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É o Jornal das 11, edição da jornalista Inês Batista. Inês, o PS diz que as medidas do governo para a educação ficam aquém das expectativas.

Posição defendida pela deputada Isabel Ferreira. À Rádio Observador, diz que o governo voltou a tirar notas das medidas do anterior executivo. A socialista estranha ainda a ausência de um plano a longo prazo para um setor que diz ter problemas estruturais.

Parece-nos, de facto, embora tenha algumas medidas comuns ao nosso programa eleitoral, no essencial, fica aquém daquilo que é preciso para resolver um problema que é estrutural, portanto, têm que ser medidas mais a médio e longo prazo. Estranhamos que o governo não tenha anunciado medidas de fundo com alcance mais estrutural e que permita responder ao problema no médio e no longo prazo. De facto, o nosso programa eleitoral tem sido um guião de atuação para este governo. Aconteceu em variadíssimas iniciativas.

Declarações de Isabel Ferreira, do Partido Socialista, à Rádio Observador. A socialista diz que são precisos mais incentivos para os jovens seguirem profissões ligadas à educação. Defende ainda que fazer regressar professores aposentados não é uma solução fiável a longo prazo.

E a presidente da Associação de Aposentados Pensionistas e Reformados fala de medidas difíceis de implementar.

Entre as medidas do governo para a educação, está também um aumento de €750 para os docentes que continuem a dar aulas até aos 70 anos. Ora, Maria do Rosário Gama refere que os professores estão cansados e diz que não vai ser fácil.

Aquilo que eu conheço e aquilo que eu tenho acompanhado é que os professores, neste momento, depois destes anos todos de trabalho administrativo muito intenso, eu penso que as pessoas estão de facto cansadas e não estarão disponíveis para prolongar a sua atividade até aos 70 anos. Não vai ser fácil, porque eu só se as pessoas dizerem que querem reformar-se.

Declarações de Maria do Rosário Gama à Rádio Observador a respeito da apresentação das 15 medidas do programa de emergência do governo para o ensino.

E a Associação de Bolseiros de Investigação Científica mostra-se contra a medida de permitir que doutorandos possam dar aulas a alunos do secundário.

A presidente da organização fala numa situação incompatível para quem está a concluir o doutoramento. À Rádio Observador, Sofia Lisboa lembra que há datas apertadas para os alunos concluírem os estudos. Sublinha também que os doutorandos não têm capacidade de reservar qualquer carga horária para dar aulas.

Não há nenhuma possibilidade de somar 10 horas semanais de carga letiva na escola pública, no ensino secundário, com um plano de investigação no nível do doutoramento, que tem uma data de fim, são quatro anos de bolsa. Pensar que se pode ter 10 horas de aulas, que depois não são apenas essas 10 horas, são toda a preparação também que isso implica, é perfeitamente incompatível. Estamos a ser financiados na nossa investigação com estas bolsas, com este subsídio, digamos assim, então temos que nos dedicar exclusive, que é incompatível com outra atividade. E se assim é, não nos parece que depois se possa defender que haja possibilidade de fazer 10 horas semanais de carga letiva.

Palavras de Sofia Lisboa, presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica, após ser conhecida a intenção do governo de permitir que alunos de doutoramento possam dar aulas a quem está no ensino secundário. É uma das 15 medidas para a educação que foram apresentadas hoje pelo Ministério da Educação.

Inês, 25 veteranos de guerra da Ucrânia chegaram esta tarde ao aeroporto de Lisboa. Vão receber cuidados no Centro de Apoio de Ourém.

Os feridos da guerra da Ucrânia foram recebidos esta tarde pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Vão ser encaminhados para uma instituição privada para receberem apoio psicológico e cuidados de fisioterapia. Duas dezenas de ucranianos ficaram à espera da chegada, só para dizer a quem vem receber cuidados, que não estão sozinhos. Nadine Soares.

Glória Ucrânia!

As chegadas do aeroporto de Lisboa coloriram-se de azul e amarelo. Flores e bordados nas blusas típicas daquelas que esperavam pelos feridos da guerra, que vão ser encaminhados para o Centro de Apoio de Ourém. Como a Olga, que só veio mostrar apoio e não esperar por alguém, porque o irmão ficou no campo de batalha.

Vamos lutar, vamos lutar até o fim. Também tenho um irmão que luta lá já é o terceiro ano e isto é uma mensagem muito forte para eles.

Outras vozes que teimam não deixar esquecer o horror que ainda se vive na Ucrânia.

Nós queremos independência, é isso. Não é só o nosso país, também é a Europa, porque ninguém sabe quando o Putin vai parar. Nossos heróis, porque isto é importante. Eles têm força e eles defendem o nosso país e isso é muito importante.

