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Às universidades.
Jornal das nove, com José Rafael Lopes e José. O PSD ataca o legado do PS em política de imigração. São críticas que chegam depois do caso de Ceuta.
O Governo recusou atacar Pedro Sánchez no momento mais crítico e até rejeitou assinar a carta de 22 líderes europeus a pressionar o chefe do governo espanhol. Mas depois de ultrapassado o momento mais agudo da crise migratória, o PSD foi construindo uma narrativa de críticas às políticas de Pedro Sánchez e o legado do PS durante os governos de António Costa. Num vídeo publicado nas redes sociais do PSD, Hugo Soares puxa os galões do governo e atira aos socialistas.
Provoca-nos a reflexão de como andou bem o nosso governo em regular a sério, com responsabilidade, a imigração em Portugal. Durante oito anos, o governo do Partido Socialista fechou os olhos a uma grave crise migratória que estava a acontecer em Portugal. Nós sentimos isso na pressão que houve na habitação, no Serviço Nacional de Saúde, na educação. Hoje está demonstrado que foi cerca de mais de um milhão e meio de pessoas que entraram em Portugal sem regra. Isso não pode voltar a acontecer. Este legado do Partido Socialista, que nós voltamos a denunciar e que condenamos, efetivamente, foi por nós resolvido. Chama-se regular a imigração com responsabilidade, segurança e humanismo.
As palavras de Hugo Soares depois de, já o final da manhã, Luís Montenegro, sem nomear Pedro Sánchez, ter criticado quem não consegue regular os fluxos migratórios.
Nestes dias em que nós assistimos, incrédulos, a fenômenos de falta de regra, de regulação no fluxo migratório, nestes dias em que, infelizmente, alguns teimam em adotar políticas que têm muitas vezes um efeito de chamada, chamam as pessoas sem lhes proporcionar as condições para os acolher e integrar. Nesta época, é uma época para nós dizermos que em Portugal, francamente, estamos a fazer aquilo que tem que ser feito.
Luís Montenegro, à margem da inauguração de uma nova unidade de saúde familiar em Torres Vedras, em abril, o governo espanhol decidiu legalizar a situação de meio milhão de migrantes, uma medida criticada por muitos homólogos europeus. Antes dos altos dirigentes do governo e do PSD terem falado, já Luís Neves tinha emitido um comunicado a alertar para as políticas nacionais que podem ter impacto noutros Estados membros da União Europeia e a pedir que se evitem medidas que funcionem como fator de atração.
António José Seguro tem em Belém, à espera de promulgação, uma nova lei de retorno.
O governo tem tentado aprovar uma nova versão da Lei do Retorno, que aumenta o prazo máximo de detenção de imigrantes ilegais de dois meses para um ano, prolongáveis por mais seis meses. O governo diz que atualmente não tem mecanismos suficientes para responder aos migrantes ilegais e dá como exemplo o barco com 38 pessoas a bordo, que chegou ao Algarve em agosto do ano passado e que ao fim de 60 dias foram libertados e desapareceram, quase todos, do radar do Estado. O jornal "Eco" diz que o diploma revisto pelo governo chegou às mãos de António José Seguro na semana passada. O presidente da República tem até a próxima semana para pedir a fiscalização ou decidir promulgar ou vetar este diploma.
André Ventura insiste na demissão do ministro da Administração Interna e pede uma intervenção pública a António José Seguro.
Depois de saber que a Procuradoria Europeia está a investigar os contratos celebrados pela PJ quando Luís Neves era diretor nacional e que estão a ser investigados fundos europeus que pagaram parte das obras feitas pelo amigo do ministro da Administração Interna nas instalações da PJ. André Ventura insiste na demissão de Luís Neves e critica a intervenção de António José Seguro para pedir ao chefe de Estado uma declaração pública sobre o caso.
Sobretudo, acho que é preciso agir. Exigir responsabilidades e chamar a atenção do governo para o descrédito que está a acontecer, para a degradação das instituições que está a acontecer. Falta ao Presidente da República mostrar também essa capacidade de ação. Eu sei que o senhor presidente já disse que está a agir, mas não basta dizer que está a agir, é preciso que compreendamos em que é que está a agir.
É necessária uma intervenção pública?
É necessário, sem dúvida. Eu penso que neste momento é necessário.
André Ventura, em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa, o presidente do Chega revela ainda que não tem novidades sobre o alegado ato de vandalismo ao gabinete na Assembleia da República.
As candidaturas ao ensino superior na primeira fase já ultrapassaram o número registado no ano passado.
Foram submetidas mais de 51 mil candidaturas, são mais 1885 face ao mesmo período do ano passado, sendo que os alunos têm ainda até quinta-feira para concorrer, devido às falhas na correção dos exames. Os dados foram disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior. Esta subida no número de candidatos vem contrariar a expectativa do primeiro dia do concurso, quando apenas 304 alunos tinham apresentado a candidatura, muito abaixo dos 10 mil que o tinham feito no ano passado.
E o Livre defende que Marrocos deve ser afastado da organização do Mundial de Futebol de 2030.
O esclarecimento foi dado pelo porta-voz do partido, Jorge Pinto. Portugal vai organizar com Espanha e Marrocos o Campeonato do Mundo daqui a quatro anos, mas Jorge Pinto quer a exclusão de Marrocos por não apresentar garantias políticas e de segurança para a organização do evento, sobretudo depois do que aconteceu em Ceuta.
Nem Marrocos dá garantias de segurança ou de capacidade para organizar este tipo de eventos, como se provou com o que aconteceu em Ceuta, como também não dá qualquer tipo de garantias, politicamente falando, quando temos um regime, porque nós não confundimos o país com o regime que está à frente dele, um regime que ocupa há mais de 50 anos
O Sahara Ocidental e que não permite a realização do referendo à autodeterminação, tal como previsto pelas próprias Nações Unidas, isto significa que seria o mesmo que Portugal coorganizar um campeonato do mundo de futebol com a Indonésia quando esta ocupava Timor-Leste. É algo que é insustentável.
