órgão, afirmaram que o regresso é condicionado e denunciam um descontrole financeiro dentro da CNE.
Alegaram, aquando da suspensão, que lhes estava a ser vedado o acesso a dados relativos à gestão financeira da CNE. Essa informação foi, entretanto, disponibilizada e, por isso, eles decidiram voltar. Teresa Leal Coelho, um dos elementos da CNE que suspendeu a participação nessas reuniões plenárias, diz que o regresso é condicionado e explica que muita da informação que foi recebida está truncada.
Regressamos com condicionalismos. Deram-nos, através de um sistema de marca d'água, acesso a um conjunto de documentação que temos vindo a solicitar há meses, como nos foi facultada, através de um sistema de proteção de dados e informação, embora com alguns dados truncados e alguns dados que nós entendemos que não são dados sensíveis. Nós disponibilizámo-nos para participar na reunião de hoje e nas próximas, a menos que agora detetemos eventual boicote a que possamos aceder a tudo o que vamos necessitando.
Em relação à informação recebida, Teresa Leal Coelho denuncia um descontrole financeiro dentro da Comissão Nacional de Eleições e também uma cultura de obscuridade.
O nosso entendimento é o de que há descontrole financeiro. Está ali uma cultura, clarissimamente, de obscuridade, de proteção, vamos lá saber de quê. Nós vamos saber de quê. Já começamos a saber de quê. De pagamentos de valores absurdos, o nosso parâmetro de Portugal, pagamentos de valores absurdos do erário público, não só a funcionários, como também a alguns membros da comissão.
Teresa Leal Coelho promete ainda que caso sejam detectados indícios de irregularidades, os factos serão remetidos para o Ministério Público.
Nós tentámos durante meses esclarecer estas questões no recato da Comissão Nacional de Eleições. Não foi possível, porque nos boicotaram o acesso, sistematicamente o acesso à informação. Se virmos que há indícios que justificam remeter para o Ministério Público, é exatamente isso que faremos.
A garantia de Teresa Leal Coelho, em declarações à Rádio Observador, um dos elementos da CNE que suspendeu a participação nos plenários do órgão, por não estarem a ser disponibilizados os documentos que estes membros entendem ser fundamentais para o exercício de funções.
E o Chega desafia o PSD a avançar já para a eleição dos três lugares vagos para o Palácio Ratton e quer que José João Abrantes decida se quer ou não continuar a ser presidente do Tribunal Constitucional.
José João Abrantes, que renunciou ao cargo na semana passada, referindo, no entanto, que só abandona o lugar no dia em que tomar posse o substituto, uma renúncia que foi publicada já nestes mesmos termos em Diário da República. O líder do Chega, André Ventura, lembra que não é possível eleger alguém para um cargo que ainda não está vago e por isso quer avançar desde já para a eleição dos lugares que já estão disponíveis.
Só podemos avançar com uma eleição para juiz do Tribunal Constitucional se esse lugar estiver vago.
Três vagos.
Portanto, tem que se avançar com estes três. Parece-me uma evidência. Não pode haver aqui lugares à medida. Quatro, cinco. Eu estou imaginando que agora quatro fazem uma carta de renúncia. Eu faço uma renúncia se amanhã não tiver nuvens, se tiver sol. Eu é se fizer 20 anos de casamento, eu é se chegar, se o meu carro for a diesel.
André Ventura diz também que vai levar este tema à conferência de líderes amanhã e quer também reunir-se com o presidente da Assembleia da República. Também num impasse, continua a reforma laboral. O líder do Chega garante que não vai deixar cair a descida da idade da reforma em eventuais negociações com o governo.
Vamos descer a idade da reforma. Nós temos que descer a idade da reforma, ela está num patamar muito elevado. As pessoas merecem ter uma idade da reforma, por exemplo, que possa ser feita a partir dos 40 anos de descontos, que era o que tínhamos antes. Era a regra que tínhamos antes e que era consensualmente aceite.
