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As notícias com Miguel Pina Andrade.

Boa noite. Portugal já está em Houston, local onde se vai estrear no Campeonato do Mundo. A Seleção Nacional mede forças com a República Democrática do Congo, jogo marcado para esta quarta-feira às 18h, hora de Portugal. O selecionador nacional e o médio Bruno Fernandes já fizeram a antevisão à partida. O médio do Manchester United afirma que não é proibido sonhar e explica a presença dos jogadores portugueses nas praias da Flórida. O Bruno Fernandes avisa que a atual convocatória ainda não pode ser considerada a melhor geração do sempre, porque ainda não ganhou o título mundial. Por isso, pede alguma calma em festejos antecipados, mas adianta que não é proibido sonhar.

O nosso sonho está lá, aquilo que nós queremos, estamos bem cientes disso. Acho que sonhar não é proibido, mas o nosso foco principal, agora que começa o Mundial, é o jogo de amanhã e tem que ser assim, ir jogo a jogo, porque se queremos realmente ser intitulados como a melhor seleção portuguesa de sempre, eu acho que temos que pensar primeiro no próximo passo e não muitos passos à frente.

O médio de 31 anos, que volta a justificar os treinos da Seleção Portuguesa na praia. Bruno Fernandes reforça que já estavam previstos no planeamento e lembra que não era possível fazer treino físico no hotel.

Foi algo que já estava planeado, algo que faz parte da adaptação também. Se não estivéssemos na praia, teríamos que estar fechados no quarto de hotel, o que provavelmente não é o melhor para a questão física, pelo fato de não termos tanta capacidade dentro do hotel para fazer mobilidade, para nos mexermos, para andar um bocado e também para ter momentos de grupo, momentos em que podemos criar, além de boas memórias, um bom ambiente de grupo com algumas brincadeiras, algumas palhaçadas, momentos mais tranquilos.

Bruno Fernandes em conferência de imprensa, onde falou também o selecionador nacional, que deixa muitos elogios à seleção da República Democrática do Congo e compara à Nigéria.

É uma equipa que eu diria que é muito flexível taticamente, então não é só uma equipa de defender o bloco baixo. Já tivemos a experiência com a Nigéria, que as equipas africanas agora estão muito bem desenvolvidas, conseguem fazer uma pressão do bloco médio alto, agressivos, gostam dos duelos físicos, um jogo vertical. Quando têm bola descoberta, exploram os espaços na linha defensiva muito bem. Há jogadores europeus, ou que jogam nas ligas mais importantes na Europa, como o Bakambu, o Wissa, o Theo Bongonda.

Os elogios de Roberto Martínez, que avança que o central Rúben Dias não está disponível para o jogo desta quarta-feira. Portugal joga contra a República Democrática do Congo às 18h, hora de Lisboa. Uma partida que vai ter relato e análise em direto aqui na antena da Rádio Observador. Na chegada a Houston, a Seleção Portuguesa tinha mais de 500 pessoas à espera, o momento que foi acompanhado pelo enviado especial do Observador aos Estados Unidos, Miguel Cordeiro.

A Seleção Nacional já chegou ao Intercontinental, em Houston. Chegou por volta das 16h30, hora local. É adicionar seis horas para dar a hora de Portugal continental. A Seleção Nacional chegou num autocarro azul com a bandeira, um autocarro designado pela FIFA. Tem também os patrocinadores desta competição. E chegou a Seleção Portuguesa sob forte apoio, eu diria cerca de 400, 500 pessoas junto a este hotel. Estão instaladas baias de segurança para impedir que estes adeptos se aproximassem dos jogadores, mas foi possível passar muito apoio, muito carinho à Seleção Portuguesa. Há muitos estrangeiros, muitos norte-americanos, adeptos de outros países que estão aqui para ver os jogadores da Seleção Portuguesa. E há também, naturalmente, portugueses que estão nos Estados Unidos também para esse jogo frente ao Congo, que se joga esta quarta-feira. Tenho comigo Francisco Vilarinho. Francisco, estava a gritar muito pela Seleção Portuguesa.

Estava, sim. Não há nada como o nosso país. Vim para aqui sem segundas intenções, sem bilhetes. Vim para aqui para apoiar o nosso país, apoiar a nossa portugalidade. Não há nada como isto. E apoiar estes, porque eles são guerreiros, é isto e espero que eles levem a taça para casa, porque eles merecem, o Cristiano merece. Nós estamos aqui para apoiá-los incondicionalmente, apoiá-los através de todos os jogos. Vou segui-los para todas as cidades. Acho que essa experiência só vou ter uma vez na vida, tinha mesmo que ser agora.

E então é uma experiência em que há confiança de que vai ser até o fim?

Eu tenho plena confiança que vamos acabar em New Jersey na final. Não há sequer uma dúvida na minha cabeça que isso vai acontecer.

Francisco, contava-me antes de falarmos aqui em direto que veio para Houston porque tem nos Estados Unidos da América uma amiga, trabalhar cá. Veio sem bilhete, mas a situação para este jogo frente ao Congo já mudou.

Nem sei como explicar, fiquei com o boca aberta, estou sem palavras, porque estava aqui a gritar e vieram ter comigo, perguntaram-me se eu era português, estava aqui a gritar de forma muito efusiva e não sei como, acabaram de me oferecer um bilhete para o jogo amanhã. Tenho que agradecer ao Miguel pela amabilidade e pela gentileza dele. Fez-me, sem dúvida, o dia, a semana, não tenho palavras sequer para agradecer.

