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Observador. Jornal das nove da Rádio Observador, edição da jornalista Diana Rosa. E Diana, começamos com um incêndio em Arouca. As chamas mobilizam a esta hora seis meios aéreos.

Um incêndio deflagrou numa zona florestal por volta das 17h30, de acordo com a Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, à Rádio Observador. Estão no terreno cerca de 130 operacionais. O fogo está localizado em Vila Chã, na freguesia de Escariz, Arouca. De acordo com o Comando Metropolitano, não há neste momento indicação de casas em risco, nem estradas cortadas.

E todos os distritos do país, com exceção de Faro, estão sob aviso amarelo por causa das temperaturas elevadas.

O tempo quente vai manter-se em Portugal continental até, pelo menos, amanhã, estando praticamente todo o território em onda de calor. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê para os próximos dias várias regiões do país em perigo de incêndio muito elevado. Hoje, por exemplo, Rita e Mora, no distrito de Évora, registou-se um recorde para esta altura do ano, com 39,2 graus.

Mora costuma ser recordista. De facto, foi onde eu passei as férias. O comandante regional do Norte da Proteção Civil admite estranheza nas ignições que aconteceram durante a noite.

Indica que desconhece negócios ilícitos associados à prevenção ou combate de incêndios rurais. Garantia deixada por Carlos Alberto Alves na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios. O comandante regional do Norte da ANPC foi ouvido hoje durante aproximadamente hora e meia pelos deputados. O comandante diz, sim, estranhar a quantidade de ignições em período noturno, mas reafirmou várias vezes que desconhece a existência de qualquer suspeita quanto a negócios, quer com compra de materiais e equipamentos, quer com ignições deliberadas. Carlos Alberto Alves defende mais investimento na vigilância e na prevenção.

Luís Montenegro quis afastar-se esta tarde das polémicas do SIRESP, com o SIRESP e desviar-se dos puxões de orelhas do Presidente da República.

Hoje foi dia de debate quinzenal. Com a ajuda de Hugo Soares, líder parlamentar, o primeiro-ministro desvalorizou a polêmica com a escolha do presidente do SIRESP, que tem marcado esta semana e tentou mostrar que os recados de António José Seguro quanto ao relatório sobre as tempestades já fazem parte da estratégia do PTRR. Tudo isto, Miguel Vitor Dias, num debate com recurso a muitas figuras, digamos, animadas.

Foi um debate em modo banda desenhada.

Olho para o deputado André Ventura e faz-me lembrar o Lucky Luke e do outro lado, olho para o Partido Socialista, o deputado Zé Luís Carneiro, faz-me lembrar o Speedy Gonzales.

Mas logo André Ventura respondeu a Hugo Soares.

O Pulinha era aquele que nunca trazia nada de novo, nem fazia nada de novo, mas queria sempre sair o maior da rua dele. Queria sempre fazer tudo para desviar a atenção dos outros, inclusive roubar coelhos.

André Ventura não se esqueceu dos coelhos, depois do líder parlamentar do PSD ter tentado antecipar os tiros da oposição, a começar pelo relatório da Presidência da República, que aponta falhas na resposta às tempestades.

São um contributo muito válido, que está praticamente todo incluído naquele que é o desenho e, neste momento, já a implantação do PTRR.

Luís Montenegro acrescentou ainda que o pagamento das reconstruções está atrasado devido às autarquias que estão exauridas. E depois das tempestades, a polêmica com o SIRESP.

Uma coisa que não devemos perder o foco. O foco aqui é corrigir aquilo que não funcionou no passado.

André Ventura não ficou satisfeito e insistiu.

Tem ou não conhecimento de um e-mail da adjunta do Ministério da Administração Interna a procurar alterar as conclusões de um relatório?

Sr. Primeiro-ministro.

Não tenho.

Não me parece que esteja a dizer a verdade ao Parlamento, nem que não saiba, efetivamente, que é que estamos a falar. A troca de palavras entre ambos, com Luís Neves irritado na bancada do Governo. Sobre o SIRESP, o PS nada disse, depois de ter defendido o nome escolhido pelo ministro. O líder socialista apontou falhas na saúde e aumento do custo de vida.

As pessoas e as suas vidas estão cada vez pior, senhor primeiroministro, e estão pior por causa do custo de vida.

Também Paulo Raimundo, do PCP, acusou o executivo de governar só a pensar nos mais ricos, mas mostrou-se solidário com o chefe do Governo.

É o ataque brutal, com o pensamento no século XIX, com o pacote laboral. Se não houvesse ritmo, então o que é que seria de nós?

Paulo Raimundo a fazer referência ao reparo de Pedro Passos Coelho sobre a falta de ritmo do Governo, num debate em que o Livre voltou a pedir para que o executivo abandone a reforma laboral, que o bloco apelidou de zombi legislativo.

O Miguel Viterbo Dias, que esteve a acompanhar este debate quinzenal, Luís Montenegro, voltou a enfrentar, aliás, a oposição. Volta a enfrentar, assim é que é, a oposição no dia 16 do próximo mês. E noutros temas, Diana, Luís Montenegro responde ao repto deixado por Vladimir Putin. O primeiro-ministro português concorda que a Rússia e a Europa devem negociar diretamente.

