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São 3 horas.
Boa noite, eu sou o Miguel Pina Andrade. Está na hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos com a atualidade internacional. O acordo final entre Irão e os Estados Unidos ainda está longe. É o que afirma o principal negociador iraniano em entrevista à televisão estatal este sábado. Mohammad Bagher Ghalibaf diz que em alguns pontos já se chegaram a conclusões, mas há outros em que as duas partes ainda estão longe de um acordo final. Isto depois de o Irão ter anunciado, este sábado, que iria fechar novamente o estreito de Ormuz, invoca repetidas quebras de confiança, já que os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval aos portos iranianos. Antes disso, o Irão fez pressão pra que os navios pagassem uma taxa pra passar pelo estreito em segurança, uma medida que complicou as negociações com os Estados Unidos. Ora, Ghalibaf enquadra esta situação no estreito de Ormuz como uma vitória estratégica para Teerão. O Hezbollah promete retaliar contra os ataques israelitas no Líbano. O líder do grupo xiita falou hoje pela primeira vez desde que o cessar-fogo entrou em vigor na região. Num comunicado lido na televisão, Naim Kassem garante que os militares do Hezbollah estão prontos a responder a quaisquer violações ao acordo e reforça que uma trégua não pode ser unilateral. Este sábado, Israel anunciou a eliminação de uma célula terrorista que operava perto das tropas israelitas e também a demarcação de uma linha amarela no sul do Líbano, à semelhança do que foi feito em Gaza. Já por Israel, centenas de pessoas manifestaram-se este sábado contra o governo. Exigem responsabilização pela condução da guerra. Em Portugal, o governo promete encontrar nos próximos dias uma solução pra as dívidas do INEM aos bombeiros. É a primeira reação política à rescisão do acordo com o Instituto Nacional de Emergência Médica por parte da Liga dos Bombeiros Portugueses. À Rádio Observador, o presidente do organismo, António Nunes, admite tratar-se de uma decisão irrevogável. Ora, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, rejeita uma rutura entre as duas entidades e deixa uma palavra de conforto aos portugueses: o socorro não está em causa.
Não há rutura. Eu estive a falar com a minha colega da Ação Cooperativa da Saúde, dizer que os bombeiros são absolutamente insubstituíveis. Quer dizer, uma palavra de grande conforto aos portugueses, que não vai deixar de haver socorro, e nós, o governo, nos próximos dias resolverá, encontrará uma solução pra resolver a questão colocada pela Liga dos Bombeiros Portugueses.
Esta tarde, em comunicado, o INEM reagiu à renúncia do acordo com os bombeiros por sucessivos incumprimentos. O Instituto de Emergência Médica justifica os atrasos nos pagamentos com a falta de orçamento, uma situação que Luís Neves considera inadmissível.
O que eu quero dizer, e já transmiti em nome do governo, é que nós iremos falar no curto espaço de tempo possível pra resolver essa questão. Não é admissível, de facto, encontrar-se aqui dívidas que estão e que põem em causa a sustentabilidade das corporações e das ações humanitárias.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, sobre as dívidas do INEM aos bombeiros. De acordo com a Liga, o valor ronda os 20 milhões de euros. O Presidente da República vai receber na próxima quarta-feira os parceiros sociais pra discutir as alterações pretendidas pelo governo, um dia antes do Secretariado Nacional da UGT votar a mais recente proposta do Executivo de Montenegro. A nota de agenda foi divulgada este sábado no site da Presidência da República. A CGTP, que foi excluída das negociações pelo governo, vai ser recebida em Belém. Acontece logo após este encontro a primeira visita oficial de seguro ao estrangeiro, neste caso, à vizinha Espanha. Trata-se de uma promessa cumprida, já que o presidente admitiu chamar os parceiros sociais depois de fechada a fase de negociações com o governo. Prometeu também, recorde-se, vetar a proposta caso não saísse qualquer acordo da concertação social. Primeiro, ouve esta quarta-feira os parceiros sociais. E ainda sobre a lei laboral, as alterações podem mesmo voltar a ser rejeitadas na reunião do Secretariado Nacional da UGT. Foi, pelo menos, o que admitiu na tarde de sábado o secretário-geral adjunto Sérgio Monte, no âmbito de um debate organizado pela Associação Causa Pública, que contou também com a presença da CGTP. Primeiro, Tiago Oliveira disse esperar que a União Geral de Trabalhadores não assine o acordo sobre as alterações da lei laboral. Na resposta, Sérgio Monte diz que os membros do Secretariado Nacional concordam com a grande maioria dos portugueses, rejeitam a proposta do Executivo. Caso não haja acordo, o governo já ameaçou enviar ao Parlamento o anteprojeto inicial enriquecido com contributos. E o porta-voz do LIVRE, Rui Tavares, acusa a direita de querer apressar a aprovação de várias propostas, incluindo esta do pacote laboral. Tudo por receio a um ricochete da opinião pública, diz Rui Tavares, que acusa a direita parlamentar de estar diante do sentido social.
