Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Duas horas. As notícias com Carlos Pedro.

Boa noite. Começamos este jornal com o tema das presidenciais. Pedro Nuno Santos descarta Gouveia e Melo para uma eventual corrida a Belém. O secretário-geral do PS elogia o trabalho do almirante como chefe do Estado-Maior da Armada, mas sublinha que o salto para a Presidência da República é muito grande. Numa altura em que continuam a surgir vários possíveis nomes para a corrida a Belém, Pedro Nuno Santos deixa a garantia de que o partido vai mesmo apoiar um candidato, ao contrário do que aconteceu nas últimas duas eleições.

Teve uma missão e cumpriu essa missão com sucesso. Saltar dessa missão para a Presidência da República é um salto muito grande. Obviamente, que um presidente da República é muito mais do que liderar uma missão com sucesso, neste caso, da vacinação. Quem se apresente para liderar os destinos, nós consigamos perceber quem é, o que pensa, como é que vê a relação com os outros, o país.

E já percebeu alguma coisa do almirante nessa matéria?

Não, eu julgo que ninguém. Este ainda não é o tempo dos partidos, pelo menos não é ainda o tempo do PS, é o tempo das diferentes personalidades se posicionarem. E depois, com o tempo, no momento certo, o Partido Socialista apoiará um candidato. Vamos apoiar, que é coisa que, aliás, não se fez nos dois últimos atos eleitorais e, do meu ponto de vista, errado.

Pedro Nuno Santos, esta sexta-feira, em entrevista à CM Rádio. Ainda sobre o tema das presidenciais, João Oliveira diz que a corrida a Belém não se pode tornar numa feira de vaidades. É a posição defendida pelo eurodeputado comunista no programa Direto Assunto, da Rádio Observador, nesta sexta-feira, durante o primeiro dia do Congresso do PCP, em Almada. João Oliveira realçou que o partido vai apoiar um candidato que apresente as competências necessárias. Ainda sobre esta corrida a Belém, alerta que não é a popularidade que define o melhor candidato.

Podemos admitir que a disputa presidencial seja uma fogueira de vaidades para saber quem é o mais popular dentro dos 10 milhões de portugueses para ser o seu presidente. E isso, naturalmente, tem um conteúdo concreto. O presidente da República tem uma atuação, um âmbito de atuação, uma esfera de atuação identificada na Constituição da República Portuguesa, que não faz do cargo de presidente da República um cargo de pouca importância. Essa circunstância é o que tem determinado a nossa opção de termos candidatos que deem expressão àquela que é a nossa visão do exercício dessas competências.

O eurodeputado do PCP, João Oliveira, no Direto Assunto da Rádio Observador, nesta sexta-feira. Olhamos precisamente agora para o Congresso do PCP, que arrancou esta sexta-feira. O dia inaugural foi marcado pelo reconhecimento de questões internas. Ainda assim, os comunistas não se querem entregar a fatalismos. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, aponta para tempos difíceis, mas não é o único a trazer o tema para cima da mesa, como nos conta a jornalista Inês Batista.

Aqui estamos, camaradas, no ano em que se comemoram os 50 anos do 25 de abril, no ano em que o nosso partido faz 103 anos, cá estamos nós, com muita alegria e uma grande confiança, contrariando os vaticínios negativos. Pela voz de António Lopes, o 22º Congresso do PCP arranca com o Comité Central a avisar que não vai ceder a vaticínios negativos. A mensagem é deixada quando falta menos de um ano para as próximas eleições autárquicas, que acontecem com 11 presidentes de Câmara eleitos pelo partido em fim de ciclo, mas também depois da perda de autarquias comunistas na última ida às urnas. O secretário-geral Paulo Raimundo começa o discurso por reconhecer um momento difícil para o PCP ao falar da ofensiva ideológica que prejudica o partido.

É um facto que ofensiva ideológica sempre houve. A grande diferença dos dias de hoje é a sua dimensão, meios e instrumentos ao seu serviço. Intensificam-se à escala global os mecanismos de condicionamento e controle ideológico, ancorados em gigantescos grupos económicos que controlam os meios de comunicação e as redes digitais e procuram impor o pensamento único e iludir a natureza do capitalismo.

Vasco Cardoso, membro do Comité Central, aponta que foram discutidas, antes do Congresso, as próprias insuficiências e dificuldades internas, mas garante que foram rejeitados fatalismos quanto ao presente e futuro do partido e, em vez disso, foram apontados caminhos a seguir.

