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As notícias com Nadine Soares. Boa noite. O primeiro-ministro põe um travão às negociações com as forças de segurança, diz que não dá nem mais um cêntimo. Luís Montenegro foi claro, avisa que não acrescenta mais dinheiro à proposta dos €300 para o complemento de missão dos policiais e dos militares da Guarda Nacional Republicana. O antigo secretário de Estado da Administração Interna, o socialista Ascenso Simões, considera que o anterior governo abriu uma caixa de Pandora ao atender às reivindicações dos inspetores da PJ, que agora são reclamadas também pela PSP e GNR.
Foi o anterior governo que, por incompetência da ministra da Justiça anterior, criou um suplemento para a Polícia Judiciária, que devia ter sido um suplemento de condição de polícia científica e não um suplemento de risco. Até porque nós temos que avaliar o suplemento de risco, numa perspectiva do desempenho de cada um dos agentes e inspetores da Polícia Judiciária, e isso não está refletido no ato que criou esse mesmo suplemento. Portanto, nós temos aqui um problema, que foi criado pelo anterior governo, e que este governo tem que resolver.
O socialista Ascenso Simões entende as críticas ao líder do PS, Pedro Nuno Santos, que esta terça-feira classificou como um fracasso as negociações entre o atual governo e as forças de segurança. O ex-secretário de Estado recusa a expressão e diz que o uso destas palavras tem limite.
Eu recomendaria que, neste caso em concreto, uma vez que foi o Partido Socialista, no anterior governo, que criou o problema, que o Partido Socialista tenha algum cuidado na forma e até ajude a resolver o problema. E que o governo não se ponha naquela posição de pés na porta e dizer: "É isto, ou tudo ou nada" e encerrou o debate.
Ascenso Simões, ex-secretário de Estado da Administração Interna no programa Direto ao Assunto da Rádio Observador. Além do PS, também o Chega e o Bloco de Esquerda criticam os limites definidos por Luís Montenegro para o complemento de missão da PSP e GNR. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apela à continuidade das negociações.
As portas de diálogo, as pontes, continuarão certamente abertas. Parte a parte, tem-se a noção como é importante que esse problema seja equacionado e resolvido.
O presidente da República reage ainda aos protestos dos polícias, marcados para depois de amanhã no Parlamento. Está convicto que as forças de segurança saberão estar à altura. Para já, mantém-se no calendário um novo encontro entre o governo e sindicatos e associações da PSP e GNR, dia 9 de julho. Mas a plataforma de sindicatos considera que a ministra Margarida Blasco continua com a porta aberta para negociar, foi desautorizada pelo primeiro-ministro. A propósito das eleições presidenciais de Moçambique, Marcelo Rebelo de Sousa diz estar disponível para encontros com outros candidatos. É o que revela uma fonte da presidência ao Observador. Esta informação surge na sequência de uma fotografia em que o presidente da República aparece junto a Daniel Chapo, candidato ao poder pela FRELIMO, e onde consta o símbolo do partido. A fotografia recebeu críticas por parte do partido moçambicano RENAMO, o principal opositor, que acusou Marcelo de estar envolvido na pré-campanha da FRELIMO. Fonte da presidência veio agora negar qualquer favorecimento, garante ao Observador que o presidente da República está disponível para jantar com todos os candidatos às presidenciais de Moçambique. Nuno Rebelo de Sousa, filho do presidente da República, vai ser ouvido esta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gêmeas luso-brasileiras. A audição está marcada para as 14h. No entanto, Nuno Rebelo de Sousa vai permanecer em silêncio e vai marcar presença por videoconferência a partir do Brasil. Foram as diretrizes divulgadas pelo advogado Rui Patrício, às quais a Lusa teve acesso. Já o advogado da mãe das gêmeas luso-brasileiras entregou à Comissão Parlamentar de Inquérito o parecer da Ordem que justifica o sigilo profissional. Marcelo Rebelo de Sousa recorda Fausto Bordalo Dias como uma grande figura de Abril. O presidente da República marcou presença no velório do cantor e compositor português, que decorreu na Voz do Operário, em Lisboa. Marcelo Rebelo de Sousa realça que Fausto deu voz ao período do pré e do pós-25 de Abril, com requinte que marcou muitas gerações.
