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19, em Faro. Vamos ao Jornal das 11, com a edição da Diana Rosa, e começamos com o debate entre António José Seguro e Luís Marques Mendes para as presidenciais de 2026. Diana, os candidatos quiseram mostrar qual dos dois consegue alcançar mais eleitorado. António José Seguro diz que há um desequilíbrio completo de direita.

Seguro considera-se, naturalmente, o candidato ideal, por acreditar ser o único capaz de equilibrar os poderes políticos que diz estarem hoje mais à direita.

Neste momento, há um desequilíbrio completo da direita, que tem, neste momento, a maioria das Juntas de Freguesia, das Câmaras Municipais, o Governo Regional da Madeira, o Governo Regional dos Açores, a maioria no Parlamento, o primeiro-ministro. Portanto, há um desequilíbrio do sistema e o país tem a ganhar se o sistema político estiver equilibrado. Por isso, eu considero que, nestas eleições presidenciais, o país tem a ganhar com o equilíbrio do sistema e tendo, no meu caso concreto, como presidente da República.

Luís Marques Mendes relembra o candidato socialista do ano, do tempo em que Jorge Sampaio e António Guterres eram líderes dos poderes políticos portugueses e acusa-o de não se ter queixado na altura.

Já houve um período em Portugal, há 30 anos, com Guterres a primeiro-ministro e Jorge Sampaio a presidente da República, em que os ovos estavam no mesmo cesto, ou seja, dois socialistas no topo do Estado.

E depois também houve algum tempo de Cavaco Silva com Passos Coelho.

Deixe-me só aqui.

Foram exceções, essas.

Deixe-me só aqui dizer e recordar, António José Seguro fazia parte desse governo, ou seja, fazia parte dos ovos que estavam no cesto e nunca se queixou de haver essa concentração de poder.

Além deste momento de divergência entre os dois candidatos, foram também registados outros momentos. O tema mais em foco foi a questão do novo pacote laboral, em que Luís Marques Mendes diz que toda a gente pede reformas, mas depois dizem que não é o momento certo.

Toda a gente pede sempre reformas e quando as reformas começam a ser feitas, há aquele del-rei que não é o momento, não é a oportunidade, não se deve fazer reformas. Eu não tenho esse ponto de vista. Segundo lugar, um presidente da República só se pronuncia sobre se veta, promulga ou envia ao Tribunal Constitucional quando lhe chega o texto definitivo da lei. Terceiro lugar, tenho suficiente experiência para saber que o documento que existe neste momento não será nada parecido com o documento final.

Já António José Seguro, para além de já ter dito que vetava este pacote, se esta fosse a versão final, diz que compete ao governo descalçar a bota que calçou.

Luís Marques Mendes fala de uma reforma, mas por que é esta reforma? Aliás, eu não compreendo como é que de um momento para o outro, esta iniciativa é tomada pelo governo. Não fazia parte da proposta eleitoral. Se fosse uma reforma importante, então o PSD devia ter apresentado isso aos portugueses com clareza, com transparência, e não o fez. Compete ao governo descalçar esta bota, porque foi ele que a calçou.

Este foi o debate número 13 de 28. O próximo está agendado para amanhã, às 9 p.m., como tem sido habitual. Amanhã vai ser na TVI. Frente a frente vão estar a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e o candidato apoiado pela IL, João Cotrim de Figueiredo.

Diana, vamos à Operação Influencer. A confiança no sistema de justiça foi hoje questionada por deputados do PS, PSD e IL, a pretexto deste processo.

Por causa das escutas que foram divulgadas pela revista Sábado, quando o processo ainda está em segredo de justiça. No plenário dedicado ao setor, é ele que começa por criticar a lentidão dos tribunais e coloca a justiça em causa. É o que vamos ouvir de Mário Amorim Lopes.

Como pode haver confiança num sistema que escuta conversas perfeitamente banais entre membros de um governo? São nossos adversários políticos? São, mas também é condição inegociável num Estado de direito que os fins não justificam os meios, mesmo quando do lado lá está um adversário político.

Na mesma linha, o deputado do PSD, Paulo Lopes Marcelo, considera que a divulgação das escutas põe em causa a confiança no Estado de Direito.

Não ficamos confortáveis ao ver como escutas a ex-primeiros-ministros caem na praça pública. Isso põe em causa, obviamente, a confiança no Estado de Direito e temos todos nós, e sobretudo nós, legisladores neste Parlamento, tomar medidas para evitar que isso volte a acontecer no futuro.

Pelo PS, o deputado André Reis questiona a forma como os processos judiciais são conduzidos em Portugal.

Nós concordamos com algumas das perplexidades que aqui nos trouxe, e algumas críticas também, sobretudo no que diz respeito à forma como o processo penal muitas vezes é conduzido em Portugal.

