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Quatro horas. As notícias com Maria João Brás.
Boa noite. Ainda não há data para as obras no estabelecimento prisional de Lisboa e até haver uma data, o Estado vai continuar a pagar mais de € 3 milhões por ano de renda. As condições do estabelecimento prisional de Lisboa já levaram o Estado português a ser condenado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos a pagar uma indenização de mais de € 30 mil a três reclusos. Segundo estas testemunhas, há problemas de infestação de insetos, roedores, falta de luz, falta de comida, celas sujas e superlotação. Ao Observador, o Ministério da Justiça garante que nos próximos meses serão feitas intervenções urgentes e essenciais, mas não obras estruturais. Essas já deviam ter começado este ano, mas a ministra da Justiça atira a responsabilidade do atraso ao anterior executivo por apresentar um calendário pouco realista. Ora, o atual governo não avança com uma data para o encerramento do estabelecimento prisional de Lisboa, mas não se prevê que as obras aconteçam antes de 2026. Isto porque, para esta prisão encerrar, é necessário garantir que as obras noutras prisões para onde os reclusos vão ser transferidos estão a terminar e o calendário aponta para agosto do próximo ano. Mas ainda falta a fase de equipar e mobilar o espaço. Até lá, o Estado vai continuar a pagar € 280 mil por mês de renda do estabelecimento prisional de Lisboa, o que por ano perfaz mais de € 3 milhões. Este é um artigo que faz manchete a esta hora e que pode ser lido no site observador.pt. Três pessoas foram detidas na operação da Polícia Judiciária em Loures. As detenções estão relacionadas com o incêndio a um autocarro em Santo António de Cavaleiros, em Loures, e que feriu gravemente o motorista. Segundo a Agência Lusa, esta manhã, ou seja, nesta quarta-feira, a Polícia Judiciária cumpriu vários mandados de busca e ouviu vários suspeitos. Foram detidas três pessoas. De acordo com a Polícia Judiciária, as investigações ainda estão em curso para encontrar todos os responsáveis pela onda de tumultos gerada na área da Grande Lisboa na sequência da morte de Odair Moniz. E precisamente sobre a onda de tumultos. Mais de um mês depois do início dos distúrbios, Luís Montenegro reuniu-se esta tarde com a ministra da Justiça, a ministra da Administração Interna e os dirigentes das forças de segurança. Na conferência de imprensa depois do encontro, o primeiro-ministro insiste que Portugal é um dos países mais seguros do mundo. No entanto, sublinha que o país deve adotar medidas preventivas.
Portugal é um país seguro. Portugal é um dos países mais seguros do mundo, mas é preciso não viver à sombra da bananeira de uma performance passada. Nós temos de realizar as ações conducentes a garantir que, no futuro, teremos ainda mais condições de segurança, menos ocorrência de criminalidade e também menos percepção de que a segurança possa estar em causa.
Declarações de Luís Montenegro, que entretanto foi questionado sobre se vai ou não visitar a Cova do Moura, bairro onde foi morto a tiro Odair Moniz. O primeiro-ministro não respondeu com sim ou não, mas assegura que o governo está atento à situação. E André Ventura reagiu a esta comunicação do primeiro-ministro. O líder do Chega aplaude a posição de Luís Montenegro, mas não deixa de o criticar por considerar que este balanço peca por tardio. Nas redes sociais, o presidente do Chega diz lamentar que o primeiro-ministro tenha demorado tanto tempo a admitir que há insegurança no país. Apela ao Executivo para reforçar os meios nas polícias e para ter mão pesada com os criminosos. Já do lado do maior partido da oposição, Pedro Nuno Santos também critica o primeiro-ministro, mas por este ter adotado um discurso securitário. Ainda antes de Luís Montenegro ter falado ao país, o secretário-geral do PS acusa o chefe do Executivo de estar a adotar um discurso mais ligado à extrema-direita e que, no entender de Pedro Nuno Santos, não responde à insegurança que os portugueses dizem sentir.
Adotar um discurso securitário sobre a segurança, quando, na realidade, o sentimento de insegurança que os portugueses sentem é para lá da segurança material. Obviamente que muitos portugueses que sentem que a sua vida está a marcar passo, que não ata nem desata, sentem uma grande insegurança, seja no que diz respeito aos cuidados de saúde, ao futuro dos seus filhos, ao cuidar dos pais que são dependentes. A dimensão da insegurança é para lá da dimensão da segurança material e sobre isso, este governo e este primeiro-ministro nada têm a dizer.
