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Em Lisboa. E vamos ao Jornal das 10 com o José Rafael Lopes. José, a Ministra da Administração Interna diz que se alguma coisa falhou na gestão dos incêndios, não foi por culpa do governo.
Margarida Blasco falou hoje aos jornalistas pela primeira vez desde que os fogos começaram. A ministra garante que esteve a acompanhar a situação desde o primeiro minuto e que foram emitidos todos os avisos e alertas necessários.
Foram dadas todas as informações, esclarecimentos e desencadeadas todas as declarações, alertas e recomendações pelas estruturas operacionais em tempo oportuno. Do nosso ponto de vista, há um tempo para prevenir, há um tempo para agir e acompanhar os operacionais através do posto de comando nacional, como fizemos, e há o momento para acompanhar os funerais e as famílias daqueles que, por razões diversas, perderam a vida no combate para salvaguardar a vida dos concidadãos.
Margarida Blasco respondeu ainda algumas críticas que lhe têm sido dirigidas. Não quis comentar as declarações do presidente da Liga de Bombeiros, que referiu que a ministra já se devia ter demitido. Sobre as acusações da presidente da Câmara de Arouca, de que Margarida Blasco não terá atendido o telefone quando era necessário, a ministra deixa o seguinte esclarecimento.
Relativamente à questão que me pôs sobre a impossibilidade da senhora presidente da Câmara de Arouca não me ter contactado, verifiquei que efetivamente não tenho esse telefonema. Ou seja, o número de telefone que lhe foi dado não era o meu. Posso lhe garantir que o senhor secretário de Estado ainda hoje falou com a senhora presidente da Câmara, assim como fez praticamente com todos os autarcas deste país.
Margarida Blasco avançou nesta conferência de imprensa que desde segunda-feira houve mais de mil ignições em Portugal continental. Refere que em alguns casos houve mão criminosa. Na segunda-feira, a ministra vai reunir-se com o primeiro-ministro, a ministra da Justiça, a Procuradora-Geral da República e o diretor da PJ para avançarem com ações de responsabilização no caso dos incêndios em que houve mão criminosa.
E o secretário-geral do PSD diz que o governo deve munir os órgãos de investigação de todos os meios necessários para que os incendiários sejam punidos.
É a posição defendida por Hugo Soares em reação à equipa especializada anunciada pelo primeiro-ministro para investigar os fogos que devastam o país. No programa "Vichy e Soares", aqui na Rádio Observador, o secretário-geral do PSD assegura que não tem dúvidas de que muitos deles têm mão criminosa.
Ainda hoje foi dada à estampa que foram descobertos dois recipientes numa floresta com matéria inflamável, que aparentemente era mesmo ou foi a causa de um dos incêndios. Nós tivemos incêndios e ignições seguidas durante a noite. Durante a noite não havia foguetes, não havia trovoadas secas, não havia sol. Não há dúvida, peço desculpa dizer assim, que há mão criminosa por trás de muitos desses incêndios. Vocês viram todas as imagens que eu vi. Alguém acha que é populismo dizer que o governo deve exercer a autoridade, deve munir os órgãos de investigação criminal dos melhores meios para punir esta gente de forma séria? Eu não tenho dúvidas sobre isso.
Hugo Soares, entrevistado no programa "Vichy e Soares", da Rádio Observador, o secretário-geral do PSD, falou também sobre o Orçamento de Estado e criticou a postura do PS nas negociações.
Ainda hoje foi-
Não era este o som que desejamos ouvir. Agora, sim, vamos ouvir Hugo Soares a criticar a postura do PS nas negociações do Orçamento de Estado.
Qual é a parte da negociação que está em falta? É de quem diz que não aceita, dizer então ao que vem e o que é que propõe.
Mas o PS disse. Disse que não quer uma tabela diferente para os mais jovens.
Muito bem, então. Não, o PS disse que não aceitava o IRS jovem, que nós o apresentamos, e nós dizemos então que modelo é que defende. Está na mão do Partido Socialista agora dizer o que é que defende. Mas se o Partido Socialista não disser, quem está em falha na negociação e quem demonstra não estar de boa-fé, e quem demonstra estar intransigente, e quem demonstra querer chumbar o Orçamento é o Partido Socialista, isso é claro.
O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, no programa "Vichy e Soares", aqui na Rádio Observador.
José, o aluno que esfaqueou seis colegas numa escola em Azambuja vai ser colocado num centro educativo em Lisboa.
A informação foi dada à Agência Lusa na última hora por fonte judicial. A medida cautelar foi determinada pelo Tribunal de Família e Menores de Vila Franca de Xira. A decisão surge depois do jovem ter sido sujeito a uma avaliação psicológica e de o Ministério Público ter aberto um inquérito tutelar educativo. Após o crime, este jovem esfaqueou seis colegas numa escola na Azambuja. O aluno esteve à guarda da GNR antes de ser interrogado pela Polícia Judiciária. Após esse interrogatório, o jovem foi levado para um hospital, onde fez a tal avaliação psicológica. Agora prepara-se para ser colocado num centro educativo em Lisboa.
