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As notícias. Jornal das 11 da Rádio Observador com Laura Figueiredo. E Laura, em resposta ao novo ataque dos Estados Unidos contra o Irão, Teerão avisa que a resposta será de grande escala.

Depois de esta tarde Donald Trump ter anunciado que o cessar-fogo chegou ao fim, os Estados Unidos deram início a uma nova vaga de ataques contra o Irão. Washington está a atacar alvos militares iranianos no estreito de Ormuz, uma informação avançada pelo portal Axis e confirmada pelo Comando Central dos Estados Unidos em comunicado. Nas redes sociais, o CENTCOM adianta que a ofensiva pretende degradar ainda mais a capacidade do Irão de ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz. Na mesma mensagem, os Estados Unidos dizem estar a responsabilizar o inimigo pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente numa via marítima internacional vital. Entretanto, Donald Trump também já reagiu. Na rede social Truth Social, confirma que os ataques norte-americanos são uma retaliação pelo bombardeamento de navios realizado ontem pelo Irão e avisa que se voltar a acontecer, a situação ficará muito pior. Na análise, o antigo professor da Academia Militar, António José Telo, acredita que o anúncio de Donald Trump relativo ao fim do cessar-fogo não põe fim às negociações e defende que é do interesse de ambas as partes continuar as conversações.

O cessar-fogo já determinou várias vezes. Já houve vários ataques a navios, aos quais os Estados Unidos responderam com ataques seus às defesas no estreito de Ormuz e nas defesas no litoral do Irão. Esta afirmação de que o estado de cessar-fogo acabou, entendida essa luz, é verdade. Outra questão é: o cessar-fogo terminou em termos de terminou para sempre e acabou o protocolo de entendimento e acabaram as negociações. Sobre essa parte, tenho dúvidas. Mas de, no entanto, tentar, no essencial, manter a ideia de negociações que se prolonguem durante alguns meses. Isto interessa aos Estados Unidos e interessa talvez ainda mais ao Irão.

Análise de António José Telo, antigo professor da Academia Militar no gabinete de guerra, sobre o anúncio do fim do cessar-fogo entre Washington e Teerão, anunciado hoje pelo presidente dos Estados Unidos.

Laura, falamos agora da situação de alerta em Almada. Está em vigor o corte de água em 15 localidades.

Um corte com início previsto para às 22h e que vai durar até às 06h. Almada já decretou situação de alerta no município devido às falhas no abastecimento de água. A autarquia decidiu reforçar medidas já em curso para garantir o abastecimento à população e a serviços essenciais. Estão previstos cortes noturnos e a proibição de usos não essenciais. Hugo Fortunato Oliveira.

A partir das 22h e até às 06h, a água não corre em Almada. Ao todo, são 15 as localidades abrangidas pelo corte total programado. São elas a Charneca da Caparica, a Arroeira, Marisol, Fonte da Telha, Palhais, Lazarim, Butequim, Vila Nova de Caparica, Capuchos, Pilotos, Funchalinho e ainda o Vale Rosal, Vale Cavala, Quintinhas e a Quinta de Santa Teresa. A água não vai chegar ao mesmo tempo a todas as torneiras do Conselho. A reposição do abastecimento vai ser feita de forma gradual. Além dos cortes, enquanto figurar a situação de alerta em Almada, vão ser também proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais. Desde logo, vão estar desligadas as fontes do Conselho e os chuveiros e lava-pés nas praias. Estão também proibidos a rega de jardins públicos ou privados e de campos de golfe, bem como a lavagem de viaturas, o enchimento de piscinas ou qualquer uso recreativo ou não indispensável de água. A autarquia vai também reforçar a monitorização da rede de abastecimento e as equipas de detecção de fugas e de fiscalização para combater consumos abusivos e desperdícios de água.

Hugo Fortunato de Oliveira a resumir o comunicado conjunto da autarquia de Almada com os serviços municipalizados de água e saneamento. Ora, a situação já se arrasta há vários dias, tem trazido problemas, especialmente no setor da restauração. Miguel Pinhandrada.

O cenário tem sido o mesmo para muitas pessoas no Conselho de Almada. Os cortes sem aviso do abastecimento de água têm afetado os restaurantes do paredão da costa de Caparica, como é o caso do Café do Mar. Para o proprietário Miguel Paulino, esta tem sido a realidade na última semana e quando há água, é motivo de surpresa.

Na realidade, foi completamente sem aviso. Quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça, ontem foi igual. Hoje é um dia que temos água normalmente ou anormalmente.

Falta de água nas torneiras, mas há um problema ainda maior: as casas de banho.

E é muito complicado. Temos que fechar, normalmente, ao fim de meia hora, uma hora, os serviços sanitários e na realidade, isso também tem afastado as pessoas daqui, afastou as pessoas da praia, como se pode ver hoje. Temos uma praia, um dia de sol muito bom, um dia de praia espetacular e estamos com 20% de ocupação.

Menos pessoas na praia, menos clientes no estabelecimento de Miguel Paulino, que não tem resposta das autoridades competentes.

Tentativa já foi feita, mas ainda não temos qualquer resposta.

Os proprietários dos restaurantes vivem num cenário de incerteza. Não sabem quando é que os cortes vão acontecer, nem por quanto tempo, mas a falta de água não afeta apenas a restauração. No Monte de Caparica, a água vem e volta e quando volta, é a conta-gotas. Rosa Costa, proprietária de um cabeleireiro, tem de mudar rotinas para fazer face a estes cortes.

