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As notícias com Miguel Pina Andrade. Os líderes partidários e de grupos parlamentares convidados para a estreia da Seleção Nacional no Mundial não estão sujeitos à autorização de Aguiar Branco nem ao limite de ofertas até € 150. Em causa estão os convites feitos pela Federação Portuguesa de Futebol. O coordenador de política da Rádio Observador, Miguel Viterbo Dias, explica que estes convites beneficiam de uma cláusula de exclusão.
A lei diz que para convites dirigidos a órgãos partidários, nos quais se inclui também o grupo parlamentar, a fiscalização não é feita pelo Parlamento, mas sim pela Lei de Financiamento dos Partidos Políticos, ou seja, a existir algum tipo de fiscalização, será a posteriori. Aguiar Branco explica que sendo este convite da Federação pessoal e intransmissível e dirigido diretamente aos líderes, não é dirigido a um deputado de forma autônoma. Neste caso, Aguiar Branco só teria que se pronunciar se os convites fossem dirigidos a deputados de forma individual e não a titulares de cargos, como é o caso dos líderes partidários ou parlamentares. Assim, os convidados são todos eles deputados, podem, ainda assim, escapar a este limite dos € 150 impostos na lei e no código de conduta do Parlamento.
O jornalista Miguel Viterbo Dias, no episódio desta segunda-feira do "Espaços Perdidos". Em resposta ao Observador, o gabinete de José Pedro Aguiar Branco diz que em caso de novos convites dirigidos a deputados a título individual, essas situações vão ser apreciadas nos termos da lei e aí sim aplica-se o código de conduta da Assembleia da República. Este é o tema do artigo que faz esta hora manchete no site do Observador, é assinado pelos jornalistas Miguel Viterbo Dias e Miguel Pereira Santos. Arrancam amanhã os exames nacionais, são mais de 165 mil alunos inscritos para a primeira fase. Este ano há mudanças, não para os estudantes, mas sim para os professores. Pela primeira vez, a classificação dos exames é feita através de uma plataforma digital. Do presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Filinto Lima, assegura que está tudo a postos nas escolas portuguesas para o início dos exames nacionais.
Sim, está tudo a postos para dar início à época de exames, embora a grande alteração seja a forma de corrigir estas provas. As provas de 12° ano e de 11° anos vão ser corrigidas de forma digital. É a grande mudança. Já no ano passado isso aconteceu em sede de ensaio com a prova de Filosofia e ao que parece correu muito bem. E o Ministério da Educação quer estender essa forma de corrigir as provas a todas as disciplinas. E essa vai ser a grande mudança, que é uma grande responsabilidade, neste caso concreto, para o Ministério da Educação, porque é algo que sai da alçada das escolas, dos diretores, e que passa claramente para a alçada do Ministério da Educação, embora nós pensemos que o caminho é mesmo esse. O caminho é o digital, o caminho é a correção dessas provas por este formato.
O novo modelo de correção obriga a digitalização de grande parte das provas, à exceção dos exames de Geometria Descritiva e Desenho A. Esta digitalização vai ser feita nas instalações da Imprensa Nacional da Casa da Moeda, em Mem Martins, uma operação que envolve mais de 5 mil elementos da PSP e da GNR, que vão garantir o transporte e a segurança do processo. Ora, Filinto Lima sublinha que se trata de uma operação complexa, mas aplaude a coragem política do ministro da Educação, Fernando Alexandre, em avançar com o novo formato.
De facto, é um processo muito complexo. Ao contrário do processo do ano passado, que abarcou cerca de 20 mil provas de Filosofia, este ano serão digitalizadas 300 mil provas, ou seja, milhões de folhas. É uma mudança enorme, é uma mudança de paradigma também e que traz os seus riscos e portanto, há aqui uma grande responsabilidade. Houve aqui uma grande coragem política da parte deste ministro da Educação em dar este passo gigante. Teremos que aguardar para perceber, no final destes 10 dias de prova, vão ser cerca de duas semanas de provas, se o caminho a seguir de futuro será este.
Filinto Lima, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, que admite ainda assim que a comunicação do Ministério Público com as escolas não foi a melhor e pecou por ser tardia. Os exames nacionais arrancam esta terça-feira com a prova de Português, obrigatória para todos os alunos do ensino secundário. O PSD vai evitar o confronto direto com o Presidente da República após o veto à lei das bandeiras ideológicas em edifícios públicos. Os sociais-democratas pretendem encontrar soluções alternativas para responder às dúvidas levantadas por António José Seguro. A informação foi avançada ao Observador por fonte parlamentar do PSD. Quanto ao CDS, já demonstrou abertura para alterar o decreto original, mas o líder parlamentar, Paulo Núncio, avisa que o partido recusa abdicar do princípio do diploma. Assim sendo, o CDS vai confirmar as regras de utilização das bandeiras, mas aceita mudar questões residuais de natureza jurídica levantadas pelo Presidente da República. Na atualidade internacional, o Hamas diz estar satisfeito com o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão. É o que garante o movimento extremista em comunicado. O Hamas espera que o entendimento ajude a pôr fim aos ataques israelitas contra a Faixa de Gaza e acrescenta que a segurança e a estabilidade na região não vão ser alcançadas enquanto Israel continuar a guerra de genocídio, fome e deslocamento forçado do povo palestiniano. O Hamas sublinha ainda que é necessário abordar o que descreveu como as verdadeiras raízes do conflito. O acordo para o fim das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irão deve ser assinado na sexta-feira, na Suíça. Segundo a versão iraniana, os Estados Unidos vão libertar 12 mil milhões de dólares bloqueados em bancos estrangeiros e vão permitir ao país vender o petróleo sem limitações. Do lado de Washington, o alto funcionário do governo norte-americano revela que o texto do acordo do memorando de entendimento deve ser conhecido nos próximos dias Donald Trump diz que não precisa de muita ajuda internacional para reabrir o Estreito de Ormuz após a conclusão deste acordo com o Irão. São declarações feitas na cimeira do G7 dirigidas ao presidente francês Emmanuel Macron. Ainda assim, Donald Trump não fecha a porta à ajuda europeia. Na análise, o antigo professor catedrático de História na Academia Militar, António José Telo, fala num entendimento frágil. Ainda assim, sublinha que é positivo que este memorando de entendimento tenha sido alcançado. No Gabinete de Guerra, António José Telo fala num memorando que pode ser visto como uma vitória para ambos os lados, apesar das fragilidades que apresenta.
