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Tudo o que podia correr mal, correu ainda pior para as equipas portuguesas na Champions. Houve uma lei de Murphy? Não, surgiu apenas a lei natural das coisas: para ganhar na Europa não basta apenas fazer o que é suficiente para uma realidade portuguesa que há muito deixou de ter classe média. Obrigado a vencer em busca dos primeiros pontos, o FC Porto foi dominado pelo PSV, nunca conseguiu soltar-se da intensidade dos neerlandeses com e sem bola e averbou a terceira derrota. Já o Sporting, com um LASK Linz bem mais acessível, perdeu-se em erros próprios que começaram na forma como deixou que se criasse um buraco no meio-campo e desperdiçou pela 18.ª vez uma vantagem na era Rui Borges. Está tudo hipotecado? Também não. Mas a jornada que deveria ter sido para relançar ou consolidar um caminho veio mudar por completo as contas das equipas portuguesas na Champions – e reforçou a necessidade de repensar vários aspetos. |
Em contraponto, esta quinta-feira trouxe as únicas boas notícias para o ranking nacional na UEFA. A jogar no Chipre de novo com algumas mudanças nas opções iniciais, o Benfica mostrou que é nesta fase a melhor equipa nacional, goleou o Omonia e subiu à liderança da Liga Europa, ficando mais perto do objetivo de acabar no top 8 e saltar de forma direta para os oitavos (o Torreense ainda conseguiu dar luta durante uma hora na Hungria mas acabou goleado pelo Ferencváros). Já na Liga Conferência, na estreia do técnico Franclim Carvalho após o despedimento do espanhol Carlos Vicens, o Sp. Braga venceu o Gent na Pedreira e “corrigiu” a derrota inicial em Copenhaga, mantendo as aspirações de apuramento para a fase seguinte. Os triunfos “equilibraram” as contas no ranking mas a vaga extra na Champions tornou-se uma miragem… |
Por cá, depois de uma terceira eliminatória da Taça de Portugal com várias surpresas e a saída de Carlos Carvalhal do Famalicão, segue-se a nona ronda da Primeira Liga, que começa esta sexta-feira no Minho com o V. Guimarães-Marítimo (20h45). O líder FC Porto é o primeiro candidato a entrar em campo, defrontando em Barcelos um Gil Vicente que ganhou o jogo em atraso em Braga e “motivou” a saída de Carlos Vicens do comando dos arsenalistas (sábado, 20h30). No domingo, o Sporting recebe em Alvalade o Ac. Viseu (20h30), ao passo que o Benfica fecha a jornada nos Açores diante de um Santa Clara que ainda não perdeu no Campeonato (segunda-feira, 18h45). Durante a semana chegam os quartos da Taça da Liga: Sporting-Marítimo (terça-feira, 20h15), FC Porto-Ac. Viseu (quarta-feira, 20h30), Sp. Braga-Famalicão (quinta-feira, 18h45) e Benfica-Gil Vicente (quinta-feira, 20h45). A Final Four joga-se no início de janeiro. |
Lá fora, e na antecâmara da cerimónia da Bola de Ouro no London Palladium Theatre em homenagem aos 70 anos do galardão e ao seu primeiro vencedor, Sir Stanley Matthews (segunda-feira, a partir das 20h), há vários pontos de interesse para acompanhar nas principais ligas: o clássico entre Barcelona e Real, depois de mais uma jornada em que a diferença de seis pontos se manteve entre ambos (domingo, 20h); a viagem do Manchester City a Birmingham para defrontar o rejuvenescido Aston Villa (sábado, 12h30); a receção do Manchester United ao Bournemouth depois de novo empate em Leeds e da goleada sofrida em Como para a Champions que fez Bruno Fernandes “explodir” (domingo, 14h); a deslocação do AC Milan a Udine depois da pesada derrota sofrida pela equipa de Ruben Amorim na Liga Europa (domingo, 19h45); a receção do PSG ao Lyon de Paulo Fonseca (segunda-feira, 19h30); e o jogo entre Friburgo e Bayern (domingo, 16h30). |

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As atenções estarão também concentradas este fim de semana em Austin, no Texas, onde Kimi Antonelli tem um primeiro match point para entrar na história – o que vai sempre acontecer – e sagrar-se o campeão mais novo de sempre na Fórmula 1. A conjugação de resultados para esta prova é simples: o italiano tem de ganhar o Grande Prémio dos Estados Unidos (qualificação no sábado às 22h, corrida no domingo às 20h), o companheiro George Russell não pode terminar acima da nona posição e Lewis Hamilton não pode passar do quinto lugar. Ainda assim, agora, no próximo domingo no México ou mais tarde em São Paulo, vai sempre acontecer – e o grande foco passará a ser a luta pelo segundo lugar do Mundial, com Russell (238), Hamilton (229), Max Verstappen (221), Charles Leclerc (215) e Lando Norris (201) ainda na corrida. |
Nos motores mas em duas rodas, o Grande Prémio da Austrália de MotoGP será um duelo importante pelo título no Mundial, com Jorge Martín e Marc Márquez apenas separados por dois pontos a cinco provas do final (incluindo o Grande Prémio de Portugal, a 22 de novembro). A corrida no circuito de Philip Island está marcada para as 3h deste domingo, com a sprint no sábado às 5h. Já o Mundial de Superbike chegou ao fim, com Miguel Oliveira a fechar a passagem por Espanha no top 10 sem conseguir passar do 11.º lugar no ano de estreia pela BMW no campeonato, que concluiu com três pódios (em Portimão), sete top 6 e 14 top. |
E como agora não há fins de semana sem um português a sagrar-se campeão mundial, nota final para os Campeonatos do Mundo de maratonas em canoagem, que estão a decorrer desde quinta-feira na cidade argentina de Gualeguaychu. Portugal está representado por 15 atletas que, antes do adiamento de várias finais devido a uma tempestade, já somaram uma medalha de ouro (Gabriel Fernandes no C1 júnior) e uma de bronze (Maria Sousa no C1 júnior feminino). Fernando Pimenta apurou-se para a final da short race, onde vai defender o título conquistado em 2025, antes de fazer o K2 com José Ramalho no domingo. Já os Mundiais de ciclismo de pista de Xangai fecharam em grande para a Seleção – naquela que foi a melhor presença de sempre na competição, Iúri Leitão sagrou-se campeão mundial de omnium e ganhou a prata no madison com Ivo Oliveira, depois dos bronzes de Maria Martins (scratch) e Miguel Salgueiro (eliminação). No hóquei em patins, Portugal ficou com o bronze entre a vitória histórica da França de Nuno Lopes. |
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Eu, a TV e um comando
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O jogo em palavras
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Pódio
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1
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Potenciou pontos fortes, controlou eventuais fragilidades, teve mais um dia de exceção: ganhou o scratch, foi terceiro no tempo e na eliminação e voou na parte final dos pontos para vencer a prova.
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2
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Portugal encerrou em grande melhor participação de sempre em Mundiais de ciclismo de pista, com Iúri Leitão e Ivo Oliveira a ganharem a medalha de prata na prova de madison apenas atrás da Dinamarca.
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3
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Após o bronze de Tata Martins, e ainda antes da entrada em cena de Iúri Leitão, Carlos Miguel Salgueiro brilhou na corrida por pontos e chegou a uma inédita medalha de bronze nos Mundiais de Xangai.
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O caso
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Seleção Nacional
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Cristiano Ronaldo foi sancionado com um mês de castigo após deixar estágio da Seleção, tendo ainda de pagar uma multa de 255 euros. Apesar disso, não há garantias de que regresso seja já em novembro.
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Terceiro tempo
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