Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Três horas. Mais uma vez, boa noite, meu nome é João Lourenço. Começamos este noticiário com as internas do PS. Neste primeiro dia de eleição, em Lisboa, José Luís Carneiro obteve 94% dos votos. As votações já terminaram nas 11 concelhias da área urbana de Lisboa, onde o candidato único obteve larga aprovação dos militantes. Ao todo, votaram mais de 3 mil socialistas, houve 165 votos em branco e 29 nulos. José Luís Carneiro vota este sábado, pelas 14h, em Baião, na sua terra natal, e tem discurso de eleição previsto para às 20h30, na sede nacional do PS, em Lisboa, no Largo do Rato. Quanto a estas eleições, também esta tarde, Marta Temido acredita que José Luís Carneiro vai ser um secretário-geral capaz de construir soluções consensuais dentro do PS. Marta Temido saúda a candidatura de José Luís Carneiro, a quem deixa elogios, mas pede espaço para uma reflexão interna.

José Luís Carneiro é um homem que eu considero e conheço essas características, como disse, convivemos ainda que durante pouco tempo no governo, profundamente empenhado, trabalhador e capaz de construir soluções de consenso. Penso que essas são características muito importantes e que lhe facilitarão muito a vida dentro do partido e, sobretudo, onde nós precisamos de obter resultados, porque aquilo que o PS precisa de fazer é, naturalmente, uma organização interna, mas sobretudo, é a resposta às populações.

Também Duarte Cordeiro votou nesta tarde de sexta-feira. Admite que o partido precisa de pensar sobre os desafios do futuro. O antigo ministro pede que uma candidatura única não signifique a falta de pluralismo dentro do Partido Socialista.

Para mim, é fundamental a diversidade da opinião na vida interna do partido. Acho que temos que encarar com naturalidade. Acho que isso é um contributo para a valorização e para a riqueza que o Partido Socialista tem. Portanto, a unidade é uma unidade, obviamente, pelo fato de haver uma candidatura única, mas espero que continue a haver bastante diversidade de opinião.

Canções de Duarte Cordeiro, antigo ministro socialista. O PS elege entre esta sexta-feira e sábado o novo secretário-geral, 15 das 21 federações foram esta sexta-feira a votos para escolher o sucessor de Pedro Nuno Santos. Prosseguimos este noticiário com as eleições presidenciais. António Vitorino tentou um acordo com António José Seguro para a corrida a Belém. O Observador apurou junto de várias fontes socialistas que houve investidas do lado do antigo comissário europeu em dois momentos. Primeiro, Vitorino fez de tudo para que avançasse apenas um candidato. Já numa segunda fase, tentou que existisse um entendimento no sentido de, mais próximo da data das eleições, o pior colocado entre os dois pudesse desistir a favor do outro. No entanto, Seguro recusou e quis manter o calendário que tinha na cabeça, sem admitir uma possível desistência. Ao Observador, que sabe que quando o antigo secretário-geral do PS surgiu na corrida a Belém e o cenário de candidaturas múltiplas na área socialista começou a ensombrar o partido, houve uma abordagem direta de Vitorino. A ideia era precisamente convencer António José Seguro a esperar por uma avaliação sobre quem estaria em melhores condições de concorrer à Presidência da República. Este artigo no site Observador é assinado pela jornalista de política Rita Tavares. E nesta temática das presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa diz que todos os dias aparece um novo candidato, mas rejeita pronunciar-se sobre o assunto. Em Ponta Delgada, nos Açores, o chefe de Estado foi questionado sobre os nomes que se perfilam na corrida a Belém. O presidente da República recorda as duas últimas idas às urnas para normalizar o número de candidatos. Sobre os perfis que agora se apresentam para eleições, diz apenas que é neutral.

Não posso comentar as eleições presidenciais. Nenhuma eleições, mas presidenciais não posso.

Há muitos candidatos a candidatos-

Era violar o princípio da neutralidade.

Muitos candidatos que se estão a perfilar.

Não posso, não pode ser. Todos os dias aparecem mais candidatos. Quando eu fui candidato, houve, num caso, nove, no outro caso, 10 candidatos, que eu me recordo. Portanto, agora não sei quantos são, veremos.