Combino com as minhas clientes para estarem cá logo às 15h e 16h ao mesmo tempo. Lavo as primeiras cabeças todas ao mesmo tempo e até mesmo as minhas clientes enchem-me os baldes que ficaram vazios do dia anterior.

Quanto a esclarecimentos da Câmara ou dos serviços municipalizados, Rosa Costa continua na mesma.

Pois, esse assunto ainda não ouvi falar. Espero bem que eles tenham alguma atenção.

Rosa Costa, proprietária de um cabeleireiro no Monte de Caparica, uma das muitas zonas do Conselho de Almada que durante a última semana tem sofrido cortes sucessivos no abastecimento de água.

A reportagem do jornalista Miguel Pinhandrada em Almada, onde o setor da restauração está a ser bastante afetado pelas falhas no abastecimento de água.

E na política, o deputado do Chega, José Dias Fernandes, recuou. Já não se quer desvincular da bancada do partido.

O deputado tinha avançado hoje com o requerimento para se desvincular da bancada do Chega e passar à condição de deputado não inscrito. Ao que "O Observador" apurou, José Dias Fernandes voltou atrás na decisão depois de uma reunião com André Ventura. Ainda assim, continua a ponderar uma possível saída, que justifica com a falta de respostas do partido para as comunidades portuguesas no estrangeiro. Três horas depois do primeiro e-mail enviado ao presidente da Assembleia da República, o deputado enviou uma outra comunicação a pedir que a primeira fosse desconsiderada e a anunciar que iria manter-se no partido.

E afinal, o PSD não quer ouvir antigos ministros do PS sobre os novos dados da imigração revelados pelo INE.

Nem antigos ministros socialistas, nem José Luís Carneiro. Na semana passada, o porta-voz do partido, Sebastião Bugalho, tinha dito que era natural que o secretário-geral do PS fosse chamado a responder na qualidade de antigo ministro da Administração Interna, no âmbito das audições que vai realizar no Parlamento sobre o aumento da população imigrante, revelado pelo Instituto Nacional de Estatística. Mas afinal, o requerimento para as audições não vai pedir a chamada de nenhum antigo governante do PS, algo que nunca esteve nos planos, como explica o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes.

O primeiro ponto desta notícia é que os ex-ministros do PS iam ser chamados pelo PSD e a notícia é que eles já não vão ser, porque era isso que tinha sido extraído dessa intervenção do porta-voz do PSD. Mas o assunto passou para o grupo parlamentar, que pelos vistos não tem, nem nunca teve intenção, neste primeiro momento, de chamar ex-ministros do Partido Socialista, em particular o secretário-geral do PS. A ideia era que a lista das pessoas chamadas fossem mais de estruturas e de instituições que são tuteladas por esses ministérios, mas não chamar os próprios ex-ministros, embora admita que se for mesmo necessário, possa vir a fazer.

Mais para frente.

Mais para frente, mas não é provável. Ou seja, é só numa garantia de que podem sempre chamar, porque o intuito das audições nunca foi ir tão longe neste nível.

O editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes. Esta tarde, o PSD forçou o adiamento da votação de um requerimento do PS para o Parlamento ouvir o Instituto Nacional de Estatística sobre as implicações econômicas e orçamentais da revisão das estimativas da população em Portugal.

E agora, Laura, vamos atualizar o noticiário de âmbito local.

A Câmara de Lisboa aprovou hoje um reforço de mais de 1 milhão e meio de euros para projetos de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo. O investimento financia respostas da Associação Crescer e da Associação para o Estudo e Integração Psicossocial. Estão incluídas 100 habitações, programas de integração profissional e também de prevenção da exclusão social. No Porto, a travessia fluvial entre a Afurada, em Vila Nova de Gaia, e o Cais do Ouro vai regressar este verão. O anúncio é feito pelo presidente da Câmara, Pedro Duarte, que adianta que as viagens vão ser gratuitas para os residentes da cidade do Porto. O serviço regressa assim depois de um projeto-piloto no ano passado, que registou mais de 25 mil passageiros. Em Almada, arranca amanhã a nova ligação fluvial entre Trafaria e Algés. O objetivo é reforçar a oferta de transportes públicos e assegurar as deslocações entre as duas margens do Tejo todos os dias da semana. O presidente da Transtejo Soflusa, a empresa responsável, garante que é uma solução de mobilidade sustentável. A fase experimental vai durar seis meses. O arranque coincide com o início do Festival Nos Alive, no Passeio Marítimo de Algés. Em Aveiro, a Unidade Local de Saúde garante que estão já em curso as obras de climatização do Hospital de Tarreja. A administração responde assim às críticas dos deputados do PS eleitos por Aveiro, que depois de visitar as instalações, fizeram uma denúncia a dar conta de que as altas temperaturas estavam a afetar doentes e profissionais de saúde. Em Rio Maior, está a ser construído um parque de estacionamento junto à nova A15 e ao Parque de Negócios. A infraestrutura é destinada ao estacionamento de caminhões para que não se concentrem na cidade. O parque construído pelo município vai funcionar 24 horas por dia, com vigilância permanente. Na Marinha Grande, estão abertas até domingo as inscrições para campos de férias solidários. Destinam-se a crianças e jovens da região afetada em janeiro pela tempestade Cristina. A iniciativa decorre entre 20 de julho e 14 de agosto, com atividades ligadas ao mar, em parcerias com vários municípios da região centro.

E voltamos com mais notícias às 11h30, também com Laura Figueiredo. Até já.

Até já.