Pedro Nuno Santos, em declarações esta tarde aos jornalistas. Mudamos de tema. Esta quinta-feira, os deputados voltam ao Parlamento para continuar as votações do orçamento na especialidade. O aumento das pensões é uma das medidas sujeitas a sufrágio. O PS propõe um aumento extraordinário das pensões de 1,25%. O governo considera que esta medida cria um problema do ponto de vista das contas públicas. Ora, em véspera de votação, Pedro Nuno Santos acusa o PSD de ter as prioridades trocadas.
Então, se o governo e se o PSD estavam disponíveis para reduzir o IRC em dois pontos percentuais, e isso é perda de receita permanente, e cada ponto percentual de IRC são cerca de € 330 milhões, então não estão disponíveis para um aumento das pensões que é inferior a € 300 milhões? Bom, são prioridades.
Pedro Nuno Santos, que espera ver a proposta aprovada, o que poderá acontecer com a viabilização do Chega. E na atualidade internacional, Marta Temido prevê cinco anos muito difíceis com o atual colégio de comissários de Ursula von der Leyen. A eurodeputada admite que o grupo Socialistas e Democratas, onde o PS está integrado no Parlamento Europeu, só viabilizou o novo executivo da Comissão Europeia para não empatar os trabalhos nesta instituição. No entanto, Temido diz que o voto não é uma carta em branco.
Estamos conscientes daquilo que os europeus também esperam de nós, e aquilo que os europeus esperam de nós são respostas políticas a problemas concretos que sentem no seu dia a dia. E para isso é preciso ter uma comissão a funcionar o mais breve possível. E foi isso que se determinou em última instância, que invocando a imagem que outros utilizaram no passado, hoje tapássemos alguns nomes de alguns comissários, engolíssemos este travo amargo e votássemos favoravelmente.
Marta Temido, em reação à aprovação do Parlamento Europeu, esta quarta-feira, do novo executivo da Comissão Europeia, um som captado pela Agência Lusa. Os Estados Unidos estão a pressionar a Ucrânia a passar para 18 anos a idade mínima para os ucranianos se alistarem ao exército. A informação está a ser avançada pela Associated Press, que cita uma fonte da Casa Branca. O objetivo será aumentar o número de combatentes e para isso Washington está a pressionar Kyiv a baixar a idade mínima dos soldados em combate de 25 para 18 anos. Entretanto, está também a ser avançado que a administração de Biden prepara-se para enviar mais armamento para a Ucrânia. Estamos a falar de drones, sistemas antimíssil, munições e foguetes. Segundo o Guardian, estima-se que este pacote tenha um valor de mais de 725 milhões de dólares, quase 700 milhões de euros. Este é um dos valores mais avultados permitidos por Joe Biden e que não tem de passar pela aprovação do Congresso norte-americano. E Donald Trump falou esta quarta-feira com a presidente do México. A conversa via telefone foi confirmada por ambos. Nas redes sociais, Donald Trump afirma que a governante acordou em parar a migração vinda do México para os Estados Unidos e fechar a fronteira. Já a presidente mexicana, também nas redes sociais, não confirmou esta informação. Limitou-se, no entanto, a admitir que ambos concordaram que as caravanas de migrantes devem ser controladas no México, o que já estará a acontecer, segundo a chefe de Estado. Também esta quarta-feira, Donald Trump reuniu-se com o multimilionário Mark Zuckerberg, na Flórida. De acordo com o Politico, o dono do Facebook e Instagram foi convidado para jantar com o presidente eleito e membros já nomeados para a nova administração de Donald Trump. Segundo a mesma fonte, Zuckerberg terá manifestado disponibilidade para apoiar o republicano no que diz respeito à inovação no país. Relembro que em 2020, Donald Trump acusou Mark Zuckerberg de interferir nas eleições presidenciais ao doar milhões de dólares para as infraestruturas destas eleições. E no desporto, o Benfica venceu o Mónaco por 3 x 2, na Liga dos Campeões. Os encarnados estiveram a perder por duas vezes, mas conseguiram a reviravolta. O Benfica está assim de regresso aos triunfos europeus, depois da derrota com o Bayern de Munique. Os encarnados chegam assim aos nove pontos na Liga dos Campeões. Bruno Lage fala num triunfo saboroso.
Foi um jogo muito emotivo, até com gols anulados, quer de um lado, quer do outro. Aquilo que nos satisfaz dizer é realmente uma vitória de equipa, porque foi em equipa que nós conseguimos, quer o 11 que iniciou, quer depois também as alterações dos jogadores que entraram, interpretaram muito bem e que deram estes saborosos três pontos.
A leitura de Bruno Lage à vitória do Benfica frente ao Mónaco, a terceira vitória do Clube da Luz na Liga dos Campeões. É o ponto final deste noticiário. Regressamos às 17h. Para já, fique com a primeira parte do Contracorrente. Até já!