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As notícias com Ana Cláudia Silva. Boa noite. Começamos este jornal na atualidade internacional, na Guiné Conakry, na sequência de um confronto entre adeptos durante um jogo de futebol, foram registadas dezenas de mortos, sem números confirmados. Uma testemunha disse à agência France-Presse que os adeptos contestaram uma decisão do árbitro e invadiram o campo na cidade de N'Zérékoré. De acordo com a France-Presse, que cita uma das fontes que trabalha no Hospital Regional, há corpos alinhados nos corredores da unidade e a morgue está lotada. Há notícias a avançar que serão cerca de 100 mortos, um dado que ainda não foi confirmado pelas autoridades. O primeiro-ministro Bah N'Daw condenou a violência através de uma publicação na rede social X, fala em nome do governo e lamenta os incidentes. Apelou ainda para que fosse retomada a paz e diz que as autoridades estão no terreno a trabalhar para acalmar a população. Ainda na atualidade internacional, Joe Biden concedeu indulto ao filho, algo que no passado disse que não faria. No passado mês de junho, o filho do presidente norte-americano, Hunter Biden, foi considerado culpado por mentir sobre o consumo de drogas ao comprar uma arma e por crimes fiscais. Hunter Biden está condenado por três crimes e iria conhecer a sentença em breve. Joe Biden disse no passado que iria aceitar o desfecho do caso e que não usaria o fato de ser presidente para perdoar o filho, caso fosse condenado. Agora, vem dizer o contrário. Em comunicado, Joe Biden diz que espera que os americanos compreendam a decisão não só enquanto presidente, mas enquanto pai. Joe Biden, que vai em janeiro dar lugar a Donald Trump como presidente, assinou o indulto total e incondicional ao filho Hunter Biden. E o Egito propôs aos movimentos palestinianos Hamas e Fatah uma trégua de 60 dias com Israel e também incluindo a troca de prisioneiros e reféns entre ambas as partes. A notícia é avançada por uma fonte de segurança egípcia, citada pela agência EFE. As delegações dos dois movimentos palestinianos estão no Cairo para discutir a gestão da Faixa de Gaza e a reconciliação entre ambas as partes. Está prevista uma reunião esta segunda-feira destes dois movimentos palestinianos em separado com os chefes dos serviços de inteligência do Egito. E na atualidade nacional, o Ministério Público recebeu uma queixa anônima contra André Ventura depois da colocação de propaganda nas janelas da Assembleia da República. A notícia está a ser avançada pela SIC. O partido pendurou na passada sexta-feira tarjas nas janelas do Parlamento contra o fim do corte de 5% nos salários dos detentores de cargos políticos, o que obrigou à intervenção dos bombeiros. Ora a queixa recebida pela Procuradoria-Geral da República obriga o Ministério Público a abrir uma investigação. André Ventura é responsabilizado por violar o estatuto dos deputados e por vandalizar o Palácio de São Bento. De acordo com a SIC, no documento é ainda exigido o levantamento da imunidade parlamentar ao presidente do Chega e também a audição de Pedro Pinto, líder parlamentar do partido, como testemunha. Ainda sobre o protesto do Chega, com a colocação de tarjas nas janelas da Assembleia da República, Luís Marques Mendes classifica o protesto do partido como uma ação de mau gosto. Uma posição assumida no habitual espaço de comentário na SIC. Em causa está este protesto contra o fim do corte salarial dos políticos. O comentador diz que não percebe a contestação do partido liderado por André Ventura, nem a forma como foi feita.
Comecemos pela forma. Aquela ideia de colocar aquelas tarjas na fachada da Assembleia da República, acho que aquilo é de muito mau gosto. Mandava o bom senso que não se fizesse uma coisa daquela. Agora, a contestação é legítima, feita de outro modo, mas também não percebo a contestação, porque assim, não houve nenhum aumento da classe política. É uma reposição. Ou seja, para as pessoas que acompanham menos esta matéria, houve um corte no tempo da troika, eu até julgo que é ligeiramente anterior à entrada da troika em Portugal, de 5% no salário dos políticos. E foi isto que foi anulado, esse corte. E por quê? Porque ao longo destes anos, já todos os cortes que houve no tempo da troika também foram revertidos e anulados. E esta anulação até vem mais tarde e não tem nenhum efeito retroativo.
O comentador Luís Marques Mendes critica ainda a declaração feita por Luís Montenegro ao "País" na quarta-feira e defende que podia ter sido feita pela ministra da Administração Interna. O comentador falou a propósito da declaração feita pelo primeiro-ministro sobre a atuação da polícia. Marques Mendes defende que o balanço policial podia ter sido feito em conferência de imprensa por Margarida Blasco e considera que tal não aconteceu por possivelmente a ministra não ter um estatuto forte como o deveria e como tem Luís Montenegro.
Provavelmente não foi por aquilo que toda gente imagina, porque ela não tem o estatuto forte, infelizmente, que um ministro da Administração Interna deve ter. Agora, evidentemente que falar de segurança é corretíssimo e acho que até é necessário, mas acho que devia ser a ministra da Administração Interna. Por quê? Porque aquela declaração não tinha nem nenhuma gravidade, nem nenhuma novidade especial que justificasse a intervenção do primeiro-ministro, que deve ficar para os momentos ou mais graves ou com mais novidade.
