Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

António Já Soares. Boa noite, António. Começamos com Marrocos, que reconhece que 40 mil pessoas entraram em Ceuta e atribui a crise às redes sociais e a redes de tráfico.

Em comunicado citado por vários jornais espanhóis, o Ministério do Interior marroquino diz que 40 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção a Ceuta. Rabat admitiu ainda que 11 pessoas morreram no seu território, 10 delas afogadas, e que 1135 chegaram a Melilha. Marrocos atribui a deslocação de migrantes para Ceuta às redes sociais e às máfias de tráfico humano. A nota do governo marroquino diz ainda que o país vai continuar a ser um parceiro fiável e responsável no âmbito da luta contra a migração ilegal e tráfico de pessoas. Durante este domingo, o exército espanhol tem estado a distribuir água aos migrantes que continuam em Ceuta. É desde lá que a enviada especial d'"O Observador", Inês André Figueiredo, explica que o governo de Madrid está a concentrar os migrantes em dois locais para assegurar a organização da cidade.

Houve aqui uma espécie de tentativa de centralizar as pessoas em dois espaços. Um deles é o CETI, que é a organização de alojamento temporário para os migrantes, que já estava cheia mesmo antes desta crise começar. As pessoas estão à porta, não têm comida, não têm água e, portanto, tornou-se ali a situação um pouco complicada. E depois na praia, quando se desce deste centro, vai-se ter a uma praia, uma estrada curta que vai levar a uma praia, e o que as autoridades espanholas fizeram foi tentar reter o máximo de pessoas possível nessa praia para que não andem pela cidade a deambular.

O relato da jornalista Inês André Figueiredo, enviada especial d'"O Observador" a Ceuta.

E o Papa, António, classifica de alarmante a crise migratória em Ceuta.

Este domingo, no Vaticano, Leão XIV pediu soluções para o problema. O líder da Igreja Católica considera que Ceuta precisa de paz, estabilidade e justiça.

"Sigo com preocupação a alarmante situação em Ceuta. Peço a Deus, por intercessão do Nosso Senhor de África, que se possam encontrar soluções de paz, estabilidade e justiça. Continuemos a pregar pela paz, porque no mundo existe uma guerra. Temos de encontrar soluções diplomáticas para os conflitos. Recordemos todas as vítimas das hostilidades, sobretudo as mais fracas e indefesas: crianças, idosos e doentes".

As palavras do Papa Leão XIV, este domingo, no Vaticano.

E António, perto de 28 mil bombeiros combatem as chamas a esta hora nos Estados Unidos.

É verdade, Vicente. A onda de calor que se sente no país aumentou o risco de incêndio, sobretudo na região noroeste, onde os estados de Washington e Oregon enfrentam a situação mais complicada dos últimos 30 anos. De acordo com a entidade oficial do governo norte-americano que coordena a resposta aos fogos, existem cerca de 100 incêndios de grande escala ativos e já arderam 2,1 milhões de hectares de terreno este ano. Cerca de 28 mil operacionais combatem as chamas, com apoio de mais de 1700 veículos terrestres e mais de 210 helicópteros. É um número impressionante. Só este ano já há registro de perto de 46 mil ocorrências. E é a combinação de falta d'água com ventos fortes e calor anormal que levou o governador de Washington, Bob Ferguson, a decretar estado de emergência e a proibir queimadas e fogueiras até ao fim de setembro.

E também este domingo morreram duas das quatro pessoas que seguiam a bordo dos dois helicópteros que colidiram na Grécia.

Os aparelhos participavam no combate a um incêndio na região de Psata, a oeste de Atenas. O Serviço Médico de Emergência da Grécia anunciou que dois tripulantes, um grego e um dinamarquês, não resistiram aos ferimentos. Os restantes dois pilotos, de nacionalidade grega e britânica, sobreviveram. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já veio demonstrar na rede social X o seu pesar pela morte dos dois tripulantes envolvidos na colisão destes dois helicópteros que combatiam as chamas na Grécia.

