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As notícias com Nadine Soares.
Boa noite. Começamos com os destaques do primeiro debate desta noite de terça-feira entre o PS e o Chega. André Ventura acusa o secretário-geral socialista de irresponsabilidade e incapacidade para governar o país. No debate entre os líderes do PS e o Chega, os temas da economia, impostos e imigração foram destaque. André Ventura afirma que Pedro Nuno Santos não é capaz de gerir um país.
É uma questão que eu gostava de deixar as pessoas em casa. Como é que alguém que geriu a habitação e nos deixou com a habitação mais difícil de acesso na OCDE, são números que eu tenho aqui, Portugal é o país onde é mais difícil aceder a casa, como é que este homem que está aqui à minha frente, geriu tão mal a habitação e vai gerir bem agora o país inteiro?
E quanto às tarifas aplicadas por Donald Trump, Pedro Nuno Santos acusa Ventura de não saber o básico sobre a economia portuguesa. O líder socialista acredita que as medidas do Chega iriam prejudicar a vida econômica do país.
O André Ventura não compreende o básico sobre a economia portuguesa. É que os setores que aqui acabou por citar, são setores que não vivem nem nunca viveriam da economia portuguesa. O setor têxtil, vestuário, o setor de calçado, o setor da cortiça, são setores fortemente exportadores. E essa corrida protecionista que André Ventura defende, iria prejudicar e ter um dano tremendo na economia nacional.
Palavras de Pedro Nuno Santos no debate transmitido pela TVI. O debate terminou com os líderes partidários em discussão sobre o tema da corrupção. Pedro Nuno Santos refere que André Ventura não tem autoridade moral para falar sobre o tema. Já o líder do Chega diz que o socialista demonstra falta de ética, pois coloca o antigo secretário de Estado, Hugo Mendes, que esteve envolvido na indemnização da TAP, nas listas do Partido Socialista. O tema da saúde marcou o arranque do segundo debate da noite, entre a Iniciativa Liberal e o PAN, neste frente a frente transmitido pela SIC Notícias. Inês de Sousa Real diz que os liberais se esquecem que as pessoas não escolhem nascer pobres, envelhecer ou adoecer. Sublinha que a rede privada não cobre todas as áreas. A líder do PAN aponta falhas, por exemplo, na área da saúde mental ou da oncologia.
Têm sido os próprios privados a pedir a rede, por exemplo, do apoio público para a saúde mental, nomeadamente ao nível do ensino superior privado. Não podemos também esquecer-nos que a ausência destas respostas no território, em que a rede privada também não cobre tudo, é estar a dizer às pessoas que estão em sofrimento, seja porque são doentes oncológicos, seja porque têm outro tipo de patologias que não têm resposta no privado, ou porque o privado, quando alguém se sente mal, chama as ambulâncias do INEM para irem buscar a pessoa à porta. É fundamental garantirmos que os dinheiros do Estado são efetivamente investidos, porque o que acontece é que estamos sistematicamente a canalizar recursos para o privado, ao invés de garantirmos o robustecimento desta resposta.
Já do lado da Iniciativa Liberal, Rui Rocha diz que o SNS não tem capacidade para responder às necessidades de todos os portugueses.
O sistema público existe, continua a existir. Nós queremo-lo até fortalecido. Agora, há mais opções. E quando temos 10 milhões e meio de pessoas, de portugueses e residentes em Portugal, nós não podemos pensar que o SNS, nas condições atuais, consegue responder a toda esta população. E, portanto, o que faz sentido é permitir que a capacidade instalada toda, possa dar resposta. E isso significa, naturalmente, que não teremos as situações que temos hoje, essas sim, absolutamente inaceitáveis.
O tema da segurança também foi abordado no debate. O líder do PAN admite que o problema existe em Portugal e que começa dentro de casa com a violência doméstica. Do lado da IL, Rui Rocha subscreve a preocupação e diz que se sente chocado com notícias de violência, como por exemplo, a violência do namoro e casos de violações. Luís Montenegro defende que governar é para quem tem sentido de responsabilidade e não para quem toma decisões por impulso. Uma mensagem deixada enquanto presidente do PSD. Montenegro garante que não tem máscaras e não mudou de postura só porque vai a eleições.
Governar é para quem tem, creio eu, este sentido de responsabilidade, para quem não tem a impulsividade e por isso não tem que andar a dizer e a desdizer muitas vezes as coisas, porque se precipita. Nós não somos dessa escola. Nós somos da escola da responsabilidade, mas somos da escola da ambição. Também não somos aqueles que põem máscaras pra parecer na campanha eleitoral aquilo que nunca pareceram antes ou nunca foram antes. Nós estivemos sempre em avaliação. Nós não nos transfiguramos agora só porque vai haver outra vez eleições.
