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Duas horas. As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, 2h da manhã, vamos atualizar as notícias na Rádio Observador e começamos pelo desporto. O Benfica conquistou esta noite a Supertaça depois de vencer o Sporting por 1 x 0. É a décima vez que as Águias conquistam a Supertaça. O único gol da partida, no Estádio do Algarve, foi marcado aos 50 minutos pelo benfiquista Pavlidis. No final do jogo, o treinador do Sporting, Rui Borges, disse estar satisfeito com o trabalho da equipe leonina e diz que viu qualidades, alegria e superioridade.
Muito convencido daquilo que a equipe foi capaz de fazer ao longo de 90 minutos. Teve a sorte do jogo, penso que o Benfica, ao longo deste jogo todo, fomos claramente superiores em todos os momentos, em todos os níveis. Não entramos, se calhar, tão bem nos primeiros 10, 15 minutos da segunda parte, mas mesmo assim acabou por ser feliz, numa perda de bola nossa, uma equipe que é forte em transição ofensiva, um passe falhado em zonas interiores e acabamos por sair prejudicados. Fomos atrás do resultado, sempre por cima do jogo, sempre a mandar no jogo, sempre a querer a bola, com calma, com qualidade. Por isso, feliz por aquilo que a equipe foi capaz de fazer hoje.
Do lado oposto do campo, Bruno Lage, o técnico das Águias, fala numa ambição que foi traduzida numa vitória que diz ter sido merecida. Diz também que o adversário do tempo foi vencido, mas agora é preciso continuar os trabalhos para a primeira eliminatória para a Liga dos Campeões.
É um troféu que vencemos, era a nossa ambição, como disse ontem, e agora é preparar o que aí vem. Não temos muito tempo, mas hoje vencemos esse adversário, o adversário do tempo. Sobre o jogo, penso que foi uma primeira parte equilibrada e notou-se ligeiramente alguma falta de entrosamento, principalmente a jogar num sistema diferente daquele que nós jogamos com o Fenerbahçe, mas é normal, os jogadores estão se a conhecer. Por isso acho que foi essa vitória contra o tempo que obtivemos aqui hoje, mas temos que continuar, porque temos já uma eliminatória muito importante para nos dar acesso à Liga dos Campeões e é nisso que temos nos focar neste momento.
Com este triunfo, o Benfica, que na época passada venceu a Taça da Liga, isolou-se no segundo lugar do palmarés da Supertaça, com 10 conquistas, mais uma do que o Sporting, bicampeão nacional e detentor da Taça de Portugal, mas ainda distante do recordista Futebol Clube do Porto, que soma 24 conquistas. Falamos agora dos incêndios em Portugal. Cerca de 60 pessoas foram retiradas esta noite de duas aldeias de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo. Em declarações à Agência Luz, o vice-presidente da Câmara, José Alfredo, esclarece que as aldeias evacuadas foram as de Sobredo e Paradela. De acordo com a Proteção Civil, o fogo que começou a deflagrar na noite deste sábado, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, mobiliza a esta hora mais de 600 bombeiros. E por esta altura, o incêndio em Ponte da Barca continua a ser o mais preocupante. Disso mesmo deu conta o comandante nacional da Proteção Civil, no briefing feito ao final da tarde desta quinta-feira. Mário Silvestre explica que as condições meteorológicas têm estado a dificultar o combate às chamas neste concelho de Viana do Castelo, mas garante que está um plano em curso.
Que neste momento é a ocorrência que nos levanta mais preocupações. Estamos com toda a dedicação do nosso dispositivo a esta ocorrência e, portanto, contamos, se a estratégia que temos delineada for conseguida, e como é óbvio, como devem calcular, as variáveis são inúmeras, mas temos uma estratégia, temos um plano montado, estamos a projetar as equipes pro topo da serra por helitransporte, para que depois possam, a partir da noite, desenvolver todo o trabalho.
São declarações de Mário Silvestre no briefing da Proteção Civil. Ainda esta noite, em declarações aos jornalistas, Marco Domingues, o comandante da Proteção Civil em Ponte da Barca, fez o ponto da situação.
