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São 4 horas. As notícias com Miguel Gato.

Pelo menos sete pessoas ficaram feridas depois de alegados ataques aéreos norte-americanos que atingiram esta madrugada alvos dos houthis na capital do Iémen. A Associated Press descreve estes bombardeamentos como mais intensos do que os últimos executados pelas tropas dos Estados Unidos, numa operação que começou no dia 15 de março. A estação televisiva Al Jazeera dá conta de 37 mísseis que foram lançados por Washington e que terão atingido não só alvos que pertencem ao grupo rebelde dos houthis, que controla a cidade desde 2014, mas também outros bairros na cidade de Sanã, no Iémen, terão sido atingidos por estes ataques alegadamente vindos dos Estados Unidos. Há pelo menos sete feridos e até ao momento não há vítimas mortais a registar. Vladimir Putin quer um governo temporário na Ucrânia, sob a alçada das Nações Unidas, enquanto não se realizarem eleições presidenciais no país. Putin entende que só assim pode iniciar negociações que levem a uma paz duradoura no conflito.

Em princípio, esta proposta seria possível sob os auspícios da ONU, com os Estados Unidos e até mesmo com os países europeus. E é claro, com os nossos amigos e parceiros, discutirmos a possibilidade de introduzir um regime temporário na Ucrânia. E para quê? Para realizar eleições democráticas, para levar ao poder um governo capaz e que tenha a confiança do povo. Isto para podermos iniciar negociações para um tratado de paz.

O presidente da Rússia, numa ação de campanha em Murmansk, repete que têm de ser eliminadas as causas profundas para chegar a um acordo de paz na Ucrânia. Putin diz acreditar que Donald Trump quer acabar com a guerra e o chefe de Estado russo reitera ainda que está disposto a trabalhar com a União Europeia sobre a situação na Ucrânia, embora lamente também, Vladimir Putin, que os europeus estejam sempre a tentar enganar Moscovo. Esta proposta de retirar Zelensky do poder e colocar um governo interino na Ucrânia surge no mesmo dia em que a Europa reforçou o apoio militar ao país. A Cimeira de Paris, que juntou líderes nacionais e as mais altas instâncias da União Europeia e também da NATO, terminou com mais apoio militar à Ucrânia e os aliados entenderam também que não é o momento de retirar as sanções à Rússia. No entanto, não houve entendimento quanto ao envio de forças de paz europeias para território ucraniano, como chegou a sugerir o presidente francês Emmanuel Macron e também Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido. Esta cimeira de apoio à Ucrânia decorreu sem a presença dos Estados Unidos. Na política nacional, André Ventura diz que o Chega está pronto a participar numa maioria de direita, mas sem Luís Montenegro a primeiro-ministro. Em entrevista à SIC Notícias esta noite, o presidente do Chega concorda, no entanto, com a posição transmitida por Miguel Relvas na Rádio Observador. Hoje, o antigo ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu que o PSD não deve fechar a porta a um entendimento com o Chega se o eleitorado voltar a dar uma maioria aos partidos de direita no Parlamento. A ideia agrada a André Ventura, desde que o líder da Aliança Democrática seja outro que não Luís Montenegro.

Se houver uma maioria à direita novamente, Chega e PSD, acho que o eleitorado está a dar o sinal claro de que quer esta maioria, ao contrário do que o PSD quis em 2024, que não foi responsabilidade nossa, foi responsabilidade do PSD, que não o quis fazer. Agora, se o eleitorado voltar a dar a maioria ao Chega e ao PSD, é como disse Miguel Relvas hoje. Miguel Relvas não é do Chega, é do PSD. Disse que se houver uma nova maioria de direita, então os partidos têm que se entender e dar um governo a Portugal. Então eu acho que todos temos que ser responsáveis para que essa maioria de direita consiga afirmar-se como um governo estável. E não é com Luís Montenegro, nestas circunstâncias, em que isso pode acontecer.

