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Jornal das 11, com a Laura Figueiredo e começamos pela reforma laboral. André Ventura diz que o primeiro-ministro desautorizou a ministra do Trabalho no que toca à idade da reforma.
Em entrevista à CMTV esta noite, o líder do Chega afirma que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho admitiu uma eventual descida da idade da reforma para trabalhadores por turnos antes de ser desautorizada por Luís Montenegro.
A senhora Ministra do Trabalho, acho que não cometo nenhuma inconfidência, aliás, foi uma das razões pela qual a negociação avançou, assumiu que entre as várias coisas que estava a negociar com o Chega, havia a descida da idade da reforma para os 65 anos ou 40 de descontos para os trabalhadores por turnos, que tivessem uma longa carreira contributiva por turnos. Mas depois o primeiro-ministro desautorizou a ministra do Trabalho e disse que, afinal, aquilo que se tinha dito ao Chega já não podia ser feito.
André Ventura diz ainda que apenas na quinta-feira à noite, na véspera da votação, é que o primeiro-ministro assumiu que afinal não queria mexer na idade da reforma, uma das principais exigências do Chega para viabilizar a proposta de lei.
E Laura, o PCP diz que o governo não aprendeu a lição com o chumbo da reforma laboral.
O secretário-geral do Partido Comunista participou hoje numa marcha em Lisboa convocada pelo PCP, que juntou largas centenas de pessoas para assinalar o chumbo da proposta laboral no Parlamento. Em declarações aos jornalistas, Paulo Raimundo diz que o governo começou a cavar uma derrota social e política com a legislação laboral.
Pena o governo não ter aprendido com a lição. E, portanto, se o governo insistir de forma em bloco ou às fatias com o pacote laboral, vai ter o mesmo desfecho que teve durante este último processo. Começou a cavar a sua derrota social e política com o pacote laboral. Se quiserem insistir, vai abrir ainda mais o buraco.
Uma referência ao partido liderado por André Ventura. Paulo Raimundo defendeu ainda que a mobilização dos trabalhadores foi de tal forma intensa que obrigou alguns a decidir fazer aquilo que nunca desejaram ter de fazer.
E Laura, o Bloco de Esquerda pede a saída da Ministra do Trabalho depois do chumbo do pacote laboral.
Uma exigência de José Manuel Pureza depois de uma audiência com o Presidente da República, esta tarde, no Palácio de Belém. O líder bloquista reage assim ao anúncio de Maria do Rosário Palma Ramalho, que no congresso do PSD no fim de semana, deixou claro que ainda não desistiu de aprovar a reforma do Código do Trabalho.
Uma ministra que apostou tudo, com o patrocínio do primeiro-ministro, em fazer do pacote laboral o seu legado ao país, diante da derrota, que já era uma derrota face aos sindicatos, que já era uma derrota face à opinião pública, acrescenta uma derrota face ao Parlamento, não tem outra alternativa senão procurar outro trabalho.
José Manuel Pureza, que acusa também o presidente da Assembleia da República de estar a atrasar o processo de revisão constitucional para favorecer um eventual entendimento entre Chega e PSD.
Também esta tarde, no Palácio de Belém, o Presidente da República condecorou o antigo presidente do Tribunal Constitucional com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.
Homenagem feita esta tarde no Palácio de Belém a José João Abrantes. António José Seguro elogia o papel do ex-presidente do Tribunal Constitucional em alturas difíceis para o Palácio Ratton.
Eu próprio, ainda com curto mandato como presidente da República, fui testemunha direta dos contributos relevantes que prestou ao longo desse percurso, em especial num momento particularmente singular e desafiante da vida da instituição, que exigiu ponderação, firmeza e elevado sentido de responsabilidade.
O elogio deixado pelo presidente da República, José João Abrantes, liderou o Tribunal Constitucional sem que todos os lugares dos juízes estivessem preenchidos durante vários meses. Agora, na hora da saída, fala em sentimento do dever cumprido.
José João Abrantes, condecorado pelo Presidente da República. Na sala dos embaixadores, no Palácio de Belém, estiveram também presentes figuras como Manuel Alegre ou o Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra. Já o governo fez-se representar pelo Secretário de Estado Adjunto e da Justiça. Na atualidade internacional, Donald Trump diz que apesar de o Irão ter um presidente, ninguém quer assumir o cargo no país.
