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Em Faro. Jornal das nove com a Beatriz Félix. Beatriz, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde enviou para o Ministério Público uma denúncia sobre gastos de Miguel Guimarães na Ordem dos Médicos.
O mandato de Miguel Guimarães enquanto bastonário da Ordem dos Médicos, entre 2017 e 2023, foi alvo de uma denúncia que já está nas mãos dos serviços do Ministério Público. O Observador apurou que os alegados ilícitos criminais apontados na queixa estão diretamente relacionados com os atos de Miguel Guimarães, embora possa haver outros membros da Ordem referidos neste documento. A denúncia original foi enviada para a Inspeção-Geral em outubro do ano passado, foi analisada durante vários meses no âmbito de um processo formal de inspeção. Fonte do Ministério da Saúde confirma também ao Observador que recebeu a denúncia e que a encaminhou para a IGAS. O Observador questionou a Procuradoria-Geral da República sobre se abriu um inquérito na sequência da análise dessa documentação, mas não obteve resposta até o momento.
Na reação, Miguel Guimarães diz que desconhece a denúncia e recusa qualquer tipo de fraude.
O antigo bastonário diz que nunca foi sequer contactado e lamenta toda esta situação.
Eu primeiro não sei o que é que a denúncia diz e acho isto profundamente lamentável. Eu quando fui bastonário da Ordem dos Médicos, à semelhança de quando fui presidente do Conselho Regional do Norte, nunca quis usar cartão de crédito, porque sempre que um bastonário ou um presidente do Conselho Regional é eleito, normalmente atribuem um cartão de crédito do banco no qual temos a conta para pagar eventuais despesas, eu nunca o fiz, nunca quis ter o cartão de crédito. O cartão de crédito ficou para a Ordem, pedi para guardarem no cofre. E portanto, eu não tenho nada, mas nada mesmo, que seja fraudulento, nada que seja despesas fora daquilo que são as despesas habituais de representação da Ordem.
É a reação de Miguel Guimarães à notícia avançada pelo Observador. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde enviou para o Ministério Público uma denúncia sobre os gastos de Miguel Guimarães no tempo em que era bastonário da Ordem dos Médicos.
E é uma notícia que faz manchete a esta hora em observador.pt. Beatriz, o Presidente da República diz estar preocupado com as dificuldades sentidas por causa do aumento do preço dos combustíveis. António José Seguro defende que a União Europeia também deve agir.
Em declarações aos jornalistas, à saída do Centro de Congressos do Estoril, o presidente da República diz que o governo está a estudar mais medidas de apoio do que aquelas que foram anunciadas. António José Seguro considera que o aumento dos preços é um problema que ultrapassa o país, é também um problema de dimensão europeia e global e, por isso, pede uma resposta também a esse nível, a nível europeu.
Os governos, designadamente também a União Europeia, têm que olhar para esta situação como uma situação excecional e proteger os setores que estão mais vulneráveis, quer as famílias, quer as empresas. Este é o momento de podermos e termos de agir. O governo já anunciou um conjunto de medidas, tanto quanto sei, está a estudar outras medidas, mas esta questão é uma questão que ultrapassa o nosso país. Tem uma dimensão global e, neste caso, tem uma dimensão europeia e todos nós devemos olhar para esta situação como uma situação especial para diminuir o sofrimento e as dificuldades por que passam famílias e empresas.
É a preocupação de António José Seguro, manifestada à saída do Centro de Congressos do Estoril, sendo que o presidente da República também já promulgou o diploma que prorroga os apoios excecionais e temporários pelo aumento dos combustíveis a vários setores e outro que alarga o passe ferroviário verde.
Na próxima semana, o preço dos combustíveis vai descer -0,05 € no gasóleo e €0,02 na gasolina.
E que são valores que já contemplam a diferença de ISP, que deverá ser aprovada pela tutela. A vice-presidente da ANAREC diz que não existem indicadores que apontem para uma escassez de combustíveis em Portugal, em causa o facto de a Agência Internacional de Energia ter alertado para a escassez de gasóleo para este ano e que se deve prolongar no próximo como consequência da guerra no Médio Oriente. Ouvida no explicador desta tarde, Mafalda Trigo admite uma diminuição da oferta que faça aumentar o preço dos combustíveis, mas considera prematuro falar-se de escassez.