O líder do Chega, que volta a não desfazer o tabu quanto à candidatura presidencial, mas deixa novamente críticas, Ventura, à eleição de Hernani Dias, que é o cabeça de lista da AD no distrito de Bragança, e critica também, Ventura, a escolha da coligação para o distrito de Vila Real.

Deixe-me só dizer isto do PSD. Hoje soubemos que Hernani Dias está na lista do PSD, cabeça de lista a Bragança.

Já comentou isso.

Não, mas deixe-me dizer isso, que eu acho que é importante, que nós temos um condenado. Se fosse o Chega, normal não tinham começado esta entrevista a perguntar-me isso. André Ventura tem um condenado nas suas listas, candidato a deputado? Ora, o candidato por Vila Real do PSD, presidente da Câmara de Boticas, foi condenado pela Justiça.

André Ventura, presidente do Chega, esta noite na SIC Notícias. Rui Tavares diz que é preciso afastar Luís Montenegro do poder. Considera que o primeiro-ministro falhou nas promessas que fez relativamente à ética na política. Declarações do porta-voz do LIVRE esta noite em entrevista à RTP.

Luís Montenegro há um ano estava a vender-nos ética. Luís Montenegro tinha um cartaz que dizia: "Faltas de ética, estamos todos fartos, não se aguenta mais, votem na AD". Agora, vale a pena perguntar aos telespectadores e a todos os nossos concidadãos: correu bem? Quem comprou ética votando em Luís Montenegro há um ano, voltaria a comprar ética ao mesmo homem? Agora o que ele nos diz é: deem-me estabilidade. Como dizia António Costa, o homem que há poucas semanas rebentou com o seu próprio governo porque não queria responder a umas perguntas no Parlamento, vem vender-nos estabilidade? Se a estabilidade dele for tão boa como a ética dele, estamos feridos.

Rui Tavares esta noite na RTP. O secretário-geral do PCP pede o fim das comissões bancárias. Paulo Raimundo acusa ainda PS e Chega de hipocrisia por agora, em pré-campanha, defenderem que os lucros da banca devem servir para mitigar a crise na habitação. Nos últimos dias, Pedro Nuno Santos propôs que parte dos lucros da Caixa Geral de Depósitos servisse para as autarquias construírem casas, enquanto André Ventura defendeu que o excedente da banca deveria apoiar as rendas e o crédito à habitação. Paulo Raimundo faz um apelo aos dois partidos para que acompanhem as propostas do PCP.

A demagogia anda solta

A hipocrisia está como nunca se viu. Os mesmos que chumbaram as propostas do PCP para pôr os lucros da banca a ter efeitos no aumento das taxas de juro, com as consequências que sabemos bem, são os mesmos que agora vêm multiplicar propostas que procuram pôr os lucros da banca a suportar as rendas e as prestações. Mas aqui fica o desafio: querem mesmo pôr a banca a suportar a vida difícil dos micro, pequenos e médios empresários? Então acompanhem a proposta do PCP. Acabe-se, de uma vez por todas, com as comissões bancárias.

O desafio de Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, no discurso de apresentação esta noite do cabeça de lista da CDU à Câmara de Arraiolos, Jorge Macau, vai ser o candidato a esta autarquia nas eleições autárquicas deste ano. A mais recente sondagem da Aximage para o Correio da Manhã dá ligeira vantagem à AD sobre o PS. A coligação PSD/CDS soma 26,5% das intenções de voto dos portugueses, contra 23,1 do Partido Socialista. Na última sondagem divulgada para as legislativas, mas esta feita da Intercampos, o PS aparecia à frente, mas agora a AD volta a ultrapassar os socialistas. Em terceiro lugar, aparece o Chega, com 12,3%. O partido de André Ventura é o que mais cai face à outra sondagem do início do mês. Segue-se a Iniciativa Liberal, muito perto dos 10%, com 9,8. À esquerda, o destaque vai para o Livre, que reúne 4% das intenções de voto. Bloco de Esquerda e PAN surgem empatados com 2,7%. E a CDU, a coligação entre o Partido Comunista Português e os Verdes, aparece em último lugar, com 1,8% das intenções de voto dos portugueses.