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O Horas. As notícias com Maria Miguel Duarte.

Boa noite. Começamos com uma nova sondagem que coloca o PS à frente da Aliança Democrática e o PAN a ultrapassar o Bloco de Esquerda. São dados da sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV e Jornal de Negócios. Caso as eleições fossem hoje, os socialistas teriam 24,4% das intenções de voto, mais de um ponto percentual à frente da coligação PSD/CDS. No entanto, ainda existe um empate técnico. As intenções de voto no PS ainda estão abaixo da margem de erro de 4%. Em terceiro, mantém-se o Chega, seguido da Iniciativa Liberal e à esquerda, a CDU lidera, seguida do Livre e o PAN ultrapassa historicamente o Bloco de Esquerda nas intenções de voto. Já o número de indecisos aumentou face ao mês passado, subiu para mais de 15%. A sondagem da Intercampus foi realizada entre os dias 4 e 9 de abril. A amostra é constituída por mais de 600 entrevistas. E esta quinta-feira foi dia de debates para as eleições legislativas. O líder socialista, Pedro Nuno Santos, acusa a Iniciativa Liberal de querer que o país avance contra uma parede. No frente a frente com o presidente da IL, Rui Rocha, o secretário-geral do PS critica o programa dos liberais e considera que é irresponsável e profundamente radical.

Reparem que a Iniciativa Liberal propõe-se a privatizar a empresa onde o Hugo trabalha.

É verdade.

Propõe-se a privatizar a Caixa Geral de Depósitos, que em dois anos deu € 3000 milhões, apresenta um cenário orçamental com redução fiscal de € 6500 milhões. Quando eu ouço Rui Rocha dizer que quer fazer avançar Portugal, é fazer avançar Portugal, mas é contra uma parede. O programa da Iniciativa Liberal é irresponsável e é profundamente radical.

Já Rui Rocha critica o passado de Pedro Nuno Santos enquanto ministro das Infraestruturas e da Habitação, nomeadamente no que diz respeito à gestão da pasta da TAP. Diz ainda que as propostas socialistas não são positivas para o crescimento da economia.

E a prioridade de Pedro Nuno Santos é por via do consumo, que não vai gerar crescimento económico. A nossa prioridade são as famílias, para que as famílias possam decidir onde é que gastam. Não é onde Pedro Nuno Santos diz, é onde as famílias querem, e fazer crescer a economia atraindo investimento estrangeiro e fazendo crescer as empresas portuguesas. Nós fazemos crescer o bolo. O bolo de Pedro Nuno Santos é sempre o mesmo, é pequeno.

Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal, que se estreou nos debates das legislativas frente a Pedro Nuno Santos, um debate que foi transmitido pela RTP. Já no debate entre o Bloco de Esquerda e o PAN, Mariana Mortágua diz que o teto às rendas combate preços especulativos e Inês de Sousa Real propõe um aumento da isenção do IMI de três para cinco anos. As duas líderes estiveram de acordo na maioria dos temas, mas em matéria de habitação e justiça fiscal, as divergências tornaram-se visíveis. Mariana Mortágua defende tetos máximos para as rendas, de modo a combater a especulação imobiliária.

Nós temos que combater o aumento e o preço especulativo das rendas e das casas em geral, e não podemos esperar por uma construção que aparece daqui a 20 anos para o fazer e que também tem problemas ambientais, mas isso não temos que discutir já, mas que aparece daqui a 20 anos para fazer. O teto às rendas são medidas que resultaram em países como a Alemanha ou como a Holanda.

A coordenadora do Bloco de Esquerda sublinha ainda que a crise na habitação está cada vez pior, com o aumento dos preços das casas nos últimos 10 anos. Do lado do PAN, é apresentada uma proposta de aumento da isenção do IMI de três para cinco anos. Inês de Sousa Real defende também a reposição do crédito bonificado.

Para além do arrendamento acessível, é importante que quem tem o sonho de ter casa própria também tenha medidas que deem resposta à aquisição de casa. E é por isso que o PAN não só propôs nesta última legislatura a reposição do crédito bonificado, e aqui de facto lamentamos que o Bloco não nos tenha acompanhado nesta medida.