O presidente russo está disposto a conversar com a Europa, ainda que com a possibilidade de haver um mediador. Ora, para Luís Montenegro, o bloco europeu deve ser independente dos Estados Unidos no processo de negociações.

Um processo de paz na Ucrânia carece também de sentar à mesa a Rússia. E a Europa não pode estar eternamente dependente da intermediação de responsáveis que, com todo o empenho, seguramente, e com todo o mérito, têm diligenciado no sentido de garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Que a Europa deve tomar a iniciativa de fazer o estabelecimento desse diálogo com as partes envolvidas, com a Ucrânia, naturalmente, é um acompanhamento que é permanente, e também com a Rússia.

Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas nos Passos Perdidos do Parlamento depois do debate quinzenal.

E Donald Trump pondera recusar um consenso com o Irão até que os países do Médio Oriente aceitem aderir aos acordos de Abraão.

Notícia avançada pela CNN, Trump considera que estes países devem esse passo aos Estados Unidos. Certo é que aos jornalistas, o presidente norte-americano garante que quando houver acordo, o estreito de Ormuz vai estar aberto a todos, não vai ser controlado por ninguém. Quer, no entanto, que sejam os Estados Unidos a monitorizar o local.

E no futebol, depois da derrota da final da Taça de Portugal, Frederico Varandas deixa críticas aos jogadores do Sporting.

É a primeira reação do presidente do clube à derrota contra o Torreense. Fala em falta de vontade e de ambição do plantel leonino.

O Sporting perde aquela final porque simplesmente não competiu, porque simplesmente não teve a atitude de quem quer ganhar um título nacional. O Sporting respeita e quer jogadores que tenham como objetivo jogar Champions League, participar num campeonato do mundo com as suas seleções. Mas o Sporting também exige que os seus jogadores tenham essa mesma ambição a ganhar, a jogar competições internas, nomeadamente contra equipas de escalão inferior.

Numa altura em que Rui Borges está sob pressão, Frederico Varandas assegura que é para continuar.

Desde domingo até hoje, vi Rui Borges fragilizado, Rui Borges pressionado, mas onde? Nas capas de jornais, nas redes sociais, pseudonotáveis, etc. E eu gostaria de dizer que todas estas variáveis que eu disse contam zero para a decisão do Sporting. Rui Borges é o nosso treinador e sobre o Rui Borges o assunto está encerrado.

Frederico Varandas nas comemorações dos 70 anos do Estádio Universitário em Lisboa.

E agora são 9:08. Que outras notícias marcam a atualidade, agora de âmbito local?

O município de Leiria recebeu até agora 17 milhões de euros do Estado e das seguradoras para fazer face aos danos provocados pela tempestade Cristina. No entanto, os gastos acumulados ultrapassam já os 30 milhões de euros. O presidente da Câmara diz que as despesas incluem operações de limpeza, reparação de escolas e equipamentos, remoção de amianto, desobstrução de vias e limpeza florestal. Gonçalo Lopes sublinha que os prejuízos estão estimados em quase 200 milhões de euros. Em Vila Nova de Gaia, o Centro de Reabilitação do Norte vai ter um novo espaço tecnológico para apoiar pessoas com dificuldades de comunicação e acessibilidade digital. A iniciativa resultou de uma parceria com a Fundação MEO, incluindo equipamentos de comunicação aumentativa, dispositivos de controle por movimento ocular e ferramentas digitais de apoio à reabilitação. Em Oeiras, o Jardim Municipal de Paço de Arcos recebe o Festival Burger Cup a partir de amanhã, até ao dia 7 de junho. O evento reúne várias food trucks dedicadas à confeção de hambúrgueres, além da oferta de street food. O festival conta também com animação musical ao longo destes dias. Em Santarém, a 19ª edição do Festival Internacional de Cinema decorre este domingo no Teatro Sá da Bandeira e no Mercado Municipal. São mais de 40 filmes de mais de 20 países, incluindo documentários, curtas, cinema experimental, sessões dedicadas à infância, sob o tema "Um festival da Terra e pela Terra". Na Universidade de Aveiro realiza-se a conferência em projeto Engenharia Mecânica, no próximo dia 8 de junho. O evento tem entrada livre, vai reunir mais de uma centena de participantes, entre estudantes, professores, investigadores e visitantes externos. A conferência é organizada pelos finalistas da licenciatura em Engenharia Mecânica. Fechamos no Seixal, vai realizar-se um passeio no dia 7 de junho, entre o Terminal Fluvial e o Parque Municipal do Cerrado. O percurso de 6 km pode ser feito ou de bicicleta, ou de skate, patins, trotinete, até a pé. É uma iniciativa que se chama Kiddy Calmácia, direcionada para famílias com crianças.

E ficam as sugestões aqui a fechar o Jornal das Nove, edição da jornalista Diana Rosa. Até já, Diana. As notícias regressam à antena quando forem 21h30.