Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com Carlos Pedro. Boa noite. Jornal das Três, na Rádio Observador. O governo espera contar com a Iniciativa Liberal para transformar Portugal. São declarações do ministro dos Assuntos Parlamentares, que esteve presente este sábado em Alcobaça, na 10ª convenção do partido. Mariana Leitão foi eleita presidente, é o quinto nome a assumir o cargo e a primeira mulher. Em declarações aos jornalistas, Carlos Abreu Amorim deixou os parabéns à nova líder partidária e estendeu a mão aos liberais.
Espero, face ao vigor do seu discurso, que ela possa contribuir e estar ao lado do governo nos múltiplos projetos que compõem a nossa vontade de transformar Portugal. Portanto, nós contamos também no governo com os contributos e com o empenho da Iniciativa Liberal, para que o discurso, que agora acabamos de ouvir da recém-eleita presidente da Iniciativa Liberal, possa ter alguma consequência.
Carlos Abreu Amorim, depois de oficialmente eleita a nova presidente da IL. Foi mesmo o tema político deste sábado. Mariana Leitão é a nova presidente da Iniciativa Liberal, recolheu 73% dos votos na 10ª convenção nacional do partido. No discurso de encerramento, Mariana Leitão colou a AD ao PS, diz que Luís Montenegro tem de decidir se quer ser António Costa. João Gama.
Uma iniciativa liberal com uma verdadeira alternativa política e com um caderno de encargos bem definido. O primeiro recado de Mariana Leitão foi para dentro.
Esta convenção marca o início de uma nova etapa, uma etapa em que deixamos as nossas disputas internas e viramos toda a nossa força para fora, porque os nossos adversários não estão aqui, estão no regime instalado.
Depois de um breve agradecimento a Rui Rocha, a nova líder da Iniciativa Liberal reforça a oposição ao governo e deixa uma pergunta ao primeiro-ministro.
Subsídios, cheques disto e daquilo, promessas vagas de investimento público, tudo menos reformas estruturais, tudo menos coragem política. Isto trata-se de uma cópia do modelo que já era seguido por António Costa e chegou a hora de Luís Montenegro decidir se quer ser António Costa.
A Iniciativa Liberal diz que tem o reformismo que falta ao Executivo, pergunta pela prometida reforma do Estado, promete soluções para habitação e para a saúde, mas primeiro, a lei laboral.
As leis laborais continuam rígidas, antiquadas e desenhadas para proteger um modelo de emprego que já não corresponde à realidade. Esta rigidez não protege os trabalhadores, pelo contrário, condena-os à estagnação, ao desemprego ou à precariedade disfarçada.
A receita é a mesma: menos Estado, mais liberdade individual. Os liberais querem liderar uma alternativa e avisam que, sem resposta, quem cresce são os extremos.
Este é o nosso tempo. A Iniciativa Liberal está viva, está preparada, está unida e está pronta para liderar. Viva a liberdade, viva a Iniciativa Liberal, viva Portugal. Muito obrigada a todos!
As primeiras palavras de Mariana Leitão enquanto presidente da Iniciativa Liberal, já quanto à corrida a Belém, que pode ter um novo candidato no horizonte, João Cotrim Figueiredo, Mariana Leitão não dedicou uma única palavra.
Liberal! O jornalista João Gama, que acompanhou esta 10ª convenção da Iniciativa Liberal. Mariana Leitão foi eleita presidente do partido, promete agora um partido mais radical e irreverente. Nesta convenção, ficou-se a saber que João Cotrim Figueiredo está a ponderar uma candidatura à Presidência da República. O anúncio feito é em primeira mão em entrevista à Rádio Observador. O eurodeputado ouviu gritos de "Avanço para Belém" a partir da plateia e respondeu ao mote lançado pelas centenas de militantes presentes em Alcobaça. João Costa Campos.
João Cotrim Figueiredo lançou diante da 10ª convenção da Iniciativa Liberal, um desabafo sobre o leque de candidatos a Belém.
O presidente da República não pode ser apenas o árbitro do sistema ou o guardião da Constituição. Candidato assim, ainda não vi. Ainda não vi, mas faz falta.
Na plateia, são vários os membros que incentivam de viva voz o antigo presidente da IL a entrar na corrida à Presidência da República. Já fora do palco, em declarações ao Observador, reforça as críticas aos já conhecidos candidatos a Belém.
Aquilo que eu disse dali do púlpito é o essencial. Acho que não inspiram, de facto, as pessoas, não entusiasmam, não estou a ver a juventude aderir a nenhuma daquelas figuras.
Ao primeiro teste, resiste.
Não tenho uma decisão tomada. Mais uma vez, se tivesse, tinha dito aqui.
À segunda vez, confirma João Cotrim Figueiredo, está mesmo a ponderar uma candidatura à Presidência da República.
Estou a ponderar, isso posso dizer agora. Por quê? Coisa que aqui há três ou quatro meses talvez não tivesse. Porque à medida que o tempo passa e os candidatos já assumidos e os potenciais se perfilam, eu fico cada vez mais desconsolado e suspeito que não seja o único.
O eurodeputado confirma que já expressou esta eventual disponibilidade a Mariana Leitão e que está nesta altura a refletir sobre se avança ou não.
É uma decisão pessoalmente arriscada, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista financeiro, até, como vocês sabem. Os candidatos são responsáveis pelas despesas das suas próprias campanhas e é algo que eu pretendo gerir com a maior das cautelas e prudências, evidentemente.
