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Católicos. Notícias das 11 com a Diana Rosa e Diana, o Irão diz ser impossível aceitar as exigências dos Estados Unidos com vista a um acordo de paz.
É o entendimento do presidente iraniano Massud Pezeshkian, que sublinha que Teerão continua a receber ameaças por parte dos Estados Unidos. O chefe de Estado acusa o país de seguir uma política de pressão máxima, ao mesmo tempo que espera que o Irão ceda às exigências unilaterais dos norte-americanos. Citado pela Reuters, considera que é impossível.
E do lado dos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano disse que a delegação enviada para as negociações com o Irão está a trabalhar arduamente.
Marco Rubio afirma que se houver um caminho diplomático real, poderá levar o Irão à reconstrução, à prosperidade e a deixar de representar uma ameaça. No entanto, acrescenta o responsável, caso não seja possível percorrer esse caminho, a alternativa é o crescente isolamento, o colapso económico e, em última instância, a derrota total.
Itália volta a defender o Papa Leão XIV contra as recentes críticas de Donald Trump. O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros diz que as afirmações do presidente dos Estados Unidos são inaceitáveis.
Se o Papa tem deixado vários apelos à paz e ao diálogo na guerra com o Irão, Donald Trump voltou hoje a falar no assunto para acusar Leão XIV de estar a pôr em risco muitos católicos por causa deste apelo à paz. No X, o ministro italiano, Antonio Tajani, acrescenta que as críticas de Trump a Leão XIV em nada contribuem para a paz. Itália recusa de forma categórica as afirmações do presidente norte-americano e garante que a visão do Papa é partilhada pelo governo de Itália. Antonio Tajani promete empenho, através da diplomacia, em garantir a estabilidade e a paz em todas as áreas onde existem conflitos.
E o ministro da Administração Interna admite ter havido um pacto de silêncio entre agentes da esquadra do Largo do Rato envolvidos em casos de tortura.
Um processo que já levou à detenção de 24 polícias e um civil, no caso que envolve, como dizias, Filipa, tortura e sodomização, por exemplo, de sem-abrigo. Em declarações à CNN Portugal, Luís Neves acredita que houve facilitismo face a comportamentos inaceitáveis.
Tudo leva a crer que houve aqui um facilitismo e uma aceitação de comportamentos desviantes e que são comportamentos particularmente graves. A ofensa à dignidade da pessoa, do ser humano, é particularmente grave, que tem a ver com agressões, com agressões bárbaras e com humilhações, e depois a aceitação e o silêncio, um pacto de silêncio na não divulgação desses mesmos factos e por isso é grave.
Mas isso tem a ver com um sentimento de impunidade, tem a ver com uma cultura instalada nas polícias, tem a ver com o quê?
Não, não há esta cultura instalada nas polícias. Nós estamos a falar de casos isolados.
Que não espelham a realidade geral, acredita Luís Neves. Nesta entrevista, o ministro da Administração Interna remete juízo sobre este caso para mais tarde.
Pode ter ocorrido essa falha no controle interno, mas o que eu quero dizer é que só quando tivermos acesso àquilo que é matéria de investigação criminal, portanto, quando o processo estiver aberto e quando houver decisões transitadas e julgadas por parte dos tribunais, é que nós vamos poder, de facto, fazer a avaliação de como, quando, quem, em que circunstâncias os crimes foram cometidos.
Luís Neves, ministro da Administração Interna, em declarações à CNN Portugal.
Antes, André Ventura tinha criticado a postura do ministro relativamente a este caso. O líder do Chega considera que Luís Neves tem feito declarações infelizes sobre as forças de segurança.
Ao anunciar, por exemplo, a expulsão de elementos da polícia por comportamentos desviantes. André Ventura diz que se trata de anúncios infelizes e desvaloriza casos como o do Largo do Rato.
Esses casos acontecem com polícias e acontecem com todas as outras corporações. Há gente melhor e gente pior em todas as profissões, em todos os órgãos. O que não podemos ter é um governo e um ministro que falam mais em expulsar polícias, em perseguir polícias, em tirar-lhes a autoridade, do que propriamente em garantir que temos uma polícia eficaz, forte e capaz de combater a criminalidade. O que não podemos é ter um governo que ainda ontem se preocupou em dizer que tínhamos que ter cuidado com as perceções de insegurança, mas não é capaz de perceber que os polícias estão sem meios.
E por isso André Ventura pretende ouvir o ministro da Administração Interna, Luís Neves, no Parlamento no próximo dia 14, quinta-feira.
Já o PS fala em motivo de repulsa. O que aconteceu na PSP do Largo do Rato exige uma investigação até às últimas consequências.
As suspeitas de tortura e violações na esquadra de Lisboa levaram esta terça-feira à emissão de mandatos de detenção de mais de 15 polícias e um civil. O PS considera que se trata de uma situação absolutamente intolerável e saúda todas as ações das autoridades competentes. Alega que a confiança na instituição não pode ser colocada em causa. Numa nota na direção socialista à Lusa, o partido lembra que não há que ignorar casos como este.
Diana, vamos também às notícias de âmbito local.
Sintra e Queluz recebem sexta-feira e sábado os concertos de primavera. Na sexta-feira à noite, o Nova Era Vocal Ensemble e o América Antiga Ensemble atuam na Igreja de São Martinho, em Sintra. No dia seguinte, é a vez de Sofia Diniz levar a música até Queluz. Espectáculos que estão marcados para às 21h30, com entrada livre, uma iniciativa da Fundação CulturSintra com a Câmara Municipal. A programação reúne 15 ensembles nacionais e internacionais. São cerca de 135 intérpretes e solistas especializados na música dos períodos barroco e clássico. Na Marinha Grande, o piquenique anual que celebra o feriado do Conselho vai realizar-se no Parque da Cerca este ano. O executivo municipal lembra que a depressão Christine danificou a Mata Nacional de Leiria na quinta-feira da Ascensão. Próxima semana, dia 14, o piquenique está marcado para o meio-dia. A Câmara Municipal de Almada assegura que enquanto os desalojados das intempéries do início do ano não tiverem casas para viver, o município vai continuar a pagar a estadia em instalações hoteleiras. A garantia surgiu numa reunião de câmara depois de os moradores da Costa de Caparica e da Azenha dos Formosinhos lamentarem não poderem regressar a casa três meses depois das tempestades. A presidente da autarquia avança com as cauções, mas apela aos munícipes para que colaborem na procura de habitação. Santarém quer colocar as casas vazias do Conselho no mercado para aliviar a crise habitacional. O Conselho tem cerca de 3 mil fogos desabitados fora do mercado imobiliário, de acordo com a Carta Municipal de Habitação. Segundo esta proposta preliminar, Santarém prevê alcançar 620 alojamentos no parque habitacional até 2036. Para isso, Santarém vai construir, adquirir e reabilitar imóveis, bem como arrendar casas privadas para depois subarrendar. O futuro da habitação em Matosinhos vai ser debatido amanhã com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. A conferência Habitar Portugal conta também com membros do executivo de Matosinhos para discutir soluções concretas para uma habitação mais inclusiva e acessível. O evento arranca às 14h30 na antiga Fábrica Vasco da Gama. A Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro reduziu o tempo de resposta das juntas médicas para 55 dias úteis. Em comunicado, a unidade explica que a capacidade de resposta permitiu recuperar os mais de 1600 processos pendentes desde março de 2024. O Hospital de Aveiro atribui esta evolução ao reforço efetivo na rapidez do sistema.
Notícia de fecho do Jornal das 11h00.