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Horas. Lourenço.

Boa noite. Vamos voltar a referir estes resultados das eleições autárquicas. Começamos por Lisboa, com a votação reforçada. Carlos Moedas acredita que agora tem todas as condições para poder governar, apesar de ter ficado a um vereador da maioria absoluta. Carlos Moedas acredita que agora tem melhores condições de governabilidade. No discurso de vitória, já madrugada adentro, o reeleito presidente da autarquia lisboeta avisa a oposição que é preciso responsabilidade para evitar problemas de governação e reclama vitória com o aumento dos votos. Miguel Viterbo Dias.

Esperou praticamente até o fim da contagem de votos e ficou a um vereador da maioria absoluta. Contas feitas, Carlos Moedas conseguiu uma votação mais expressiva e por isso canta vitória.

Os resultados destas eleições foram claros. Tivemos mais de 30 mil votos do que da última vez. É esse o resultado dessa eleição. Ganhámos as eleições, reforçámos a nossa votação e os lisboetas, no fundo, disseram com clareza que querem mais Moedas.

Apesar de não ter conseguido a maioria absoluta, o reeleito presidente entende que o vereador, que acrescentou ao Executivo, é suficiente para conseguir cumprir mais medidas do programa eleitoral.

Por razões de governabilidade, não conseguimos fazer tudo no primeiro mandato. Agora, sim, vamos conseguir.

E por isso deixa também um aviso à oposição para que não crie instabilidade. Isto porque Lisboa entendeu reforçar a votação.

Os lisboetas com esta votação foram claros: não querem instabilidade. Não foi nisso que votaram. Os lisboetas querem estabilidade na pluralidade desta cidade e que é esta cidade. E essa estabilidade exige muito de nós, exige um esforço adicional de todos nós, um esforço de diálogo, de compromisso, de moderação.

E mesmo sem maioria, Carlos Moedas afasta a possibilidade de distribuir responsabilidades para outros partidos, excluindo, desde logo, o Chega.

Não há aqui negociação com ninguém, há uma mesa com 17 vereadores. Esses vereadores estão lá sentados e eu tenho que dirigir essas reuniões e tenho que encontrar soluções à volta dessa mesa. É aquilo que vai ser feito. Agora, eu não tenho nenhuma coligação com o Chega, nem nunca vou ter, nem nunca tive.

Carlos Moedas ao som de "One More Time", na renovação do mandato para mais quatro anos à frente dos destinos de Lisboa.

Miguel Viterbo Dias com alguns dos destaques do discurso de vitória de Carlos Moedas, o candidato da coligação liderada pelo PSD, que conseguiu eleger oito vereadores, mais um do que há quatro anos, mas ainda insuficiente para garantir a maioria absoluta no Executivo Municipal, que vai ter ainda seis vereadores do PS, dois da CDU e também um do Chega. Já Alexandra Leitão não culpa a CDU pela derrota na corrida para a Câmara de Lisboa. A socialista promete vigiar a governação de Carlos Moedas como vereadora e não se arrepende de ter liderado uma frente de esquerda. A socialista promete vigiar então esta governação. Foi assim que a candidata da coligação Viver Lisboa reconheceu a derrota esta noite no Fórum Lisboa. Alexandra Leitão assume a responsabilidade da derrota, mas deixa avisos para Carlos Moedas. João Gama.

Transmitir ao engenheiro Carlos Moedas os parabéns e desejar-lhe bons votos.

É uma derrota com cara, e essa cara é a de Alexandra Leitão.

A única responsável pela derrota da coligação que encabeço sou eu própria. E, portanto, isso que fique claro.

A candidata da coligação Viver Lisboa assume a responsabilidade e reconhece que o resultado em Lisboa ficou aquém das expectativas e, por isso, dá os parabéns a Carlos Moedas, mas deixa também avisos.

Em democracia, a oposição tem uma legitimidade e, sobretudo, um dever que o obriga a ser rigoroso, vigilante e propositivo. E eu não abdicarei de nada disso, caso a caso.

