Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. Há, a esta hora, 10 incêndios considerados os mais significativos pela Proteção Civil. Destaque para o incêndio de Arouca, que mobiliza, a esta hora, quase 500 operacionais e 170 meios terrestres. O fogo tem agora quatro frentes ativas, mas o segundo comandante da Sub-Região de Aveiro, Ricardo Fradique, espera uma noite com janelas de oportunidade.

Neste momento, a maior dificuldade para o combate será os acessos ao local do incêndio, uma vez que estamos perante escarpas muito grandes e que torna muito difícil a progressão no terreno. Durante a noite, parece termos uma janela de oportunidade para conseguirmos efetuar o melhor combate. Vamos aguardar que as máquinas de rasto continuem a abrir caminhos para os bombeiros e as outras forças intervenientes possam entrar. Neste momento, temos a situação de Buçaco-Guedos, a situação já mais calma, situação de Covelo de Paivô e Candal. Candal, esta já é uma povoação do distrito de Viseu, da sub-região de Viseu Dão Lafões, onde está a chegar, neste momento, o incêndio, mas não há qualquer perigo, neste momento, para as populações.

Ricardo Fradique, em declarações à SIC, realça que nenhuma aldeia foi evacuada e que não foi necessário cortar nenhuma estrada perante o incêndio que começou segunda-feira à noite. Já em Santir, está por esta hora duas frentes ativas, informação avançada pelo comandante dos bombeiros tirsensens à RTP, Vítor Pinto, espera dominar o fogo durante esta noite.

Elas continuam ativas, com menos intensidade, e o que procuramos durante esta noite é consolidar e fechar totalmente estas duas frentes.

O vento acalmou, pelo menos é uma ajuda?

Sim.

Não houve necessidade de evacuar casas, embora às vezes estivesse muito próximo de algumas habitações.

Sim, neste perímetro urbano florestal, é normal que temos muita pressão sobre as habitações. Os meios não sentiram a necessidade de fazer evacuações das habitações.

Vítor Pinto, o comandante dos bombeiros tirsensens, em declarações à RTP. Por esta hora, estão no teatro de operações 200 bombeiros e mais de 60 meios terrestres. E em Torre de Moncorvo, o incêndio que lavra deste sábado é combatido por quase 500 operacionais e mais de 150 veículos. Por esta hora, os bombeiros combatem três frentes ativas. O Presidente da República promulgou a chamada Lei das Burcas. Reconhece que as alterações introduzidas pelo PSD ao projeto de lei do Chega foram decisivas. No texto que acompanha a promulgação, António José Securo reconhece que a matéria é de grande sensibilidade social e cultural e que é, por isso, difícil definir fronteiras para conseguir valorizar, de forma equilibrada, direitos e deveres dos cidadãos. Assume que decidiu dar luz verde ao diploma apenas depois das alterações introduzidas pelo PSD. O chefe de Estado argumenta que a decisão está em linha com passos dados no mesmo sentido pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e que é sustentada pela integração social, a não discriminação de género e a segurança. André Ventura saúda a decisão de António José Securo. Em entrevista à SIC Notícias, o líder do partido que levou a proposta ao Parlamento, o Chega, afirma que é uma decisão feita pelo bem do país. Mudamos de tema. O governo garante que só pretende reabrir o debate sobre a reforma da Segurança Social na próxima legislatura e evita deixar-se vincular às conclusões do estudo hoje apresentado. O relatório, liderado pelo economista Jorge Bravo, recomenda, entre outros aspectos, a existência de planos de pensões profissionais, a criação de um programa de poupança para crianças e uma conta poupança consumo. Conclui também que os excedentes registados na Segurança Social criaram uma ilusão de sustentabilidade. Em reação ao estudo, fonte do governo explica ao Observador: até 2029, não há qualquer perspectiva de reabrir o debate sobre o sistema e a sustentabilidade da Segurança Social. A fonte frisa que as conclusões deste estudo são da exclusiva responsabilidade do grupo de trabalho e que o relatório é um estudo técnico independente e preparado de forma autónoma. O governo pretende, por isso, olhar para o estudo como apenas mais uma fonte de informação e não como um guião sobre o que quer fazer. E vamos às críticas. Voltamos a André Ventura, que aproveita o relatório para dizer que o país está pior. À SIC Notícias, o líder do Chega critica o governo por fechar os olhos à realidade.

