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Duas horas. As notícias com Nadine Soares.
Boa noite. A Iniciativa Liberal mostra-se satisfeita com a não promulgação do diploma de desagregação das freguesias, uma reação da líder parlamentar dos liberais enviada às redações. Mariana Leitão considera que a lei da reposição das freguesias só ia pesar no bolso dos contribuintes e, por isso, o partido está satisfeito com a decisão do Presidente da República. A líder parlamentar da IL diz mesmo que a devolução deste diploma é uma mensagem deixada por Marcelo Rebelo de Sousa aos partidos.
Ficamos muito satisfeitos com a notícia da não promulgação, por parte do senhor Presidente da República, da lei que procede à reposição das freguesias. Desde o início que a Iniciativa Liberal não só se manifestou contra, como votou contra aquilo que consideramos ser uma contrarreforma, e que é, no fundo, esta reposição das freguesias, que, na prática, significam apenas a criação de mais estruturas, mais cargos políticos, mais cargos de nomeação, com custos avultados para os contribuintes. Aquilo que o senhor Presidente da República está a dar à Assembleia da República é mais uma oportunidade para os partidos refletirem se efetivamente é este o caminho que querem tomar.
Uma reação de Mariana Leitão, esta decisão tomada por Marcelo Rebelo de Sousa, agora candidato à Belém pela IL, acusa ainda o PS, PSD e Chega de estarem unidos para criarem mais Estado e custos para os contribuintes. O Presidente da República decidiu vetar o decreto do Parlamento para a reposição de mais de 300 freguesias. Marcelo Rebelo de Sousa devolveu o diploma à Assembleia da República e colocou questões sobre a transparência do processo e a capacidade de aplicação do novo mapa de freguesias em Portugal. A questão que terá sido decisiva para o veto é a capacidade para aplicar as consequências do novo mapa já às eleições autárquicas de setembro ou outubro, daqui a pouco mais de seis meses. Marcelo Rebelo de Sousa considera que a medida se traduz num grave retrocesso no caminho do reordenamento e racionalização do poder local. Assim, pede agora à Assembleia da República que pondere, uma vez mais, a capacidade de aplicação do diploma no panorama eleitoral deste ano. Ainda na política, está feita a primeira mudança no Executivo, uma remodelação que não atinge ministros, mas muda seis secretários de Estado. Luís Montenegro aproveitou a saída de Hernani Dias, ex-secretário de Estado envolvido em várias polémicas, para substituir outros cinco governantes. Silvério Regalado ocupa o cargo deixado por Dias e assume a função de secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território. Também as Secretarias de Estado Adjunto e da Igualdade, a da Administração e Inovação Educativa, a de Segurança Social e ainda a da Energia e da Cultura têm novos nomes à frente. O Presidente da República aceitou a exoneração dos anteriores governantes. Luís Montenegro não demorou muito a emitir um comunicado em que expressou público reconhecimento e gratidão aos governantes que agora cessam funções. Os novos secretários de Estado tomam posse esta quinta-feira, numa cerimónia marcada para às 17h30. E na análise a esta primeira mudança no Executivo, a jornalista de política do Observador, Mariana Lima Cunha, sublinha o que diz ser um voto de confiança dado aos ministros, em especial à ministra da Saúde e à ministra da Administração Interna, que têm sido sujeitas a várias críticas ao longo de 11 meses de governo. Mariana Lima Cunha fala numa mini remodelação que protege tanto Ana Paula Martins como Margarida Blasco.
Já havia muita expectativa à volta de qual é que seria a altura em que ele ia acabar por mexer no seu elenco, na sua equipa, até porque falava-se muito de nomes que poderiam estar de saída, mas eram, sobretudo, de ministros ou ministras, neste caso, dos nomes mais desgastados, como é o caso de Ana Paula Martins, da Saúde, ou de Margarida Blasco, da Administração Interna. E, portanto, Luís Montenegro conseguiu evitar fazer essas mexidas mais de fundo e protegeu as ministras de facto de quem se tem falado mais e cujo mandato tem sido mais escrutinado e optou por fazer uma espécie de mini remodelação.