É um bilhete conquistado pela voz.

É um bilhete conquistado pela voz, sem dúvida alguma.

Muito obrigado. Obrigado, Francisco. Boa sorte também para o jogo de amanhã. Um adepto da Seleção Portuguesa que está precisamente em frente ao Hotel Intercontinental e que foi gritando o nome de todos os jogadores à medida que iam saindo do autocarro. E assim que entraram todos os jogadores, recebeu a notícia de que tinha um bilhete para o jogo desta quarta-feira frente ao Congo. E assim foi, já tem um bilhete na mão para esta primeira jornada da Seleção Portuguesa no Mundial de Futebol.

A reportagem do enviado especial do Observador aos Estados Unidos, o Miguel Cordeiro, está a acompanhar a seleção portuguesa e também o relato de um adepto sortudo que ganhou um bilhete graças à voz. Vai ser mais um no estádio lotado a puxar por Portugal. Ainda no Mundial de Futebol, a Noruega goleou o Iraque por 4 x 1, no jogo do grupo I. Na outra partida do grupo, a França venceu o Senegal. Destaque para Mbappé, que bisou na partida. Comigo em estúdio está o João Dias. Boa noite, João. A bola já rola em Kansas, no Argentina-Argélia.

Agora sim, boa noite, Miguel. A primeira partida deste grupo J, a começar no Estádio dos Kansas City Chiefs, da NFL, e que coloca também frente a frente a atual campeã do mundo contra um dos pesos pesados do continente africano, a Argentina. A seleção albiceleste, que neste momento ocupa o primeiro posto e há o primeiro golo. Há golo nesta partida entre Argentina e Argélia, mas creio que há posição irregular. Era de Leo Messi.

O suspeito do costume.

Seria o primeiro de La Pulga nesta edição do Campeonato do Mundo e creio que vai ser anulado por fora de jogo no passe, neste caso, creio que é de Lautaro Martínez. Não, é de Thiago Almada, o médio-centro do Atlético de Madrid, que é um passe que sai, neste caso, fora do tempo para o primeiro golo de Leo Messi. Mantém-se assim então o 0 x 0 entre albiceleste e as raposas do deserto. Claramente que a figura desta seleção argentina é o atual jogador de 38 anos do Inter de Miami, Leo Messi. Também há outras figuras de destaque para Álvarez e Nico Paz. Neste 11 inicial da seleção argentina, há também Nico Otamendi, o antigo capitão do Sporting Clube de Portugal, que já se mudou de malas e bagagens para o River Plate. Falando ainda muito rapidamente da seleção da Argélia, há Riyad Mahrez, a figura desta seleção africana que está no banco. No entanto, há outra grande figura, Ibrahim Massa, um jogador de 20 anos, o médio-centro do Bayern Leverkusen, que certamente irá dar dor de cabeça à seleção albiceleste. A partida é arbitrada por Szymon Marciniak, um polaco de 45 anos, que é nada mais, nada menos que o árbitro da final da última edição deste Campeonato do Mundo, ou seja, Miguel, um árbitro de boa memória para esta seleção argentina. Jogo com seis minutos e 20. Argentina zero, Argélia zero.

O jornalista João Lourenço, que vai continuar a acompanhar este jogo do grupo J. O outro jogo deste grupo começa às 05h00, opõe a Áustria à Jordânia. Viramos a página para a atualidade internacional. O Irão diz que vai responder de forma severa aos ataques israelitas desta terça-feira no sul do Líbano. Pelo menos quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas na ofensiva israelita, que continua apesar do memorando de entendimento acordado entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra. O comando das Forças Armadas do Irão promete uma resposta dura se a situação não se alterar. De acordo com o exército de Teerão, Israel violou o cessar-fogo no Líbano 84 vezes desde que o entendimento foi anunciado na segunda-feira. Dizem que as Forças de Defesa de Israel continuam a cometer crimes e a massacrar o povo oprimido do Líbano. Em sentido inverso, o exército israelita indicou que interceptou foguetes do grupo xiita Hezbollah, disparados em direção às tropas israelitas no sul do Líbano. Como tal, retaliou com ataques aéreos. E agora voltamos ao Mundial, porque a Argélia marcou no jogo frente à Argentina. E João, quem é que foi o autor do golo?

Desta vez vale mesmo, é o golo da seleção da Argélia. Marca o número 10, Faïez Shaibi, o atleta do Eintracht de Frankfurt. É uma jogada conduzida do lado esquerdo do ataque das raposas do deserto, concluída com remate colocado junto ao primeiro poste. Bate o guarda-redes da Argentina, Dibu Martínez. Está feito o primeiro nesta partida, numa altura em que até mesmo este golo creio que pode ser anulado. Por isso, muito trabalho para os assistentes desta partida. Certamente será invalidado novamente por posição irregular do atleta, neste caso, do Eintracht de Frankfurt. No entanto, Miguel, oito minutos, vamos assumir essa posição irregular, até porque a imagem confirma isso mesmo e já está anulado. Minuto oito, Argentina zero, Argélia também zero.

João, voltas daqui a mais ou menos 20 minutos para a síntese das 14h30. É lá que voltam também as notícias. Até já.