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As notícias com Miguel Gato.

Boa noite. O Santa Maria ameaça instaurar processos judiciais a utentes ou cidadãos que critiquem os serviços do hospital nas redes sociais. Num despacho interno a que o Observador teve acesso, o presidente do Conselho de Administração do hospital explica que, em causa, estão publicações que o Santa Maria considera que ferem a reputação e o bom nome dos profissionais e da instituição. Nesses casos, o gabinete jurídico do Santa Maria pode atuar, reportando as situações aos tribunais e ao Ministério Público. Carlos Martins indica que o número de publicações a denegrir o Santa Maria tem vindo a aumentar, o que tem feito com que os próprios médicos e enfermeiros do hospital questionem os serviços prestados no Santa Maria. Contactado pelo Observador, o Ministério da Saúde diz não ter comentários a fazer sobre o assunto. Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador, assinado pelo jornalista Tiago Caeiro. O Presidente da República recusa o referendo à imigração proposto pelo Chega. Marcelo Rebelo de Sousa reduz o pedido de André Ventura a uma não questão. Numa resposta por escrito a um aluno da Universidade de Verão do PSD, o chefe de Estado rejeita a ideia de um choque cultural com a chegada de imigrantes a Portugal. Diz que mais de 70% vêm de pátrias irmãs de língua portuguesa. O presidente considera que estes imigrantes vindos dos PALOP estão perfeitamente enquadrados na cultura portuguesa. Quanto às pessoas vindas da Ásia, de países como o Nepal e o Bangladesh, o chefe de Estado diz que são uma minoria. Marcelo Rebelo de Sousa acusa o Chega e André Ventura de criarem uma narrativa diferente da realidade no que toca à imigração em Portugal. Paulo Rangel acusa o Partido Socialista de não ter reformado o país em oito anos de governação de António Costa. Na Universidade de Verão do PSD, o ministro dos Negócios Estrangeiros diz que o PS desperdiçou uma maioria absoluta, diz que a maioria ficou podre e caiu sozinha. Rangel assegura que a Aliança Democrática está a reformar o país e que tal não aconteceu no passado.

Isto é estrutural, isto veio para ficar. Isto é uma forma diferente de fazer política. Nós sabemos que o PS teve uma maioria absoluta e não fez uma única reforma. São esses senhores que nos vêm dizer a nós que nós não somos reformistas. Como é que o Partido Socialista teve uma maioria absoluta no Parlamento, não fez qualquer reforma, acabou por apodrecer por dentro e agora, ao fim de quatro meses, quando já estão um conjunto de medidas que eles podiam ter tomado, mas não foram competentes para tomar, vêm dizer que não há espírito reformista?

Rangel não poupa nas críticas ao PS, diz que os socialistas são como o velho do Restelo, por criticarem a ação do governo e não apresentarem propostas. O ministro sublinha ainda que Pedro Nuno Santos tem de esclarecer o povo português sobre se é a favor ou contra as medidas sociais apresentadas pelo governo.

Há uma coisa que eu queria que o PS dissesse: é a favor ou é contra o suplemento aos pensionistas? Tem de explicar! Não pode vir dizer: "Bom, não foi isso que eu disse. Não disse que era contra, mas não sou a favor." Bom, então são a favor ou são contra? O líder do PS, Pedro Nuno Santos, tem que dizer. Ele acha ou não que os pensionistas portugueses, havendo um espaço para isso, podem ter aqui um alívio, ainda que ocasional, mas porque é possível, ou acha que é melhor que não haja de todo? Que diria o que faria então, em alternativa? Porque o PS está a querer que não se faça uma ajuda aos pensionistas.

Sobre o orçamento do Estado para 2025, Rangel mostra-se disponível para negociar o documento com o Partido Socialista, mas diz também, o ministro, que há limites nas negociações e que o governo não pode ceder em todos os temas. Na análise às críticas de Paulo Rangel ao Partido Socialista, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, diz que o governante vestiu a pele de primeiro-ministro neste discurso e que utilizou o PS como saco de box.