Mudanças de fundo que não aconteceram e que, para a jornalista de política do Observador, mostram que o primeiro-ministro não é de ceder facilmente à pressão. E nas reações, Rui Rocha, líder da Iniciativa Liberal, não acredita numa linha de política de refrescamento. Em entrevista à SIC Notícias e pouco depois do anúncio do governo, o líder da Iniciativa Liberal admite que não encontra razões claras para estas mudanças, mas acredita que pode estar em causa a preparação das eleições autárquicas. Acredita que alguns dos membros do governo, que agora estão de saída, podem vir a fazer parte das listas dos sociais-democratas às autarquias. Afasta, por isso, uma possível reflexão política.
Não vejo nesta lista um caso que me parecia óbvio, se fosse isso, de renovação do próprio governo, que é a secretária de Estado da Gestão da Saúde, que esteve envolvida naquela questão do INEM, que correu francamente mal, a quem foi retirada a própria tutela do INEM. E, portanto, se houvesse uma fundamentação política de refrescamento do governo, parecer-me-ia normal que estivesse aqui a saída da secretária de Estado. Não estando, parece-me que tem mais a ver com o movimento autárquico propriamente, como a linha política assumida de refrescamento de áreas sensíveis.
Declarações de Rui Rocha, em entrevista à SIC Notícias esta noite. Olhamos ainda para a saúde. A urgência de traumatologia do Santa Maria está sem ortopedistas. Os doentes estão a ser encaminhados todos os dias para outros hospitais de Lisboa. Ao Observador, fonte próxima do processo conta que as dificuldades verificam-se há mais de um mês e que a situação é preocupante. Os sindicatos dos médicos atiram culpas à ministra da Saúde e apontam apenas uma solução: a contratação de mais profissionais. Há doentes a ser encaminhados todos os dias para outras unidades locais de saúde, por incapacidade deste hospital para dar resposta a todos os doentes que recorrem àquele serviço. O Observador contactou o Hospital Santa Maria, que não prestou quaisquer esclarecimentos até à publicação deste artigo, que já pode ler no site do Observador. A situação no Santa Maria acontece numa altura em que também outros hospitais do SNS estão debaixo de fogo, como por exemplo o Hospital Amadora-Sintra, que está a enfrentar problemas no serviço de cirurgia, uma situação que levou a ministra da Saúde a reunir com o conselho de administração deste hospital, que entretanto apresentou a demissão. A Câmara Municipal de Lisboa vai avançar com a construção de um hotel social na zona da Mouraria, algo que não está a agradar os moradores e comerciantes da freguesia de Santa Maria Maior. Em causa está a vontade da autarquia, liderada por Carlos Moedas, de renovar dois imóveis na Rua das Olarias. O objetivo é o de albergar pessoas que estejam em situação de extrema vulnerabilidade social. Ainda assim, moradores e o presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior condenam esta iniciativa num bairro que dizem estar demasiado inseguro. A situação motivou um protesto esta tarde de quarta-feira junto aos imóveis sinalizados. Um protesto, Carlos Pedro, que serviu para a população do local mostrar o descontentamento para com este projeto. Hotel social não! Renda acessível sim!
Moradores, comerciantes e Junta de Freguesia de Santa Maria Maior estão todos contra a construção de um hotel social na zona da Mouraria. Querem, sim, que os imóveis número 41 e 43 da Rua das Olarias sejam recuperados para dar origem a habitações de renda acessível. O porta-voz dos protestos foi o presidente da Junta, o socialista Miguel Coelho. É perentório na análise que faz ao projeto da Câmara Municipal de Lisboa.