As questões do sistema de justiça levantadas hoje no Parlamento. Certo é que o Ministério Público vai fazer uma participação criminal por causa das notícias divulgadas hoje pela Sábado, com as escutas em que aparece António Costa. A Procuradoria-Geral da República esclarece que nem todos os inquéritos deste processo têm segredo de justiça interno. O conteúdo que foi noticiado hoje está mesmo em segredo externo, ou seja, o acesso é vedado a quem não é arguido.

E Diana, o governo apresenta uma nova proposta aos polícias, aponta agora para um aumento de 15% nos serviços remunerados prestados.

De acordo com a Agência Lusa, passariam a ganhar €55,60 por quatro horas de serviço em entidades públicas e privadas fora do horário de trabalho. A proposta inicial para os chamados serviços gratificados previa um aumento mais baixo. Falamos de 10% em relação ao que ganham agora.

E hoje mesmo a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia anunciou protestos que passam, por exemplo, por uma concentração em frente à residência oficial do primeiro-ministro a 11 de janeiro.

E só aceita esta associação sindical participar na reunião com a ministra na próxima semana, dia 12, se houver uma proposta concreta. É o que diz Paulo Santos, o presidente da ASP.

Nós não vamos estar presentes nessa reunião se o governo mantiver a ausência de resposta e a ausência do cumprimento do acordo que celebrou com a ASPH. Não poderemos aceitar e assumir que o poder político, neste caso governativo, o primeiro-ministro, a ministra da Administração Interna, não cumpram os compromissos que assumiram com a ASPH, e isso não nos dá condições de continuar essas negociações.

Paulo Santos, o presidente da ASPH, entrevistado pelo jornalista João Lourenço. Passam sete minutos das 11 horas da noite. Diana, vamos às notícias de âmbito local. O município de Ílhavo apresentou uma nova estratégia local de segurança com o mote Ílhavo Mais Segurança. A proposta foi analisada ontem pelo Conselho Municipal. O documento estratégico reúne um conjunto de propostas e medidas concretas para reforçar a segurança e o bem-estar das populações. De acordo com o Notícias de Aveiro, uma das intervenções prioritárias desta estratégia é a proximidade e coordenação local. No Porto, o programa municipal Convocatória Aberta volta este mês a dinamizar iniciativas que fortalecem o ecossistema educativo e científico da cidade. Entre os projetos, está uma nova edição da iniciativa Cientista Regressa à Escola, desenvolvida pela associação Native Scientists. É uma iniciativa que promove encontros entre alunos cientistas, que na maioria dos casos estudaram nas mesmas escolas ou cresceram nos mesmos territórios. Nesta edição, também vai ser apresentada uma nova plataforma digital de recursos para o ensino experimental de ciência. Aumentou o número de vítimas de violência doméstica acompanhadas pelo gabinete de atendimento à vítima do município das Caldas da Rainha. No ano passado estavam sinalizadas 42 vítimas. Atualmente, são mais de 70 mulheres e um homem com idades entre os 18 e os 90 anos. Os casos mais frequentes dizem respeito à violência psicológica e física. São os dados do gabinete de atendimento à vítima de violência doméstica, que além de cidadãos portugueses, acompanha também pessoas brasileiras, venezuelanas e moçambicanas, entre outras nacionalidades. O município do Seixal vai baixar no próximo ano o IMI em 10% para prédios urbanos com eficiência energética, é o que descreve o diário O Setubalense. A medida foi anunciada na reunião de câmara de ontem. É a 11ª vez consecutiva que este valor baixa no conselho. Paulo Silva, presidente da câmara, diz que o objetivo da nova redução é diminuir a pegada ecológica e melhorar a qualidade de vida da população. Carlos Moedas anunciou hoje um investimento de mais de € 3 milhões para a requalificação do mercado de Benfica. Fala numa intervenção de fundo que está a mudar toda a dinâmica comercial deste local. De acordo com o autarca, o espaço vai sofrer, a partir de janeiro, obras de modernização dos pavimentos, das câmaras de frio e também de ventilação. A intervenção não vai prejudicar o normal funcionamento do espaço, é o que garante o presidente da Câmara de Lisboa. Há 70 mil utentes sem médico de família na Unidade Local de Saúde da região de Leiria, o que revela hoje esta ULS. A situação mais expressiva acontece nos concelhos de Leiria e Ourém. O presidente da ULS garantiu à Lusa que o conselho de administração herdou no início do ano uma situação com cerca de 100 mil utentes sem médico de família. Manuel Carvalho diz que atualmente há uma média de cerca de 1100 a 1200 novos inscritos por mês. Diana Rosa com o Jornal das 11.