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As notícias com Miguel Gato.

Boa noite. O governo vai disponibilizar verbas para ajudar a cobrir os prejuízos dos incêndios já na próxima quinta-feira. Este que é um apoio que vai além dos € 500 milhões de fundos europeus anunciados pelo primeiro-ministro na semana passada. A garantia é dada por José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Pescas, em entrevista esta noite à RTP.

O governo vai disponibilizar, na próxima quinta-feira, verbas imediatamente. Portanto, isto não é para fazer para o ano. Nós não vamos poder estar à espera do orçamento de 2025 para darmos, por exemplo, aquilo que eu referia que são alimentos para os animais, alimentos para as abelhas. Não podemos estar à espera e, portanto, haverá já recursos do Orçamento de Estado que serão aprovados na próxima quinta-feira e que estão a ser trabalhados, por exemplo, pelo ministro da Coesão, que por isso também não pode estar hoje no terreno, mas o governo tem estado permanentemente no terreno.

Esta decisão do governo surge, segundo o ministro da Agricultura e Pescas, porque os € 500 milhões vindos da União Europeia não podem ser utilizados no imediato. José Manuel Fernandes garante que todas as pessoas afetadas pelos incêndios florestais não serão esquecidas nem abandonadas e, apesar de dizer que esta medida vai ser promulgada e vai ser ativa na quinta-feira, não se compromete com prazos concretos sobre a aplicação destas medidas. E após os incêndios que ocorreram por todo o país neste mês de setembro, a entidade Turismo do Centro de Portugal espera que estes apoios do governo cheguem em breve. O presidente Raul Almeida dá conta de que está a ser feito o levantamento de todos os estragos na região e dá alguns exemplos daquilo que já está registado.

Vamos reerguer e vamos ajudar a que sejam feitos a reparação desses prejuízos o mais rapidamente possível. Depois, dizer que nas infraestruturas públicas, como por exemplo, uma ecopista do Dão, são infraestruturas sinaléticas, barreiras de proteção, portanto, que leva algum tempo a contabilizar, a mensurar quanto é que são os danos, portanto, isso leva algum tempo. Depois temos a informação, por exemplo, de uma unidade hoteleira, empreendimento de turismo rural, em Albergaria-a-Velha, que ardeu. Houve alguns cancelamentos também, e é natural.

Sobre os apoios ao setor, o presidente da Turismo Centro de Portugal diz estar em contato com o governo e espera que a região se possa reerguer em breve.

Nas dimensões das infraestruturas públicas, e dou como exemplo a Ecopista do Dão, que teve prejuízos. Com certeza haverão muitos mais prejuízos que irão ser elencados, muitos percursos pedestres que atravessam as áreas ardidas, sinalética, painéis de comunicação, que provavelmente terão desaparecido, terão ardido. Depois, uma segunda dimensão que é para as empresas, para aqueles que tiveram prejuízos nos seus empreendimentos, prejuízos materiais, prejuízos de cancelamentos. Tenho falado com o senhor secretário de Estado do Turismo e com o Turismo de Portugal, portanto, estão a trabalhar, penso que muito em breve estão a ser apresentados esses apoios.

Declarações de Raul Almeida, presidente do Turismo do Centro de Portugal, à Rádio Observador. Em causa estão unidades de turismo públicas e privadas que arderam nos fogos do mês de setembro e que afetaram, sobretudo, a região centro do país, com especial enfoque no distrito de Aveiro. O Chega vai apresentar uma iniciativa legislativa para revogar o diploma da eutanásia. A informação é confirmada por Rita Matias no tira-teimas da Rádio Observador. A vice-presidente da bancada parlamentar do Chega defende que esta revogação já deveria ter sido feita.

Se acompanham o programa eleitoral do Chega, sabem que essa era uma das promessas e que André Ventura, no dia em que essa lei foi aprovada, não sou eu que coordeno, em que dias e em que datas é que dão entrada os projetos legislativos, mas a promessa eleitoral foi feita e mesmo no dia da aprovação dessa lei, André Ventura pronunciou-se nesse sentido em discurso na Assembleia da República. Portanto, como alguém que ama a vida e que está profundamente preocupada com esta pressa e esta urgência que a esquerda tem agora, urgência que não tem para suprir as outras necessidades que aqui referi, espero que seja para ontem.

Declarações de Rita Matias, deputada do Chega na Rádio Observador. Em causa está um manifesto assinado por várias personalidades, incluindo deputados do Chega e ex-dirigentes de PSD e CDS, para revogar esta lei da eutanásia. Uma lei que foi aprovada no Parlamento pela quinta vez e foi promulgada por Marcelo Rebelo de Sousa em maio do ano passado, mas ainda não foi regulamentada. O governo só o vai fazer quando o Tribunal Constitucional se pronunciar sobre os pedidos de fiscalização sucessiva do PSD e também da Provedora de Justiça. Na atualidade internacional, o Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se hoje de urgência para discutir a situação de guerra no Líbano. É um encontro pedido pela França para analisar os bombardeamentos recentes de Israel no país. Nos últimos dias morreram cerca de 600 pessoas E milhares ficaram feridas, vítimas dos bombardeamentos israelitas. A comunidade internacional vê com preocupação esta escalada do conflito e, por isso, esta reunião de emergência nas Nações Unidas. Israel justifica os ataques no Líbano. Netanyahu garante que os ataques, os bombardeamentos, vão continuar até à destruição de todos os postos do grupo Hezbollah. Está em curso a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, nos Estados Unidos, precisamente. O primeiro dia ficou marcado por questões ligadas à guerra no Médio Oriente. O jornalista João Costa Campos traz-nos o resumo do dia, que começou com o discurso do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O discurso de abertura durou 20 minutos, onde o secretário-geral apelou a um acordo de cessar-fogo em Gaza e atenção para a extensão do conflito ao Líbano. António Guterres alertou ainda para a importância que este ano tem para o futuro da comunidade global. Em 2024, mais de 50 países vão a eleições.

