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Onze em Ponto. Edição das 11:00 na Rádio Observador, com a jornalista Laura Figueiredo. E começamos, Laura, com os vários líderes partidários que saíram à rua no 25 de Abril e que aproveitaram para criticar o pacote laboral do governo.
No desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa, o secretário-geral do PS acusou o governo de criar a ideia de que negocia a lei laboral, mas sem nunca abdicar dos pilares fundamentais. José Luís Carneiro aproveitou também para relembrar as linhas vermelhas dos socialistas.
Nós não aceitamos, nomeadamente, o despedimento sem justa causa. Não aceitamos também trabalho precário, porque isso significa maior precariedade para os mais jovens e precariedade para os mais vulneráveis. Nós temos de garantir que a nossa economia é competitiva, mas bem sabemos que para uma economia ser competitiva, é muito importante termos trabalhadores mobilizados e motivados para o trabalho.
Pelo LIVRE, Rui Tavares diz que o pacote laboral vem agravar a precariedade já existente.
Na verdade, Portugal já tem demasiada precariedade, um diferencial demasiado grande, que hoje em dia o Presidente da República lembrou, e muito bem, salarial entre mulheres e homens, e uma questão de precariedade dos jovens, em particular, que é muito má. O pacote laboral vem resolver algum desses problemas? Não vem. Ele é não só desnecessário, como provavelmente vai contribuir para agravar todos esses problemas. Ainda por cima, feito em cima de uma total falta de diálogo.
E quanto a Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, considera que o pacote laboral representa o contrário de Abril.
O que está mal não é nem a Revolução de Abril, nem a Constituição. O que está mal é um caminho que não cumpre a Constituição. Então nós dizemos: é preciso cumprir. Cumprir Abril e cumprir a Constituição todos os dias. Ora, isso não vai lá com esta política, e se me permitem a talhe de foice, não vai lá de certeza absoluta com este pacote laboral, que quer fazer exatamente o contrário. Mais precariedade, mais regulação da vida, mais instabilidade, despedimentos sem justa causa. Isso é tudo ao contrário de Abril.
Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, diz que para ser coerente, agora o Presidente da República vai ter de vetar o pacote laboral.
António José Seguro fez uma declaração no seu discurso que é muito relevante, quando disse que liberdade sem condições económicas não é liberdade. E para ser coerente com essa afirmação, a António José Seguro só resta uma alternativa, que é vetar o pacote laboral, na exata medida em que o pacote laboral é um contributo muito relevante para empobrecer a população trabalhadora, quer em termos de direitos, quer mesmo em termos materiais.
E pelo PAN, Inês de Sousa Real considera que falar no pacote laboral é falar em retrocessos. À direita, a presidente da Iniciativa Liberal insiste na necessidade de o governo levar a discussão sobre a lei laboral ao Parlamento. Mariana Leitão diz que é preciso uma mudança de mentalidade.
O problema é nós termos um mercado de trabalho extremamente rígido, que não dá resposta às pessoas, que mantém um sistema de salários muito baixos. A maior parte da população portuguesa recebe € 1.000 por mês, e é muito difícil viver com € 1.000 por mês. Acho que todos nós reconhecemos isso. Enquanto não houver aqui uma mudança de mentalidade, de capacidade, de percebermos que temos que fazer alterações que permitam essa flexibilidade, que permitam subir salários, que permitam que haja mais crescimento económico, que as nossas empresas sejam mais competitivas.
A líder da Iniciativa Liberal, que participou esta tarde no desfile na Avenida da Liberdade.
E escutamos agora o presidente da Assembleia da República, que garante, Laura, que não se dirigiu a nenhum partido ou bancada parlamentar quando criticou a legislação sobre incompatibilidades.
Reação de José Pedro Aguiar Branco, depois de ter sido confrontado pelos jornalistas com as críticas feitas pelo Partido Socialista ao discurso na sessão solene do 25 de Abril.
A minha intervenção, como podem imaginar, não foi dirigida, e acho que isso ficou claro, nem a nenhum grupo parlamentar, nem a nenhum político ou deputado em particular. Foi dirigida a toda a classe política e também àqueles que fazem discursos fáceis contra a política e contra o sistema. Todos somos para a transparência. Eu sou para a transparência e acho que até deixei muito claro aquilo que é a diferença entre aquilo que é necessário para que haja transparência e aquilo que são os reality shows em relação à forma como muitas vezes ela é tratada.
Aguiar Branco falava aos jornalistas depois de ter aberto a porta principal do Parlamento para visitas dos cidadãos. Esta manhã, durante a sessão solene do 25 de Abril, o deputado socialista Pedro Delgado Alves levantou-se em protesto contra o discurso de Aguiar Branco, virou costas à Mesa da Assembleia da República. Já António Mendonça Mendes aplaudiu de pé.
E não foi tudo. No Palácio de Belém, como é habitual nas celebrações do 25 de Abril, as portas dos Jardins do Palácio de São Bento estiveram abertas, Laura, e o Presidente da República recebeu um grupo de jovens.
É já o terceiro encontro com jovens que António José Seguro promove. O primeiro aconteceu no dia da tomada de posse e o outro em Madrid, durante a primeira visita oficial de Seguro ao estrangeiro. Em discussão, estiveram diferentes temas. Miguel Pina Andrade.
