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Notícias na Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 9, edição de Diana Rosa. Diana, o Parlamento vai enviar ao Ministério Público o depoimento da Ministra da Saúde na Comissão de Inquérito ao INEM.

O requerimento do Chega foi aprovado com os votos a favor do PS e abstenção do Livre, PSD e Iniciativa Liberal votaram contra. O Chega acusa Ana Paula Martins de mentir e de falta de vergonha. Em causa, as versões da ministra e de entidades ligadas ao INEM, a propósito da greve dos técnicos de emergência médica em 2024, greve essa associada a mortes por falta de socorro. O requerimento alega que em causa está a eventual prestação de falsas declarações em sede de inquérito parlamentar, uma situação que, a confirmar-se, pode configurar matéria de natureza criminal. Foi mais um dia marcado pela proposta de alteração à lei laboral. Com o chumbo da UGT à proposta, os patrões pedem autorização para divulgar todos os documentos negociados entre os parceiros sociais. O presidente da CIP mostra-se indignado com este chumbo. Armindo Monteiro quer transparência na negociação, que vai continuar no dia 7 de maio, e só aceita negociar propostas da UGT que cheguem por escrito.

Não aceitaremos declarações ou propostas verbais. Se a UGT tem pontos e tem propostas, que sejam de forma escrita. Por quê? Porque nós já entramos pra uma reunião onde tínhamos dois pontos pra consensualizar. Saímos dessa reunião, tínhamos cinco por consensualizar e hoje foi acrescentado mais um, já vai em seis.

Antes destas palavras do representante dos patrões, a UGT avisou que não desiste das linhas vermelhas. José Abrão, vice-presidente da Central Sindical, deixou um alerta ao governo.

A senhora ministra poderá até dizer que a UGT tem que se aproximar, mas a grande questão que está aqui é que é o governo que tem que se aproximar às posições da UGT em questões que são verdadeiramente essenciais. E, portanto, há aqui a marcação para o dia 7 de maio, desse encontro em sede de concertação, pois que o governo leve também propostas novas, porque queremos defender trabalhadores.

E essas questões essenciais apontadas pela UGT são, por exemplo, o outsourcing, a não reintegração de um trabalhador despedido ilegalmente, o banco de horas e a jornada contínua continuam a ser fatores que a UGT não aceita e que estão a impedir um acordo que seja assinado pela Central Sindical.

O primeiro-ministro apela que duas semanas que antecedem a próxima reunião, a UGT reflita sem o que entende como paixões partidárias.

Ainda que a UGT também tenha os trabalhadores sociais-democratas, Luís Montenegro quer que a Central Sindical ceda, apesar de Mário Mourão, da UGT, o presidente, já ter explicado que não se sente confortável com a proposta tal como está. Já a Ministra do Trabalho avisou hoje que dia 7 de maio é a última oportunidade e que o processo vai ser encerrado depois desse encontro na concertação social.

E apesar de apontarem motivos diferentes, os partidos da oposição são unânimes na crítica à postura do governo na negociação da reforma laboral.

Uns porque querem ir mais longe, outros porque querem deitar completamente fora esta proposta. Toda a oposição critica a postura e a estratégia do Executivo na negociação da proposta para alterar a lei. É o que nos conta aqui o Miguel Vitor Dias.

André Ventura diz que o governo devia ter feito o processo ao contrário e ter começado por falar com os partidos para não perder tempo.

A forma como agora sabemos que a própria UGT levou a cabo esta negociação e todos os elementos que temos de detalhe e de ocultação de informação mostram bem como esta foi uma jogada perdida, quer pro governo, quer pras confederações sindicais. Estivemos há nove meses num simulacro de negociação.

Já o PS também critica a postura negocial, mas do lado do Executivo, com o deputado Miguel Cabrita a mostrar poucas expectativas.

Todos os parceiros sociais tiveram de boa fé, o governo tem estado de má fé. O PS sempre disse que está disponível para apresentar também propostas do seu lado. Agora, nós não podemos esperar que no Parlamento o governo demonstre mais flexibilidade.

A Iniciativa Liberal é dos poucos partidos que apoia mudanças claras na lei do trabalho, mas lamenta que o governo queira negociar apenas com o Chega e o PS.

O Partido Socialista já disse que não concorda com absolutamente nada e o Chega vai mudando de posição dia após dia.

Mariana Leitão, que critica os interlocutores do Executivo. O Livre também não gosta que o governo converse com o Chega e avisa que a reforma nunca terá consenso no país.

Que estabilidade é que terá uma alteração ao código laboral com esta aprovação no Parlamento, que, na prática, não tem um consenso alargado.

A líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, com o PCP, a insistir que a reforma deve ser deitada ao lixo depois de ter sido censurada pelos trabalhadores. Isto apesar de um processo negocial que Paula Santos diz que foi um engano.

É um embuste, porque a verdade é que as intenções do governo e aquilo que pretendem impor aos trabalhadores, os trabalhadores já disseram que não.

Já os centristas pedem à UGT para pôr os interesses do país à frente na negociação desta reforma laboral.

Miguel Vitor Dias com as reações dos partidos durante a tarde, no espaço Perdidos da Assembleia da República. Ainda assim, há partidos com disponibilidade para negociar, como é o caso do Chega e da Iniciativa Liberal.

