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Edição das 10, com Maria Miguel Duarte. É uma guerra total no Médio Oriente. O Irão voltou a atacar Israel e as forças israelitas já responderam com um duplo ataque.

Enquanto é alvo de um ataque do Irão, Israel está a atacar alvos militares em Teerão, capital iraniana. As Forças de Defesa de Israel estão simultaneamente a realizar um ataque no Iémen, isto de acordo com o jornal "Haaretz". Os media israelitas avançam também que o principal alvo deste ataque ao Iémen terá sido o chefe do Estado-Maior dos houthis. Isto tudo depois do Irão ter confirmado um ataque contra Israel. Ouviram-se explosões no norte do país, nomeadamente em Haifa. Também Jerusalém voltou a estar sob fogo iraniano. Os sistemas de defesa israelitas ativaram-se de imediato. As imagens mostram dezenas de mísseis e de interseções nos céus de Israel. No entanto, neste momento, as Forças de Defesa de Israel já disseram que os israelitas podem sair dos abrigos.

Ainda sobre a situação no Médio Oriente, Donald Trump e Vladimir Putin concordam que a guerra entre Israel e Irão deve acabar.

Os dois presidentes falaram ao telefone esta tarde sobre a situação no Médio Oriente. Na rede social Truth Social, Donald Trump diz que explicou a Vladimir Putin que a guerra deve acabar e que ele concordou. A imprensa russa avança que, apesar da condenação de Putin, Trump mantém o apoio à ofensiva israelita. No entanto, ambos os líderes não excluíram a possibilidade de um regresso à mesa de negociações sobre o programa nuclear iraniano. Em declarações esta tarde, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita, diz que conseguiu proteger o mundo inteiro com os ataques ao Irão.

Temos indicações de que líderes seniores iranianos já estão a fazer as malas. Vou dizer-vos o que teria acontecido se não tivéssemos agido. Tínhamos informações de que este regime sem escrúpulos estava a planear entregar as armas nucleares que iria desenvolver aos seus representantes terroristas. Isso é terrorismo nuclear com esteroides. Isso ameaçaria o mundo inteiro.

Foram declarações do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu. Depois disto, Israel já atacou tanto o Irão como o Iémen.

Entretanto, do outro lado do Atlântico, Estados Unidos, o suspeito de ter assassinado uma congressista democrata no Minnesota já foi identificado pelas autoridades.

A informação foi avançada pela CNN Internacional. O suspeito chama-se Vance Bolter, tem 57 anos e trabalha como segurança. O site da empresa diz que o homem ocupa o cargo de diretor dos serviços de patrulhas de segurança e também avança que recebeu formação de militares norte-americanos. O chefe da unidade da polícia de Brooklyn Park disse que no veículo do atirador foi encontrado um manifesto e aquilo que as autoridades acreditam ser uma lista com 70 nomes de pessoas a abater. No carro estavam também vários panfletos com a inscrição "No Kings", este que é o lema de uma onda de protestos marcados para este sábado em mais de uma centena de cidades norte-americanas. Após estes ataques, a organização cancelou o protesto que tinha marcado para a zona noroeste de Minneapolis, a maior cidade do estado do Minnesota. As autoridades já montaram uma operação para capturar o suspeito, mas Vance Bolter continua em fuga.

Entretanto, por cá, na política nacional, Henrique Gouveia e Melo deixa elogios ao programa do governo da AD entregue hoje.

O candidato presidencial fala num programa reformista e virado pro futuro. No entanto, diz que do programa à execução, existe um grande intervalo que tem de ser percorrido.

É um programa que tem sementes para o desenvolvimento e julgo que é positivo. Claro que também há coisas controversas no programa, que não serão consensuais, mas isso faz parte da luta político-partidária. Mas eu acho que o programa, em termos gerais, vai contribuir para o desenvolvimento do país.

Foram declarações de Gouveia e Melo esta tarde, durante uma visita à Feira do Campo Alentejano, em Beja. Gouveia e Melo elogia o programa do governo, que foi entregue hoje na Assembleia da República.

