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Era dia 13. Jornal das 9 na Rádio Observador, com edição do Martim Madeira. Martim, André Ventura diz que um entendimento com o PSD não é possível e que o Chega deve construir uma outra maioria.

É a reação do líder do Chega às declarações de Pedro Passos Coelho, na SIC Notícias, em que criticou o atual Executivo por não ter procurado uma aliança à direita. Em entrevista à RTP Notícias, André Ventura diz que esse tempo já passou e que o partido deve agora procurar liderar uma maioria de reformas que o país precisa.

Não e nunca seria possível com esta liderança atual do PSD. Eu vou lhe dar um exemplo: eu nunca estaria num governo onde Luís Neves estivesse no governo também. Isso estaria fora de questão. Acho que nenhum dirigente do Chega, nenhum membro do Chega aceitaria estar num governo onde há suspeitas de irregularidades, de ilegalidades, onde há coisas mal explicadas. Acho que esse tempo passou, francamente. Agora o Chega está à frente do PSD nas sondagens. Então agora que o PSD vem dizer: "Afinal agora faz sentido termos um acordo". Agora eu acho que é o momento de começarmos a construir outra maioria, uma maioria de reformas que o país precisa, mas não necessariamente uma maioria que o PSD lidere, uma maioria que o Chega possa liderar.

O líder do Chega manifesta ainda confiança pelas mais recentes sondagens, que colocam o partido à frente do PSD, e destaca que desde as eleições presidenciais o Chega já não é visto apenas como um partido de protesto.

As pessoas não querem ninguém a protestar no governo, querem alguém que governe. Senão a confiança para mim em primeiro-ministro não estava em primeiro lugar, estava em segundo, em terceiro, em quarto ou em quinto. Acho que houve efetivamente uma mudança, sobretudo desde as eleições presidenciais deste ano, que tem vindo a consolidar essa ideia de que as pessoas estão fartas de PS e PSD e querem uma mudança.

Declarações de André Ventura à RTP Notícias, onde exclui um entendimento com o governo de Luís Montenegro.

E por falar em Luís Montenegro, participou num jantar de comemoração da vitória de Pedro Duarte na autarquia do Porto.

No discurso, lembrou a importância do PSD não estar acorrentado ao Chega. Em direto do Porto, temos o jornalista Miguel Pinheiro Correia. Miguel, tendo em conta também estas declarações de André Ventura, o que é que podemos tirar deste discurso de Luís Montenegro?

Martim, o primeiro-ministro acabou de sair há pouco aqui do Ventino, onde esteve nesse jantar de aniversário da vitória autárquica de Pedro Duarte, o presidente da Câmara Municipal do Porto, que diz de Pedro Passos Coelho, ele que também tem estes momentos para responder a algumas declarações de Pedro Passos Coelho, não o fez diretamente, não mencionou diretamente o antigo primeiro-ministro. Duarte disse, e passo a citar, que "o PSD não tem contas a acertar com o passado" e também que não se deve preocupar com a carreira individual de ninguém. Pedro Duarte falou Luís Montenegro subiu ao palco pouco depois, numa sala cheia de militantes do PSD, alguns presidentes de juntas de freguesia aqui ao município do Porto, entre outros dirigentes. E quando subiu ao palco, Luís Montenegro elogiou o trabalho Duarte e às críticas de Pedro Passos Coelho, mas deixou um lembrete.

Este PSD não precisa, não deve e o país não ganha nada se estiver acorrentado ao partido que está à nossa direita e que é hoje o segundo partido com representação parlamentar na Assembleia da República.

Estamos agora a ouvir o Miguel Pinheiro Correia. Esteve conosco em direto do Porto, mas ouvimos esta declaração de Luís Montenegro e agradecemos ao Miguel por ter feito esta explicação diretamente do Porto sobre este discurso do primeiro-ministro. Perdemos o Miguel, mas conseguimos perceber tudo o que se passou neste discurso por parte de Luís Montenegro.

E um parecer jurídico encomendado pelo ministro da Administração Interna aponta fortes falhas à extinção do Centro de Operações e Gestão da SIRESP.

Segundo apurou o Observador junto do ministério, o documento assinado pela Procuradoria-Geral adjunta Luísa Verdasca Sobral é especialmente crítico para com o anterior secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho. O parecer conclui que a decisão tomada no verão, em pleno período crítico dos incêndios, criou uma incerteza que pode comprometer a resposta a situações de crise. Em causa está o facto de Ricardo Carrilho não ter acautelado a transferência de competências do organismo ao assinar este despacho. Foi no seguimento desta mesma polêmica que o ex-responsável alegou a falta de respaldo jurídico para transferir 26 milhões de euros devidos à empresa gestora da rede de emergências.

E o secretário-geral da Administração Interna, demitido hoje pelo ministro Luís Neves, fala numa purga política cirúrgica.

Num artigo de opinião publicado no Expresso, Ricardo Carrilho garante que nunca sofreu tantas pressões ilegítimas em duas décadas de serviço público. O responsável agora afastado justificou o afastamento com o cumprimento rigoroso da lei. Hugo Fortunato Oliveira.