Um debate no qual estiveram presentes os perigos e as ameaças, a grande desigualdade de meios na luta que travamos, as nossas próprias insuficiências e dificuldades, mas em que se rejeitaram visões fatalistas ou conceções criticistas e se apontaram caminhos e possibilidades de intervenção.

O primeiro dia de Congresso do PCP foi marcado também por críticas de Raimundo direcionadas ao governo por estar em sintonia com o Chega e Iniciativa Liberal, que identifica como forças reacionárias, e à cumplicidade do Partido Socialista. Houve espaço ainda para um olhar para o mundo com críticas à União Europeia e aos Estados Unidos e também apelos à paz. A partir do púlpito, vários pedidos para que sejam recrutados novos militantes para o PCP, que perdeu 2 mil membros nos últimos quatro anos.

A jornalista Inês Batista com o resumo deste primeiro dia do Congresso Comunista. Mudamos de tema. O primeiro-ministro desvaloriza os avisos de Mário Centeno sobre as contas públicas e diz que o Banco de Portugal está em contramão. São declarações de Luís Montenegro depois de Mário Centeno ter alertado que este ano a despesa aumentou mais do que o previsto, uma subida de mais de 10%. E por isso, o governador do Banco de Portugal apela a uma alteração das políticas financeiras. Caso contrário, diz Centeno, o equilíbrio das contas pode mesmo estar em causa. Ainda assim, Luís Montenegro discorda. O primeiro-ministro fala em avisos excessivos.

Como disse, e bem, são previsões. Em qualquer caso, elas aparecem um bocadinho em contramão, visto que não há mais nenhuma entidade que acompanhe o pessimismo que o senhor governador do Banco de Portugal expressou do ponto de vista da performance orçamental para o próximo ano. A posição do governo é de manter firmeza e confiança no cumprimento do nosso objetivo de termos um superávit no próximo ano. Creio que a situação está absolutamente controlada.

O tira-teimas vai ser feito no final do próximo ano, quando forem feitas as contas, diz Luís Montenegro. E contrariamente ao que o governo tem dito, esta sexta-feira o primeiro-ministro afirmou que a despesa aprovada em propostas do PS e do Chega não derrubam as contas do Estado.

O governo manteve o seu cenário, apesar do incremento de despesa que está subjacente às propostas que foram realizadas pelos partidos da oposição. O que quer dizer que o governo fará um esforço na execução orçamental para comportar aquilo que foram as propostas aprovadas dos partidos da oposição. Eu já tive ocasião de dizer, e reitero, o que isso significa é uma corresponsabilização também naquilo que são as contas públicas portuguesas, de todos os partidos com representação parlamentar, em particular aqueles que têm maior representação, mas a responsabilidade primeira é do governo.

Em declarações na Casa de Serralves, no Porto, o primeiro-ministro assegurou ainda que o governo tem capacidade para ajustar a execução orçamental no próximo ano, para que as contas públicas não fiquem desequilibradas. Rui Rocha garante que a reforma do Estado é uma das prioridades da Iniciativa Liberal, principalmente no setor empresarial. O presidente da Iniciativa Liberal critica o governo por causa da quantidade de empresas com participações estatais. Em entrevista ao News Now, Rui Rocha sublinha que são ineficientes.

Mas há outra matéria que é muito importante na reforma do Estado: o setor empresarial do Estado. Hoje em dia tem mais de 300 empresas. São claramente empresas a mais. O Estado tem hoje, para termos ideia, participação em escape rooms, em empresas de óleos de massagem. Isto tem que sair. Fora! Isto está a perturbar, está a consumir recursos. Dois mil milhões de capital para a CP. Para quê? Para depois, vira e volta, os portugueses ficarem na estação à espera? Todas estas empresas são ineficientes.

Rui Rocha falou ainda sobre o tema das presidenciais. O liberal acrescentou que não vai concorrer e que o partido ainda não apoia nenhum dos possíveis candidatos.

Ou aparece um candidato, nos próximos tempos, que nós olhemos e digamos: "Sim, senhor, aqui está uma proposta compatível com uma visão liberal do país", ou então a Iniciativa Liberal tem mesmo a obrigação de promover e de apoiar uma candidatura de um membro seu, apresentar caras novas.

Não será o Rui Rocha.

Também não.

Que avançará.

Também não.

As declarações do presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, em entrevista no canal Now, esta sexta-feira. A presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração defende que os profissionais do setor devem ter uma carreira especial. É a posição de Manuela Niza, que acusa a AIMA de ignorar a estrutura sindical criada este ano. A dirigente revela que está prevista para segunda-feira uma reunião com o governo, ao qual a direção da AIMA não deu resposta. Manuela Niza pede o estatuto de carreira especial para os técnicos de migração.

