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As notícias com Carlos Pedro. Boa noite. Donald Trump aceitou o convite de Joe Biden para visitar a Casa Branca. É o que anunciou o porta-voz da campanha republicana, sem adiantar outros detalhes, como, por exemplo, a data do encontro. O presidente dos Estados Unidos convidou o republicano para a tradicional reunião entre o presidente cessante e o presidente eleito. Vai acontecer na Casa Branca e o objetivo é a discussão da transição do poder político. A campanha de Donald Trump indica ainda que o convite foi recebido com muito apreço. Entretanto, Kamala Harris já reagiu aos resultados. A vice-presidente admitiu a derrota nas eleições e apelou aos democratas para aceitarem os resultados. Foi a primeira declaração de Harris depois de ser conhecida a vitória de Donald Trump na corrida à Casa Branca. Kamala Harris admite já ter falado com o republicano e garante uma transição pacífica do poder.
Eu sei que há pessoas que estão a sentir uma panóplia de emoções, mas devemos aceitar os resultados destas eleições. Hoje cedo falei com o presidente eleito Trump e dei-lhe os parabéns pela vitória e também lhe disse que a administração Biden vai ajudar na transição e que vamos garantir uma transição pacífica do poder, que é um princípio fundamental da democracia norte-americana. Quando perdemos as eleições, aceitamos os resultados.
Perante uma plateia repleta de apoiantes, Kamala Harris agradeceu o apoio na campanha, mas garante que não vai parar de lutar.
O meu coração está cheio hoje, cheio de gratidão pela confiança que colocaram em mim, cheio de amor pelo nosso país. O desfecho desta eleição não é o que queríamos, não é pra o que lutamos, não é em que votamos. Mas oiçam o que eu digo: a luz da promessa norte-americana vai brilhar sempre. Basta não desistir e continuar a lutar.
Declarações de Kamala Harris no discurso aos democratas, neste registo captado pela CNN Internacional. A democrata apontou ainda a Donald Trump para dizer que não deve lealdade a um presidente ou partido, mas sim à Constituição. E, por isso, diz que não vai deixar de lutar pelas bandeiras democratas, como as liberdades das mulheres e a proteção das escolas e ruas da violência das armas. E esta reação da democrata motivou outra, a do presidente norte-americano. Joe Biden agradece a Kamala Harris e volta a dizer que escolhê-la para vice-presidente foi a melhor decisão que tomou. É a reação do ainda presidente dos Estados Unidos à declaração pública de Kamala Harris, que reconheceu a derrota perante Trump. Joe Biden indica que os Estados Unidos viram Kamala como conhece e admira profundamente. São palavras do líder norte-americano, que diz não ter dúvidas de que a democrata vai continuar a escrever história política no país. Entretanto, já é sabido que Joe Biden fala esta quinta-feira ao país sobre o resultado das eleições. É uma declaração marcada para às 11 da manhã em Washington, 16h, hora de Portugal continental. A vitória de Trump motivou reações por todo o mundo. Mais recentemente, foi a vez do antigo presidente Barack Obama e da mulher Michelle Obama. Através de um comunicado publicado na rede social X, o casal Obama felicitou Donald Trump e J.D. Vance pela vitória, mas não esconderam o desagrado com o resultado. Dizem que os desentendimentos são profundos em vários temas com a dupla republicana, mas sublinham que viver em democracia é reconhecer a derrota e estar disponível para uma transferência de poder pacífica. Barack e Michelle Obama aproveitaram ainda para agradecer a Kamala Harris e Tim Walz pelo trabalho durante a campanha. Na Ucrânia, Volodymyr Zelensky revelou que já falou com Donald Trump depois da vitória do republicano. O anúncio veio através de uma publicação na rede social X. Zelensky confirma que falou ao telefone com Trump e que o felicitou pela vitória histórica e esmagadora nas eleições. São palavras do líder da Ucrânia. Revela ainda que os dois concordaram em manter um diálogo próximo com o intuito de haver avanços na cooperação entre os dois países. São revelações de Zelensky numa altura em que há uma grande desconfiança em relação à posição de Donald Trump face à guerra na Ucrânia. Por cá, depois do Presidente da República, do Primeiro-Ministro e dos partidos, na noite desta quarta-feira, o líder parlamentar do PSD felicitou Donald Trump pela vitória em Reguengos de Monsaraz, à margem de um jantar de apoiantes do PSD. Hugo Soares lembra a relação histórica entre Portugal e os Estados Unidos, sublinha que o sucesso dos Estados Unidos revê-se na Europa e desejou, por isso, um mandato tranquilo ao novo presidente.
Desejamos ao presidente Trump as maiores felicidades. O sucesso dos Estados Unidos é o sucesso de Portugal e da Europa. Nós somos países aliados há muitos e muitos anos e, portanto, queremos que os Estados Unidos possam ter uma economia pujante, possam ser um país de sucesso, porque esse é um sucesso para todos nós e, por isso, desejar apenas ao presidente Trump a maiores felicidades e assinalar o facto de as eleições terem ocorrido com grande normalidade democrática, que é de salutar também.
A mensagem do líder parlamentar social-democrata Hugo Soares. Ainda na análise às eleições norte-americanas, o deputado do PSD Carlos Eduardo Reis considera que estes resultados dão uma grande legitimidade à liderança de Trump. No tira-teimas da Rádio Observador, o social-democrata afirma que os eleitores fizeram uma escolha clara. Eduardo Reis considera que os norte-americanos sabem perfeitamente que tipo de político é Donald Trump.
