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De observadores. Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Vider. E Miguel, o Ministro dos Negócios Estrangeiros revela que Portugal vai disponibilizar € 100 mil à Colômbia.
Em entrevista à SIC Notícias há instantes, Paulo Rangel diz também que a ajuda financeira já foi comunicada ao chefe da diplomacia colombiana.
Falei com o Ministro dos Negócios Estrangeiros colombiano, que tomou posse agora. Como sabe, o presidente e o seu governo tomaram posse há cerca de dois, três dias. Tive a oportunidade de falar com ele hoje às 15h30 e dizer que nós iríamos imediatamente, que, aliás, curiosamente, é o mesmo montante que foi disponibilizado pela União Europeia num primeiro momento, disponibilizar € 100 mil para as ajudas iniciais.
Um montante inferior à ajuda que Portugal concedeu à Venezuela, na sequência dos terremotos que atingiram o país no passado mês de junho. O Ministro dos Negócios Estrangeiros justifica.
No caso da Venezuela, foi uma ajuda bilateral, para além de alguma que fizemos no quadro europeu, mas aí foi uma iniciativa do Estado português e, portanto, tinha outro alcance. Neste caso, provavelmente nós não vamos mobilizar esses meios. Também não podemos esquecer que no caso da Venezuela, estamos a falar de cerca de meio milhão de lusodescendentes. A comunidade portuguesa tem uma presença muito densa. Não é o caso na Colômbia.
Declarações e explicações de Paulo Rangel, em entrevista à SIC Notícias e com este anúncio, Portugal vai ajudar a Colômbia com € 100 mil.
E é precisamente na Colômbia que vive há três anos um português que recorda ao Observador os momentos que se seguiram ao terremoto que ontem abalou o país.
Um sismo que, de acordo com o último balanço, provocou a morte a 240 pessoas, mais 16 face à última atualização. Não há vítimas portuguesas. Perto de 830 cidadãos nacionais estão inscritos nos cadernos consulares, mas apenas 120 residem de forma permanente no país. É o caso de Bento Martins, engenheiro geógrafo, vive em Bogotá. Ao jornalista Hugo Fortunato Oliveira, recorda os momentos do abalo e relativiza os impactos do sismo na capital.
Não, em Bogotá está tudo normal. As pessoas aqui já estão habituadas. Como não houve grandes danos, as pessoas encararam com naturalidade. Por volta era 7h30 e por acaso estava ao telemóvel e recebi uma notificação da Google a dizer que havia um sismo. Como eu já tinha visto notícias da Venezuela, sabia que tinha que me pôr logo a andar. Então desci as escadas a correr, sentei-me num banco do jardim. Era impressionante, porque parecia que estava num barco em terra firme.
Com o solo a tremer, resultado deste sismo de magnitude 7,4. Bento Martins dá ainda conta de dificuldades nos contactos com quem vive e está nas regiões mais afetadas pelo terramoto.
Tenho conhecimento de pessoas que tinham familiares e demoraram bastante tempo até conseguir contactar os familiares. Acho que aqui foi ou em Manizales ou em Pereira, que demoraram. Sabiam que se passou algo, mas tentavam contactar e não conseguiam porque não havia comunicações, então ficaram preocupadas. Se era por falta de comunicação da pessoa ou se era geral. Mas felizmente, passado uns minutos, viram que era mesmo falta de comunicação. Uns minutos, não, umas horas conseguiam ver que era comunicações no local e mais tarde conseguiram contactar com outras pessoas.
Bento Martins, português residente em Bogotá, na Colômbia, entrevistado esta tarde pelo jornalista Hugo Fortunato de Oliveira.
Seguimos com as notícias. A presidente da Câmara de Almada garante que o problema das falhas de abastecimento de água no concelho está resolvido.
Sim, depois dos problemas registados, principalmente na zona da Costa de Caparica, no início do verão, a Câmara Municipal avançou com várias medidas para restringir o consumo de água e, dessa forma, contribuir para a reposição de reservas. O balanço é positivo, foi feito ao final da tarde pela autarca de Almada, Inês de Medeiros, à margem de uma visita ao local onde vai decorrer o festival de música Sol da Caparica.
O que eu quero dar como garantia é que estamos permanentemente vigilantes, estamos permanentemente a ver as nossas reservas e atingimos um ponto de reserva quase 80%. E isto em média, os 80 é uma etapa, e é nesse sentido que nos permitiu dizer: "Pronto, já temos aqui reservas suficientes, 80% ao final do dia".
O balanço é feito por Inês de Medeiros. Entretanto, a autarquia decidiu manter a situação de alerta até ao final do mês, explica a presidente da Câmara de Almada, que por cautela.
E Miguel, o Presidente da República esteve esta manhã na Covilhã, no âmbito do Dia Mundial da Juventude, que amanhã se assinala.
E foi na Covilhã que defendeu que é preciso criar condições para que os jovens possam permanecer no interior do país, se assim o quiserem, devem, pelo menos, salienta o chefe de Estado, ter essa opção, assim sejam criadas as necessárias condições. O papel do Estado, sublinhou nesta ocasião o Presidente da República, é essencial.
