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Deste mundial. Jornal das 11 com José Rafael Lopes. José, o governador do Banco de Portugal recusa que o crescimento econômico do país tenha sido um milagre.
Em entrevista ao Observador, Álvaro Santos Pereira lembra que o crescimento da economia portuguesa foi alcançado depois de um período complicado e que, antes da crise financeira, o país esteve quase 20 anos sem crescer. Para manter a tendência, diz Álvaro Santos Pereira, são precisas reformas e coragem para as pôr em prática. O governador do Banco de Portugal diz que um crescimento de cerca de 2% deve ser considerado como moderado, embora seja um sinal de melhorias. Ainda assim, Álvaro Santos Pereira contei o entusiasmo e recusa falar em milagres.
Antes da crise financeira, nós tivemos quase 20 anos quase sem crescer, crescer bem abaixo de 1%, e isso nos levou onde nos levou. Nós, neste momento, com crescimentos de cerca de 2%, crescimentos totais, estamos a falar de uma economia que claramente está bem melhor do que estava nos anos após termos aderido ao euro. Esses anos até à crise financeira e um pouco depois. Quer isso dizer que somos um milagre econômico? Não, não somos. Nós temos uma economia a crescer de uma forma moderada. Nós precisamos crescer mais. Para crescermos mais, precisamos de reformas.
Nesta entrevista ao Observador, Álvaro Santos Pereira diz ainda que um novo debate sobre a reforma laboral não seria negativo e assegura que não é o único a pedir flexibilidade.
Eu já há muitos anos que defendo isso, e aliás, a OCDE faz a mesma coisa, e vários bancos centrais falam sobre essa matéria. Eu defendo um modelo de flexissegurança, ou seja, eu defendo que tem que haver maior flexibilidade, mas protegendo mais o trabalhador. Ou seja, dá-se mais flexibilidade no posto de trabalho, mas protege-se mais o trabalhador. É isto que foi feito há uns anos, há mais de 20 anos, na Suécia, na Dinamarca e outros países.
Álvaro Santos Pereira em entrevista ao Observador, onde saiu em defesa do sistema de pensões dos países escandinavos. O governador do Banco de Portugal fala em medidas que tiveram sucesso e que poderiam ser um exemplo para Portugal e explica por quê.
O que se fizeram foi: as reformas, quando as pessoas se reformam, para muitas pessoas são demasiado baixas. O que nós podemos fazer? Canalizarmos maiores poupanças para aumentarmos as reformas no futuro, mantendo o sistema público de pensões. E o que eles fizeram foi manter o sistema público de pensões, mas dando a oportunidade, primeiro, de haver um aumento de poupanças que são canalizadas para fundos de pensões públicos. E, portanto, o que fizeram foi: as pessoas na Dinamarca, por exemplo, a partir do meado dos anos 90, começaram a poupar adicionalmente 0,5% do rendimento, agora até 12%.
O governador do Banco de Portugal a defender o modelo escandinavo de pensões, Álvaro Santos Pereira não quis entrar em comparações com quem teve o cargo antes. Ainda assim, considera ser uma figura institucional que não entra em trocas de palavras com ex-governadores.
André Ventura acusa Luís Montenegro de ter medo do ministro da Administração Interna.
O líder do Chega vai reunir-se com os órgãos nacionais do Chega para decidir o que fazer em relação às alegadas ameaças proferidas por Luís Neves, episódio que motivou o pedido de uma audiência ao Presidente da República. André Ventura quer que Luís Montenegro se pronuncie sobre a conduta de Luís Neves, que considera ser inaceitável, mas para já resiste a pedir a demissão do ministro.
Também não percebo o incômodo do Primeiro-Ministro em falar disso, porque parece que o Primeiro-Ministro tem medo de falar do ministro da Administração Interna, e isso é inaceitável para o país. O que temos hoje diante de nós é um Primeiro-Ministro e um líder do PS que têm medo de falar de uma determinada personalidade, mesmo quando essa personalidade ou essa tutela exige escrutínio. Se depois disso, e com isso, o ministro está em condições de continuar ou não. Acho que primeiro o senhor Primeiro-Ministro tem que fazer essa avaliação, mas tem que começar por querer fazê-la.
André Ventura pretende ter um encontro com o Primeiro-Ministro para abordar o caso e depois disso vai levar a questão aos órgãos nacionais do partido.
E o PS pede rigor ao governo com a fixação das notas dos exames do 12º ano e diz estar mais perto de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito.
O PS quer que as notas sejam fixadas de forma rigorosa e respeitando as classificações atribuídas pelos professores. Porfírio Silva, deputado do PS, diz que o partido está menos otimista quanto aos esclarecimentos sobre este processo dos exames nacionais.