As pessoas deste bairro, concretamente que moram aqui, não é por insensibilidade social, não é por nada, mas acham que não é um sítio digno para haver aqui um hotel social. Não há espaço.
Em causa está o sentimento de insegurança que reina no bairro, que, dizem os moradores, está descaracterizado.
E é uma tristeza. Os bairros típicos de Lisboa já não são típicos, já não existem.
A solução, acredita Miguel Coelho, passa por fazer estas iniciativas noutros bairros da capital, de forma a evitar a concentração destas pessoas num só local, que por si só, e quanto à Rua das Olarias, já é difícil.
O que não se pode é querer trazer para aqui, em concreto para a Mouraria, um conjunto de problemas, porque nós já temos problemas que cheguem.
Pela voz de quem já mora há 10 anos na Rua das Olarias, o sentimento de insegurança nunca foi tão grande no local. Sentimento este que tem perdurado na Rua das Olarias, apesar dos vários agentes policiais que passam pelo local.
Por que é que vem tudo para aqui? É casas de chute, é prostituição. A polícia não consegue fazer nada. Cada vez que a polícia tenta fazer aquilo que é correto, cai os políticos em cima.
O projeto deve mesmo vir a avançar, mas a luta vai continuar. Uma garantia deixada por Miguel Coelho e pela população de Santa Maria Maior, que se fez ouvir durante a tarde desta quarta-feira.
Renda acessível, sim! Hotel social, não! Um trabalho do jornalista Carlos Pedro, que esteve a acompanhar a ação do protesto organizado esta tarde pela Junta de Freguesia de Santa Maria Maior. Na atualidade internacional, pelo menos 12 pessoas ficaram feridas com gravidade no ataque com uma granada num bar em Grenoble, em França. O procurador da cidade diz não ter pistas sobre a origem do ataque, mas já descartou a priori que fosse natureza terrorista. É o que escreve a Agência de Notícias EFE. Foi por volta das 20h15, menos uma hora em Lisboa, que um indivíduo que ainda não foi identificado lançou uma granada contra este bar na Vila Olímpica esta noite. E Donald Trump diz que provavelmente vai reunir com Putin na Arábia Saudita. O presidente dos Estados Unidos disse aos jornalistas esta quarta-feira que o primeiro encontro que tem apalavrado com Vladimir Putin pode acontecer na Arábia Saudita. A data ainda não foi marcada, de acordo com Trump, mas vai acontecer em breve. É o que cita a Associated Press. O presidente dos Estados Unidos garante ainda que prevê um cessar-fogo na Ucrânia num futuro não muito distante. E no desporto, o Benfica venceu o Mónaco por 1 x 0, num jogo a contar para a primeira mão do playoff de acesso à Liga dos Campeões. Vitória por 1 x 0 fora de casa. O único gol do encontro foi pelo avançado grego Pavlóidis, que leva já cinco gols nos últimos quatro jogos. O Benfica está agora mais perto dos oitavos de final. Ainda assim, os benfiquistas têm motivos para alguma preocupação, isto porque Di María e Tomás Araújo abandonaram o relvado com queixas físicas ainda antes do apito final. Na análise à partida, Bruno Lage fala de uma vitória importante num jogo com uma primeira parte bastante tática. Destaca a subida do Benfica na segunda parte.
Como disse na antevisão ontem, este seria um jogo importante, foi importante a vitória, foi importante o jogo e o compromisso que a equipa fez, e que a eliminatória seria decidida no Luz. É isso que vai acontecer.
A leitura de Bruno Lage à vitória encarnada no Principado do Mónaco. É a segunda vez que as Águias derrotam o Mónaco esta temporada. Outra vez para a Liga dos Campeões. A segunda mão joga-se no Estádio da Luz. O encontro está marcado para a próxima terça-feira, com início também pelas 20h. É o ponto final neste noticiário. Voltamos a atualizar a informação às 2h30 da manhã. Até já.