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As notícias com Maria Miguel Marques.
Passaram duas horas desde o aviso da PSP, aliás, da hora limite para os manifestantes pela habitação do Movimento Acampada retirarem as tendas da Praça do Rossio, em Lisboa, e da Praça Dom João I, do Porto. Foi o mesmo tempo que levou à intervenção policial há exatamente uma semana. Após os avisos da polícia, a decisão dos manifestantes mantém-se. As tendas são para ficar, e são ainda dezenas de tendas e centenas de pessoas que ocupam as praças da capital e da Invicta. Esta ação sucede a manifestações que reuniram milhares no Porto e em Lisboa este sábado. Em Lisboa, a PSP acaba de se reunir com dois membros do Mecanismo Nacional de Prevenção da Provedoria de Justiça e também seis deputados. São eles Isabel Mendes Lopes, Jorge Pinto e Paulo Muacho, do Livre, Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, e os socialistas Pedro Alves e Eva Cruzeiro. Na Praça do Rossio está o repórter David Bileu. David, se passadas duas horas a PSP já intervinha na semana passada, neste momento concretiza-se a promessa de privilegiar o diálogo?
Sim, Maria, neste momento parece que essa promessa se concretiza, porque de fato a Polícia de Segurança Pública ainda não deu sinais de que vai fazer uma intervenção brevemente. Os manifestantes mantêm-se aqui na Praça do Rossio e, de fato, como dizias, agora agentes da PSP estiveram ali a falar com membros da Provedoria da Justiça, que está aqui para fiscalizar a atuação das forças de segurança, e também com seis deputados, dois do PS, Pedro Alves e Eva Cruzeiro, Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes, do Livre, e Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, estiveram ali à conversa. E depois Pedro Alves, inclusivamente, falou um pouco aos jornalistas para dizer que não há nada neste protesto, que hoje decorre, para justificar uma intervenção policial. A verdade é que este movimento, Acampada Lisboa, decidiu, após um plenário de delegados, que ia permanecer, ia pernoitar aqui na Praça do Rossio com as tendas montadas e, portanto, ouvimos também aqui um dos porta-vozes deste movimento, Acampada Lisboa, que diz que não espera que a intervenção da PSP no dia de hoje seja mais amigável do que a que foi no último sábado, mas que o movimento tem de estar preparado.
Não estamos de todo à espera que as coisas sejam mais amigáveis. Temos que estar prevenidos para qualquer eventual situação, mas a questão é que estamos aqui de forma pacífica e essa será sempre a nossa posição. Nós não vamos ir para cima da polícia, nós não vamos atacar a polícia, nós vamos resistir para proteger o nosso espaço, a nossa acampada, que é assim que definimos, que é o nosso espaço de resistência simbólico, que simboliza o nosso protesto pelo direito à habitação.
Aqui o testemunho de um dos porta-vozes deste movimento, Acampada Lisboa. De fato, a PSP tem, por enquanto, privilegiado a via do diálogo, tanto com os manifestantes e com a equipa delegada dos manifestantes, e também com a Provedoria de Justiça e com os membros dos partidos políticos. Mas a questão é: até quando a PSP vai continuar por esta via, Maria?
A reportagem do David Bileu, a partir da Praça do Rossio, dá conta de que continua o impasse entre os manifestantes e a PSP, mas desta vez a PSP privilegia a via do diálogo. No Porto, os manifestantes da Acampada também não arredam pé. É na Praça Dom João I que está o repórter Miguel Pinheiro Correia. E Miguel, a verdade é que ainda não ouvimos os três avisos da PSP que antecederam a intervenção da semana passada e, por isso, não sabemos se esse cenário se vai voltar a repetir hoje.