A metáfora de Paulo Rangel, quando disse que estava em modo Cinderela ou de síndrome Cinderela, também é feliz pelo sentido em que, claro, que ele disse que estava a falar de deixar de ser primeiro-ministro em funções, até disse que se podia transformar numa abóbora, tinha era que ser laranja. Mas há uma outra personagem que era chamado o Cinderela, um pugilista da altura da Grande Depressão, que era o chamado Cinderella Man. E Paulo Rangel também encarnou isso, no sentido em que verdadeiramente fez do PS um saco de box e fez várias críticas ao Partido Socialista, em particular ao líder do PS.

Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador, que está em Castelo de Vida a acompanhar a Universidade de Verão do PSD. O evento termina no domingo com a intervenção do primeiro-ministro Luís Montenegro. Pedro Nuno Santos acusa o governo de falta de sentido de Estado na nomeação do comissário europeu e critica a ideia do PSD de anunciar o nome na Universidade de Verão do partido. Garante ainda Pedro Nuno Santos que o PS não foi contactado pelo governo para a escolha do novo comissário europeu.

Não fomos contactados e, sinceramente, a única coisa que eu espero é que o país possa oferecer à União Europeia um comissário ou uma comissária com a mesma capacidade e o mesmo nível de qualificação que nós tivemos nos últimos cinco anos com Elisa Ferreira. E já agora, que o PSD e que o governo tenha sentido de Estado no que ao comissário europeu diz respeito, que não serve para eventos partidários, é um nome suprapartidário, aliás, é supranacional, mesmo sendo indicado pelo governo português, e isso exigiria deste governo maior sentido de Estado. E há aqui, ao longo de várias matérias, uma atitude perante a governação que não revela sentido de Estado do governo, nem do primeiro-ministro. E isso é que é preocupante.

As críticas de Pedro Nuno Santos, que acusa ainda o governo de estar focado em fazer campanha eleitoral, em vez de estar preocupado com o orçamento do Estado para 2025. O secretário-geral do PS diz mesmo que as negociações neste momento estão paradas e considera que não é essa a prioridade do executivo de Luís Montenegro. Estas são declarações de ontem de Pedro Nuno Santos aos jornalistas numa feira agrícola em Penafiel. As novas tabelas de retenção do IRS dão um bónus nos salários e nas pensões que pode superar os €500. Há duas novas tabelas de retenção do imposto, uma para setembro e outubro, que serve de acerto, e outra para os últimos dois meses do ano. No site do Observador pode encontrar 28 simulações das consultoras Elia e Ernst & Young. A jornalista Laura Figueiredo explica-nos alguns casos.

Um casal com dois filhos que tenha rendimentos de €3.000, nos próximos dois meses vai descontar menos IRS e a diferença traduz-se num extra de €525. Depois do acerto, a partir de novembro, já só vai cair na conta mais €20, comparando com o início do ano. Já no caso de um solteiro sem filhos que receba €1.500 brutos, em vez de reter mais de €200, como até aqui, em setembro e outubro ganha um bónus de cerca de €190, mas em novembro e dezembro esse valor emagrece para apenas €14 a mais no recibo de vencimento. Há ainda quem fique com uma retenção de 0% nos próximos dois meses. É o caso de um solteiro sem filhos que receba até €1.000 por mês. Com a entrada em vigor das novas taxas de IRS, o governo quis fazer a correção a todo o ano, daí o alívio fiscal nos próximos dois meses.

A jornalista Laura Figueiredo com algumas simulações com as novas tabelas de retenção do IRS. Donald Trump adicionou Robert F. Kennedy e Tulsi Gabbard à sua equipa de transição para a campanha eleitoral das presidenciais nos Estados Unidos. O porta-voz da campanha republicana à Casa Branca diz que se tratam de duas vozes poderosas que expandem a linha de apoio a Trump. Os dois antigos membros do Partido Democrata anunciaram formalmente o apoio aos republicanos nos últimos dias. Robert Kennedy suspendeu a campanha independente que tinha começado para apoiar os republicanos. Já Tulsi Gabbard, foi candidata nas primárias democratas frente a Joe Biden e foi membro da Câmara dos Representantes durante oito anos. Saiu do Partido Democrata em 2022 e agora apoia Donald Trump para as presidenciais de 2024.