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São duas horas. As notícias com Ana Cláudia Silva. Boa noite. A líder parlamentar do Partido Socialista acusa o governo de incompetência na gestão da saúde. As declarações de Alexandra Leitão aconteceram na apresentação do Orçamento do Estado para 2025, em Conselhia, na sede do partido, no Porto. A dirigente socialista admite mesmo que o setor da saúde está em descalabro e sublinha a situação grave do INEM.
Tem havido incompetência na gestão da saúde. Acho que isso hoje já é um dado adquirido. Foram as urgências no verão, muito piores do que alguma vez tinha acontecido noutros verões com governos do Partido Socialista. É hoje a situação do INEM, que é uma situação gravíssima. Amanhã mesmo, a Ministra da Saúde estará na Assembleia da República e será, naturalmente, questionada sobre isto.
As palavras de Alexandra Leitão, com fortes críticas à gestão do ministério de Ana Paula Martins. Sobre o Orçamento do Estado, a líder parlamentar recusa que o orçamento seja socialista, considera o documento opaco e com falta de transparência para com os portugueses. Ainda assim, Alexandra Leitão justifica a aprovação do documento, não pelo conteúdo, mas sim com o momento que se vive.
A partir do momento em que os Orçamentos de Estado se transformaram em formas de fazer cair os governos, coisa que não resulta diretamente da nossa Constituição, mas tem resultado recentemente da prática política, recentemente, sublinho, naturalmente, que quando se viabiliza ou não viabiliza um orçamento, tem que se ter em conta as consequências que essa viabilização ou a não viabilização vai ter.
As palavras da líder parlamentar do Partido Socialista, Alexandra Leitão, na noite desta segunda-feira, no Porto. A socialista garante que vai ficar vigilante para as restantes discussões no Orçamento do Estado, na especialidade. A Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica propôs à Ministra da Saúde a criação de uma task force. Em comunicado, citado pela Agência Lusa, a associação avança que a proposta tem como objetivo identificar as fragilidades e propor medidas concretas para diminuir os constrangimentos nos serviços médicos de emergência que decorrem aos dias de hoje. E o Ministério Público instaurou mais dois processos por causa das alegadas mortes que podem estar relacionadas com as falhas do INEM. Estes incidentes aconteceram em Bragança e em Tomela. A Procuradoria-Geral da República afirma que podem estar relacionados com falhas no socorro da instituição, do INEM. São agora seis as investigações em aberto. Havia um sétimo inquérito, mas foi arquivado. Ainda sobre o caso, o governo abriu um processo ao INEM para saber se foram cumpridos os serviços mínimos que seriam obrigatórios para a greve que aconteceu a 4 de novembro. De acordo com a CNN Portugal, a Ministra da Saúde pediu à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde para investigar os acontecimentos que geraram falhas no atendimento. Em causa, está a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar às horas extraordinárias, que levou a atrasos no atendimento e acabou por alegadamente provocar várias mortes. Assim, o pedido de Ana Paula Martins pretende apurar se foi a chefia do INEM que falhou na realização das escalas e não cumpriu o que estava previsto, ou se foram os funcionários que não cumpriram os serviços mínimos obrigatórios. A Ministra da Administração Interna assegura que não foi desautorizada pelo primeiro-ministro sobre o tema do direito à greve por parte das forças de segurança. É uma posição defendida, aliás, por Margarida Blasco, que foi ouvida esta segunda-feira no Parlamento. As declarações da ministra surgem em resposta às críticas do CHEGA, que, na voz de Pedro Pinto, diz que a ministra assemelha-se a um treinador de futebol que está perto de ser despedido. É uma opinião recusada por Margarida Blasco.
Aquilo que eu lhe posso dizer quanto a isso, senhor deputado Pedro Pinto, não fui desmentida nem desautorizada. A falta de humildade e a falta de respeito pelos portugueses são características que, felizmente, não tenho. Não fui clara e por isso fiz o comunicado.
Nesta audição, vários partidos criticaram também o aparato em torno da operação policial da passada sexta-feira, na Mouraria, em Lisboa, uma megaoperação de fiscalização a estabelecimentos comerciais e pessoas, que acabou sem detidos. Margarida Blasco reconhece que pode ter existido algumas situações desnecessárias.