Estamos hoje menos otimistas quanto a que isto se possa esclarecer sem uma CPI do que estávamos no princípio. Mas não nos vamos precipitar. Nós vamos ver se com os meios normais parlamentares conseguimos que sejam dados todos os esclarecimentos. Até agora os exemplos não são bons.
Porfírio Silva, que não pede ao governo que não cobre pelos pedidos de reapreciação das provas, tendo em conta as dúvidas que existem sobre o processo de avaliação.
E a ministra do Trabalho não exclui voltar à reforma laboral depois do verão.
Declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho, depois da primeira reunião de concertação social, depois do chumbo do pacote laboral. A ministra insiste no tema da reforma laboral por considerá-lo inevitável, mas apenas depois das férias.
É inevitável para Portugal, porque temos uma legislação que é bastante atrasada e pouco preparada para enfrentar os desafios dos novos modelos de trabalho e de eventuais situações econômicas até menos favoráveis, como já existem neste momento noutros países da Europa.
A Ministra do Trabalho, no final da reunião da concertação social, que não se compromete quanto aos moldes da forma como o tema vai voltar a ser discutido. No entanto, os sindicatos recusam abrir esta discussão de novo. Mário Mourão, da UGT, diz que é prematuro voltar ao dossiê. Já a CGTP, nas palavras de Tiago Oliveira, o secretário-geral, diz que o tema está enterrado. Em sentido inverso, os patrões avisam que é preciso criar condições para que as empresas possam pagar os salários previstos no acordo de valorização salarial.
No Campeonato do Mundo, a Argentina está de novo na final. Venceu a Inglaterra por 2 x 1.
Uma reviravolta nos minutos finais coloca os atuais campeões do mundo de novo na final, onde vão medir forças com a Espanha. Depois da conquista da última edição do Campeonato do Mundo de Futebol em 2022, a Argentina volta a estar numa final do Campeonato do Mundo, vai defender o título conquistado no Catar. No jogo da meia-final, Inglaterra até marcou primeiro, marcou o Gordon, mas aos 85 e aos 92 minutos a Argentina operou a reviravolta. Enzo Fernandes e Lautaro Martínez fizeram a reviravolta, ambos assistidos por Messi. Como tal, a Argentina segue em frente, está na final do Campeonato do Mundo, que está marcada para domingo, às 8 p.m., uma final inédita que coloca a Argentina frente à Espanha.
José, vamos agora também atualizar as notícias de âmbito local.
Começamos em Santarém. O hospital e as unidades de saúde primárias vão ser alvo de um projeto de modernização até 2030. Este é um investimento de mais de 19 milhões de euros que pretende dar resposta ao atraso estrutural da saúde na região da Lezíria do Tejo. O reforço inclui novos equipamentos, requalificação de serviços e aposta tecnológica. Em Leiria, os munícipes podem, a partir de hoje, seguir o canal do WhatsApp Leiria Proteção Civil. As pessoas vão poder inscrever-se de forma a receberem avisos importantes relacionados com a proteção civil. A autarquia diz que este é o modelo mais rápido para divulgar alertas sobre os fenómenos com impacto no Conselho. Em Oliveira de Azeméis já está a concurso a obra de reabilitação e ampliação da Casa Museu Regional do Conselho, publicada em Diário da República. O concurso representou um investimento de cerca de 1.300.000 € para transformar a Casa Museu no futuro Museu de Identidade Territorial. A obra pretende modernizar o edifício histórico e adaptá-lo às exigências de um museu contemporâneo. No Seixal, a Câmara Municipal lançou uma nova campanha de sensibilização ambiental para que as pessoas coloquem o lixo no sítio certo. A campanha apresenta, lado a lado, um contraste visual entre um espaço limpo e organizado e um cenário onde o lixo não foi bem tratado. O objetivo é promover a adoção de boas práticas ambientais e reforçar o compromisso com um conselho mais sustentável. Em Lisboa, uma mulher de 82 anos morreu na sequência de um incêndio na freguesia dos Olivais. Segundo o Regimento dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, o incêndio começou na casa da vítima por volta das 8 a.m. No local estiveram 20 operacionais com o apoio de sete viaturas. As causas do incêndio ainda não são conhecidas. E em Vila Nova de Famalicão, uma pessoa ficou gravemente ferida após colidir com um caminhão em Cabeçudos, no Conselho de Vila Nova de Famalicão. O acidente aconteceu por volta das 14h, na Rua Senhor dos Aparecidos. Foram acionados para o local os bombeiros voluntários de Famalicão. Esta pessoa, que ficou gravemente ferida, foi encaminhada para o hospital local.
E assim que fechamos o jornal das 11h.