Uma linha vermelha para André Ventura, que esclarece que travar a subida da idade da reforma este ano não basta para mudar o sentido de voto em relação à reforma laboral. São declarações do presidente do Chega numa visita a uma exploração agrícola em Viseu, já no fim das jornadas parlamentares do partido.
E Luís, "É Tuga ou Nada", é assim que se chama a canção de apoio à Seleção Portuguesa de Futebol a pensar no Mundial.
E foi apresentada hoje, dia em que foram também conhecidos os convocados de Roberto Martinez. Sam the Kid criou a música e convocou, Ricardo Lopes, quatro rappers para criar a letra e dar voz à canção.
Yeah! É tuga ou nada. Bora!
"É Tuga ou Nada". É este o mote que dá nome ao tema oficial de apoio à seleção. Sam the Kid fez de selecionador nacional e convocou quatro rappers para entrar em campo.
Chamei o Papillon, chamei o Bispo, o Sir Scratch e o Gsan.
Como qualquer selecionador, explica as decisões e admite que outros nomes também encaixariam na tática definida.
Eu sabia que queria dois rappers, dois rappers e alguém no refrão. Neste caso, o Gsan também ficou no refrão e num dos versos, numa das pequenas partes. Se houvesse para esse quinto e ocupar-se do refrão de verso, seria o Plutónio.
Gsan, que ficou encarregue do refrão "Orlhudo", recorre ao passado para projetar o futuro.
Acho que é incrível. Eu estou me a lembrar agora do Euro de 2016, em que fomos campeões. Estou a me lembrar e é tipo: "Claro que daqui a 10 anos eu queroCom os meus putos, os filhos do Scrat, lembrei e eles escreveram aquela cena. Como a música que fez Portugal ganhar o mundial.
Com as expectativas em alta, Sir Scratch lança um desafio.
Eu já imagino a cantarmos esta música na final. Agora já fizemos a nossa parte. Agora o desafio que a gente faz aos jogadores é: nós queremos cantar, seja no balneário ou com a equipa, na final.
A caminhada da seleção das Quinas começa já a 17 de junho. Até lá, cabe-nos a nós decorar este hino de apoio. Ricardo Lopes, que acompanhou a apresentação da música de apoio à seleção portuguesa de futebol.
Hoje vamos ainda conhecer outras notícias em destaque a esta hora.
O presidente da República elogia Aníbal Cavaco Silva, considera que a Europa precisa de pessoas com a visão, determinação e sentido de responsabilidade coletiva que ele tem. Numa nota publicada no sítio oficial da presidência, António José Seguro felicita Cavaco Silva pela distinção que hoje recebeu no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, de membro honorável da Ordem Europeia do Mérito. Para o chefe de Estado português, a distinção traduz o justo reconhecimento do papel desempenhado por Cavaco Silva em prol do projeto europeu e da integração de Portugal. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirma que foram feitos muitos progressos nas negociações com o Irão, garante que a administração Trump está a negociar de boa-fé. No entanto, JD Vance deixa um aviso, embora acredite que nenhuma das partes quer um conflito, o lançamento de novas operações militares continua a ser um plano B, caso o diálogo fracasse. Acrescenta JD Vance que não é, no entanto, isso que Donald Trump quer e também acredita Vance, não será o que os iranianos pretendem. O governo da China desmente o artigo publicado pelo Financial Times, que afirmava que o presidente Xi Jinping teria dito a Donald Trump que Vladimir Putin se iria arrepender da invasão da Ucrânia, através da rede social X. O porta-voz do Ministério Chinês dos Negócios Estrangeiros foi lacónico ao classificar a notícia como completamente falsa. O desmentido coincide com a presença de Vladimir Putin em Pequim, chegou esta tarde para reforçar a aliança estratégica entre os dois países e também depois da passagem do presidente norte-americano pela capital chinesa.
Notícia de fecho do Jornal das 8.