O que não tem a candidata socialista são arrependimentos.

De uma convergência que não me arrependo por um segundo de ter feito.

Frente de esquerda que incluiu o PS, o Livre, o PAN e o Bloco de Esquerda, mas não o PCP.

As convergências, quanto mais amplas, melhor, mas estamos aqui e estamos muito satisfeitos com o caminho feito.

Ao lado de Mariana Mortágua e Rui Tavares, mas não de José Luís Carneiro, Alexandra Leitão evitou falar sobre o futuro. Deixou apenas uma certeza: passa por Lisboa.

A primeira é de que assumirei a vereação na oposição. E a segunda é que o farei com toda a minha capacidade, vontade e rigor. Quanto ao mais, não tenho mais nada a acrescentar nessa matéria.

Promete uma oposição rigorosa e firme ao vencedor da noite, Carlos Moedas, e avisa que o programa com que veio às eleições é mesmo para cumprir. João Gama, com o resumo da noite eleitoral no Fórum Lisboa, da candidata socialista Alexandra Leitão. A candidata do PS vai continuar na Câmara Municipal de Lisboa a liderar a oposição a Carlos Moedas. Contas feitas na capital, a candidatura de Carlos Moedas soma assim oito vereadores, o PS fica com seis, a CDU fica com dois vereadores e, por fim, o Chega com um. Rumamos ao norte do país. Vamos ao Porto. Pedro Duarte passou de ministro a candidato e consegue sagrar-se mesmo como presidente da Câmara Municipal do Porto. Congratula-se com a estratégia que o faz ser o sucessor de Rui Moreira.

Rejeitamos ir atrás de ondas que basicamente nos tentavam manipular e induzir num determinado sentido. Nós estivemos sempre próximos das pessoas a olhar para o interesse dos portuenses

Acima de qualquer outro objetivo. Foi, portanto, uma campanha arriscada, mas conseguimos.

Pedro Duarte quer governar sem acordos e conta com o sentido democrático da oposição. O derrotado, Manuel Pizarro, do PS, admite a desilusão. O socialista reconhece que estes resultados não eram o que esperava, mas destaca o aumento da presença na variação da autarquia.

Passamos de três para seis vereadores, que são, aliás, o mesmo número de vereadores da força política da coligação que venceu as eleições, e cá estaremos para assumir as nossas responsabilidades. O resultado eleitoral é, evidentemente, uma desilusão para todos nós, que nos tínhamos unido neste projeto com a confiança de uma vitória que almejávamos ter e que entendíamos que era muito importante para o Porto. Mas cá estamos para trabalhar pelo Porto na posição que os cidadãos do Porto nos indicaram.

Manuel Pizarro, que fez tudo o que pôde para vencer estas eleições, que não foi suficiente, e aceita a escolha dos eleitores do Porto. Diz ainda que já ligou a Pedro Duarte a felicitá-lo pela vitória na Câmara da Invicta. Vamos agora às reações dos líderes nacionais. O PSD venceu, como já foi referido, as eleições autárquicas. Conquistou não só as duas principais Câmaras do país, Porto e Lisboa, mas também contou com vitórias em Sintra, em Cascais e também em Vila Nova de Gaia. Luís Montenegro canta vitória e destaca que o PSD é oficialmente o maior partido em Portugal.

E é com profunda satisfação que, como presidente do PSD, posso hoje constatar que voltamos a ser o maior partido português no poder local. Somos o maior partido português no poder regional e somos também o maior partido português na Assembleia da República.

A direção do PS promete também respeitar a autonomia do poder local no que toca a escolhas de parceiros para garantir a governabilidade das autarquias.

Sobre a governabilidade dos municípios, aquilo que é o nosso princípio é o respeito da autonomia do poder local em toda a sua expressão, em cada concelho, em cada município, como de resto, em cada junta de freguesia.