Marcelo Rebelo de Sousa, esta sexta-feira, na Ilha de São Miguel, nos Açores, participou na sessão de encerramento do Encontro Internacional de Cidades e Municípios Geminados entre Portugal e os Estados Unidos. Também nesta temática, o histórico socialista Álvaro Beleza considera que Augusto Santos Silva não deve candidatar-se à Presidência da República. À Rádio Observador, Álvaro Beleza antecipa um mau resultado caso o antigo presidente da Assembleia da República se juntar à corrida a Belém.

Quando se trata da Presidência da República, tem que se ver mais além de nós próprios. E eu não gostava de ver um candidato do PS, também ter um resultado que não fosse minimamente digno, tendo em conta o próprio. Quer dizer, e pelo que se vê nas sondagens, ele não tem propriamente grandes resultados.

Álvaro Beleza sublinha que mais um nome da área do PS na corrida a Belém vai criar um problema tanto ao partido como ao próximo secretário-geral, José Luís Carneiro

Eu acho que se aparecer outra candidatura para além do António Guterres, que já tem a esmagadora maioria dos socialistas, dos líderes distritais, concelhios, mas não sendo uma candidatura do partido, que aliás, não pode ser, não deve ser. O que me custa é o Partido Socialista, que viveu uma derrota dura. Acho que isto cria um problema ao líder do Partido Socialista, à direção do Partido Socialista, e mais até do que o António Guterres. E acho que o Partido Socialista nós temos que tratar bem. Nós estamos aqui para sarar as feridas, não é abrir feridas.

Álvaro Moleiros, histórico socialista, ouvido no Explicador desta tarde de sexta-feira da Rádio Observador, no dia em que Augusto Santos Silva, assim é que é, admitiu estar a refletir sobre uma eventual candidatura à Presidência da República. Lá para fora, mais de 35 mil pessoas vão participar este sábado em Budapeste na Marcha do Orgulho LGBT+. Este evento decorre depois da proibição polêmica do governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, apesar dos apelos da União Europeia e organizações. As eurodeputadas portuguesas Ana Catarina Mendes, do PS, e Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, vão estar presentes nas ruas da capital húngara, no âmbito da Comissão Europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises. Orbán insistiu esta sexta-feira sobre as consequências legais da realização da marcha, mas garantiu que a Hungria é um país civilizado e não vai usar a força contra os manifestantes. No desporto, o Benfica joga este sábado contra o Chelsea para os oitavos de final do Mundial de Clubes. Este é um jogo crucial para o futuro do Benfica na competição, que pode dar acesso aos quartos de final. Na antevisão à partida, Bruno Lage garante que a missão é difícil, mas não impossível. O técnico dos encarnados reforça que a equipa fez uma boa preparação para o confronto com os milhões de Londres.

Sabemos que é difícil, mas não é impossível. É um jogo e neste momento temos o conhecimento profundo da forma como o Chelsea joga e uma vez mais sinto que preparamos o jogo muito bem. Por isso, amanhã é a hora do jogo, nós pomos em campo tudo aquilo que são as nossas forças, a nossa comunidade, quer coletiva, quer individual, porque, como disse, sinto a equipa motivada e com uma enorme ambição de seguir em frente na prova.

As palavras de Bruno Lage, que demonstra felicidade pela notícia da renovação de Nico Otamendi até 2026. O capitão das Águias fica mais uma temporada ao serviço do clube da Luz. Para esta partida, o Benfica já pode contar com Álvaro Carreras, um lateral esquerdo espanhol, e também o avançado italiano Andrea Belotti. A partida está marcada para as 21h, hora portuguesa, e terá relato e comentário aqui na sua Rádio Observador. Termino este noticiário com o apuramento de Portugal para a final do Campeonato do Mundo de Andebol de Sub 21. É a primeira vez que a equipa das Quinas está neste patamar da prova mundial. Para isso, teve de vencer nas semifinais as Ilhas Faroé por 38 a 37, depois de prolongamento e do empate no tempo regulamentar. O jogo apenas terminou já no último lance, quando Diogo Rema, guarda-redes do FC do Porto, defendeu um livre de sete metros. Portugal tinha como melhor resultado num Campeonato do Mundo do escalão um terceiro lugar, conseguido em 1995, na Argentina. A final está agendada para o próximo domingo, na Polónia, pelas 18h30 em Lisboa. Termina assim este noticiário das três da manhã. Regresso dentro de meia hora para mais uma síntese informativa. Até lá, aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.