Desconfiança em relação às instituições, a desinformação e as desigualdades territoriais em Portugal foram alguns dos temas lançados para cima da mesa pelos 25 jovens que vieram de norte a sul do país para apresentar propostas, mas também perguntas ao Presidente da República. Na intervenção inicial, antes da conversa, António José Seguro deixa um apelo, quer que os jovens continuem a ter uma participação ativa na vida política.
António José Seguro, que no final não quis responder às propostas e perguntas dos jovens, diz que vai guardar as notas que tirou, tal como fez no encontro a 9 de março. O Presidente da República promete ainda dar voz e pôr em prática as ideias das gerações mais novas. Os jovens vão ser ouvidos, a garantia deixada por António José Seguro, que afirma que o próximo encontro tem de acontecer o quanto antes. António José Seguro fecha assim as celebrações do Dia da Liberdade no Palácio de Belém, que durante a tarde abriu as portas dos jardins ao público.
A reportagem do jornalista Miguel Pina Andrade sobre o encontro Liberdade, Democracia e Futuro, que reuniu 25 jovens e o presidente António José Seguro nas comemorações do 25 de abril.
E seguimos agora, Laura Figueiredo, com a atualidade internacional. Donald Trump cancelou a viagem dos enviados especiais ao Paquistão.
Estava previsto que Jared Kushner e Steve Witkoff viajassem hoje para Islamabade para as discussões de paz com o Irão. O presidente norte-americano mudou de ideias, considera afinal que seria demasiado tempo perdido em viagens.
Eles estão a lutar uns contra os outros. Há uma enorme luta interna, provavelmente estão a lutar pela liderança. Em muitos casos, acho que estão a lutar para não serem líderes, porque já eliminamos dois níveis de liderança. Mas eu tratarei com quem for preciso. Não há motivo para esperar dois dias, fazer as pessoas viajarem 17 horas. Não vamos fazer isso. Quando quiserem, podem ligar-me. Temos todas as cartas na mão, ganhámos tudo.
Em resposta ao cancelamento da viagem, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano diz que ainda está para ver se os Estados Unidos estão comprometidos com a diplomacia. Entretanto, Donald Trump revelou que o Irão já enviou uma nova oferta muito melhor para negociar a paz.
No desporto e a contar para a 31ª jornada, o Benfica recebeu e venceu o Moreirense por quatro bolas a uma.
Com gol de Leandro Barreiro, outro de Richard Rios e dois de Ivanovic. No final da partida, o treinador dos encarnados, José Mourinho, fez um balanço da época.
O campeonato que o Benfica está a fazer também tem debilidades nossas, porque empatámos jogos que não podíamos e não devíamos ter empatado, mas é um campeonato digno. Obviamente que o benfiquista não quer campeonatos dignos, o benfiquista quer ganhar. Até podia acontecer que o Benfica este ano com 80 pontos fosse campeão. Não sei, em Portugal já foi campeão com 80 pontos? Não sei, se calhar sim, não chega.
O balanço da época feito por José Mourinho depois da vitória no Estádio da Luz frente ao Moreirense. Os encarnados ficam agora à condição com mais quatro pontos do que o Sporting.
E amanhã, também a contar para a 31ª jornada, é a vez do Estrela da Amadora Futebol Clube do Porto, às 18h, e depois o Sporting visita o AVS na Vila das Aves, num jogo que vamos acompanhar também com relato em direto às 20h30. São dois jogos que vão merecer emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador. Para já, com 10 minutos para lá das 11, Laura Figueiredo, vamos também atualizar nesta edição a informação de âmbito local.
A Câmara Municipal de Almada disponibilizou para este ano um montante de quase €280 mil para apoiar associações locais. Os apoios destinam-se a obras em infraestruturas, aquisição de viaturas e novos equipamentos e também para apoiar projetos ou eventos. A primeira fase das candidaturas já está aberta, termina a 19 de maio. Câmara Municipal de Santarém quer retomar a gestão dos parques de estacionamento na cidade e, de acordo com o presidente da autarquia, tudo indica que isto possa acontecer até ao final do ano. O autarca está a negociar esta retoma da gestão do estacionamento da cidade de Santarém com a empresa ABISPark. Este ano a Leiria Run vai trocar o mês de maio por setembro. A maratona com tradição na região costuma acontecer no primeiro sábado de maio. Este ano foi alterada para 19 de setembro. A autarquia justifica que a mudança permite assegurar melhores condições aos participantes, famílias e público. Em Oeiras, amanhã ainda decorre o Oeiras Brinca 2026. O evento de fãs da Lego regressou para mais uma edição. Esta é dedicada ao universo Super Mario, conta com mais de seis milhões de peças. O evento pode ser visitado entre as 10h e as 18h de domingo no Pavilhão de Leões de Porto Salvo. E no Porto termina amanhã o Porto FEM, o Festival Internacional de Cinema. A edição deste ano focou-se na reflexão sobre desigualdades, condições laborais e diferentes formas de trabalho. A programação incluiu competições, conversas e exposições. A cerimônia de encerramento acontece às 19h15 no Cinema Batalha. Em Santa Maria da Feira, termina amanhã a edição número 11 do Comic Con, o evento considerado o maior encontro da cultura pop em Portugal, que reuniu num único espaço os principais universos do cinema, séries, gaming e muito mais.
Fica por aqui esta edição das 11h. A Laura Figueiredo está de regresso às 11h30 com a informação atualizada e de resto é com ela, na noite informativa por aqui na Rádio Observador. Um abraço.
Adeus, Vicente.