Nós continuamos a bater, e é uma das coisas que nós vamos falar com a tutela, na especificidade das nossas funções, que não se circunscrevem à AIMA. Há muitos outros organismos que contribuem para a integração e para a legalização de imigrantes, nomeadamente associações e mediadores culturais. Há outros organismos que também tratam de questões de migração, nomeadamente o MNI. Portanto, há aqui uma série de técnicos de migração que deveriam ser considerados uma carreira especial.

A presidente do Sindicato dos Técnicos de Migração, em declarações à Agência Lusa, numa carta enviada à direção da AIMA, o sindicato insistiu na marcação urgente de uma reunião e acusou a Agência para a Integração, Migrações e Asilo de falta de diálogo e de ser um entrave ao direito ao associativismo sindical. E ainda na atualidade nacional, a Polícia Judiciária desmantelou, em conjunto com a Guarda Civil, uma rede de tráfico de droga que permitiu a detenção de oito pessoas em Espanha. Uma operação que resultou também na apreensão de mais de 300 quilos de cocaína. Numa nota divulgada esta sexta-feira, a PJ adianta que a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes conseguiu desmantelar estas redes que tinham como objetivo transportar por via marítima a droga para o continente europeu. Agora prosseguem as investigações para apurar os contornos e eventuais ligações desta rede criminosa. Voltamos agora atenções para a atualidade internacional. Em Moçambique, os protestos continuam e esta sexta-feira ficou marcada pela morte de um jovem manifestante. Morreu baleado esta sexta-feira nas costas enquanto fazia um direto na rede social Facebook sobre os protestos na Ressano Garcia, a principal fronteira do país com a África do Sul. O vídeo do momento em que Manu Chotas é alvejado mortalmente pelos militares da Unidade de Intervenção Rápida circulou esta sexta-feira pelas redes sociais. Manu Chotas era um dos civis que acompanhava os protestos ainda na sequência das eleições de Moçambique, que têm originado vários protestos em todo o país. Ao Observador, o ativista moçambicano Adriano Nuvunga afirma que depois deste incidente, os manifestantes revoltaram-se e incendiaram algumas infraestruturas.

Do desrespeito mais profundo pelos direitos humanos, pelo direito à vida, que é a única coisa que as pessoas têm. E os militares que estavam lá, em particular, era para proteger os caminhões do ministro moçambicano das Obras Públicas

Que é ao mesmo tempo empresário, tem caminhões, usa o seu poder para os militares irem matar moçambicanos para proteger os seus interesses. Isto é crime! Isto é crime e as entidades internacionais têm que ser notificadas sobre este tipo de crimes.

Um crime político que ultrapassa todos os limites, é o que afirma Adriano Nuvunga, depois de Manu Chotas ter sido morto enquanto acompanhava os protestos. O ativista moçambicano critica ainda a inação do governo, que ainda não se pronunciou acerca das mais de 120 mortes resultantes de ações policiais no país. Em França, Gabriel Attal, antigo primeiro-ministro, diz que a nomeação de François Bayrou é uma boa notícia. Attal demitiu-se do cargo no verão deste ano, agora aproveitou para felicitar a escolha do novo primeiro-ministro. Fê-lo a partir de um mercado de Natal na comuna de Colmar. Attal diz que Bayrou é a pessoa certa, na hora certa e no lugar certo. Assegurou ainda que o partido vai apoiar o novo líder do Executivo francês. A Alemanha revelou esta sexta-feira ter 3.5 mil milhões de euros em ativos russos congelados. É uma garantia dada pelo Ministério das Finanças alemão sobre os ativos russos congelados, que são fruto das sanções aplicadas pela União Europeia. Segundo o ministério, este valor inclui fundos e recursos económicos congelados de pessoas ou organizações incluídas na lista de sanções, mas também os ativos estrangeiros do Banco Central da Rússia, localizados em estados onde se aplica a proibição de operações. A Turquia revela que convenceu a Rússia e o Irão a não intervierem na queda do regime sírio. É uma garantia deixada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros turco, em entrevista ao canal NTV, revela que conversou com os maiores apoiantes do antigo regime para ter a certeza de que não entrariam militarmente durante a ofensiva dos rebeldes sírios. Segundo o chefe da diplomacia turca, se Bashar al-Assad tivesse recebido o apoio da Rússia e do Irão, a queda do regime poderia ter sido sangrenta. Foi a notícia de fecho neste jornal. A informação regressa à antena da Rádio Observador pelas 02h30 da manhã. Até lá, boa noite.