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As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Mariana Mortágua denuncia um ataque à flotilha humanitária esta noite. Através de um vídeo nas redes sociais, a coordenadora do Bloco de Esquerda, que está a bordo do navio Família, afirma que cinco barcos foram atacados por drones e também por substâncias químicas.
E esta noite foram registados cinco ataques a outros barcos que estão atrás de nós, ataques por drones. Num caso, foi lançado um explosivo que acabou por cair do barco. No outro caso, foi lançado um dispositivo com uma substância química que atingiu um dos barcos e os outros três foram atacados. Na verdade, o que ouvimos foi um barulho, uma explosão e um flash de luz nos outros barcos.
A líder do Bloco de Esquerda refere também que este ataque é uma estratégia de intimidação para tentar travar os barcos com ajuda humanitária.
Estes são barcos que levam comida e medicamentos até Gaza, que estão dentro do direito internacional, da lei internacional e, portanto, nós pedimos que fiquem alerta e que pressionem os vossos Estados, o nosso governo, o governo de Israel, para parar estes ataques, para parar as estratégias de intimidação. Nós vamos levar ajuda humanitária até Gaza. Qualquer ataque que seja feito a estes navios em águas internacionais, é em si uma violação da lei internacional.
Mariana Mortágua, num vídeo publicado nas redes sociais, há momentos, a coordenadora do Bloco de Esquerda acrescenta que agora toda a flotilha está em estado de alerta e com o protocolo de segurança ativado. E no sul do país, o incêndio que começou no domingo em Aljezur mobiliza a esta hora mais de 600 operacionais. O fogo sofreu esta tarde de terça-feira um reacendimento na zona da Feiteira, na altura em que os meios de combate estavam posicionados em ações de consolidação e de extinção. De acordo com a Proteção Civil, o fogo aumentou de intensidade durante a tarde, devido a projeções para fora do perímetro queimado, que já estava a ser controlado pelos bombeiros. Em entrevista no início desta madrugada à Rádio Observador, Abel Gomes, comandante operacional no terreno, revela que todos os meios disponíveis estão a ser direcionados para combater as chamas.
A reativação bastante forte que aconteceu durante a tarde é aquela que ainda inspira grandes cuidados e que todos os meios que temos disponíveis nesse setor, a combatê-la para tentar debelar a mesma o mais rápido possível.
O responsável no terreno destaca também que as condições climáticas não estão a ser favoráveis ao combate às chamas.
Neste momento, contrariamente àquilo que é habitual, temos apenas um arrefecimento da temperatura, mas a entrada de umidade não se regista. Temos umidades muito baixas, que naturalmente não favorecem quem está a combater o incêndio.
O comandante operacional no terreno, Abel Gomes, afirma também que neste momento não há localidades na linha do fogo. E esta terça-feira foi o dia marcado pela Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque. Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que os países em conflito não podem ser juízes do próprio caso, numa crítica ao uso do poder de veto pela Rússia nas Nações Unidas. No último discurso, enquanto chefe de Estado português, numa assembleia geral da ONU, Marcelo Rebelo de Sousa prometeu que Portugal será uma voz global e sem agendas escondidas, se for eleito para um lugar de membro não permanente do Conselho de Segurança no mandato entre 2027 e 2028. O presidente da República sublinha também que os países em guerra não podem, de acordo com a Carta das Nações Unidas, decidir sobre os próprios conflitos, algo que tem sido o caso da Rússia nos últimos anos. Acerca deste facto, Marcelo Rebelo de Sousa critica o uso constante do veto e sugere uma reforma do Conselho de Segurança da ONU.
No Conselho de Segurança, agiremos prevenindo, criando parcerias e protegendo, defendendo a reforma do Conselho de Segurança, tornando-o mais representativo e eficaz, refletindo a geopolítica do século XXI e não a de 1945, mais plural e coerente com a letra e espírito da Carta. Em 2024, o Conselho reuniu mais vezes do que desde 1989 e, no entanto, tendo reunido mais vezes, menos deliberações aprovou e mais vetou deliberações. É incompreensível que o uso do veto continue a paralisar decisões essenciais perante o sofrimento humano.