Eu acho que a democracia americana, independentemente de gostarmos ou não do resultado, deu uma grande prova de vitalidade. E desta vez não podemos dizer que as pessoas foram ao engano. As pessoas sabem exatamente como é que Trump funciona, como é que Trump fará o seu mandato, e isso dá uma legitimidade e uma validação a este resultado diferente daquela que ele tinha anteriormente, sendo também de realçar, e acho que é sempre importante dizer, que isto é provavelmente o maior comeback político das últimas décadas.
Já Diogo Pacheco Amorim, deputado do Chega, afirma que a defesa da Europa não pode ficar dependente dos Estados Unidos da América. Sublinha ainda que Donald Trump não quer uma divisão do povo americano e que esta é uma segunda versão do republicano.
Donald Trump não veio dividir, não veio criar ruturas, veio criar os velhos polos que sempre existiram. Já só havia um, passou a haver dois outra vez. Esta é uma questão. Isto é história política e é história política recente. Não é preciso recuar 200 ou 300 anos para perceber a gênese deste fenômeno. Eu achei muito interessante ontem, Carlos, não sei se ouviu o comentário do Ricardo Costa depois do discurso do Trump.
Não ouvi.
É muito interessante. Ele agora traz uma equipe e está à frente de um movimento e que isto está a mudar tudo ou muda tudo.
As análises de Carlos Eduardo Reis e Diogo Pacheco Amorim no programa Tira-Teimas da Rádio Observador desta quarta-feira. Entretanto, já se começam a sentir os efeitos da vitória de Trump nos Estados Unidos. Wall Street fechou o dia desta quarta-feira em alta. A Bolsa de Nova York fechou o dia com os índices mais emblemáticos em terrenos inéditos. Em causa está a satisfação dos investidores com a vitória de Donald Trump na eleição presidencial. Destaque para a Tesla, fundada pelo aliado do republicano, Elon Musk, que apresentou uma valorização perto dos 15%. Os ganhos recordes estenderam-se ainda à Bitcoin, a moeda digital à qual Donald Trump expressou apoio. Continuamos na atualidade internacional. Pode estar à vista uma crise política na Alemanha. O chanceler germânico demitiu o ministro das Finanças, Christian Lindner. É uma notícia que está a ser avançada pela imprensa alemã. Em causa, segundo a Reuters, terão estado divergências orçamentais, bem como opiniões divergentes sobre o rumo que a Alemanha deve seguir em termos económicos. Esta decisão pode levar a uma crise política, uma vez que Christian Lindner é também o líder do Partido Democrático Liberal, partido que integra a coligação que governa a Alemanha, em conjunto com os sociais-democratas e os Verdes. Ainda assim, não é uma decisão surpreendente. A imprensa alemã já relatava que nos últimos tempos a tensão entre os parceiros estava a chegar a um ponto sem retorno. E no Médio Oriente, 230 pessoas foram retiradas de Gaza por questões médicas. É o que anuncia o organismo militar israelita responsável pelos civis e a Organização Mundial da Saúde. Os doentes saíram de Gaza de autocarro e foram transportados para os Emirados Árabes Unidos e Roménia, desde o aeroporto de Ramon. Segundo a OMS, este é o maior número de doentes, incluindo crianças, que foram autorizados a utilizar o posto de passagem de Kerem Shalom nos últimos meses. O presidente da Assembleia da República defende que a diplomacia entre os parlamentos ganha um novo relevo nas relações internacionais devido às fragmentações políticas. É a opinião de José Pedro Aguiar-Branco, transmitida esta quarta-feira na 10ª Cimeira de Presidentes dos Parlamentos do G20. O presidente da Assembleia da República diz que a diplomacia parlamentar é um elemento que complementa a diplomacia dos executivos. Alerta para uma nova realidade na qual é necessário obter muitos consensos entre os países e as diversas organizações. Aguiar-Branco considera, por isso, que o Parlamento é o local ideal para se praticar democracia. O presidente da Assembleia da República deu ainda alguns exemplos de parlamentos fragmentados, incluindo o português. Falou também de países como Espanha, França, Itália, Alemanha e Brasil, para sublinhar que a situação é cada vez mais comum na Europa e no mundo. E em Portugal, mais de 80 operacionais combatem neste momento incêndios que deflagraram esta quarta-feira em duas fábricas na zona industrial de Campo, em Valongo. Fonte do Comando Sub-regional da Área Metropolitana do Porto explicou à Lusa que duas fábricas estão a ser consumidas pelas chamas. Trata-se de uma unidade de componentes de automóveis e uma outra de tratamento de resíduos. O alerta para o fogo foi dado pouco antes das 11 da noite. No local estão também quase 30 viaturas. Não há registo de feridos. No desporto, o Benfica perdeu com o Bayern de Munique por 1 x 0 na Liga dos Campeões. A equipa de Bruno Lage, que fez várias alterações no 11 inicial, conseguiu segurar o nulo durante mais de uma hora. Ainda assim, aos 67 minutos, Musiala marcou e deu a vitória aos bávaros. No final da partida, Bruno Lage referiu que a estratégia não funcionou.
Faltou nós realmente termos um pouquinho mais de posse de bola. Como lhe disse, nossa intenção era nós não estarmos como referências individuais. Nós quisemos criar ali uma dinâmica de três médios e o Arthur a fazer como número 10 e ter apenas um ponta-lança. E infelizmente não conseguimos empatar na primeira parte, depois nós sabíamos os espaços. Com o tempo, o jogo nos poderia acalmar e termos mais bola. Infelizmente, não conseguimos.
A leitura do técnico do Benfica depois da derrota com o Bayern de Munique. Os encarnados têm agora duas vitórias e duas derrotas na Liga dos Campeões. Com seis pontos, ocupam a 19ª posição da classificação geral. Foi notícia de fecho neste jornal. A informação volta a ser atualizada às 02h30 da manhã. Até lá, boa noite.