Faz-se uma ação, como várias se fazem. Por acaso, esta teve este alarido todo, se me permitem a expressão, nas televisões e todos os órgãos de comunicação social, mas fazem-se essas ações várias vezes durante o ano. Não é só uma ou duas vezes. No Porto, também houve uma ação dessas no sábado passado.
As palavras da Ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, em declarações no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado, esta segunda-feira. O diretor nacional da Polícia Judiciária admite que Fábio Loureiro pode voltar para Portugal nos próximos dias. É uma afirmação em entrevista à "Renascença". Luís Neves admite que a extradição pode estar por dias. O português Fábio Loureiro foi um dos reclusos que escapou de Vale dos Judeus. Foi capturado em Marrocos, numa operação conjunta entre a polícia portuguesa e a marroquina. O diretor nacional da Polícia Judiciária aborda ainda a situação dos restantes reclusos que escaparam da prisão. Assegura que há novas informações, mas que não pode nem deve revelar sobre o caso. Esta segunda-feira arrancou a Web Summit e o primeiro-ministro anunciou o lançamento de um modelo de inteligência artificial em português. Luís Montenegro fez o anúncio na intervenção de abertura da 16° edição da Web Summit. O LLM, sigla em inglês para grande modelo de linguagem, deve ser lançado no primeiro trimestre do próximo ano. Explica o primeiro-ministro que este é um novo passo de Portugal na ambição e na inovação
Dando a cada aluno um tutor educativo de inteligência artificial adaptado aos nossos currículos para o ajudar a compreender o mundo. Dando a cada cidadão o acesso aos serviços da administração pública de forma mais simples, mais direta e personalizada para responder às suas necessidades. Dar a cada empresa a oportunidade de projetar os seus serviços numa era de inteligência artificial também em português.
As declarações de Luís Montenegro no primeiro dia da Web Summit, esta segunda-feira, o primeiro-ministro que, ao contrário do que é habitual, discursou majoritariamente em português. Montenegro reiterou ainda que o novo mundo tem de estar ao serviço das pessoas e que o Executivo está a traduzir esta visão de futuro nas políticas públicas portuguesas. Na Madeira, o deputado do PSD no Parlamento, Paulo Neves, assegura que o partido está em discussões com outras forças políticas para assegurar o governo regional da Madeira. Depois da moção de censura apresentada pelo Chega, que provavelmente vai contar com a aprovação do PS, a decisão sobre se esta moção é ou não aprovada, pode também estar nas mãos de Juntos pelo Povo. No tira-teimas da Rádio Observador, Paulo Neves diz que o partido está comprometido em garantir a estabilidade na Madeira e que existem contactos para se chegar a esse objetivo.
A todos os contactos que levem à estabilidade na Região Autónoma da Madeira. Aquilo que nós queremos na Madeira é estabilidade e crescimento económico. Foi isso que nós prometemos e isso nós queremos cumprir.
Já Miguel Castro, do Chega, abre a porta à possibilidade de eleições e afirma que a moção de censura tem como prioridade mudar o governo da Madeira.
O objetivo é dar um novo governo à Madeira, seja com novas eleições ou com uma reforma deste governo que existe, de Miguel Albuquerque. Tendo em conta que Miguel Albuquerque disto não se afasta, vamos a novas eleições.
Perdão, peço aqui desculpa. Miguel Castro, no tira-teimas da Rádio Observador, a reiterar que o Chega não desiste da moção de censura ao governo regional da Madeira. No desporto, a Federação Portuguesa de Futebol distinguiu Cristiano Ronaldo, que volta a apontar à marca dos 1000 golos na Gala das Quinas de Ouro. O avançado subiu ao palco para receber o prémio das Quinas de Platina e assegurou que ainda tem muito a dar ao futebol. Cristiano Ronaldo reafirma o desejo de chegar aos 1000 golos na carreira, mas vai depender da forma física durante os próximos anos.
Eu disse publicamente que queria chegar aos 1000 gols, mas parece que agora é tudo fácil. Cheguei aos 900 há um mês atrás e já quero os 1000. Já começa a ser um bocado aberração, eu acho. Por isso é que eu digo, é viver o momento, ver o que é que as minhas pernas, a resposta que ainda me vai dar nestes próximos anos. E se vier 1000, bom, mas também se não vier, o jogador que tem mais gols na história sou eu, por isso não há...