E não parece, Maria, pela mobilização da polícia, que esse aviso acontecerá muito cedo. E para comparar com esses avisos que surgiram na semana passada, importa explicar que neste momento a polícia está estacionada, estão vários carros. Mesmo os agentes que estavam mais perto da praça foram recuando, não estão tão presentes, não são visíveis muitos agentes de onde me encontro. Ou seja, continuam por aqui, mas estão ou recolhidos novamente nos carros ou mais afastados. E na semana passada, quando foi feito esse primeiro, esse segundo e esse terceiro aviso, a polícia já estava dentro da praça, formava aqui uma fila em frente ao cordão humano dos manifestantes. E hoje verifica-se novamente esse cordão humano, mas que, tendo passado já mais de duas horas desde que houve esse primeiro diálogo entre polícia e manifestantes, nota-se aqui algum cansaço, eventualmente alguma desmobilização, porque os manifestantes inicialmente estiveram a formar um círculo, um cordão humano, aliás, e estiveram de pé. Entretanto, foram se sentando, voltaram se a levantar com avisos de que poderia haver uma carga policial, que não aconteceu e, como eu dizia, não há expectativa de que num futuro próximo, atendendo a essa mobilização da polícia, esse posicionamento tático aqui na Praça Dom João I, não é expectável que aconteça tão cedo. E, por isso, os manifestantes voltaram a sentar-se e estão neste momento em conversa e nota-se mesmo no ambiente. Há pouco, quando falávamos com pessoas e mesmo nas conversas, notava-se alguma ansiedade com essa eventual carga da polícia, mas agora o ambiente é mais parecido com aquele que temos visto, por exemplo Durante a tarde, com convívio, não há música, é certo, há algum diálogo entre os manifestantes, vão se sentando na zona onde formarão depois esse cordão humano, mas para já estão expectantes, mas não ansiosos como se notava há pouco. Estão à espera de ver o que resultará, sendo que já houve esse diálogo entre polícia e manifestantes. Os manifestantes disseram que não iam retirar as tendas, que por aqui continuam e agora, estando os manifestantes sentados também, são visíveis essas dezenas de tendas que continuam montadas, havendo também essa expectativa de perceber como atuará a polícia, se atuará. E porque, recordando aquilo que eu estava a dizer há pouco, estão poucos polícias na praça, mas sabemos que estão dezenas de carros da polícia, carrinhas até, estacionadas nas proximidades, uma perto da estação do metrô da Trindade e por isso também prontas a serem mobilizadas para aqui, para a Praça Dom João I, caso haja necessidade. Mas para já, o ambiente que se nota aqui na Praça Dom João I, é um ambiente um bocado mais calmo. Há pouco ouvimos alguns gritos de protesto dirigidos à polícia, mas desde então o ambiente tem estado calmo, há muita conversa entre os manifestantes, esse cordão também já perdeu a forma, as pessoas estão sentadas no chão a conviver e nessa expectativa de perceber se haverá ou não uma mobilização da polícia em direção à Praça Dom João I.
A reportagem do jornalista Miguel Pinheiro Correia, a partir da cidade do Porto, que, assim como Lisboa, vive momentos de menor tensão entre a PSP e os manifestantes acampada, comparando com a semana passada, isto porque passaram duas horas do limite para este protesto e as tendas permanecem nas praças Dom João I e na Praça do Rossio, e este cenário levou a uma carga policial violenta há exatamente uma semana. A PSP, no entanto, já tinha garantido que hoje ia ter tolerância zero. O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, diz que os partidos devem deixar os interesses egoísticos sobre os problemas na habitação e procurar soluções para os portugueses. O também líder do grupo parlamentar do PSD falou aos jornalistas em Leiria para apontar à oposição, diz Hugo Soares, que os partidos estão a ficar presos no que considera ser trica partidária. Assegura ainda que o governo está a dar prioridade à crise na habitação.
Eu creio que este é um tempo em que os partidos devem deixar os interesses egoísticos partidários e olharem para aquilo que realmente interessa. E aquilo que realmente interessa é encontrar soluções para os problemas das vidas das pessoas, nas mais diversas áreas e na habitação também.