A avançar, João Cotrim Figueiredo garante que não vai abandonar o cargo de eurodeputado e que quer uma candidatura afastada da máquina partidária.
Eu não gostaria que esta fosse, se vier a assumir essa candidatura, uma coisa demasiado partidária.
A confirmação estará para breve. É pelo menos o que diz João Cotrim Figueiredo, que não esconde interesse em concorrer a Belém.
O jornalista João Costa Campos, um dos jornalistas que acompanhou a 10ª convenção da IL em Alcobaça. Na análise a esta reunião magna dos liberais, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, acredita que é difícil travar a candidatura de João Cotrim Figueiredo e que assim o antigo líder do partido acabou por roubar o protagonismo à Mariana Leitão.
Eu não vejo que esta candidatura possa já parar. João Cotrim Figueiredo parece que já tem tudo, mesmo nas pequenas nuances, na entrevista que dá ao Observador, quando diz: "Sim, eu não vou abdicar de ser eurodeputado. Já há outras experiências de eurodeputados que foram candidatos presidenciais". Acho que referindo-se a João Ferreira. Eu creio que já ninguém para esta candidatura de João Cotrim Figueiredo, porque ainda hoje eu quase que aposto que as peças televisivas, os artigos dos jornais, nós aqui neste espaço, não estaríamos a falar de João Cotrim Figueiredo se ele não tivesse pré-anunciado uma pré-candidatura. Se isso atrapalhou a líder, sem dúvida.
Análise de Rui Pedro Antunes à 10ª convenção da Iniciativa Liberal. A reunião magna aconteceu este sábado em Alcobaça, acabou com a eleição de Mariana Leitão como presidente do partido e com o anúncio de um possível candidato presidencial, João Cotrim Figueiredo. Mudamos de tema. O Ministro dos Negócios Estrangeiros diz que é descabido pensar que Portugal recusou incluir o tema da fome em Gaza numa declaração da CPLP. Paulo Rangel esteve este sábado em entrevista na Sic Notícias. O ministro esclarece que esta não se tratava de uma declaração da CPLP, mas sim de um outro conselho que não se refere aos conflitos na Faixa de Gaza. Por isso, deixa críticas ao trabalho jornalístico que revelou este tema, que acabou em polémica.
Esta notícia é totalmente descabida, não tem qualquer sentido. Isto é de quem não conhece e não fez o trabalho jornalístico bem feito para ao menos conhecer os mecanismos da CPLP. Porque, em primeiro lugar, não estamos a falar da declaração da CPLP, é de uma declaração de um conselho de segurança alimentar e nutricional que não se refere nem se deve referir aos conflitos. Portanto, é uma coisa marginal, é à margem da cimeira. Os conflitos são tratados na declaração final fundamental, na primeira declaração. Não é nas declarações setoriais de setores, porque se nós queremos condenar algo relativamente ao conflito israelo-palestiniano, é no setor dos conflitos que temos que o fazer.
De acordo com o jornal Público, a referência a que o governo se opôs tinha sido proposta pela sociedade civil, condenava ainda todas as formas de violência que punham em causa o direito humano à alimentação, com referência direta à situação na Faixa de Gaza, em particular das crianças palestinianas. PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda questionaram este sábado o governo sobre o assunto. Os partidos à esquerda consideram a posição do Executivo injustificável. Na saúde, os trabalhadores do INEM criticam o governo por falta de verbas para pagar os bombeiros. A Comissão de Trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica alertou este sábado que o instituto não pode ser uma arma de arremesso político por causa deste problema. Em comunicado, os trabalhadores dizem que os bombeiros estão a aguardar o pagamento que lhes é devido, sem que o governo tenha dado qualquer resposta até ao momento. Entretanto, a Liga dos Bombeiros ameaça suspender durante um dia o uso das ambulâncias do INEM, se as dívidas não forem pagas até quarta-feira. A deliberação foi este sábado aprovada por unanimidade na reunião do Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses. O presidente do organismo, António Nunes, diz que houve um acordo entre os Ministérios da Saúde e das Finanças para o pagamento do serviço, mas aponta que isso ainda não aconteceu e está a criar dificuldades.
O Ministério da Saúde, em particular o INEM, está com atrasos na liquidação dos serviços efetuados pelos corpos dos bombeiros no âmbito da emergência pré-hospitalar. Isso está a criar muitas dificuldades aos bombeiros, às associações humanitárias e apesar de haver intenções por parte do INEM de fazer esses pagamentos, isso não tem acontecido. O que leva a que o mês de maio não esteja a ser ainda pago.
António Nunes diz que não há data previsível para os pagamentos, por isso o socorro vai ser prestado com as ambulâncias dos bombeiros e não com as do INEM. Na atualidade internacional, o presidente do Brasil, Lula da Silva, critica as sanções arbitrárias dos Estados Unidos ao Supremo Tribunal. O líder brasileiro reagiu este sábado ao anúncio de Washington, que cancelou vistos de magistrados brasileiros e continua a pressionar pelo fim do processo judicial de Jair Bolsonaro. Um anúncio que partiu do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e que provocou indignação em Brasília, com Lula da Silva a classificar a ação como uma medida arbitrária. O governo de Trump insiste que o anterior presidente do Brasil está a ser alvo de uma caça às bruxas. Bolsonaro, recordo, está acusado de tentativa de golpe de Estado. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à Rádio Observador com a síntese das 15h30. Até já.