Aqui as palavras de Luís Marques Mendes, o comentador no habitual espaço de comentário de domingo na SIC. E ainda na atualidade nacional, a construtora de automóveis Stellantis aceitou a renúncia de Carlos Tavares do cargo de presidente executivo. O anúncio foi feito este domingo. O gestor sai desta forma da liderança da empresa com efeitos imediatos. O substituto vai ser nomeado nos primeiros seis meses do próximo ano. A Stellantis é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo. A fábrica do grupo, localizada em Mangualde, registou um aumento da produção de 2,6% nos primeiros 10 meses do ano, face ao mesmo período em 2023. Ainda António Costa descreve como duplamente simbólico o primeiro dia como presidente do Conselho Europeu. Este domingo, Costa visitou a capital ucraniana garantindo o apoio dos 27 países membros da União Europeia a Kiev. Uma data simbólica, disse o responsável português, por ser uma visita que acontece no primeiro dia em que assume o cargo de presidente do Conselho Europeu. Em segundo lugar, António Costa considera que a paz nos dias que se vivem é uma questão central.
Esta visita foi muito impressiva porque nos ajudou a perceber que quando falamos de guerra, não falamos só de armas, de tiros, mas de dramas humanos que podemos testemunhar, das vidas que se perderam, de pessoas que sofreram, que estão a sofrer. É isso que está em causa nesta guerra e é por isso que é preciso travar a guerra de agressão da Rússia e assegurar à Ucrânia o direito que tem, uma paz justa e uma paz duradoura.
As declarações de António Costa em entrevista à agência Lusa no primeiro dia de funções como presidente do Conselho Europeu. António Costa visitou a Ucrânia com a alta representante da União Europeia para os negócios estrangeiros e a política de segurança, Kaja Kallas, e também a comissária europeia do alargamento, Marta Kos. Do lado ucraniano, o ministro da Defesa da Ucrânia pediu este domingo mais apoio financeiro da União Europeia para o país se defender e lutar pelo restabelecimento da paz. Um pedido que chega numa altura em que o ministro estima que Moscovo possa estar a aumentar o investimento em defesa.
É claro que existem novos capítulos na guerra e estamos a trabalhar no restabelecimento da paz. Estamos concentrados em defender o nosso território, mas vemos que a Rússia mobiliza mais recursos e mais pessoas. Vão aumentar o seu próximo orçamento de defesa já no próximo ano. Estão a aumentar a produção nesta área e a remodelação dos atuais equipamentos. Produzem, recondicionam e colocam na guerra.
Aqui o alerta e o pedido do ministro da Defesa da Ucrânia a um maior pedido de investimento da União Europeia. E neste jornal vamos ainda ao desporto. Este domingo, o Benfica venceu a Arouca por 2 x 0 e somou o sétimo triunfo seguido na prova, aproximando-se do líder da classificação, Sporting. O primeiro gol das Águias foi um autogol marcado pelo espanhol José Fontán. O segundo gol resultou de uma penalidade marcada por Di María. Bruno Lage, técnico do Benfica, reconhece algum cansaço da equipa, mas valoriza o esforço dos jogadores.
Não tem a ver com quebra, tem a ver com as deslocações, tem a ver com os adversários que também são difíceis. Sair de um jogo e entrar noutro demora algum tempo. Nós tivemos um jogo muito semelhante e também foi com essa mentalidade que nós vencemos em Faro. E agora foi isso, é focar e é perceber acadamente o que a equipa precisa de ouvir. E hoje era isto, era nós vestirmos o fato-macaco, vir aqui, sermos uma equipa trabalhadora, uma equipa que defensivamente fosse forte na pressão, que não deixasse o Arouca ter bola.
Aqui Bruno Lage, o treinador do Benfica, depois do jogo no Estádio da Luz, que deu a vitória à equipa das Águias por 2 x 0 frente ao Arouca. Com este resultado, os encarnados sobem ao segundo lugar com 28 pontos, estão a cinco do líder Sporting e com mais um do que o Futebol Clube do Porto. Lembro que o Benfica ainda tem um jogo em atraso frente ao Nacional, referente à oitava jornada. Já o Braga venceu também este domingo frente ao AVS por 1 x 0, também na 12ª jornada da Liga Portuguesa. Os bracarenses, que vinham de uma derrota da Primeira Liga frente ao Sporting, estão no quinto lugar da classificação, a um ponto do Santa Clara. E esta segunda-feira é a vez do Futebol Clube do Porto entrar em campo, que vai receber o Casa Pia. Vítor Bruno admite que a equipa adversária é forte, mas diz estar confiante. Em conferência de imprensa de antevisão do jogo desta segunda-feira, o treinador do Futebol Clube do Porto diz que a equipa está preparada para enfrentar o Casa Pia, apesar de ter vindo a somar derrotas.
Nos últimos 10 jogos, apenas uma derrota em Alvalade, que tem uma estrutura que me parece que não vai fugir muito daquilo que tem feito recentemente. É uma equipa também forte fisicamente, forte na bola parada, forte também no momento com a bola, porque gosta de jogar. Agora teremos de ser nós a levar o jogo por onde queremos, impor aquilo que somos nós enquanto equipa.
As declarações de Vítor Bruno na conferência de antevisão do jogo do Futebol Clube do Porto frente ao Casa Pia. Esta partida está marcada para esta segunda-feira, às 20h45, no Estádio do Dragão e vai contar com relato e comentário aqui na Rádio Observador. É a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa à Rádio Observador quando forem 03h30. Até já.