Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As notícias com Nadine Soares.

Boa noite. Nuno Melo deixa um aviso ao PSD sobre a coligação para as autárquicas em Lisboa. Foi no final de um Conselho Nacional dos Democratas Cristãos, o líder dos populares sublinha que o peso do CDS não é negociável.

Não acho desejável nenhuma estratégia em que o CDS possa ser o custo da oportunidade, no sentido que o CDS vale por si. E o CDS foi fundamental para, em coligações ou mesmo nessa candidatura independente, se conseguirem vitórias. E o peso do CDS não é um custo de oportunidade, não é propriamente negociável. Pelo que o CDS avaliará em cada caso, um projeto. E em cima desse projeto, uma decisão. Não antecipo nenhuma delas, mas a teoria geral que eu gostava de deixar aqui bem nítida é de que o CDS, nesse partido corpo inteiro que é, é um partido que vale por si.

Declarações de Nuno Melo, neste registo captado pela Agência Lusa. O líder do CDS-PP recusa antecipar alguma decisão e também não confirma se a coligação Novos Tempos se vai repetir no próximo ano. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, poderá ter a vida dificultada nas próximas eleições autárquicas. O Observador sabe que já existe algum clima de tensão entre o PSD, CDS e Iniciativa Liberal, desconfianças que podem ameaçar possíveis coligações na ala da direita para a Câmara de Lisboa, como nos conta a jornalista do Observador, Maria João Brás.

A menos de um ano das eleições autárquicas, a direita já começa a fazer contas sobre a composição de um novo executivo de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa. E quem diz direita, refere-se ao PSD, CDS, atual parceiro de coligação, e Iniciativa Liberal. E a porta a esta possibilidade com os liberais foi, aliás, aberta pelo próprio Luís Montenegro, em outubro, numa entrevista à SIC e conduzida por Maria João Vilas. Na altura, Rui Rocha deixou tudo em aberto e atirou uma decisão para o início do próximo ano, mas já há quem esteja nervoso com esta possibilidade, em especial os democratas cristãos. Partindo do princípio que Carlos Moedas consegue nove vereadores, o número que lhe daria maioria absoluta, haverá apenas três lugares para distribuir com os parceiros de coligação. Atualmente, o CDS conta com três lugares na equipa de Moedas, o mesmo número que o PSD. Mas, ao Observador, dirigentes sociais-democratas consideram impensável que esta correlação de forças se mantenha, em especial se a Iniciativa Liberal se juntar à coligação. Carlos Moedas tem ainda um problema diplomático pelas mãos e chama-se Filipa Anacoreta Correia. O número dois do atual autarca da capital foi apontado por Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS. A questão é que Nuno Melo, atual presidente do CDS, poderá ser uma entrave a uma renomeação. Isto porque o próprio Filipa Anacoreta Correia já assumiu o mal-estar com o presidente do CDS, em entrevista ao Expresso. Mas as tensões não ficam por aqui. Ao Observador, fontes dos liberais dizem que Carlos Moedas já estará a recuar na intenção de ter a IL na coligação, e tudo por causa da campanha dos liberais na cidade de Lisboa, que responsabiliza Moedas pelo lixo na cidade. Ora, entre nervosismo, cedências e tensões, a Carlos Moedas, os mais próximos aconselham serenidade.

Maria João Brás, com um artigo que pode ler no site do Observador, um trabalho dos jornalistas Miguel Santos Carrapatoso, Inês André Figueiredo e Mariana Lima Cunha. O Ministério Público abriu um inquérito à atuação de Tiago Mayan, que assumiu recentemente ter falsificado assinaturas. Numa nota enviada ao Observador, a Procuradoria-Geral da República diz que na sequência das notícias relacionadas com esta matéria, confirma-se que o Ministério Público decidiu investigar os factos. O ex-candidato presidencial, apoiado pela Iniciativa Liberal, assumiu ter falsificado as assinaturas dos membros do júri do Fundo de Apoio ao Associativismo Portuense, numa ata datada de 16 de setembro. Mayan demitiu-se a 7 de novembro do cargo de presidente da junta da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, no Porto. Em 10 de novembro, Mayan garantiu que nunca se apropriou de quaisquer fundos. O PS foge à polêmica sobre a descida do IRC e prefere concentrar atenções nos problemas que o governo enfrenta. Quem o diz é o antigo secretário de Estado, António Mendonça Mendes. Foi no programa Sofá do Parlamento, na Rádio Observador. António Mendonça Mendes reitera que a opção do Partido Socialista em relação ao Orçamento do Estado é clara desde o início, um compromisso com o país que assegura condições de governabilidade ao Executivo. O antigo governante considera que a vida política é feita de compromissos. Quanto à polêmica em torno da descida do IRC, desvaloriza.