É muito prematuro estarmos a falar em escassez e convém os consumidores não ficarem alarmados, que por agora não há qualquer tipo de indicador que possa levar a uma escassez. No entanto, nós temos que efetivamente ter noção que as infraestruturas que foram destruídas, no caso da Rússia e da Ucrânia, efetivamente, é uma possibilidade de haver uma diminuição em termos da oferta que vai estar disponível. E essa diminuição na oferta também faz aumentar o preço dos combustíveis, o que para nós é uma má notícia.
Sobre se vai ser possível brevemente assistir a uma descida mais forte e rápida do preço dos combustíveis, Mafalda Trigo afirma que a estabilidade é essencial para que isso aconteça.
E o presidente do Conselho Metropolitano do Porto defende a criação de uma estratégia metropolitana para as pessoas em situação de sem-abrigo.
Pedro Duarte considera que esta situação é um drama social. O presidente do Conselho Metropolitano do Porto, que é também o autarca da cidade, pede uma resposta conjunta e alargada face às pessoas em situação de sem-abrigo.
Eu acho que é um problema e é um drama social que temos no nosso país, em particular nos centros urbanos, sente-se de forma mais intensa, e nós estamos a sentir aqui na área metropolitana do Porto. Eu diria que é uma estratégia, tem que haver uma política municipal e nós no Porto estamos a assumi-la de forma, julgo eu, corajosa e muito ativa, mas faz sentido que haja também ao nível metropolitano, porque nós sabemos que há também fluxos a esse respeito de pessoas em situação de sem-abrigo que residam ou são originárias em conselhos que acabam por depois vir dormir para a rua de outros conselhos.
São declarações de Pedro Duarte no final da reunião do Conselho Metropolitano do Porto. Na semana passada, abriu um centro de pernoita na cidade com capacidade para acolher 120 pessoas em situação de sem-abrigo. O autarca pede também uma estratégia a nível nacional. Beatriz, vamos agora atualizar as notícias de âmbito local. Começamos em Santa Maria da Feira. Este fim de semana acontece a estreia de um novo festival. Chama-se Miolo e é um festival de literatura e do pensamento que desafia o público a criar tempo para pensar, cruzando literatura com filosofia, política, ciência ou outras áreas. Decorre entre hoje e domingo, na Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira. Nesta primeira edição, o Festival Miolo vai receber a escritora espanhola Clara Uzón, o advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes e também o físico ensaísta Carlos Fiolhais, entre vários outros nomes. Já por Almada, a PSP deteve um homem suspeito de tráfico de droga. A detenção aconteceu durante o cumprimento de um mandado judicial numa residência. Na operação, foram apreendidas 204 doses de haxixe, 413 de crack e 13 de cocaína. O suspeito ficou sujeito a apresentações semanais na esquadra. Em Oeiras, duas pessoas foram detidas numa operação de fiscalização da PSP na Avenida Marginal, em Caxias. Num comunicado divulgado hoje, a PSP diz que a ação foi direcionada sobretudo a motociclistas e aconteceu devido a queixas sobre excesso de velocidade e ruído. Estas duas detenções aconteceram por condução sem habilitação legal. E em Azambuja, começa hoje o Retiro do Torricados. O evento celebra as tradições gastronómicas do Conselho e decorre até domingo a iniciativa organizada pela Casa do Povo de Aveiras de Baixo, com o apoio da autarquia e da Junta de Freguesia. Vamos ainda até ao Porto. O Coliseu recebe hoje um concerto em homenagem a Ary dos Santos, "Cantar Ary", assinala os 90 anos do nascimento do poeta e compositor português. O espetáculo começa esta hora. E terminamos em Leiria. A Câmara Municipal lançou o Orçamento Participativo Jovem. A iniciativa pretende incentivar os mais novos a participar na vida do município com o mote "A tua ideia transforma Leiria". Esta primeira edição tem uma verba de quase €100.000,00. Está feito o jornal das 9h.