Artam chegou de cadeira de rodas, ficou ferido em Donetsk, sabe que perdeu muito. Com a ajuda da tradutora, diz que as vítimas fazem parte da guerra.

E por isso ele foi à guerra, foi em Donetsk que aconteceu, na vila Vodiane. Sem vítima, mas não existe a guerra, eles perderam muita coisa lá.

Fez 36 horas de viagem de comboio até Varsóvia e de lá apanhou o voo até Lisboa. Segue caminho para o centro de apoio de Ourém para receber apoio psicológico e cuidados de fisioterapia. Não tem bilhete de volta, mas diz que ainda quer voltar para ajudar a pátria ucraniana.

A reportagem da jornalista Nadine Soares, que acompanhou a chegada de 25 veteranos de guerra ao aeroporto de Lisboa e falou com quem estava lá para os receber. Na receção, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, defende que a Europa Precisa de mais iniciativas como a do Centro de Apoio de Ourém.

Em várias iniciativas, eu diria que estamos na vanguarda. Nesta aqui em particular, nós achamos que é muito importante a mobilização da sociedade civil por toda a Europa.

Um centro que vai dar apoio psicológico e de fisioterapia a soldados feridos que vêm da Ucrânia. Da Cimeira de Paz, marcada para amanhã, Paulo Rangel não espera incendar fogo, mas alerta para o risco dos perigos do armamento nuclear.

E na Madeira, o presidente do governo está otimista quanto à aprovação do programa de governo.

A votação vai acontecer já na próxima semana. Miguel Albuquerque considera que não há nenhuma razão para o programa ser chumbado, já que integra propostas de todos os partidos.

Há um conjunto de propostas comuns que são lógicas, são evidentes, decorrem do estado social onde nós vivemos, que são defensáveis e são defendidas pelo conjunto das forças políticas. Portanto, não há nenhuma razão, a não ser uma razão de eg Partidário ou da potência de poder para chumbar a proposta do governo. Otimista e confiante então nessa votação? Eu estou otimista. Eu acho que vai haver bom senso e tem que haver bom senso em função da defesa do interesse comum.

Declarações de Miguel Albuquerque aos jornalistas, num registo da Agência Lusa. Recordo que PS e Chega já anunciaram que vão votar contra o documento, caso o Juntos pelo Povo também se junte e vote contra, o programa do governo da Madeira será chumbado, uma vez que o PSD de Miguel Albuquerque não tem maioria no Parlamento.

E neste jornal olhamos ainda para o futebol. A Alemanha venceu a Escócia por 5x1 no jogo de abertura do Campeonato da Europa.

A seleção anfitriã esteve a golear com quatro gols sem resposta. Já nos últimos 10 minutos, a seleção escocesa reduziu por um autogolo da equipa alemã. Ainda assim, a Alemanha voltou a marcar para fechar o resultado final em 5x1.

E são agora 11h08. Vamos ao noticiário de âmbito local.

Em São João da Madeira, a Câmara Municipal assegura um financiamento de mais de €7 milhões para investir na habitação. O valor está inserido no plano de recuperação e resiliência. O município pretende renovar e reabilitar casas. Em Sintra, a Câmara Municipal vai investir €27 milhões na requalificação da Escola Ferreira Dias. Está previsto que a escola passe a ter capacidade para receber 100 turmas. O investimento avança depois do governo ter dado luz verde à abertura do concurso público para esta obra. Em Almada, a Casa da Cerca deve reabrir ao público em janeiro do próximo ano. O espaço dedicado à arte contemporânea está fechado desde março para obras de reabilitação. A garantia é dada ao Observador pela presidente da Câmara, Inês de Medeiros. O investimento para recuperar a Casa da Cerca foi de €600 mil. Na Azambuja estão abertas as inscrições para o curso especializado em distribuição e logística. Trata-se de um protocolo em parceria com o Instituto Politécnico de Santarém. A abertura do curso com componentes técnicas e científicas marca o regresso do ensino superior à região da Azambuja. Na Póvoa de Varzim, a Estrada Marginal vai voltar a ser fechada ao trânsito durante os fins de semana. A decisão foi tomada pela autarquia e deve-se ao início da época balnear. O acesso à Marginal vai ser interdita à circulação de trânsito e estacionamento de todo o tipo de veículos. A interdição da via vai manter-se todos os fins de semana até 15 de setembro.

E foram as notícias das 11 da noite da Rádio Observador com a jornalista Inês Batista. Voltamos com toda a informação atualizada às 11h30. Até já.

Até já.

E já a seguir temos: Isto Não Passa Na Rádio.