Mais uma vez, fomos surpreendidos com estes fenômenos locais que fizeram a propagação rápida e agressiva deste incêndio. E como digo, já temos bastantes meios em movimentação, temos outros já posicionados a babar as aldeias. O pessoal já está todo a trabalho. Contudo, não podemos descurar de todo, todos os outros flancos e todas as outras frentes que já estão em trabalhos de consolidação, sob penas voltarmos a perder. E isto está a ser um esforço herculiano de toda a gente para conseguirmos manter. Até o momento, felizmente, ainda não temos registro de habitações ardidas, não temos vítimas mortais e a mata do Cabril está salvaguardada. E isso são os principais objetivos deste megateatro de operações.
São declarações do comandante da Proteção Civil, Marco Domingues, esta noite, em registros captados pela RTP, a destacar o fato de não haver ainda registro de mortos nem feridos. Quanto ao incêndio de Arouca, que alastrou aos concelhos vizinhos de Castelo de Paiva e Cinfães, a situação está a evoluir favoravelmente. As autoridades explicam que a cabeça do incêndio está dominada e estão já em curso manobras de consolidação e rescaldo. Apenas em Cinfães se mantém ativa uma frente com 3,5 km. O presidente da República pede que não se banalize o pedido de ativação do mecanismo europeu de proteção civil. Marcelo Rebelo de Sousa diz compreender que no meio da aflição, autarcas como o de Ponte da Barca, tenham apelado para que fosse acionado este mecanismo. No entanto, o chefe de Estado explica que a situação foi avaliada e foi decidido que não se avance com o pedido de ajuda.
O governo entendeu que não e a Proteção Civil entendeu que não. Por quê? Primeiro, porque Ponte da Barca estava a receber apoio já espanhol. Segundo lugar, porque ninguém sabe a evolução dos acontecimentos. E, portanto, do que se trata agora é de prevenir o que possa acontecer nas próximas semanas, mas não recorrer a meios extremos, como se a situação fosse Da gravidade que foi atingida, infelizmente, por esses países mais cedo do que nós. Portanto, parece que é prudente não começar por fazer apelos que são desproporcionados em relação ao tempo e às circunstâncias que vivemos, banalizando esse pedido e tornando mais difícil, no caso de uma emergência mais grave, o recurso a ele.
Declarações do Presidente da República na Ilha do Pico, nos Açores. Marcelo Rebelo de Sousa revelou ainda ter ido à Proteção Civil, juntamente com o Primeiro-Ministro e com a Ministra da Administração Interna, para se inteirar da situação. E o Primeiro-Ministro considera que os meios disponíveis para o combate aos incêndios são suficientes, mas admite que, perante o cenário atual, a gestão desses meios é difícil. Em declarações esta quinta-feira, em Vale de Passos, no distrito de Vila Real, Luís Montenegro pediu responsabilidade à população face a um dispositivo de emergência que não é ilimitado.
Nós não temos capacidade ilimitada. Nós temos operacionais que precisam de descansar, nós temos operacionais que precisam de se movimentar no terreno e nós temos também meios aéreos, que são aqueles que respondem às necessidades que o sistema e todo o dispositivo necessita, mas que em horas de crise, naturalmente, têm uma dificuldade de gestão maior. Não vale a pena, por estes dias, nós estarmos concentrados em polemizar, quando nós temos que estar concentrados em combater e em responder àquilo que é a nossa prioridade máxima.
O Primeiro-Ministro garante que o governo tem aplicado uma política de prevenção cada vez mais intensa e diz que não é altura de criar polémicas em torno da situação. E nestas declarações, Luís Montenegro falou ainda sobre a decisão de Portugal de reconhecer o Estado da Palestina. O Primeiro-Ministro reitera que o governo defende a solução de dois Estados para que seja alcançada a paz entre Israel e Palestina. O chefe do Executivo assegura que a decisão anunciada decorre de uma concertação com vários países, recusa ir a reboque de outras potências e sublinha que a medida só por si não resolve o conflito e, por isso, são precisos outros requisitos.