E o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional diz que Carlos Moreira tem o perfil indicado para estar à frente da prisão de Vale de Judeus.
É a reação do sindicato após o Ministério da Justiça ter apontado o jurista Carlos Moreira como novo diretor da cadeia de Vale de Judeus. Carlos Moreira chega a este estabelecimento prisional após uma passagem pela direção da cadeia da Carregueira, em Sintra. Para o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, é uma boa escolha. O presidente, Frederico Morais, destaca o percurso profissional de Carlos Moreira.
Foi guarda prisional durante uns anos. Já foi diretor de Olhão, de Pinheiro da Cruz, do Linhó e da Carregueira. Um diretor que já, como a gente costuma dizer nas nossas gírias, já arrumou algumas casas complicadas e vemos com muito bom agrado. É uma excelente escolha e esperamos que mantenha o percurso que tem vindo até aqui. Se mantiver esse percurso, não tenha dúvida nenhuma que é mais uma casa que vai ser arrumada, digamos, arrumada no sentido de organizada
À semelhança do que foi feito a nível nacional.
Devido a este percurso, Frederico Morais acredita que Carlos Moreira vai garantir a segurança dentro e fora da prisão de Vale de Judeus, bem como a reinserção social das pessoas que estão detidas.
Acreditamos que o doutor Moreira, na parte da segurança, irá fazer uma aposta muito grande, à semelhança do que fez em todas as cadeias onde passou. Conseguiu pôr a parte da segurança a funcionar.
Olhando para os desafios que o doutor Carlos Moreira tem pela frente, em quais, por exemplo, concretamente, é que o sindicato poderá estar ao lado dele e colaborar?
Colaborar na parte da segurança, o Corpo da Guarda Prisional apoia mesmo na reestruturação, porque há situações, por exemplo, das visitas serem mais controladas, do próprio sistema da parte das oficinas, do trabalho dos reclusos ser mais controlado. Se não há condições, não se faz. Nesses aspectos, há uma reorganização, há que estudar o plano e ver onde é que se pode limitar mais a parte de estar em guardas prisionais, onde não fazem falta na parte da reinserção e apostá-los e pô-los na parte da segurança. Para haver reinserção social, primeiro tem que haver segurança.
Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, a reagir à decisão de Carlos Moreira ter sido apontado como novo diretor da prisão de Vale de Judeus, ele que vai começar funções na próxima segunda-feira.
E o antigo secretário de Estado da Administração Interna, Carlos Zorrinho, critica a comunicação do governo nesta semana, precisamente, claro, critica então ao país.
Apesar de frisar que ainda não é tempo de apontar o dedo à gestão dos fogos, para Carlos Zorrinho, houve falhas na comunicação e dá um exemplo: o Conselho de Ministros, presidido pelo Presidente da República, considera Carlos Zorrinho, que Luís Montenegro deu a sensação de que o pior já tinha passado.
Houve um erro na gestão das perceções. Na primeira intervenção do senhor primeiro-ministro, ao não focar todo o seu discurso no combate, na agregação e na estratégia de contenção daquilo que se adivinhava ser uma semana, como foi, muito difícil, e ao focar o tema na equipe multidisciplinar, que é muito importante, sem dúvida nenhuma, mas na equipe multidisciplinar, para depois compensar e repor aqueles que tiveram perdas em todo este processo, deu a ideia ao país de que o pior tinha passado.
No programa Direto ao Assunto, Carlos Zorrinho falou também sobre a escolha de Maria Luísa Albuquerque para o cargo de Comissária Europeia. O antigo deputado do PS em Bruxelas considera que a antiga governante deve ser bem escrutinada e que não deve ser prejudicada nem beneficiada por ser portuguesa.
E a esta hora, José, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
O governo anunciou que 75 mil utentes vão passar a ter médico de família através de uma parceria público-privada no Hospital de Cascais. A medida foi anunciada no briefing de Conselho de Ministros, entra em vigor até o final do ano. António Leitão Amaro explica que o governo vai ter um custo de cerca de € 6 milhões com esta medida. Jens Stoltenberg diz que um futuro acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia tem de ser suportado por um forte apoio militar a Kiev. É uma posição assumida pelo secretário-geral da NATO no último discurso, depois de uma década à frente da Aliança Atlântica. Jens Stoltenberg recorda que, no passado, Vladimir Putin não respeitou os acordos de Minsk e, por isso, não basta assinar papéis em futuros acordos com o presidente russo. Fechamos nos Estados Unidos. Kamala Harris estará a ganhar terreno em relação a Donald Trump, de acordo com as últimas sondagens. Ainda assim, a diferença entre a democrata e Donald Trump é residual. As últimas sondagens dão uma diferença de dois pontos percentuais entre a democrata e o republicano. O eleitorado norte-americano masculino e branco pode fazer toda a diferença nas eleições que estão marcadas para 5 de novembro.
E é assim que fechamos este jornal das 10h.