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Duas horas. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. O incêndio que começou este domingo na região do Algarve já obrigou a retirada de pessoas das próprias habitações em Lagos, por precaução. Várias pessoas tiveram de ser retiradas na freguesia de Barão de São João, mas entretanto já regressaram às habitações. A garantia deste regresso foi dada pelo presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira. Já perto da meia-noite, o autarca explicou que o vento continuava forte e que a frente do fogo era muito extensa.

O fogo ainda continua não controlado na sua extensão, uma vez que o fogo tem uma frente muito grande e as condições atmosféricas ainda continuam ligeiramente melhores, mas continuam a não ser favoráveis. Neste momento, ele deixou de continuar para o lado de Barão de São João, a aldeia, mas caminha um pouco para o lado direito e para o lado esquerdo, um pouco no sentido de Barão de São Miguel, no concelho da Vila do Bispo, mas os homens e mulheres no terreno estão a lutar com todas as forças.

Hugo Pereira ainda não consegue perspetivar qualquer melhoria no combate às chamas. Ainda assim, realça o impacto que os meios aéreos podem ter num desfecho positivo deste incêndio.

Muito trabalho ainda pela frente. Os homens que estão aqui, mulheres, ainda muito trabalho pela frente, mas na verdade, o que disse é bem verdade. O vento acalmou, está mais humidade e se amanhã o dia não tiver o vento que teve hoje, as condições forem favoráveis, com os meios aéreos novamente no ar, ao contrário do que aconteceu hoje, que parte dos meios aéreos não conseguiram atuar atendendo ao vento que estava a ocorrer nesta zona, penso que temos todas as condições para, no mais curto espaço de tempo, conseguir ter a situação completamente controlada. Mas vai depender de muitos fatores e não poderei, infelizmente, dizer uma previsão certa sobre essa situação.

O autarca de Lagos, ouvido esta noite na Rádio Observador. No terreno estão mais de 500 operacionais e cerca de 180 meios terrestres. Há registo de, pelo menos, uma habitação destruída em Aljezur e o fogo começou na região de Bordeira, ao início da tarde de domingo. E decorreu esta noite o primeiro debate televisivo entre os candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto, com o tema da segurança em destaque. Manuel Pizarro, do PS, reconhece que a pequena criminalidade é um problema na cidade, lamenta a falta de polícias e diz que o aumento depende do governo.

Problema de segurança, porque as pessoas se sentem intranquilas, porque em muitas zonas do Porto, a pequena criminalidade, no essencial, associada ao tráfico e ao consumo de droga, transformou a vida das pessoas num inferno. Não adianta alimentar expectativas. Nós temos polícias a menos na Polícia Municipal e na PSP. Isso é preciso ser resolvido, depende do governo central e vai demorar tempo.

Para Pedro Duarte, candidato da coligação PSD, CDS e Iniciativa Liberal, a segurança deve ser a prioridade e pede um reforço da Polícia Municipal e a intervenção do governo.

A segurança será uma prioridade absoluta e muito mão firme desse ponto de vista. Temos que ser, de facto, absolutamente implacáveis a esse respeito. Para o fazermos, propomos, desde logo, um recrutamento especial, num protocolo, naturalmente, com o governo, mas um recrutamento especial de mais 100 polícias para a Polícia Municipal, para assim cumprirmos o quadro. E depois instigarmos o governo a acompanhar o esforço financeiro que a Câmara vai fazer.

Diana Ferreira, candidata pela CDU, diz que os números não comprovam o aumento da insegurança no Porto, mas lamenta o desaparecimento do policiamento de proximidade.

É preciso que haja atratividade, desde logo, na carreira da PSP, com a valorização dos profissionais, dos seus salários, das suas carreiras e também de um conjunto de complementos que compensem também o esforço que é feito nesta profissão. E, paralelamente, é preciso que haja um policiamento de proximidade. Ora, esse policiamento de proximidade às populações, às comunidades, com forças de segurança que façam parte dessas comunidades e que conheçam as suas vivências, desapareceu.

Sérgio Aires, do Bloco de Esquerda, acusa os adversários de inflacionarem o tema e argumenta que os números já foram bastante piores.

Há aqui um número que arruma com isto tudo. Nós, em 2012, tínhamos 68,5 crimes por mil habitantes. Temos agora 59,9. Não vi em 2012 ninguém rasgar as vestes por causa da insegurança na cidade. A questão aqui é que nós estamos a inflacionar um problema e com consequências graves, porque evidentemente estamos a assustar as pessoas. Elas estão a abandonar o espaço público e a sentir-se realmente inseguras, quando essa insegurança não se traduz em números.

E João Corte-Real, do Chega, propõe que os polícias deixem de cumprir tarefas administrativas para poderem ter mais presença nas ruas.