Declarações de Luís Montenegro nos Açores. Montenegro falava na apresentação da coligação PSD, CDS e PPM em Ponta Delgada, no Teatro Micaelense, o único círculo onde os três partidos concorrem juntos às eleições legislativas de 18 de maio. Mariana Mortágua considera que o primeiro-ministro fez alterações ao IRS a pensar nas eleições. Em declarações no Porto, a coordenadora do Bloco de Esquerda diz que com esta medida, Montenegro quer maximizar, tanto quanto possível, as devoluções de IRS em 2024, porque esperava que houvesse eleições.
Luís Montenegro fez alterações ao IRS, antecipando e preparando umas eleições que poderiam ter acontecido no ano passado. E, portanto, fez as alterações ao IRS para maximizar, tanto quanto possível, as devoluções de IRS em 2024, sabendo que isso depois tem uma consequência em 2025. Esperava que houvesse eleições em 2024, tomou essa decisão, não esperava que elas fossem em 2025.
Mariana Mortágua em declarações no Porto, a criticar as alterações nas tabelas do IRS. A coordenadora do Bloco de Esquerda alertou mesmo para o que considera ser um truque. Diz que a diminuição da retenção na fonte não quer dizer uma diminuição de imposto O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, garante que não voltará a desempenhar nenhum cargo político executivo. O anúncio foi feito esta noite no Porto, no lançamento do livro do autarca intitulado "Ponto Final". Rui Moreira aponta que não sabe o que lhe reserva o futuro, mas garante que a decisão está tomada.
É impensável para já, porque já não tenho idade para isso. A idade também conta. Eu vou fazer 69 anos, a idade da reforma, reparem bem. Isto é uma pontaria. Portanto, não. Não quer dizer que eu não continue a ter uma intervenção cívica. Nós todos fazemos política, não sei se vocês reparam nas pequenas coisas que fazemos. Até as pessoas que vieram assistir a este livro, fizeram-no. Agora, um cargo executivo desta natureza política, não. Isso não. Está feito.
Declarações de Rui Moreira, que exprime que é importante trazer mais transparência à política e continuar o trabalho de combate ao centralismo. No lançamento do livro, estiveram também José Pedro Aguiar-Branco, Paulo Portas, André Villas-Boas e Pedro Duarte. Aos jornalistas, o ministro dos Assuntos Parlamentares e candidato à Câmara do Porto enaltece o legado de Rui Moreira. Ainda assim, sublinha que quer marcar a diferença.
Eu assumo esta candidatura como sendo uma candidatura própria, em nome próprio, não há qualquer dúvida, mas para mim vai ser muito importante não deitar fora aquilo que foi feito no passado. Vai ser um novo ciclo, aproveitando tudo o que de bom está a ser feito. Portanto, vamos dar continuidade, com certeza, a muita coisa, mas vamos dar um impulso diferente, porque os tempos são outros e acho que é isso que a cidade também precisa.
Palavras de Pedro Duarte, candidato à presidência da Câmara do Porto. Outras notícias que marcam a atualidade: o número de pessoas que ficaram internadas após terem alta aumentou 8% e ultrapassa mais de duas mil pessoas, que continuavam internadas em março nos hospitais públicos, após receberem alta. Representam mais 8% de internamentos sociais do que no mesmo mês de 2024, é o que indicam os dados da nona edição do Barómetro de Internamentos Sociais. São mais 178 casos de pessoas em situação de internamento inapropriado, dias em que um doente passa no hospital após receber alta clínica e quando não existe motivo de saúde que justifique a hospitalização. No Afeganistão, sismo de 5.6 atingiu esta madrugada a região de Hindukush, é o que indica o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo. Até o momento, não há informações sobre danos materiais ou pessoais. Não há entendimentos com a Rússia até o conflito terminar. É um aviso deixado pelos Estados Unidos, através da porta-voz Tammy Bruce, citada pela Ukraine Forum. As autoridades norte-americanas não vão celebrar quaisquer acordos bilaterais com a Rússia ou aliviar as sanções até que seja alcançado um cessar-fogo na Ucrânia. É uma declaração que surge depois de ter sido registado mais um ataque em Sumy, no norte da Ucrânia, e também na cidade de Kherson. Há registro de explosões pela quarta vez em 24 horas. É o ponto final neste noticiário. A informação está de volta às 05h, numa síntese informativa. Para já, fique com a primeira parte do Contracorrente. Até já!