O último discurso de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto chefe de Estado numa Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente da República defendeu também que a ONU é insubstituível e apontou a ausência do mais poderoso do mundo na mediação das guerras na Ucrânia e também em Gaza. Em Portugal, a investigação da Polícia Judiciária à TAP já fez um arguido a suspeitas em torno da indenização paga à antiga administradora Alexandra Reis. O Observador confirmou que há um arguido constituído, de seu nome César Sá Esteves, que faz parte da sociedade de advogados SRS, que foi esta terça-feira alvo de buscas. Pedro Nuno Santos, na altura, ministro das Infraestruturas, e Hugo Mendes, que era secretário de Estado, também são alvos da investigação da PJ, mas neste momento a notícia indica que ainda não são arguidos. A operação check-in da Judiciária suspeita de crimes de administração danosa, recebimento ou oferta indevida de vantagem, participação econômica em negócio e abuso de poder. Alexandra Reis recebeu uma indenização de meio milhão de euros depois de ter saído da transportadora aérea. Entretanto, a antiga administradora chegou depois a devolver parte da indenização, que foi considerada ilegal. A propósito desta investigação André Ventura ataca o trabalho da Assembleia da República e do Partido Socialista. O líder do Chega recorda as conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP em 2023. O relatório final foi aprovado apenas com os votos a favor do PS. André Ventura insiste que as buscas desta terça-feira da TAP provam que a maioria absoluta socialista contornou a comissão de inquérito. Apesar da investigação ser judicial, André Ventura exige uma responsabilização política de todo o Partido Socialista.
E de pedir que haja conclusões rápidas pra que o Parlamento possa também exigir a sua responsabilização política, não só aos anteriores governantes, mas ao Partido Socialista, que tem aqui responsabilidades. Recordo que a atual direção do Partido Socialista estava no governo precisamente durante estes fatos e, portanto, devemos ser capazes de exigir essa responsabilização também aos atuais membros da direção do Partido Socialista.
O Chega pede uma investigação rápida à tutela da transportadora aérea portuguesa, da TAP, e a indenização paga a Alexandra Reis. Falamos agora do descarrilamento do elevador da Glória. Carlos Moedas vai convocar a anterior administração da Carris para prestar esclarecimentos à Câmara de Lisboa. A reunião surge depois de um pedido do PCP. Os vereadores comunistas pediram informações ao executivo de Moedas. O Observador sabe que a Câmara de Lisboa remete o assunto para a anterior administração da Carris, nomeada ainda por Fernando Medina. Isto porque foi essa anterior administração que nomeou o júri do procedimento da contratação da empresa de manutenção dos elétricos. Este é o órgão responsável por analisar e avaliar as propostas e submeter a avaliação à Carris. Vamos ao desporto. Já são dois jogos seguidos sem vitórias para o Benfica no Estádio da Luz para o campeonato. Os encarnados empataram esta noite a um golo com o Rio Ave. O jogo, ainda em atraso da primeira ronda da Liga Portuguesa, durou 85 minutos, à altura em que Sudakov, o internacional ucraniano, respondeu com remate certeiro ao cruzamento do estreante extremo belga do Benfica, Lukebakio. Ainda assim, a vantagem das Águias não durou muito. Isto porque nos minutos de descontos, o brasileiro André Luiz restabeleceu a igualdade com um golo de fora de área. O jogo assinalou o regresso de José Mourinho, 25 anos depois, ao Estádio da Luz como treinador do Benfica. No final do encontro, o técnico das Águias deixou críticas ao trabalho da arbitragem, com o golo anulado a António Silva, e lamentou também o golo sofrido já perto do final da partida.
Dentro das nossas limitações, a segunda parte é boa. A segunda parte é dominante, é agressiva, oportunidades. Fazemos um golo que, se este é o novo futebol em que se invalidam gols por um dedinho pisar outro dedinho, eu não gosto deste futebol, mas se é este o novo futebol, temos que o aceitar como tal. Depois fazemos golo. Tanto tentar, tanto criar, fazemos golo. E depois é o momento em que não se pode sofrer um golo neste momento do jogo.
As palavras de José Mourinho no escaldão do Benfica 1, Rio Ave 1. Com este resultado e com o calendário já totalmente acertado, o Benfica ocupa agora a terceira posição com 14 pontos. De seguida, está o Sporting, em segundo lugar, com 15. Neste momento, o líder do campeonato é o Futebol Clube do Porto, com 18 pontos. Fica tudo dito deste noticiário das 02h. Regresso dentro de 20 minutos para a síntese informativa. Continue com a Rádio Observador.