Jorge Pinto, porta-voz do Livre no explicador da Rádio Observador. Na sequência destas declarações, a jornalista de esporte do Observador, Mariana Fernandes, explica que Portugal não tem força suficiente na organização para exigir este tipo de mudanças junto da FIFA.
Portugal não tem força neste momento, em termos de candidatura e de organização, para exigir nada, mantendo-se no jogo. Portugal só vai ter duas cidades neste campeonato do mundo, Lisboa e Porto. Vai ter três estádios neste campeonato do mundo, o Estádio de Alvalade, o Estádio da Luz e o Estádio do Dragão. Marrocos tem seis cidades, seis estádios. E esta importância e relevância não é que o nome de Portugal não esteja lá, não é que Portugal não vá organizar o campeonato do mundo. Claro que vai. Agora, a dimensão de campeonato do mundo em Portugal não será comparável à dimensão de campeonato do mundo em Marrocos.
Mariana Fernandes, jornalista de esporte do Observador, acredita também que o que aconteceu em Ceuta não vai afetar a organização do evento.
O Catar diz que estão em vigor esforços para tentar reduzir as tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
Que continuam à procura de um acordo para terminar as hostilidades no Médio Oriente. O emir do Catar falou ao telefone com Donald Trump sobre os recentes acontecimentos regionais, com esse objetivo de tentar colocar alguma água na fervura. Durante a chamada telefônica, o presidente dos Estados Unidos terá mesmo elogiado o papel do Catar em apoiar os esforços diplomáticos e facilitar o diálogo, mas não abordou a possibilidade de um entendimento ficar fechado esta quarta-feira.
E o investigador de história militar, Pedro Nascimento, diz que quer o Irã, quer os Estados Unidos, querem o entendimento.
Mas não pretendem deixar passar a ideia de que um deles está a ceder perante o adversário. No Gabinete de Guerra, Pedro Nascimento diz que ambas as nações têm uma clara noção de que um acordo de paz é melhor para cada um dos envolvidos, mas não querem ser o país que dá o braço a torcer.
Eu creio que nenhum dos dois quer assumir uma negociação direta. E isto acontece porque na geopolítica a percepção é muitas vezes tão importante como a realidade. Ambos querem um entendimento para reduzir a tensão no estreito, mas nenhum quer transmitir a ideia de que foi obrigado a sentar-se à mesa pelo outro. Por isso, a diplomacia está a avançar, pelo que parece, mas a narrativa continua a ser uma arma de guerra.
Uma arma de guerra, diz Pedro Nascimento, no Gabinete de Guerra, o investigador de história militar destaca ainda a ação dos Houthis junto da Arábia Saudita. Assegura que está a alargar o conflito a mais regiões.
Uma edição de Gabinete de Guerra que vai para o ar aqui na Rádio Observador logo depois da síntese informativa das 9h30. Para já, José, vamos atualizar as notícias de âmbito local.
Começamos em Lisboa. O trânsito vai estar com constrangimentos até quinta-feira devido à Volta a Portugal em bicicleta, que começa amanhã. O estacionamento no arruamento Largo da Praça do Império e no Parque dos Pinheiros está interdito. Já a Avenida da Índia está cortada parcialmente. Amanhã, contudo, a via vai estar totalmente encerrada entre as 9h e as 22h. Em Sintra, os constrangimentos só arrancam amanhã, a começar pelos parques de estacionamento junto ao Palácio Nacional de Queluz, que vão estar interditos a partir do meio-dia. Em Santarém, estão a ser demolidas as construções ilegais junto à estrada da Carreira de Tiro. Segundo o jornal "O Mirante", as famílias que ali viviam arranjaram alternativas de habitação. Os terrenos foram negociados com investidores da área do imobiliário para a construção de habitação, como resposta à procura que a cidade está a ter. Em Leiria, as freguesias exigem que o fundo municipal dê apoio às tempestades e também às sedes e armazéns. Foi a primeira lacuna apontada na reunião do executivo da Associação Nacional de Freguesias, que pede ainda que haja uma majoração para os territórios mais afetados pela tempestade Kristin, como é o caso de Vieira de Leiria. Em Ovar, as praias vão sofrer alterações. O governo aprovou as novas regras preparadas pela Agência Portuguesa do Ambiente. Entre as principais novidades, está a reclassificação das praias Velha dos Pescadores dos Muris, Cortegaça, Santa Marinha e Furador Sul. Foi ainda atualizado o regulamento de gestão das praias marítimas e os planos de intervenção nas praias. Para a ministra do Ambiente e da Energia, esta atualização permite responder de forma eficaz aos riscos da erosão costeira. Em Vila do Conde, ainda decorrem as festas de Nosso Senhor dos Navegantes, que contam com milhares de fiéis e visitantes nas Cachinas e na Poça da Barca. Hoje celebra-se o aniversário da dedicação da Igreja do Senhor dos Navegantes. Amanhã há concerto de Lautar Ensemble. As festividades fecham na quinta-feira com o concerto de Badocha e o tradicional espetáculo de fogo de artifício. Em Almada, a Junta de Freguesia de Charneca da Caparica e Sobreda vai receber uma conferência internacional dedicada ao Cante Alentejano. Vai decorrer entre novembro, nos dias 27, 28 e 29. A iniciativa propõe uma reflexão alargada e um debate sobre as novas realidades e a salvaguarda do Cante Alentejano, considerado patrimônio cultural da UNESCO desde 2014.
Notícia de fecho do Jornal das Nove.