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Nadine, boa noite mais uma vez. Começamos com Donald Trump, que informou o Congresso norte-americano de que as hostilidades no Irão terminaram.

É um anúncio do presidente norte-americano feito através de duas cartas enviadas aos líderes das duas câmaras do Congresso. Acontece ao fim de 60 dias de guerra. É o prazo máximo estabelecido pela Lei dos Poderes de Guerra de 1973, para que as hostilidades possam prosseguir sem autorização do Congresso. Nas cartas enviadas, citadas pela CBS, Donald Trump escreve que as hostilidades começaram a 28 de fevereiro e chegaram agora ao fim. No entanto, ainda esta tarde, nos Jardins da Casa Branca, o presidente norte-americano referia-se a esta lei como inconstitucional.

E a marcar a atualidade nacional neste 1º de maio, o Primeiro-Ministro que nega teimosia por parte do Governo nas negociações, Nadine, sobre as alterações à lei laboral.

Luís Montenegro rejeita qualquer teimosia do Governo neste processo sobre as alterações ao Código do Trabalho e acusa a UGT de ser o parceiro social que menos cedeu na negociação.

O Governo há uma coisa que não faz: é abandonar as suas convicções. Isto não é teimosia. São convicções. A UGT tem toda a legitimidade e liberdade de dizer: "Nós não queremos ceder." Não tem é o direito de dizer que a teimosia é nossa. Isso não tem, porque francamente, isso não é justo e não é real.

O Primeiro-Ministro que garante que o Executivo já cedeu em vários pontos sensíveis durante este processo das negociações.

As traves mestras a que a UGT se refere têm a ver com os contratos a termo, com o regime de reintegração em caso de despedimento, com o banco de horas por acordo, com o chamado outsourcing. Eu quero aqui dizer-vos: em todas estas matérias, o Governo já cedeu. Em todas, numas mais do que noutras. Destas propostas, há algumas em que o Governo cedeu praticamente integralmente e outras em que cedeu parcialmente.

São declarações do Primeiro-Ministro de visita a uma feira em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo. Apesar das críticas, Luís Montenegro diz não querer pressionar a UGT, defende que há espaço para negociar.

E neste 1º de maio, também neste Dia do Trabalhador, a CGTP pede ao Governo para deixar cair o pacote laboral.

Tiago Oliveira pede ao Executivo de Montenegro o fim desta proposta de revisão da Lei do Trabalho. Num discurso na Alameda, no 1º de maio, esta tarde, o secretário-geral da CGTP disse que o país já se pronunciou sobre esta matéria.

Nós já sabemos a resposta. Os trabalhadores já deram a resposta. Os trabalhadores e a sociedade no seu todo, já deram a resposta. Nós rejeitamos o pacote laboral, não queremos o pacote laboral. Retirem o pacote laboral. Foi isso, camaradas. Foi isso que disseram os trabalhadores da grandiosa greve geral do passado mês de 11 de dezembro. Foi isso que disseram os trabalhadores nas mais de 190 mil assinaturas que entregamos ao Primeiro-Ministro.

Tiago Oliveira, que apela ainda à participação na nova greve geral marcada para 3 de junho.

E ouvimos agora a reação da UGT, que garante que não vai ceder à pressão e que, por isso, Nadine, não vai recuar na sua posição quanto à reforma laboral.

Em Oeiras, esta tarde, centenas de pessoas participaram nas celebrações do 1º de Maio da UGT. O secretário-geral Mário Mourão defende que as pressões sobre a central sindical falharam. Mário Mourão, que garante que a central sindical não vai ceder quanto às traves mestras do Governo.

A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do Governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam, é deste governo. E dizemos aqui bem alto e bom som: não há pressões partidárias ou quaisquer outras, porque a UGT só não cede a uma pressão, à pressão dos trabalhadores. É aquelas a que nós temos que ceder.

Secretário-geral da UGT, num discurso neste Dia do Trabalhador.

E seguimos nesta edição das 9, Nadine, com as declarações de André Ventura, também no contexto deste 1º de maio. O líder do Chega reagiu ao anúncio da greve geral para 3 de junho, por parte da CGTP.

"As provas estão à mostra", diz o líder do Chega. André Ventura considera que o Governo falhou durante o processo de negociação do pacote laboral com os parceiros sociais.

A convocatória desta greve geral é o sinal e o sintoma, por um lado, do fracasso do Governo nestas negociações, que de forma intransigente e de forma até indiferente, decidiu levar a cabo aquilo que nem sequer é uma reforma laboral, é a mudança de artigos da legislação laboral, que dificilmente se consegue vislumbrar onde vão melhorar a economia, a produtividade, o crescimento económico. É isso que faz falta e é isso que as pessoas querem, é isso que os jovens precisam e é isso que os trabalhadores e os empresários precisam. Dificilmente se vê em que é que esta reforma laboral ajuda a esse desígnio.

São declarações de André Ventura na sede do partido esta tarde, neste registo da RTP.

E Nadine, continuamos a falar do Chega, isto porque o líder do partido quer avançar com uma comissão parlamentar de inquérito, se necessário, de forma potestativa, para ouvir António Costa no Parlamento.