A marcar a atualidade nacional, a petição contra o campo de tiro em Alter do Chão ultrapassou, António, as 2500 assinaturas.

Isso significa, Vicente, que a petição pode ser apreciada em debate por uma comissão parlamentar. Em causa está a transferência do campo de tiro da Força Aérea Portuguesa de Alcochete para Alter do Chão, no distrito de Portalegre. A medida foi anunciada em março pelo governo, na sequência da construção do novo Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete. O novo campo de tiro militar vai ser instalado em cerca de 7500 hectares nos concelhos de Alter do Chão, Crato, Fronteira e Monforte. Segundo os assinantes desta petição, atravessa terras agrícolas em produção e um gasoduto da rede nacional de transporte de gás. O movimento cívico exige a publicação do perímetro e dos estudos que fundamentam a escolha da nova localização do campo de tiro.

E também este domingo, dia 2 de agosto, um avião da TAP com destino a Boston, nos Estados Unidos, aterrou de emergência No aeroporto dos Lajes, nos Açores.

Segundo fonte do gabinete de comunicação da transportadora, o voo que partiu de Lisboa fez uma escala não programada na Ilha Terceira por precaução para avaliar uma questão técnica. Já ontem, recordamos, um outro avião da TAP que decolou com destino a Curitiba, no Brasil, regressou a Lisboa também devido a uma questão técnica.

Onze horas, seis minutos. Tempo de atualizar a informação de âmbito local que importa destacar neste domingo, dia 2 de agosto, António.

E começamos em Santarém. A Câmara Municipal de Sardoal quer candidatar a nova creche a financiamento comunitário através dos investimentos territoriais integrados. A autarquia pretende reduzir o peso da obra no orçamento do município, que deve estar concluída até ao final do ano. O presidente da Câmara de Sardoal diz estar confiante na possibilidade de obter apoio financeiro para o novo equipamento. Em Almada, foi prolongada até o final de agosto a situação de alerta devido ao aumento das temperaturas e ao elevado número de visitantes nas praias do concelho. O anúncio foi feito pela Câmara Municipal, que mesmo assim garante que os níveis das reservas de água têm vindo a recuperar de forma progressiva. As restrições vão ser aliviadas, diz o município, e os cortes noturnos no abastecimento podem ser reduzidos ou suspensos de forma gradual em certas zonas. Em Aveiro, a Câmara da Murtosa vai remodelar e reforçar as infraestruturas dos sistemas de drenagem do concelho. A autarquia assinou um protocolo de colaboração com as empresas Águas da Região de Aveiro e Águas do Centro Litoral, que vão assumir os custos da operação. A intervenção tem o objetivo de evitar as descargas a céu aberto com risco para o ambiente e para a saúde pública. O município de Ourém vai avançar com a reparação do multiuso de Caxarias, onde funciona o centro de saúde. O edifício foi um dos mais afetados pela Depressão Cristina no início do ano, com danos nas coberturas e em vários equipamentos técnicos. A intervenção representa um investimento de mais de € 100 mil e deve ficar concluída no prazo de 70 dias. A Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde inaugurou novos centros tecnológicos especializados. Foi nas áreas da indústria, informática e energias renováveis. Foram implementados na Escola Profissional de Vila do Conde. O investimento é superior a €4 milhões. Terminamos no município de Oeiras, que vai oferecer quatro bolsas de apoio para a realização de um gap year. As inscrições já estão a decorrer e destinam-se a jovens entre os 18 e os 35 anos residentes no concelho. Em parceria com a Gap Year Portugal, a iniciativa e-Municipate vai oferecer até €3 mil para candidaturas individuais e até €5 mil para candidaturas conjuntas. As inscrições podem ser feitas até dia 8 de novembro.

Ponto final nesta edição das 11 da noite. As notícias estão de regresso com o António José Soares às 11h30. Eu despeço-me por aqui. António, foi um gosto. Um grande abraço. Até à próxima. Até breve.

Até breve, Vicente.