Hugo Soares garante que o executivo está focado em resolver os problemas concretos que afetam a vida dos portugueses. O ministro da Administração Interna terá ameaçado esmagar e destruir o antigo candidato presidencial e ex-chefe de Estado Maior da Armada, Henrique Gouveia e Melo. A notícia está a ser avançada pela CNN Portugal, que diz que a denúncia foi feita contra o antigo diretor da PJ pelo investigador e especialista em segurança internacional Paulo Dias. O investigador fala em ódio de estimação de Luís Neves dirigido a Gouveia e Melo. Paulo Dias diz mesmo que o assunto era comentado por Luís Neves em várias reuniões com várias pessoas e que houve almirantes que tiveram que interceder sobre Luís Neves para que ele tivesse alguma calma. Ora contactado pela CNN Portugal, Gouveia e Melo assegura que tentou manter sempre uma cooperação institucional entre a Marinha e a Polícia Judiciária e confrontado com estas acusações pela CNN Portugal, Luís Neves respondeu por escrito e negou categoricamente as acusações. André Ventura foi reeleito presidente do Chega com 98% dos votos. Não foram indicados os números dos votos nem a taxa de participação nestas eleições diretas, mas a reeleição de André Ventura acontece antes da sétima convenção nacional do partido, que está marcada para 20, 21 e 22 de novembro no Entroncamento, no distrito de Santarém. Ora, antes desta reeleição, André Ventura disse que o partido tinha que se unir para mostrar que é capaz de governar o país e fazer frente a um possível bloco central.
É esperar que todos estejam à altura de mostrarmos ao país que temos que estar prontos para governar, sobretudo agora que começamos a ter informação todos os dias de que o plano do PSD e do PS é juntarem-se para impedir que o Chega possa governar. E eu espero que isso mostre aos militantes a necessidade ainda maior de termos uma maioria reforçada no momento em que o país for chamado a votos. Isso significa mostrarmos um partido capaz de liderar e de governar. Significa darmos confiança às pessoas. Significa mostrar que temos mesmo alternativa e que estamos preparados para isso.
São palavras de André Ventura, antes de ser reeleito presidente do Chega. Venceu a eleição direta, onde seguia sem oposição, com 98% dos votos. No desporto, o Futebol Clube do Porto goleou o Estoril por 4x0 na primeira liga com este triunfo, o Futebol Clube do Porto mantém o registo 100% vitorioso no campeonato. Após o final do encontro, Francesco Farioli disse que foi um jogo complicado de preparar, mas que o Futebol Clube do Porto entrou forte na partida.
Nós também tínhamos que estar preparados para o desconhecido, pois com uma recente mudança de treinador, não havia muitas coisas para estudar e preparar. Vimos algumas alterações, por isso estávamos bastante curiosos para entender como eles lidariam com as diferentes fases do jogo. A nossa abordagem foi muito positiva. Geramos nos primeiros 15 minutos muitas situações realmente boas e é sempre bom marcarmos gols como fizemos.
O treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli. Já Sérgio Raimundo, treinador do Estoril, diz que o encontro não correu da forma desejada.
Com um adversário desta qualidade, nós vimos depois do 2x0 que arriscamos mais e de repente eles chegam ao 3 e ao 4. Então eu não acho que outra abordagem teria sido melhor. Poderíamos ter, sim, sofrido menos gols, mas por que não tentar pelo menos um ponto, arriscar um pouco? E foi um pouco nessa perspectiva. Não gosto muito de estar em jogos e estar a perder e não lutar pelo menos por algo. Então, combatemos até o final. Temos que ter resiliência. Nos últimos dois jogos que fizemos, marcamos no último minuto e era isso que estávamos à procura, ter uma surpresa nos últimos minutos do jogo.
A reação do treinador do Estoril, Sérgio Raimundo, na flash interview da Sport TV, após a derrota em casa do Futebol Clube do Porto, que segue líder isolado da Primeira Liga. Ponto final neste jornal das 3 часа da manhã. A informação está de regresso aqui às 3h30.