Eu creio que a direita, neste momento, sente alguma estar com o rei na barriga, com a ilusão de que pode fazer tudo. Outra percebe que o tempo até que haja um ricochete da opinião pública em relação às atitudes da direita nos últimos tempos é curto e, portanto, tem que avançar com o máximo das suas propostas antes que percam definitivamente a opinião pública. Também, de certa forma, as sondagens começam a refletir isso e no próximo ano vamos vê-las a refletir isso cada vez mais.
O porta-voz do LIVRE, Rui Tavares, que acusa ainda o governo e os partidos que o apoiam de viver no passado. O ministro da Economia afirma que Portugal precisa de mais do que apenas crescimento econômico pra abordar os próximos anos. Manuel Castro Almeida diz que o desafio da economia portuguesa não é apenas crescer, mas sim conseguir crescer com resiliência, produtividade e capacidade de resposta. É a garantia do ministro durante um congresso da Ordem dos Economistas em Lisboa este sábado. Manuel Castro Almeida não quis falar aos jornalistas à saída, mas durante a intervenção sublinhou o enorme impacto do mau tempo registado em janeiro e fevereiro na economia portuguesa e fez o balanço da ação do Executivo.
Após a tempestade Kristen, o governo aprovou um pacote de medidas de 3,5 mil milhões de euros
Entretanto, submeteu à Comissão Europeia o pedido de apoio ao Fundo de Solidariedade da União Europeia, reportando prejuízos superiores a 5,3 mil milhões de euros. O apoio esperado ronda os 250 a 260 milhões de euros, com execução no prazo previsto de um ano. E foi igualmente assumido o compromisso de concluir até 30 de junho os processos de apoio às habitações afetadas. Isto é o que se exige do Estado: rapidez, coordenação, responsabilidade e capacidade de execução.
O ministro revela ainda que o Executivo tem um plano delineado para os próximos meses. Portugal pretende mobilizar fundos europeus, reforçar o investimento público e incentivar o investimento privado e também apostar na internacionalização. Ainda assim, Castro Almeida reconhece que há um cenário de imprevisibilidade no mundo e que as crises estruturais são mais recorrentes. O líder parlamentar do PSD diz que quem saiu do partido para o Chega, fê-lo porque não teve espaço nos sociais-democratas por falta de qualidade. São acusações de Hugo Soares em Cabo Verde. O líder parlamentar e secretário-geral do PSD diz que não conhece nenhum caso em que quisesse o regresso de quem saiu. Fala em pessoas que demonstraram falta de caráter e de qualidade. Como tal, diz Hugo Soares que quem saiu não deixou saudades.
Eu não conheço um dirigente ou militante do PSD que tenha saído para o Chega e que eu quisesse que ele voltasse para o PSD. Era sempre gente que nunca teve espaço por falta de qualidade, por falta de capacidade, muitas vezes por falta de caráter, porque atenção, nós nos nossos partidos também os temos menos bons. É assim mesmo, é verdade. Há de tudo. Nós representamos partidos que representam a sociedade, e nas sociedades e nas comunidades há de tudo.
Palavras de Hugo Soares em Cabo Verde este sábado, onde foi um dos oradores convidados da Conferência Internacional Democracia em África. O líder parlamentar do PSD diz ainda que o populismo só se combate governando bem e tendo coragem. Ainda há tempo para o desporto. Vamos até aos playoffs da Liga de Basquetebol Norte-Americana. Los Angeles Lakers e Houston Rockets jogam a esta hora na eliminatória entre o quarto e o quinto lugar da Conferência Oeste. A equipa da Califórnia, liderada por LeBron James, ficou em quarto na época regular. Por isso, os dois primeiros jogos da série são em LA. Já os Houston Rockets de Kevin Duran recebem o jogo três e quatro no Texas. No início do terceiro quarto, os Rockets vencem os Lakers por 51 a 50. Nos outros jogos da noite, na Conferência Este, os Cleveland Cavaliers venceram os Toronto Raptors e os New York Knicks bateram os Atlanta Hawks em Nova Iorque. No outro jogo da Conferência Oeste, entre o terceiro lugar, Denver Nuggets, e o sexto, Minnesota Timberwolves, a equipa de Denver venceu por 116 a 105. Os Boston Celtics do português de Mia Queta só jogam este domingo. No futebol, em Espanha, o português Gonçalo Guedes venceu a Taça do Rei ao serviço do Real Sociedad, no Estádio La Cartuja, em Sevilha, onde o Sporting de Braga, a meio da semana, viveu uma noite memorável. Agora foi outro português. Guedes jogou 78 minutos, fez a assistência para o primeiro golo no jogo que terminou empatado a duas bolas no final dos 120 minutos, por isso teve de ser decidido nas grandes penalidades e aí a equipa basca venceu por 4x3. É a terceira vez que o Real Sociedad conquista a Taça de Espanha. O Atlético não vence a prova desde 2013. É o ponto final neste jornal das 3:00 a.m. A informação está de regresso às 3:30 a.m. Até já.