Se houver uma visão estratégica, investimento público que potencie o investimento privado, há condições para que os jovens depois façam as suas opções e possam ficar, se quiserem, possam ir em mobilidade para outras zonas de Portugal ou do mundo e regressar. O que não podemos aceitar é que passados 60 anos, se volte a emigrar ou a migrar dentro de Portugal por necessidade.
Por falta de condições e oportunidades nesta faixa interior do território continental. Declaração do Presidente da República esta manhã na Covilhã, onde almoçou com grupo de jovens, antes encontrou-se com representantes de organizações políticas de juventude. E lá estava Guilherme Almeida, da Juventude Comunista Portuguesa, que está a esta hora conosco nesta edição das 8 da noite da Rádio Observador. Guilherme, boa tarde, bem-vindo, obrigado pela sua disponibilidade. O que transmitiu ao presidente da República? Que inquietações, que preocupações procurou transmitir nesta ocasião?
Obrigado pelo convite, mais uma vez e boa tarde. A Juventude Comunista Portuguesa teve a oportunidade de salientar aquilo que são as nossas preocupações relativamente a esta matéria e aos problemas que as populações e que os jovens do interior sentem neste momento. Mais do que nós analisarmos e apesar de tudo, é simples dizer que existem problemas e assimetrias regionais no nosso país e problemas no interior. Aquilo que foi importante salientar é que mais do que dizer que elas existem, é importante encontrar soluções e acima de tudo, compreender que esse caminho implica romper com as décadas que temos tido nos últimos anos no nosso país, que conduziram exatamente a esta desertificação do interior, ao abandono das populações e à impossibilidade dos jovens no nosso país poderem ter nas suas mãos o destino das suas vidas, construir o seu futuro.
Guilherme, deixa-me pegar nessa ideia. Por que é difícil para um jovem hoje viver no interior de Portugal continental?
A vida de um jovem no nosso país, seja ele no interior, seja ele em qualquer espaço do nosso território, abarca diferentes dificuldades, mas particularmente quando nós olhamos para a situação daquilo que são os direitos dos jovens trabalhadores, da precariedade, da falta de emprego que afeta muitos dos jovens do nosso país, a desregulação horária, mas também os problemas na habitação, no acesso à saúde. Tudo isso são problemas que são gerais ao nosso país, mas que também se sentem com particular intensidade no interior, onde nós assistimos a uma ofensiva muito grande no que toca aos serviços públicos, ao fecho de escolas, ao fecho de centros de saúde, uma série de serviços essenciais às populações, para não falar das questões dos transportes públicos, do caminho de destruição da ferrovia que o nosso país foi alvo. Mesmo no plano rodoviário de ligações dentro destas localidades, que não correspondem às necessidades dos jovens, dos trabalhadores e do povo e que no final do dia colocam a possibilidade de construir uma vida assente numa variedade de barreiras que muitas vezes são difíceis de transpor ou muitas vezes impossíveis. E, portanto, é também neste aspecto que foi transmitido a necessidade de romper exatamente com este caminho, a partir daquilo que são as posições da JCP e do PCP, nomeadamente na defesa dos serviços públicos, na garantia de trabalho com direitos para todos, na defesa do Serviço Nacional de Saúde, mas também no necessário caminho e discussão que ainda há pouco tempo foi apresentado na Assembleia da República, no caminho da discussão da regionalização, porque mais do que dizermos qual o problema, é preciso fazer um caminho para esbater estas assimetrias regionais, para ter um novo rumo de desenvolvimento do nosso país. E isso implica, no quadro das assimetrias regionais e dos problemas do interior, a discussão da regionalização democrática e participada com as populações e a juventude.
Fica claro aquilo que foi transmitido por Guilherme Almeida, em nome da Juventude Comunista Portuguesa. António José Seguro, o presidente da República, que hoje teve um encontro com representantes de diferentes organizações políticas de juventude. Foi estabelecido algum compromisso no sentido de ser criado um fórum onde estas questões possam ser discutidas de forma frequente, Guilherme?
O que foi colocado no decorrer da reunião é que isto terá a possibilidade das diferentes organizações e as diferentes juventudes partidárias poderem ser auscultadas. Contando sempre com uma compreensão da nossa parte de que a JCP estará sempre disponível para discutir aquilo que são os problemas que a juventude enfrenta, mas acima de tudo, para discutir as soluções e aquilo que realmente é possível fazer para transformar a realidade do nosso país.
Certo, mas ficou então essa promessa do Presidente da República de ter disponibilidade para contactar e ouvir de forma regular as organizações políticas de juventude e pelo menos acolher as propostas e os entendimentos que têm relativamente a estas matérias. Guilherme Almeida, muito obrigado. Dirigente da Juventude Comunista Portuguesa. Contactámos também e tivemos aqui o representante da JS. Não foi possível ouvirmos os representantes da JSD e do Chega, que também foram convidados para estarem esta tarde aqui na antena do Observador.
E assim que fechamos o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Videira, que está de saída. A informação regressa atualizada às 08h30 e já a seguir temos convidado extra.