As palavras de Cristiano Ronaldo, depois de ter sido homenageado pela Federação Portuguesa de Futebol. A gala arrancou com Pepe em destaque. O jogador terminou a carreira esta temporada e também foi homenageado. Apesar de estar emocionado, deixou um agradecimento a todos os portugueses.
Eu tentei sempre dar o meu melhor para poder retribuir todo o carinho do povo português, de poder honrar os princípios de Portugal, um povo humilde, trabalhador, honrado. Eu tentei dar sempre o meu melhor. Obviamente, não fui tão perfeito, mas fiz de coração.
As palavras de Pepe na Gala das Quinas de Ouro. A Federação Portuguesa de Futebol atribuiu vários prêmios e categorias ligadas ao futebol português. Jorge Jesus, treinador do Al-Hilal, recebeu uma Quina de Ouro pelo percurso que tem feito ao longo da carreira. Destaque ainda para a distinção entregue a Benfica, Sporting, Futebol do Porto, Sporting Braga e Vitória, juntou os presidentes dos clubes em palco. No entanto, André Villas-Boas esteve ausente. O presidente dos Dragões foi o único a não marcar presença na gala. Durante a cerimónia, também José Manuel Constantino foi homenageado, o ex-presidente do Comitê Olímpico Português, morreu em agosto deste ano. A homenagem contou com os mais recentes medalhados nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que receberam também as Quinas de Ouro. Na atualidade internacional, nos Estados Unidos, o presidente de Israel, Isaac Herzog, descreve Donald Trump como o campeão da paz e da cooperação. O presidente afirma que deu os parabéns a Trump, o novo presidente norte-americano, e que lhe desejou todo o sucesso na liderança de Israel e do Médio Oriente, com vista a um futuro de segurança e de prosperidade. De acordo com o The Times of Israel, o presidente israelita discursou na Assembleia Geral das Federações Judaicas, que está a decorrer em Washington. E na Faixa de Gaza, morreram 10 palestinianos durante um ataque israelita na considerada zona segura. De acordo com o jornal Al Jazeera, o exército israelita levou a cabo um ataque com drones a um café na chamada zona segura, em Al-Mawasi, na Faixa de Gaza. Ainda na atualidade internacional, Amesterdão continua a registar desacatos depois dos momentos de violência contra adeptos israelitas. Os desacatos entre os adeptos começaram na passada quinta-feira, depois do jogo entre o Ajax e o Maccabi Tel Aviv. Esta segunda-feira, dezenas de pessoas com engenhos pirotécnicos incendiaram um elétrico. A PSP já identificou mais de 170 testemunhas e dezenas de provas. Deteve ainda cinco pessoas esta segunda-feira, na sequência da investigação sobre a violência da semana passada. Os detidos são homens com idades entre os 18 e os 37 anos, naturais de Amesterdão e de cidades vizinhas. Outros quatro homens continuam detidos desde a semana passada, enquanto está a decorrer a investigação. Em Moçambique, Venâncio Mondlane convocou mais três dias de protestos, manifestações que vão estar concentradas nas 11 capitais de província de Moçambique e também nas fronteiras. Venâncio Mondlane deixa ainda um apelo para que estes três dias sejam seguidos de dois dias de pausa, mas enumera os motivos para que os moçambicanos voltem às ruas.
Temos que anunciar as medidas da quarta etapa, que é a etapa da reivindicação das manifestações contra o assassinato do povo moçambicano, as manifestações contra os raptos, contra os sequestros, as manifestações contra a miséria que o povo foi colocado e a manifestação a favor ou para a reposição da verdade eleitoral, para a reposição da justiça eleitoral.
As palavras de Venâncio Mondlane, o candidato às eleições presidenciais no país mantém a contestação aos resultados eleitorais, nesta que é a quarta etapa de manifestações em Moçambique, e não é o único. A última semana ficou marcada por violência nos protestos que têm sido reprimidos pelas autoridades moçambicanas. E é a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. Voltamos a atualizar as notícias quando forem 14h30 da manhã. Até já.