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Notícias. Jornal das 8, com a Laura Figueiredo e o PS contradiz o primeiro-ministro. José Luís Carneiro acusa o governo de lucrar com o aumento do preço dos combustíveis.
Esta tarde em Viseu, o primeiro-ministro foi confrontado pelos jornalistas sobre a subida prevista na próxima semana. Espera-se um aumento de €0,15 por litro no gasóleo e €0,10 na gasolina. Para combater esta subida, o Governo anunciou já um desconto de €0,03 no ISP. Ora, o primeiro-ministro rejeita críticas ao Executivo, diz que não há ninguém que saia beneficiado, mas pouco depois falou o secretário-geral socialista para dizer que o Executivo lucra com o sacrifício dos portugueses. O Governo está a ganhar dinheiro à custa do sacrifício dos portugueses, à custa dos agricultores, à custa dos pescadores. Está a ganhar mais €0,09 por cada litro de gasóleo e mais €0,06 por cada litro de gasolina. Ainda hoje pude ouvir que os agricultores e aqueles que estão ligados ao setor das pescas, aos setores transportes, à logística, à distribuição, estão a viver momentos muito difíceis e responder ao custo de vida das portuguesas e dos portugueses é um dever do Primeiro-Ministro e do Governo. Declarações de José Luís Carneiro na Póvoa de Varzim, onde rejeitou falar novamente sobre a moção de censura ao Governo apresentada pelo CHEGA. Também Luiz Montenegro remeteu as explicações sobre o tema para o debate agendado pra terça-feira. O primeiro-ministro diz que a moção de censura ao governo é uma iniciativa legítima, mas considera que não faz sentido.
Eu já ontem me pronunciei sobre esse tema e aquilo que eu posso transmitir-lhes é que a próxima vez que falarei dele será na terça-feira da próxima semana, a partir das três horas da tarde, na Assembleia da República, perante os representantes do povo, respondendo a uma iniciativa, que é legítima, por parte de um partido da oposição, embora não faça sentido.
Declarações do Primeiro-Ministro esta tarde em Viseu.
O Secretário-Geral do PCP considera que a moção de censura apresentada pelo Chega não faz sentido e deixa várias críticas à agenda do partido de André Ventura.
Posição de Paulo Raimundo anunciada hoje na abertura da Festa do Avante!. O líder comunista disse que a moção de censura não é dirigida ao governo, mas sim a Luís Neves.
Aquilo é um objeto dirigido ao ministro, que não faz uma única crítica a nenhuma política do governo e se quisermos ainda é mais grave, porque não tem um único questionamento, uma única reflexão daquilo que o ministro também é responsável. Não há nenhuma frase sobre as dificuldades dos policias.
O líder comunista não se compromete com nenhum sentido de voto face à moção de censura do Chega. Paulo Raimundo diz apenas que não alimenta a agenda política de André Ventura. O secretário-geral do PCP considerou ainda insuficiente o aumento do desconto sobre o custo dos combustíveis. Desafiou o executivo a obrigar as petrolíferas a baixarem os preços.
A Ministra da Justiça considera que não é o Governo que está a fragilizar a Polícia Judiciária.
Rita Alarcão Júdice foi esta tarde questionada sobre o caso do Ministro da Administração Interna. Diz que a pergunta não deve ser feita ao Ministério da Justiça.
Uma fragilização que possa estar a ser feita da Polícia Judiciária não é com certeza pelo Ministério da Justiça, nem pelo Governo. Portanto, essa pergunta terá que ser feita a quem está a fragilizar a instituição.
A ministra diz ainda que espera celeridade nos inquéritos que envolvem Luís Neves, garante que não há interesse de ninguém em atrasar seja o que for.
A Iniciativa Liberal e o LIVRE consideram que já é hora do Presidente da República intervir no caso do Ministro da Administração Interna.
Ouvido no Explicador da Rádio Observador, o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, deixou elogios à presidência de Seguro. Ainda assim, pede ao presidente da República que aja em prol da estabilidade das instituições.
É positivo que António Guterres Seguro faça uma demarcação daquilo que foi a presidência anterior de Marcelo Rebelo de Sousa, que a cada cinco minutos falava e com isso muitas vezes gerava mais instabilidade do que os problemas que resolvia. E, portanto, esse silêncio gerido também é importante, desde que nos bastidores esteja a trabalhar. Agora, o tempo de silêncio já foi, agora é o tempo de o Presidente da República, enquanto primeira figura do Estado, assegurar a estabilidade das instituições, coisa que neste momento não está minimamente assegurada.
Opinião partilhada também pelo líder parlamentar do Livre, Paulo Muacho.
Tenho a certeza que o Presidente da República está a acompanhar de perto esta situação e está preocupado com ela. Nós também sabemos de situações passadas em que presidentes da República pediram a demissão de ministros, sendo certo que essa responsabilidade é do Primeiro-Ministro, é de Luís Montenegro, de ter ou não os ministros em funções, mas que, do meu ponto de vista, aquele que deve ser, sobretudo, o papel do Presidente da República, é pressionar para que todos estes inquéritos e estas averiguações sejam céleres.
Paulo Muacho e Mário Morien Lopes ouvidos no explicador da Tarde Política.
Nos Estados Unidos foi declarado nulo o julgamento de Lindsay Clancy, a mulher norte-americana acusada de matar os três filhos.
Uma decisão tomada pelo juiz, uma vez que o júri não conseguiu chegar a uma conclusão, estava num impasse há vários dias. O juiz ainda deu hoje uma margem de uma hora à defesa da vítima para tentar obter junto de um tribunal superior uma paragem de emergência do processo para tentar recorrer da decisão. Ora, o recurso foi negado e consequentemente o julgarmento foi anulado. Agora fica a cabo dos procuradores decidir se avançam ou não para um novo julgamento.
Está feito o Jornal das Oito com Laura Figuerezo.