Nós hoje temos agentes que são da PSP que estão a fazer tarefas administrativas e, portanto, podemos tirá-los dessas tarefas administrativas e pô-los na rua, pô-los no patrulhamento e pôr outras pessoas no município a fazer essas tarefas administrativas. Isto ia resolver. Mas o que nós queremos mesmo fazer, com valor da taxa municipal, é conseguir combater e melhorar a qualidade de vida dos polícias.

Também neste debate esteve o tema da habitação. O socialista Manuel Pizarro vê como o maior problema atualmente na cidade invicta, quer, por isso, o empréstimo de terrenos públicos a privados durante 30 anos, com preços de renda tabelados, e pede a comparticipação do governo para garantir este empréstimo. Já Pedro Duarte, candidato do PSD, CDS e Iniciativa Liberal, considera que a resolução não passa por construir mais, mas sim por reabilitar casas. E Portugal reconhece oficialmente o Estado da Palestina. O anúncio formal foi feito pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros em Nova Iorque, na missão portuguesa nas Nações Unidas. Pau Rangel salienta que o reconhecimento é um passo no caminho até à solução dos dois Estados.

Hoje, dia 21 de setembro de 2025, o Estado português reconhece oficialmente o Estado da Palestina. A declaração de reconhecimento aqui proclamada resulta diretamente da deliberação do Conselho de Ministros do passado dia 18 de setembro, tomada no culminar de um procedimento de consultas em que se verificou a convergência do senhor Presidente da República e de uma larguíssima maioria dos partidos com assento parlamentar. Registe-se que, no que concerne à solução dos dois Estados, como solução futura para o conflito israelo-palestiniano, pôde mesmo verificar-se uma posição unânime dos partidos representados na Assembleia da República.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros espera que Tel Aviv compreenda a decisão de Portugal.

A nossa vontade, como eu disse aqui, é de ter as melhores relações com o Estado da Palestina e as melhores relações, que são, aliás, tradicionais, com o Estado de Israel. É isso que vamos continuar a fazer, é por isso que vamos continuar a lutar. Não temos qualquer hesitação quanto à ideia de que queremos ter relações pacíficas, profícuas, frutuosas com ambos os Estados e que, evidentemente, desejamos que Israel possa compreender esta nossa posição. Ela não é feita nunca, em caso algum, contra Israel. Ela é feita a favor da paz e a favor, naturalmente, do direito do povo palestiniano à autodeterminação.

Pau Rangel sublinha também que o reconhecimento da Palestina como Estado não apaga a catástrofe humanitária em curso na Faixa de Gaza, que tem sido condenada continuamente pelo governo português. O ministro Pau Rangel apela também a um cessar-fogo imediato e urgente e pede a libertação de todos os reféns israelitas mantidos em cativeiro pelo Hamas. Nos Estados Unidos, Donald Trump afirma que o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk foi um ataque aos ideais conservadores. Declarações proferidas há momentos pelo líder dos Estados Unidos numa homenagem ao influencer político que foi baleado neste mês de setembro, homenagem esta que entretanto já terminou no estado do Arizona. No discurso de encerramento, Donald Trump afirma que a bala que matou Charlie Kirk estava direcionada às liberdades e direitos dos Estados Unidos.

Quem quer que invente desculpas para isto está simplesmente louco. O assassinato de Charlie não foi apenas um ataque a um homem ou a um movimento, foi um ataque a toda a nossa nação. Foi um ataque horrível aos Estados Unidos da América, às nossas liberdades e direitos mais sagrados concedidos por Deus. A arma estava apontada para ele, mas a bala tinha como alvo todos nós.

Como referi, esta homenagem contou com milhares de pessoas no State Farm Stadium, no estado do Arizona. Antes de Trump, falou a viúva de Charlie Kirk, que garante que perdoa o assassino do ativista conservador. Erica Kirk diz que o marido queria salvar jovens como aquele que lhe tirou a vida. Revelou também que vai continuar o trabalho do marido e vai assumir as funções como CEO da Turning Point USA. E terminamos este noticiário dizendo os resultados da primeira divisão de futebol neste domingo, jornada seis. Começamos com o jogo com o Tondela, que empatou a zero frente ao Estrela de Amadora. O Gil Vicente ganhou ao Estoril, em Barcelos, por duas bolas a zero. E por fim, o último jogo deste domingo, o Casa Pia empatou em Rio Maior frente ao Famalicão, uma bola. Para terminar esta sexta jornada, está reservado para esta segunda-feira o jogo entre o Sporting e o Moreirense. É um relato de Diogo Varela, com comentários de Gabriel Alves e João Castro e também do rádio-árbitro Pedro Henriques. Nuno Santos irá comandar esta emissão, que começa às 20h05. Já sabe, relato do Sporting frente ao Moreirense para ouvir aqui na Rádio Observador. Ponto final neste noticiário das 14h, regresso dentro de 20 minutos para a síntese informativa. Continue com a Rádio Observador.