Palavras do primeiro-ministro. A realçar também que o PSD obteve um resultado histórico nos cinco maiores concelhos do país. Vamos ao PS, até porque apesar dos socialistas terem perdido o Porto e também Lisboa, José Luís Carneiro mostrou-se aliviado com os resultados globais do Partido Socialista. Diz que fica taco a taco com a AD no número de presidências de Câmara. E isso tem um significado.

O Partido Socialista voltou como grande partido da alternativa política ao governo. Para aqueles que entendiam que o Partido Socialista estava numa perda definitiva de representatividade na sociedade portuguesa, o PS mostrou vitalidade e voltou, e os portugueses voltaram a confiar no Partido Socialista.

José Luís Carneiro diz que depois da hecatombe das legislativas de maio, o PS mostrou que é um partido em que se pode confiar. Por último, André Ventura pôs a fasquia alta, embora o Chega tenha eleito pela primeira vez presidentes da Câmara, até agora três autarquias: São Vicente na Ilha da Madeira, o Entroncamento e também Albufeira. O líder assume que não atingiu os resultados que queria, mas olha para o copo meio cheio. Agora tem voz autárquica.

Esta Câmara do Entroncamento, por um lado, porque muitos dos problemas que nós temos falado expressam-se aqui, não só na imigração, como na questão da subsidiodependência, como na questão das minorias. E eu acho que hoje a população do Entroncamento, nas Câmaras, nas Juntas, deu um sinal que quer mudar. E estou aqui ao lado do novo presidente da Câmara do Entroncamento do Chega. E isso é um momento histórico para o partido, é um momento histórico que o partido se tem que orgulhar.

Ouvimos agora André Ventura numa visita ao Entroncamento, já esta madrugada, a defender que a região deu um sinal que quer mudar. O presidente do Chega, que visitou uma das autarquias conquistadas nestas eleições autárquicas. Agora sim, André Ventura, dizer que vê o copo meio cheio, que agora o partido tem voz autárquica.

O Chega venceu também hoje as suas primeiras Câmaras Municipais na história do partido. É importante dizer isto: o Chega mais que quadruplica o resultado de 2021 das eleições autárquicas. Esta não era, no entanto, a vitória e a amplitude da vitória que queria.

O balanço de André Ventura em mais umas eleições autárquicas e como acontece nestes atos eleitorais, houve algumas surpresas. Vanessa Cruz.

O PS conquista pela primeira vez a Câmara de Viseu. João Azevedo rouba a liderança do município ao histórico autarca da cidade, Fernando Ruas. Quebram-se 36 anos de PSD no poder. Exatamente a mesma herança que termina agora do outro lado da moeda, em Guimarães, Câmara conquistada por PSD-CDS aos socialistas. Mas há mais destaques. A vitória histórica do PS em Bragança, reconquista Coimbra, ganha Faro e consegue, em Évora, tirar a autarquia à CDU. Ainda no Alentejo, o PSD conquista Beja ao PS, o Chega ganhou em Albufeira, acaba com o domínio do PSD no concelho e o fenômeno Entroncamento, como o líder André Ventura previa, também se verifica. A primeira Câmara para o Chega foi mesmo a autarquia de São Vicente, na Madeira, e da ilha, outra surpresa. Paulo Cafôfo demite-se da liderança do PS Madeira. Os socialistas perdem um dos três municípios que ainda tinham. Cafôfo vai convocar eleições internas e está fora. Não se recandidata. A renhida Sintra acaba nas mãos do PSD com Marco Almeida. Em Setúbal, a antiga autarca do PCP, Maria das Dores Meira, reconquista a Câmara agora como independente, apoiada pelo outro espectro, PSD e CDS, e faz a CDU derrapar para quarto lugar. Não é surpresa, porque as sondagens já indicavam, mas o antigo líder social-democrata Luís Filipe Menezes regressa 12 anos depois à Câmara de Gaia. Santana Lopes e Isaltino Morais, de pedra e cal, com maiorias absolutas, um na Figueira da Foz, o outro em Oeiras.

Vanessa Cruz, com alguns destaques desta noite eleitoral. Ponto final neste noticiário das 3 horas. Regresso dentro de 15 minutos para síntese informativa. Aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.