Mais de 140 países já reconheceram a Palestina e isso mudou alguma coisa no terreno? Não. Nós queremos que a nossa posição, com os parceiros com os quais viemos a construí-la e estamos a construí-la, possa influenciar aquilo que se passa no terreno. Por isso nós fizemos depender, e estamos a fazer depender esta evolução, ainda de uma verificação no terreno de algumas condições.
O Primeiro-Ministro considera que para garantir o funcionamento do Estado palestiniano, é preciso que o Hamas seja desmilitarizado e que entregue os reféns que mantém em cativeiro desde o dia 7 de outubro. Entretanto, Marcelo Rebelo de Sousa assegurou que o Primeiro-Ministro o informou previamente sobre a intenção de ouvir o chefe de Estado e os partidos sobre o eventual reconhecimento da Palestina como Estado em setembro. Sobre este assunto, o Chega e a Iniciativa Liberal consideram que a decisão deve ser concertada entre o bloco europeu. Já o PS, o Bloco de Esquerda, o PCP e o PAN acreditam que a medida peca por ser tardia. O candidato presidencial António Filipe diz que Portugal reconheça de imediato o Estado da Palestina. António Filipe diz que é uma vergonha que Portugal ainda não o tenha feito.
O Estado português tem que ter uma posição firme relativamente à tragédia que se está a passar com o povo palestiniano às mãos do Estado sionista de Israel. Eu entendo que há muito tempo Portugal, o Estado português, devia ter saído de uma verdadeira lista da vergonha, que são os países que ainda não reconhecem o Estado de Israel. A maioria dos países do mundo já reconhece. O Estado português, pelos vistos, fica à espera que sejam outros países a tomar essa decisão para finalmente tomar uma decisão sua. A decisão do Estado português deve ser uma decisão soberana, não deve ser uma decisão determinada por outros países.
São declarações de António Filipe, esta quinta-feira, no Porto, junto ao edifício que serviu de sede da PIDE durante o Estado Novo. O candidato ao Blém afirma que o Estado português deve ter outras exigências, como o fim do genocídio sobre o povo palestiniano. E agora uma notícia Observador. O médico anestesista Luís Cabral lidera a corrida para a escolha de novo presidente do INEM. Algo que o Observador apurou junto de fonte familiarizada com o processo, o ex-secretário regional da Saúde dos Açores pode mesmo vir a ser a escolha de Ana Paula Martins para o cargo. Luís Cabral não confirma, já foi ouvido pela ministra e diz que está a aguardar pela decisão do Ministério da Saúde. O candidato tem experiência em emergência médica e afirma que quer ajudar o país a refundar o INEM. O concurso para a seleção de presidentes do Instituto Nacional de Emergência Médica foi lançado a 14 de novembro de 2024. No entanto, a CReSAP, a entidade responsável por selecionar os perfis mais adequados para os cargos públicos, não chegou a concluir o concurso por falta de candidatos. A 3 de janeiro deste ano, foi aberto um novo concurso, concluído cerca de um mês e meio depois. A Media Capital comprou o Nascer do Sol e o Jornal I por €1. O negócio envolve 98,1% das ações da Newsplex, empresa detentora dos dois jornais. De acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários, o negócio foi feito por €1. A Media Capital adianta ainda que o jornalista Mário Ramires, um dos funcionários do Sol, vai assumir a direção-geral de ambas as publicações. E fechar. O homem que entregou uma cabeça no Hospital de São José confessou o crime. A notícia é avançada pela CNN Portugal. Na madrugada desta quarta-feira, um homem foi decapitado em Lisboa. Um dia depois, o autor do crime deslocou-se ao Hospital de São José para entregar a cabeça. O homicida é um estudante de engenharia de 29 anos que mutilou o corpo da vítima com uma faca de cozinha. O suspeito já foi detido e vai ser presente a juiz esta sexta-feira para aplicação das medidas de coação. Os dois, agressor e vítima, são de nacionalidade estrangeira e conheceram-se na noite em que ocorreu o crime. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, às 14h30, com a síntese.