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As notícias com Nadine Soares.

Boa noite. A Proteção Civil registou quase mil ocorrências relacionadas à Depressão Martinho. Novicentus e noventa e quatro ocorrências é o balanço mais recente da Proteção Civil feito à Rádio Observador, são dados até à meia-noite. A região da Grande Lisboa está a ser a mais afetada. A esta hora, há também registro de ocorrências em Leiria e Coimbra. A queda de árvores é a ocorrência mais registrada. Ainda esta tarde, há registro de, pelo menos, um ferido grave devido a uma queda de árvore na zona de Sintra e há registros de outros incidentes durante esta madrugada devido ao mau tempo. Um parque de campismo no Pinhal Novo, distrito de Setúbal, já teve de ser evacuado e uma cobertura de um estádio de Santo António, em Nogueira do Cravo, Coimbra, danificou vários carros. Quinze distritos estão em alerta laranja devido ao mau tempo. Estão envolvidos mais de oitocentos meios terrestres e quase três mil operacionais. A Depressão Martinho começou a fazer-se sentir em Portugal continental a partir das nove da noite, mas é expectável que os efeitos do mau tempo, sobretudo a chuva forte e ventos intensos, ganhem outra dimensão esta madrugada. O Metropolitano de Lisboa abriu as estações de Santa Apolónia, Oriente, Rossio e ainda Odivelas durante o período noturno. Isto para permitir a pessoas em situação sem-abrigo pernoitar devido à passagem deste temporal da Depressão Martinho. Já no distrito de Viana do Castelo, mais de cem bombeiros continuam a combater a esta hora quatro incêndios ativos, porque dois entraram em fase de resolução. A maior parte dos operacionais encontra-se a combater quatro focos em Arcos de Valdevez, no Alto Minho. O vento forte continua a dificultar as chamas que ameaçam, neste momento, São Cosme, Vilela, Sá e Arcos de Valdevez. No caso das povoações do Soajo, é onde se encontram os focos que já estão em fase de resolução. O comandante dos bombeiros de Arcos de Valdevez, Filipe Guimarães, confirma à Rádio Observador que ainda estão em risco algumas habitações nesta zona de São Cosme e Vilela. O comandante explica que se trata de zonas de eucalipto e chamas que estão a arder e que se estão a aproximar das casas, e também terrenos com registro de falta de limpeza que estão a arder neste momento. Os ventos intensos continuam a dificultar o trabalho dos bombeiros. Para já, ainda não foram retiradas pessoas destas povoações, mas é uma possibilidade, caso não consigam controlar todos os focos ativos em breve. Os bombeiros estão a reposicionar meios neste momento. À Rádio Observador, o comandante dos bombeiros, Filipe Guimarães, diz que os meios vão ser reforçados pelos bombeiros de Braga e do Porto. A Estrada Nacional 202 continua a arder já um dos lados, continua cortada à circulação. O fogo já passou o rio Vez para a outra margem, mas Filipe Guimarães avisa ainda que junto às casas ainda é uma situação preocupante. Há suspeitas de fogo posto. Na política, Luís Marques Mendes critica o modo como Marcelo Rebelo de Sousa geriu a crise política. O candidato presidencial considera que o chefe de Estado podia ter atuado de outra forma para evitar o cenário de eleições antecipadas. Na grande entrevista na RTP, Marques Mendes dá dois exemplos de medidas que o Presidente da República poderia ter tomado. A primeira seria ter chamado Montenegro a Belém antes da realização do Conselho de Ministros extraordinário.

Eu gostaria de ter visto o presidente da República, antes desse Conselho de Ministros extraordinário e antes dessa declaração ao país, a chamar o primeiro-ministro a Belém, a perguntar exatamente o que tencionava fazer e a acrescentar-lhe o seguinte: faça o que entender, mas há aqui uma linha vermelha. Não pode haver eleições. Eu teria gostado que isso acontecesse. Por que eu acho que podia ter resultado? Um presidente da República tem uma legitimidade muito forte. É eleito pelo país, é eleito pelos portugueses, não é eleito na Assembleia da República. E há momentos em que esta forte legitimidade tem que ser invocada.

Marques Mendes considera ainda que o Presidente da República deveria ter convocado o Conselho de Estado antes do debate da moção de confiança.

A prática dos últimos anos tem dito o seguinte: os Conselhos de Estado, embora não seja a sua função primordial, quando está em causa a estabilidade, exercem um poder muito forte sobre os dirigentes políticos do governo e da oposição. E esse efeito positivo eu esperaria de um Conselho de Estado feito não depois da crise, mas durante ou no início da crise.

Quanto ao futuro político do país, o candidato presidencial considera que os próximos tempos, Portugal vai continuar a ter parlamentos muito fragmentados e governos minoritários. Já quanto ao caso da empresa familiar do primeiro-ministro, o candidato presidencial considera que Luís Montenegro cometeu uma imprudência, devia ter se afastado da Spinoviva assim que tomou posse como chefe de governo. Falamos agora precisamente desta empresa do primeiro-ministro, os pareceres e e-mails internos da Spinoviva a que o Observador teve acesso provam a prestação de serviços. O Observador teve acesso a mais de mil páginas de documentação interna da Spinoviva, produzidas entre 2022 e fevereiro deste ano. Nestes documentos, não constam os serviços de consultadoria prestados à empresa Joaquim Barros Rodrigues e Filhos, que atua na área do comércio de combustíveis. De acordo com os juristas contactados pelo Observador, os documentos provam a prestação de serviços por parte da Spinoviva com os cinco clientes permanentes da empresa. Os especialistas consultados indicam também que os valores cobrados pela empresa do primeiro-ministro não destoam dos preços praticados no mercado. Este artigo está a esta hora em manchete no site do Observador, é assinado pelo redator principal Luís Rosa e pelo jornalista João Paulo Godinho. No desporto, a seleção portuguesa entra esta quinta-feira em campo na Dinamarca, na conferência de imprensa de antevisão à partida. O selecionador de Portugal, Roberto Martínez, espera levar um bom resultado para o segundo jogo da eliminatória. O treinador da equipa das Quinas deixa elogios ao selecionador da Dinamarca.

Amanhã precisamos demonstrar o melhor nível, porque Parken Stadium é um ambiente incrível. Gosto muito das ideias do selecionador. Só fez dois jogos, mas conheço muito bem o seu trabalho durante o período no Anderlecht e também o que ele fez no projeto do Brentford. É um selecionador que gosta das suas equipas, de uma pressão alta, de tomar riscos, de jogar olhos nos olhos, e fizeram isso contra a Espanha. Então nós precisamos de estar ao melhor nível.

Já Vitinha confessa que está em boas condições para ser titular.

É sempre bom estar bem individualmente, é sempre bom estar a fazer um bom trabalho e ser reconhecido por isso. Acho que qualquer jogador gosta e quer. E como disse, espero transportar isso para a seleção aqui. Espero ajudar a equipa amanhã, precisamente a ter uma vitória.

Esta partida é a contar para os quartos de final da Liga das Nações. O Dinamarca-Portugal vai contar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. É o ponto final neste noticiário. Voltamos a atualizar a informação às 3h30 da manhã. Até já.