O país está pior. Objetivamente, o país está pior e está a piorar. Estas notícias que saíram recentemente, também da Segurança Social, mostram que até no único ponto, Montenegro gosta de dizer assim: "As coisas estão aparentemente piores, mas é perceções. Eu sou a Cavaco e, portanto, na verdade, o país até pode estar pior, mas as contas estão melhor". Só que nem isso está!

André Ventura, em declarações à SIC Notícias. Antes, o PS acusa o governo de abrir a porta à privatização de parte da Segurança Social. Houve aí desta tarde, aqui na Rádio Observador, o deputado do PS e antigo secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, diz que nenhuma das conclusões do relatório é nova e acusa o governo de fabricar uma narrativa falaciosa.

Nenhuma destas conclusões é surpreendente. Do nosso ponto de vista, o que estará em causa é abrir a porta pra privatização de partes importantes da Segurança Social, porque estamos a criar uma narrativa, volto a dizer, enganosa e falaciosa de que o nosso sistema não tem condições de sustentabilidade e que haveria aqui números escondidos ou dados escondidos, afinal, um déficit que não existe. Todos os anos estes números estão presentes no relatório do Orçamento de Estado, por um lado, e no relatório da Segurança Social, por outro, porque são dois sistemas diferentes.

Críticas do socialista Miguel Cabrita, que insiste que a Segurança Social e a Caixa Geral de Aposentações são sistemas distintos e não devem ser tratados como um só. Opinião diferente tem o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, que diz que os dois sistemas estão ligados. Mário Amorim Lopes responsabiliza tanto PSD como PS pelo déficit no sistema de pensões.

As contas da CGA e da Segurança Social misturam-se porque elas estão misturadas. Governos do passado, Partido Socialista, Partido Social-Democrata, mas sobretudo Partido Socialista, na altura queriam contratar funcionários públicos. Não havia dinheiro para dar melhores salários, então prometeram-lhes um logo. Disseram assim: "Ok, vocês são contratados agora, mas no futuro irão ter uma reforma espetacular". Como é que nós vamos pagar isso? Bom, logo se há de ver, aqueles que vierem a seguir que paguem conta. E é exatamente isso que está a acontecer no momento. Os portugueses agora estão a pagar a conta daquilo que foi uma promessa feita no passado. Portanto, nós não podemos ignorar o peso da Caixa Geral de Aposentações, porque é uma fatia enorme daquilo que são as despesas que serão assumidas e que foram assumidas pelo Estado.

O líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, no Explicador da Rádio Observador. As colocações do ensino superior saem já este domingo, mas ainda há alunos com problemas na candidatura, em causa estão erros nas reapreciações e problemas em associar a ficha N por falhas na plataforma. O Ministério da Educação nega e garante ao Observador que a ficha N de reapreciação permite ao candidato aceder à plataforma durante os três dias previstos para alteração da candidatura, na sequência da divulgação do resultado da reapreciação. Cristina Mota, da Missão Escola Pública, afirma que muitas das escolas já divulgaram as notas na sexta-feira e por isso as falhas podem-se dever a atrasos.

Lembramos que os alunos têm efetivamente três dias para fazer essa atualização, a contar desde a data da afixação dos resultados e algumas escolas, ou a maioria das escolas, afixou os resultados na sexta-feira, tendo os alunos perdido dois dias desses três para efetuarem a candidatura. Portanto, colocamos aqui a hipótese de alguns destes constrangimentos estarem a resultar do facto de os alunos apenas terem tido acesso à ficha N já fora do prazo dos três dias.

Cristina Mota, que explica que apesar dos esforços das escolas, acumulam-se os registros de falhas na plataforma e por isso aponta para os códigos de acesso que vêm com a ficha N como o problema.

A informação que nós temos é que o que está a falhar é o código que é facultado aos alunos em conjunto com a ficha N. Portanto, o código de acesso não está a corresponder. A plataforma diz que não é o código válido. Sabemos, efetivamente, que estão a ser emitidas novas fichas N, mas quando o aluno acede, não está a conseguir dar continuidade ao seu pedido.

Cristina Mota, da Missão Escola Pública, que relata que vários alunos com problemas nas candidaturas ao ensino superior, os alunos têm até sábado para resolver os problemas ou vão ter de pedir uma vaga extraordinária. Notícia de fecho deste jornal das 14h, informação está de regresso às 14h30.