Facto é que o Irão tem efetivamente um presidente desde 2024, Masoud Pezeshkian, nunca renunciou às funções. Hoje, numa conversa com jornalistas na Sala Oval, Donald Trump voltou a afirmar que a primeira e segunda vagas de liderança iraniana já desapareceram.
Eu ouço dizer: "Ah, eles estão em ótima forma". Não, já se foram. E o primeiro nível de líder deles também já se foi. O segundo nível de líder deles já se foi. Quem é que quer ser presidente? Eu não quero. Ninguém quer ser presidente. E depois temos de ler que eles estão muito bem. Estão muito mal. Entretanto, estamos a bater recordes. Temos a economia mais forte que já tivemos.
Quanto às negociações, Donald Trump reiterou que estão a ser fantásticas. No que diz respeito ao Estreito de Ormuz, o presidente norte-americano diz que está totalmente aberto e assegura que nunca saiu tanto petróleo pelo canal.
A esta hora, no Mundial de Futebol, França está a vencer o Iraque com gol do Mbappé.
O avançado francês abriu o marcador à passagem do minuto 14. O jogo está agora no intervalo, mas foi suspenso devido às condições meteorológicas adversas, Diogo Varela.
Aconteceu aquilo que se temia, Laura, e acaba por também acontecer pela primeira vez neste Campeonato do Mundo. Não é inédito, quem acompanhou o Mundial de Clubes, que aconteceu também nos Estados Unidos, já está um bocadinho mais familiarizado com esta situação, mas é extra futebol e nos Estados Unidos existe essa linha vermelha bem assente. Na cidade de Filadélfia escutou-se um trovão, um relâmpago, e isso faz com que automaticamente o jogo seja suspenso. De resto, nos ecrãs gigantes do estádio há um aviso, desde logo: "Aproxima-se uma tempestade forte", ou seja, ou já chegou ou ainda está a chegar, e depois também há um outro pedido para equipas e também para os adeptos: "Por favor, saiam e recolham rapidamente ao abrigo". Agora tem que se esperar meia hora, tem que se contar meia hora até se perceber se existem ou não condições para retomar esta partida entre França e Iraque. Como tu disseste, vai vencendo a seleção gaulesa por uma bola a zero, mas mais do que o futebol, a esta situação, jogo suspenso, ainda com retoma por definir, pelo menos para já meia hora vamos ter que esperar. Resta saber se daqui a meia hora ainda existem trovões ou se vamos continuar à espera.
Diogo Varela aqui a dar-nos conta de que as condições meteorológicas, de facto, não estão as melhores na cidade de Filadélfia.
Laura, vamos agora atualizar as notícias de âmbito local.
Começamos em Aveiro. A Unidade Local de Saúde da região vai ser reforçada com mais 65 carros de emergência, num investimento superior a €600 mil. Este projeto inclui equipamento clínico, a formação dos profissionais e também a manutenção contínua. A Câmara Municipal da Azambuja reforçou os apoios à Central Municipal de Operações de Socorro. Os bombeiros voluntários da Azambuja e de Alcoentre passam a receber cerca de €70 mil a cada ano. A delegação de Aveiras de Cima da Cruz Vermelha ganha perto de €50 mil anuais. O município destaca o papel da central na coordenação e gestão dos meios de socorro no concelho. O Montemor tornou-se a segunda cidade portuguesa a integrar a Rede Europeia de Cidades Autênticas. Junta-se assim a Lisboa, no âmbito da iniciativa Autenticidades do Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia. A distinção reconhece o compromisso do município com a valorização de produtos e das tradições locais. Nas Caldas da Rainha vai acontecer a primeira edição do Festival Internacional de Fotografia no próximo sábado, 27 de junho. O festival tem o tema "Moldar as Margens". Este evento propõe uma reflexão sobre o território, identidade, fronteiras físicas e simbólicas. Em Lisboa, Plutónio vai organizar uma corrida solidária no dia 5 de julho, domingo. A partida é feita do Parque Eduardo VII, o destino final é secreto, conta com uma surpresa do artista. A iniciativa reverte a favor das Aldeias de Crianças SOS. As inscrições custam entre cinco a €15. A fechar, no Seixal, a Biblioteca Municipal vai dinamizar entre 2 e 16 de julho o curso Juventude Ativa, dirigido a jovens dos 12 aos 16 anos. A iniciativa inclui cinco sessões temáticas sobre direitos humanos, combate a preconceitos e relações interpessoais. O programa é gratuito, só requer inscrição prévia.