É um tema que não interessa. O que interessa verdadeiramente aos portugueses, do meu ponto de vista, é que a sua vida tenha previsibilidade. E a opção do PS foi uma opção muito clara, foi um compromisso com o país de podermos assegurar as condições de governabilidade. Portanto, agora o governo deve procurar executar o seu programa, não tendo desculpas relativamente aos resultados que prometeu alcançar

Questionado ainda sobre o artigo de opinião escrito por António Costa em defesa da honra do PS, António Mendonça Mendes assegura que o PS tem estabilidade interna, em contraste com outros partidos. Nesta terça-feira, em que se assinalaram mil dias do conflito na Ucrânia, o presidente da Assembleia da República diz que a invasão russa não pode terminar bem-sucedida. José Aguiar Branco discursou na inauguração da exposição "Ucrânia: os primeiros 75 dias da guerra", onde sublinha a importância de não tomar a paz e a democracia como bens adquiridos. A pedido do presidente da Assembleia da República, o fotojornalista do Observador, João Porfírio, assina uma exposição que Maria Miguel Duarte nos transporta para momentos do conflito.

Perdeu o pai a fugir de Kiev. O carro foi bombardeado e o pai, infelizmente, morreu e a criança ficou gravemente ferida.

Esta é apenas uma das muitas tragédias que aconteceram nestes mil dias da invasão russa na Ucrânia. Para assinalar o dia, o presidente da Assembleia da República quis expor várias fotografias do conflito no Parlamento. José Pedro Aguiar Branco pede que não exista uma normalização da guerra.

É muito importante, passados estes três anos, de não correr o risco de nos habituarmos à guerra.

E considera que o único fim justo para este conflito é que a Rússia não seja bem-sucedida na invasão.

O que está em causa nesta guerra não é apenas a Ucrânia, é a própria ordem mundial. Não podemos permitir que uma invasão ilegal tenha sucesso. O único resultado aceitável desta guerra é a restauração da integridade territorial da Ucrânia.

Já a embaixadora da Ucrânia em Portugal, Maryna Mikhalchenko, diz que o importante é que os olhos estejam postos no fim do conflito.

"Obrigado, senhor presidente, por esta iniciativa de realizar esta exposição na Assembleia da República. O que nos importa agora não é saber quantos dias já passaram, mas sim quantos mais faltam."

Na inauguração desta exposição, o fotojornalista do Observador, João Porfírio, deixa um apelo.

Esta exposição é o retrato daquilo que vi, é a minha maneira de olhar para aquilo que estava a acontecer à minha frente. Esta exposição é também um alerta para que não esqueçamos tudo aquilo que se passa dentro de fronteiras ucranianas, a 4 mil km do sítio exato onde nos encontramos.

Mais de 20 fotografias e vários objetos que não deixam esquecer o que se vive na outra ponta da Europa há mil dias.

A jornalista Maria Miguel Duarte no piso zero do Palácio de São Bento, onde a partir desta terça-feira está a exposição "75 Dias na Ucrânia", um trabalho desenvolvido pelo fotojornalista João Porfírio. A entrada é livre. Fechamos no desporto. A carreira de um dos maiores tenistas de sempre, Rafael Nadal, chegou ao fim esta terça-feira, após os Países Baixos terem eliminado a seleção espanhola nos quartos de final da Taça Davis. No primeiro jogo do dia, o maiorquino perdeu em dois sets contra o neerlandês Botic van de Zandschulp. Carlos Alcaraz igualou a eliminatória ao vencer Tallon Griekspoor, adiou assim a decisão para o terceiro e último encontro. Nesse duelo, os espanhóis voltaram a sair derrotados no encontro de pares, jogado por Carlos Alcaraz e Marcel Granollers. Rafael Nadal terminou a carreira no ténis aos 38 anos. É a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. Voltamos a atualizar a informação às 05h. Para já, fique com a primeira parte do Contracorrente. Até já!