2024 é o ano em que metade da humanidade vai às urnas e metade da humanidade será afetada.

Seguiu-se Lula da Silva, num discurso que foi da Ucrânia ao Médio Oriente e passou pelo clima, o presidente do Brasil pediu diálogo.

Não podemos esperar por outra tragédia mundial, como a Segunda Grande Guerra, para só então construir uma nova governança global.

A terceira intervenção foi de Joe Biden. O presidente norte-americano reforçou o apoio à Ucrânia e sobre o Médio Oriente, reforçou que a paz assenta na solução de dois Estados.

Uma guerra em grande escala não é do interesse de ninguém. Mesmo que a situação se tenha agravado, ainda é possível encontrar uma solução diplomática. Esta continua a ser a única via para uma segurança duradoura e que permita às populações de ambos os países regressarem às suas casas e à fronteira em segurança. E é isso que estamos a trabalhar incansavelmente para conseguir.

Erdoğan foi o quarto a falar. O presidente da Turquia acusou a ONU de ser um falhanço e pediu justiça em Gaza. Deixou também uma mensagem aos países que estão do lado de Israel.

Para os países que apoiam Israel, quanto tempo vão aguentar a vergonha de apoiar um massacre como este? Meus amigos, enquanto as crianças estão a morrer em Gaza, no Líbano, bebês a morrerem em incubadoras, infelizmente mostra que a comunidade internacional falhou redondamente. O que está a acontecer na Palestina é um sinal de um grande colapso moral.

Seguem-se agora nove dias de sessões multilaterais e multidisciplinares que vão moldar os próximos anos da comunidade global.

Portugal está representado na Assembleia Geral das Nações Unidas pelo primeiro-ministro, que vai discursar na quinta-feira. Hoje, Luís Montenegro participa num evento organizado por Volodymyr Zelensky, juntamente com países subscritores de acordos de segurança com a Ucrânia. E precisamente sobre a invasão russa na Ucrânia, Zelensky pediu ontem à ONU que force a Rússia à paz, numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O presidente ucraniano acusa o Kremlin de ter planos para atacar centrais nucleares na Ucrânia e acusa países como o Irão e a Coreia do Norte de serem cúmplices de Vladimir Putin. Zelensky, que se encontra nos Estados Unidos desde domingo à noite, deverá também apresentar a Joe Biden e ao Congresso norte-americano os detalhes do autointitulado plano de vitória ucraniano, que visa pôr fim à invasão russa. Na política norte-americana, a corrida à Casa Branca continua renhida. Kamala Harris está à frente de Donald Trump nas intenções de voto, mas apenas por um ponto percentual. A mais recente sondagem da CNN, publicada esta terça-feira, diz que 48% dos eleitores norte-americanos pensam em votar nos democratas e 47% têm a intenção de votar no Partido Republicano. Harris lidera nas intenções de voto das mulheres, dos jovens e das comunidades negras e latinas, enquanto Trump tem o melhor resultado em eleitores do sexo masculino. Segundo esta sondagem da CNN Internacional, os norte-americanos escolhem a economia, a imigração, a democracia e o aborto como temas-chave para as eleições de novembro. Para o especialista em política norte-americana, Nuno Gouveia, o debate dos candidatos a vice-presidentes, que acontece a 1 de outubro, pode ser determinante para a escolha dos eleitores. Isto porque Trump se recusou a voltar a debater com Kamala Harris.

Ganha uma importância acrescida pelo fato de não haver mais debates depois deste. É um mês antes das eleições, mais de um mês antes das eleições, e este debate terá certamente muito interesse mediático. E aqui será um debate muito diferente do debate que vimos entre Kamala Harris e Donald Trump. Em primeiro lugar, porque são duas personalidades muito diferentes. Apesar de serem os dois do Midwest, têm backgrounds totalmente diferentes.

No programa América Dividida, Nuno Gouveia considera também que pode haver mudanças nas principais instituições norte-americanas após as eleições de novembro. O especialista em política norte-americana explica que o Senado deverá manter-se republicano e que o Congresso pode cair para os democratas caso Kamala Harris seja eleita presidente dos Estados Unidos. No desporto, o Futebol Clube do Porto estreia-se hoje na Liga Europa em frente aos noruegueses do Bodø/Glimt, partida que marca o arranque da competição para a equipa de Vítor Bruno. O treinador portista vai estrear-se como treinador principal nesta competição, um momento que Vítor Bruno desvaloriza em conferência de imprensa de antevisão à partida.

Em relação à minha estreia, é um marco, será o que tiver que ser. Eu não ligo muito a métricas, a dados, a números. Não ligo, não tenho muito interesse. Obviamente que ficarei satisfeito, não por mim, por me estrear com uma vitória, mas porque essa vitória coincide com três pontos ao Futebol Clube do Porto na sua caminhada para chegar aos estágios final. Apenas isso.

Vítor Bruno a lançar o Bodø/Glimt Futebol Clube do Porto para a Liga Europa. O treinador admite que podem existir mudanças na equipa dos Dragões. O encontro começa às 17h45 e vai contar com relato aqui na Rádio Observador.