Falamos ainda das meias-finais para a Taça de Portugal. Há vinte minutos que Torriense e Fafe entraram em campo para decidir quem vai defrontar o Sporting no Jamor.

Há setenta anos, Rita, que o Torriense não chega a uma final da Taça, e para o Fafe, seria a primeira vez. Em Torres Vedras, no Estádio Manuel Marques, está o repórter do Observador, Martim Madeira, que vai estar a acompanhar esta partida. Martim, boa noite. Como é que foram os primeiros vinte minutos de jogo? E eu já estou aqui a ver, mas pergunto a ti qual é que é o resultado a esta hora.

Está tudo empatado, Diana, ainda 0 a 0, no Fafe-Torreense, o Torreense com uma maior hegemonia, uma maior superioridade aqui no jogo. Ao todo, já fizeram três ataques, mas ainda sem qualquer remate a baliza por parte das duas equipes. O Fafe foi lá uma vez, fez um cruzamento pelo lado direito, ressaltou ainda no jogador do Torreense, pareceu ter perigo para o guarda-redes, mas acabou por sair para fora das quatro linhas. Entretanto, também o Fafe já viu um amarelo. O Carlos Daniel levou um amarelo por ter derrubado Dani Gea, do Torreense, que fintou o jogador, acabou por ser derrubado nas costas e é um jogador, David Gea, que está a causar pesadelos a esta equipe do Fafe. O Torreense também teve um momento em que David Gea ultrapassou toda a defensiva do Fafe pelo lado esquerdo, foi derrubado dentro da área e os adeptos e também os jogadores do Torreense pediram pênalti. O árbitro da partida considerou que não havia qualquer lance para grande penalidade. Se tivéssemos aqui o Pedro Henriques, se calhar poderia nos esclarecer com melhor exatidão, mas não tendo, também não sabemos. Mas agora no momento em que o Torreense parte para a frente e David Gea mais uma vez, o homem tem estado a causar pesadelos a esta equipe do Fafe. Vamos só ver como é que corre este lance, o cruzamento agora pelo lado esquerdo, mas limpa a defensiva do Fafe. Sai o Fafe para o contra-ataque, minuto 23 da partida, tudo empatado, Torreense 0, Fafe também 0.

Martim Madeira, que vai continuar a trazer as emoções deste Torreense-Fafe, que por agora se mantém zero a zero, como disse o Martim. Vamos continuar a ouvir os destaques desta partida ao longo desta emissão informativa desta quinta-feira à noite. E são agora 21h08, vamos ao habitual espaço de informação local. A Câmara Municipal de Lisboa vai adquirir 53 veículos de recolha de resíduos por quase € 4 milhões, de acordo com o executivo liderado por Carlos Moedas. A decisão surge da necessidade de substituir mais de 30 carros que funcionam em regime de aluguer. A proposta para comprar os novos veículos para recolha foi aprovada por unanimidade, representa, como dizia, um investimento de perto de € 4 milhões. Em Leiria, vai encerrar um armazém solidário que durante três meses apoiou cerca de 53 mil pessoas afetadas pelas tempestades no início do ano. Durante este período, foram distribuídas cerca de 1.750.000 metros quadrados de lona, perto de 550 mil telhas, para além de toneladas de cimento, cordas e outros materiais. O vereador da Câmara Municipal, Carlos Palheira, anuncia que o armazém vai encerrar na próxima terça-feira, dia 28, devido a questões de logística e de recursos humanos. A Câmara Municipal de Santarém vai avançar com um plano de 10 anos para revitalizar o centro histórico e a Ribeira. O plano contempla intervenções no setor da habitação, também no comércio, no patrimônio, na mobilidade e ainda na ligação ao Tejo. O investimento deve ultrapassar os € 95 milhões. De acordo com a autarquia, o objetivo é devolver vida ao território e reforçar a capacidade para acolher residentes, investimento, comércio e atividade cultural. A Câmara de Vila Nova de Famalicão vai investir € 10 milhões na compra de casas para arrendamento acessível. O projeto é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência. A autarquia adianta que vão ser compradas 50 casas, quase metade vão ser transformadas em T2 e as outras em T3. A Comic Con Portugal arranca esta quinta-feira em Santa Maria da Feira. A edição 11 vai decorrer no Europarque até domingo. Conta com convidados da banda desenhada, da televisão, também do cinema, videojogos, para além de sessões de autógrafos e cosplay. De acordo com a organização, esta edição da Comic Con Portugal define um novo conceito que relaciona a cultura pop com a identidade portuguesa. O Barreiro vai acolher um torneio de paddle que promete dois dias de animação e um prêmio de € 500 aos vencedores. A competição marcada para os dias 30 e 31 de maio, divide-se em categorias masculinas, femininas e mistas, organizadas por níveis de jogo, o que permite a participação de atletas com diferentes experiências. Cada participante tem três jogos garantidos. As inscrições estão abertas, custam €25 para uma categoria e €40 para outras duas.

E é o ponto final no Jornal das Nove, edição de Diana Rosa. Já a seguir, Guerra Traduzida. Até já.

Até já.