É um memorando que tem muitas fragilidades, mas o facto de ele entrar em vigor em si representa uma importante vitória para os Estados Unidos e uma importante vitória para os moderados do Irão, porque de facto o Irão está extremamente dividido. Há muitas fações lá dentro, há muitas capelas, mas de facto há uma divisão no essencial entre moderados e fundamentalistas.
Análise de António José Telo no Gabinete de Guerra, aqui a dar conta da fragilidade do memorando de entendimento entre o Irão e os Estados Unidos. Um bombardeiro B-52 da Força Aérea Norte-Americana despenhou-se ao final da tarde desta segunda-feira na Califórnia. Há registo de oito mortes, todos os tripulantes da aeronave que caiu durante um exercício de rotina, pouco depois de levantar voo da Base Aérea de Edwards. As causas do acidente são para já desconhecidas e estão a ser investigadas. A base aérea de onde descolou a aeronave, este bombardeiro B-52, foi encerrada e todos os voos estão a ser desviados. Benjamin Netanyahu anunciou esta segunda-feira que vai candidatar-se às próximas eleições legislativas, que acontecem em outubro. Assegura que tem todas as intenções de ganhar e manter Israel naquele que Netanyahu considera o caminho certo. O anúncio foi feito na primeira conferência de imprensa depois do anúncio do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão. O líder israelita procura assim um quarto mandato enquanto primeiro-ministro de Israel. Ainda há tempo para o Campeonato do Mundo de Futebol. Destaque para o jogo de Cabo Verde. A seleção dos Tubarões Azuis fez história na estreia em fases finais do Campeonato do Mundo. A seleção de Cabo Verde impôs o empate sem golos à campeã europeia Espanha. É o primeiro ponto de sempre da seleção de Cabo Verde e logo frente a uma das seleções que é apontada como candidata a vencer este Campeonato do Mundo. Já no jogo entre a Bélgica e o Egito houve empate a um golo. Marcou primeiro a seleção norte-africana com Emam Ashour a assinar o remate certeiro. Empatou depois a Bélgica através de um autogolo egípcio, infelicidade de Mohamed Haney. Ainda no Campeonato do Mundo, Irão e Nova Zelândia já jogam em Los Angeles, partida do grupo G. Realçar que antes do jogo, um grupo de manifestantes reuniu-se à frente do estádio num protesto contra o Irão. É o que avança a CNN Internacional, que diz que os manifestantes pedem a Donald Trump o fim do trabalho e também o fim da República Islâmica. Para falar sobre o jogo, está comigo em estúdio novamente o jornalista João Lourenço. A bola já rola e João, na frente de ataque iraniana há uma cara bem conhecida dos adeptos portugueses.
Há uma cara bem conhecida, principalmente dos adeptos do Futebol Clube do Porto. É Mehdi Taremi, o avançado de 33 anos que neste momento pertence aos quadros dos gregos do Olympiacos. Consta não só da ficha de jogo como também da lista de capitães de equipa, neste caso no que toca à formação iraniana. Do outro lado, da Nova Zelândia, há também uma cara conhecida, neste caso do futebol britânico, é Chris Wood, o avançado do Nottingham Forest, treinado por Vítor Pereira, ele que fez a sua marca certamente nos jogos entre o Nottingham e o Futebol Clube do Porto nos quartos-final da Liga Europa. Neste momento há golo, é o primeiro golo e é da Nova Zelândia. Marca ao minuto seis. Elijah Just, o médio de 26 anos, num remate de ressaca propriamente dito aqui na área do Irão, um lance um pouco confuso dentro da área iraniana. Está inaugurado o marcador. Aplausos dentro do estádio em Los Angeles. É um pontapé de baliza que sai forte já quase dentro da área do Irão.
E uma grande receção do ponta de lança de peito.
Uma grande receção por parte de Chris Wood, o avançado que ainda tentou ser o último finalizador deste lance. Não foi ele, até porque a defesa do Irão estava certamente alerta sobre as características de Chris Wood. Foi o companheiro de equipa Elijah Just, o neozelandês de 26 anos a inaugurar o marcador. Está agora apontado o placar e está a assinalar 1 x 0, neste caso, a Nova Zelândia que está a vencer o encontro e também a vencer o grupo devido a esse empate entre o Egito e, neste caso, a Bélgica.
O jornalista João Lourenço que vai continuar a acompanhar o jogo entre o Irão e a Nova Zelândia. João, voltas às 14h30. Quando voltar, também as notícias. É a notícia de fecho do jornal das duas da manhã.