Ainda nas reações ao programa do governo, Luís Marques Mendes fala num espírito reformista do Executivo.

O candidato a Belém começa por dizer que ainda é cedo para avaliar este programa. Luís Marques Mendes acredita, no entanto, que a AD demonstra um maior espírito reformista comparativamente com a legislatura anterior.

À primeira vista, acho que o governo é mais sólido do que o governo anterior e o programa do governo tem um espírito mais reformador que o do governo anterior. Mas nesta matéria é preciso aguardar para ver. É como os melões, só depois de abrirem que se vê se são bons. E só se vai perceber se, de fato, o governo é mesmo transformador, eu diria que daqui a 100 dias. A avaliação dos primeiros 100 dias vai ser decisiva. Aí se verá. Há ritmo, há dinâmica, há reformismo ou não há. E por isso é que o governo não pode demorar tempo a tomar agora decisões em concreto.

Foram declarações de Luís Marques Mendes na Feira do Livro esta tarde em Lisboa.

E do lado do PS, José Luís Carneiro diz que o governo tem de escolher com quem quer dialogar.

O candidato à liderança do Partido Socialista considera que a AD tem de tomar uma decisão para conseguir levar em frente as reformas que propõe para o país.

Vamos, portanto, aguardar pelo respeito do governo e que o governo tenha consciência de que tem que escolher com quem quer fazer o diálogo. Não pode ser à segunda, terça e quarta com uns e à quinta, sexta e sábado com outros. E não há domingo de descanso também, porque o país precisa de muito trabalho e de muita dedicação.

O antigo ministro da Administração Interna do PS diz que vai aguardar que o governo demonstre respeito pelos socialistas. Foram declarações de José Luís Carneiro aos jornalistas em Leiria, antes de um encontro com militantes.

E a coordenadora do Bloco de Esquerda acusa a AD de beneficiar gigantes empresariais enquanto prejudica a classe média.

Mariana Mortágua diz que o programa do Executivo de Luís Montenegro se resume a baixar os impostos das grandes empresas, enquanto a classe média vai pagar mais pela educação, saúde e serviços públicos.

O governo vai baixar os impostos dos gigantes empresariais e das grandes fortunas para torná-los mais ricos, para que possam comprar mais imóveis, mais casas, mais ações de grandes empresas da defesa ou da Tesla, quem sabe, para alugarem essas casas a preços astronômicos, livres de impostos, porque é um incentivo ao arrendamento e à habitação, que vão sugar todo o salário de uma classe média que já não tem salário que sobra ao fim do mês, porque não consegue que o seu salário enfrente o aumento do custo de vida.

A coordenadora do Bloco de Esquerda também critica as medidas relacionadas com a educação e saúde e acusa o Executivo do PSD de querer acabar com os serviços públicos universais e gratuitos.

E Maria, o PCP descreve o programa do governo como um conjunto de negociatas.

As críticas comunistas vão desde o plano do SNS ao trabalho e também à habitação. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, considera que o programa do Executivo promove a precariedade.

Um programa de propaganda, um programa de negócio e das negociatas. É a negociata no Serviço Nacional de Saúde, transferindo tudo para aqueles que fazem da doença um negócio. É a negociata na habitação, mais apoios, mais benesses para a banca. É a negociata em torno das privatizações, com o campo aberto na TAP, mas não é só na TAP, é tudo que aí está. É o golpe nas leis laborais. Sim, eles querem mexer nas leis laborais para precarizar ainda mais, como se já fosse pouca a precariedade, para precarizar ainda mais, para aumentar as horas de trabalho e para aumentar o tempo de trabalho.

Paulo Raimundo deixa ainda um recado aos outros partidos da oposição. Diz que ainda podem dar a mão à palmatória e impedir que o programa de governo vá para frente. O PCP, que antes de este documento ser apresentado, anunciou que vai avançar com uma moção de rejeição no Parlamento.

Jornal das 10, agora 10:10, com Maria Miguel Duarte. Informação atualizada quando for em 10:30. Até já.

Até já.