Quer como criador, quer como intérprete, foi uma figura das maiores num período que começa antes de Abril e que continua a seguir a Abril. Mas dito tudo de uma forma que conjuga o que há de raízes populares, muito antigas e profundas, com anseios muito mais modernos. E nesse sentido, ele faz a diferença em relação a outros dos seus camaradas geracionais, porque todos eles são militantes, todos eles são de intervenção, mas ele é de intervenção, mas com requinte, estética e musical que marcou muitas gerações.
Também o cantor Sérgio Godinho recordou a figura, diz que ficou marcada na história da música a letras de ouro. Fausto Bordalo Dias morreu de vítima de doença prolongada aos 75 anos. Na saúde, os médicos recusaram a proposta do Ministério da Saúde para pagamento de horas extraordinárias realizadas acima do limite legal anual. O governo diz que vai pagar aos médicos um suplemento de 40% a 70% do ordenado, em troca de mais trabalho extra nas urgências. A proposta vai ser aprovada quinta-feira, em Conselho de Ministros. A que a Observadora apurou junto aos sindicatos dos médicos, o suplemento será pago sempre que o médico atingir um bloco de mais de 40 horas para além do limite legal. No entanto, os sindicatos Dizem que o novo regime não é atrativo para os médicos e pode lançar a confusão nos hospitais. Em reação, no programa "Direto ao Assunto", na Rádio Observador, a presidente da Federação Nacional dos Médicos repudia este ciclo de diplomas. Joana Bordalo e Sá acredita que não é o trabalho suplementar que deve ser o foco, e sim, o salário base.
Em primeiro lugar, há que dar nota que o próprio espírito da proposta não faz sentido, no sentido em que o que nós temos que discutir é salário base e não, mais uma vez, horas extraordinárias. Mas parece não haver nem vontade política, nem disponibilidade para negociar salário base dos médicos e condições de trabalho.
Palavras da presidente da FNAM no programa "Direto ao Assunto", que destaca ainda que para resolver o problema nas urgências é necessário garantir mais médicos e não o pagamento de suplementos por trabalho extra. A proposta do governo vai ser aprovada em Conselho de Ministros na quinta-feira. Foi lançado um manifesto que pede uma reforma do sistema eleitoral que permita maior personalização dos mandatos e aproxime eleitores dos eleitos e ainda diminua o desperdício dos votos. Um documento subscrito por 25 personalidades, entre elas António Vitorino e Luís Marques Mendes. No manifesto a que a Lusa teve acesso, os signatários dizem que Portugal está em contracorrente, já que integra um grupo muito reduzido de três países da União Europeia, em que só é possível votar em listas partidárias nas eleições legislativas. Querem, por isso, remover as barreiras e aperfeiçoar a democracia portuguesa com a personalização do voto. Na atualidade internacional, Joe Biden ameaçou retirar o apoio a Netanyahu em caso de ataque ao Irão. É o que revela o New York Times: "Se lançarem um grande ataque contra o Irão, estão por vossa conta", é a ameaça que Joe Biden deixou a Benjamin Netanyahu na noite de 18 de abril, quando o Irão lançou uma série de rockets e drones sobre Israel. O primeiro-ministro israelita terá tentado justificar as necessidades de defesa, mas Joe Biden desenhou uma linha vermelha clara. Uma conversa de há três meses numa chamada telefónica divulgada agora pelo New York Times. No desporto, no último jogo dos oitavos de final, a Turquia venceu a Áustria em Leipzig por 2 x 1. O passo seguinte é defrontar os Países Baixos nos quartos de final. 16 anos depois e pela terceira vez, a Turquia chegou aos quartos de final do Campeonato da Europa. Os turcos não alcançavam esta fase desde o Euro 2008. É com o desporto que encerramos este noticiário. A informação está de volta às 03h30.