O presidente do Chega anunciou que o partido vai propor uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer, isto de forma a que o antigo primeiro-ministro António Costa seja ouvido no Parlamento. André Ventura garante que o partido vai procurar consensos com as restantes forças políticas para aprovar esta CPI. Se tal não acontecer, não exclui avançar com um pedido potestativo.

É incompreensível queAlguns tenham insistido, e bem, numa comissão de inquérito à Spin Viva, devido a atos eventualmente ilícitos do primeiro-ministro, mas acham que não é precisa uma comissão de inquérito a um ex-primeiro-ministro que comprovadamente permitiu ou fechou os olhos à influência indevida sobre negócios de milhões dos contribuintes portugueses. Espero que o Parlamento possa consensualmente aprovar esta comissão de inquérito. Caso isso não aconteça, o Chega vai avançar potestativamente para essa comissão de inquérito, garantindo que ela ocorre, mesmo se alguns partidos a tentarem bloquear.

São declarações de André Ventura aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa. O líder do Chega, que compara este caso Influencer de António Costa ao caso Pinhuanta, de Luís Montenegro, por isso defende que é necessário passar por uma comissão parlamentar de inquérito. Em causa estão os recentes desenvolvimentos da Operação Influencer, que mostram que afinal o primeiro-ministro António Costa falou com Diogo Lacerda Machado sobre o processo do Estádio de Campos, construído em Sintra.

E já daqui a pouco, nesta edição das 9:00, vamos atualizar as informações de âmbito local, mas primeiro no desporto, a nível nacional, na véspera do jogo que pode dar o título ao Futebol Clube do Porto, o treinador azul e branco garante que ninguém, Nadine, está a pensar nas comemorações.

Em conferência de imprensa de antevisão do encontro frente ao Alverca, Francesco Farioli garante o foco total da equipa neste encontro.

Estamos completamente preparados para o que o jogo de amanhã pode significar, mas o foco está totalmente no presente e no jogo. Não temos distrações nem tempo para pensar em celebrações. Os resultados desta semana mostram que nada está garantido até estar mesmo.

Francesco Farioli, na antevisão do Futebol Clube do Porto ao Alverca. O jogo que pode ser do título arranca amanhã às 20h. Antes, o Benfica joga às 18h com o Famalicão.

E caso o Benfica não vença esse jogo, podemos ter logo a sagração de campeão para o Futebol Clube do Porto. Uma emissão especial que vai arrancar às 17h30 e que pode durar, quem sabe, até de madrugada. Podemos ter resolução do campeonato já este sábado. Emissão especial na Rádio Observador a partir das 17h30. Para já, com nove minutos para lá das 9:00, Nadine, vamos às notícias de âmbito local.

Em Loures, duas crianças ficaram feridas num acidente com um insuflável. Este divertimento levantou voo e deslocou-se cerca de dois metros, isto na sequência da passagem de um avião. Os menores, de seis e oito anos, tiveram de ser transportados para o hospital. As autoridades investigam agora as circunstâncias deste acidente. O Tribunal de Matosinhos condenou 10 dos 15 arguidos acusados de venderem droga através das redes sociais. As penas aplicadas variam entre um ano e três meses e nove anos de prisão. Os restantes cinco arguidos que constavam do processo foram absolvidos. De acordo com o Ministério Público, o grupo comprava a droga no sul de Espanha para distribuir em diversas localidades do país, como por exemplo, Viana do Castelo e Barcelos. Em Leiria, a Câmara Municipal anunciou o lançamento de um arquivo multimédia sobre as tempestades no início deste ano. O projeto pretende eternizar a capacidade de resposta, solidariedade e reconstrução deste conselho. A autarquia apela à participação de toda a população, associações e órgãos de comunicação social locais na construção deste espólio. Os conteúdos multimédia devem ser enviados até 31 de julho. Em Rio Maior, os trabalhadores da Fábrica da Nobre voltam a parar no dia 4 de maio. É a 29ª vez que acontece desde 2023. O Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal acusa a empresa de não negociar o caderno reivindicativo e de manter salários no mínimo nacional, apesar dos resultados positivos desta fábrica. São João da Madeira está entre as cinco cidades selecionadas pelo governo para receber os projetos-piloto do programa de ação para a resiliência e restauro da natureza em áreas urbanas. Na lista estão ainda Vila Real, Leiria, Beja e Évora. Os projetos representam um investimento de 10 milhões de euros, serão financiados pelo Fundo Ambiental. A fechar, arranca amanhã no Seixal mais uma edição do Seixal Cultura, de 2 a 17 de maio. É o movimento associativo cultural do Conselho a promover várias ações de dança, música, artes visuais e teatro. A entrada é gratuita. O programa completo pode ser consultado no site da autarquia.

Isto foi a informação de âmbito local. Está dada também a informação local por hoje, mas a Nadine está de regresso às 9h30 para atualizar as notícias numa síntese informativa. Contamos contigo, Nadine. Um abraço e até já.

Até já.