Em matéria de defesa, Inês de Sousa Real acompanha a posição de Mariana Mortágua, considera que não há necessidade de investir em mais armas e aponta outras prioridades para os investimentos do país. Foram declarações da porta-voz do PAN e da coordenadora do Bloco de Esquerda em debate esta quinta-feira na CNN Portugal. Ainda na política nacional, André Ventura considera que as medidas do Governo em resposta às tarifas norte-americanas chegaram tarde demais. É a crítica do presidente do Chega, depois do Primeiro-Ministro ter anunciado um pacote de € 10 milhões às empresas para combater o impacto das tarifas norte-americanas. Na ótica de André Ventura, diz que o Governo já vem tarde demais.

Era evidente a qualquer pessoa do mundo, que tivesse um bocadinho de cabeça, que se a China, a Índia, os Estados Unidos, o Brasil, a América do Sul impõem taxas sobre os nossos produtos, só havia uma solução: era proteger a nossa indústria e os nossos produtos. Agimos tarde demais, provavelmente vamos pagar um preço por isso. E agora estamos a ouvir, quase de joelhos, os dirigentes europeus. „Ainda bem que há um período de 90 dias de pausa." Por amor de Deus, este é o bloco mais rico do mundo. Este é o maior bloco empresarial do mundo, é onde o maior PIB do mundo existe. Nós não estamos de joelhos perante ninguém. Só estamos, porque temos este tipo de governos fantoche em toda a União Europeia. E Luís Montenegro não é diferente desses governos.

André Ventura, em declarações aos jornalistas, já em clima de pré-campanha eleitoral no Barreiro esta quinta-feira, considera que as medidas do Executivo de Luís Montenegro, para além de tardias, são insuficientes. E a CDU propõe um aumento de 15% nos salários em geral e a subida do salário mínimo para os € 1000 já em julho. São duas das medidas que constam do programa eleitoral, que foi apresentado esta quinta-feira pelos comunistas. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, diz que estas propostas devem avançar já, porque é agora que fazem falta.

As contas de hoje, a vida de hoje, não se pagam nem se governam com promessas de um dia mais à frente, daqui a uns anos, os salários virem a aumentar. E é respondendo a esta exigência e à realidade que propomos o aumento do salário mínimo já em 1 de julho deste ano, 2025, para os €1000 e o aumento geral dos salários em 15%, com o mínimo de €150 para cada trabalhador.

Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, na apresentação do programa eleitoral para as próximas legislativas. E esta sexta-feira é a vez da Aliança Democrática apresentar as suas propostas para o dia 18 de maio. Na passada segunda-feira, Luís Montenegro disse que o programa eleitoral vai ser semelhante ao do ano passado, mas com algumas atualizações. A apresentação deste programa deverá acontecer pelas 17h e espera-se que a coligação PSD/CDS mantenha a linha de baixa de impostos e aumento de rendimentos. Os ministros das Finanças da zona euro vão discutir esta sexta-feira o impacto económico das novas tarifas norte-americanas. A reunião acontece em Varsóvia pela Presidência do Conselho da União Europeia. Joaquim Miranda Sarmento, ministro português com a pasta das Finanças, vai estar presente. O encontro acontece já num clima de alívio, depois dos Estados Unidos terem suspendido temporariamente as tarifas recíprocas. E Donald Trump admite a hipótese de prolongar essa mesma suspensão. O presidente norte-americano afirma que se não conseguir alcançar os acordos pretendidos durante o período de suspensão, as tarifas podem regressar. Admite também a possibilidade da suspensão ser prolongada. E ainda esta quinta-feira, Donald Trump disse estar confiante de que os Estados Unidos e a China vão chegar a um acordo. O presidente norte-americano esteve reunido com a restante administração da Casa Branca e deu esse sinal positivo, apesar das tarifas contra Pequim já estarem no patamar dos 145%. Caiu um helicóptero no rio Hudson, em Nova York. As seis pessoas que iam a bordo morreram. De acordo com a imprensa norte-americana, o helicóptero levava uma família de turistas espanhóis. Entre os passageiros estavam três crianças. Os bombeiros de Nova York receberam o alerta pouco depois das 15h, hora local, 20h em Lisboa. As equipas de resgate já terão encerrado os trabalhos. As vítimas ainda não foram identificadas. É o ponto final neste jornal. Voltamos a atualizar toda a informação quando for 05:00. Fique agora com a primeira parte do Contracorrente.