Ricardo Carrilho diz que o afastamento é fácil de explicar. Respeitou a lei e zelou pelo erário público, que colidiu frontalmente com os interesses políticos e os esquemas de favorecimento. O ex-secretário-geral da Administração Interna explica que em julho deste ano apresentou ao ministro Luís Neves uma proposta de reestruturação que permitiria poupar mais de 16 milhões de euros por ano ao Estado. Foi aqui que diz ter cometido o crime que ditou a sentença: propor a extinção da SIRESP S.A., a empresa responsável pela gestão da rede de comunicações críticas. Ricardo Carrilho afirma que, segundo uma auditoria interna da Secretaria-Geral, a SIRESP S.A. recebe 26 milhões de euros por ano do Estado, mas que o funcionamento da rede custa menos de 15 milhões. Deixa, por isso, uma questão: para onde vão os 11 milhões de euros de diferença? Uma pergunta que não fica sem resposta. O responsável diz que são absorvidos por despesas com pessoal, consultorias, assessorias, escritórios de luxo e viaturas de topo. A resposta que recebeu à proposta, diz, foi a destituição. Afirma, por isso, ter sido vítima de retaliação e deixa um aviso: tanto no Ministério da Administração Interna como no atual governo, quem cumpre a lei é punido, quem protege o sistema é preservado.

O jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, com os destaques do artigo de opinião de Ricardo Carrilho no Expresso, intitulado "A ditadura da incompetência". O ex-secretário-geral da Administração Interna acusa a tutela de escolher deixar na gaveta dossiês que colocam hoje o país em risco sistémico por conveniência, incapacidade ou cálculo político.

Ricardo Carrilho que, de viva voz, acusa Luís Neves de querer afastar a direção da Secretaria-Geral.

E insiste na irregularidade da transferência de €26 milhões à SIRESP, S.A.

Houve aqui uma intenção do ministro Luís Neves em afastar a direção da Secretaria-Geral. As razões eu diria que assistem a cada um avaliá-las, mas o que é fato é que eu próprio, enquanto secretário-geral, recusei-me por diversas vezes a assegurar o pagamento de €26 milhões manifestamente ilegais, sem qualquer fundamento, que resultavam no fundo apenas de alegações da própria SIRESP, S.A. Tive que explicar ao senhor ministro muitas vezes que não era possível levar a cabo estes procedimentos da forma como eles eram realizados na Polícia Judiciária e que eu, enquanto dirigente, não poderia ser responsabilizado, desde logo perante o Tribunal de Contas, quer nacional, quer da própria União Europeia, bem como perante a Inspeção-Geral de Finanças, com ações que do meu ponto de vista são irregulares e que tivemos a oportunidade em variadíssimas vezes de demonstrar ao ministro e ao seu gabinete que eram irregulares e que não podiam ser executadas daquela forma.

Ricardo Carrilho, afastado hoje pela Secretaria-Geral de Administração Interna, em declarações à Sic Notícias. O major-general da GNR, Nuno Pereira da Silva, foi hoje designado para o cargo de secretário-geral do Ministério da Administração Interna pelo ministro Luís Neves.

Partindo, vamos agora a outras notícias em destaque.

Os Estados Unidos acreditam que um acordo sobre o diesel poderá levar Vladimir Putin a aceitar negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia. A possibilidade foi apresentada à delegação ucraniana pelos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, numa reunião na passada sexta-feira em Miami. Ainda assim, uma fonte próxima do Kremlin afirma que Putin só estará disposto a negociar quando conseguir controlar os 11% da região do Donbass, que ainda pretende conquistar. Kiev continua a rejeitar qualquer cedência territorial. Filipa, para fecharmos este jornal, és fã da saga de "Nárnia"?

Não sou a maior fã, mas por quê? Agora se calhar devia ter dito que sim. Peço desculpa aos fãs de "Nárnia", mas eu não sou.

Sendo fã ou não, ficas a saber que o filme vai regressar ao grande ecrã, mas desta vez num ecrã muito maior.

É o quê? É um dos filmes que já conhecemos, é uma coisa nova?

A realizadora norte-americana Greta Gerwig, que fez a "Barbie", vai adaptar pela primeira vez em filme, em versão IMAX, "O Sobrinho do Mágico", o sexto livro da coleção de C.S. Lewis, publicado pela primeira vez em 1955. "O Sobrinho do Mágico" mostra como começaram todas as idas entre o nosso mundo e a terra de Nárnia, como dizem as primeiras linhas do romance, o sexto livro de sete, remete-nos aos eventos do título que começou tudo, "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", lançado em 1950. Este filme vai mostrar pela primeira vez a história por trás da magia do armário.

Pronto, assim já ficamos a saber o porquê desse Nárnia e como é que isto apareceu. Eu preciso resposta.

É o primeiro filme da Netflix da Greta Gerwig, vai ter um grande elenco, Meryl Streep, Daniel Craig, o ex-James Bond, o ex-007. Vai estrear dia 12 de fevereiro de 2027. E nos cinemas 2 de abril, na Netflix.

Ok, pronto, vamos esperar um pouquinho, depois na altura relembra a gente.

É isso, exatamente.