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Horas. As notícias com Carlos Pedro. Boa noite, Jornal das Quatro. Começamos este jornal com uma atualização do número de vítimas dos ataques iranianos a Israel. São já sete mortes confirmadas e mais de 200 feridos na última noite. São dados avançados pelo serviço de emergência israelita na sequência dos ataques noturnos de Teerão. Há ainda mais de 30 desaparecidos depois de um míssil ter atingido a cidade de Bat Yam, no distrito de Tel Aviv. Os ataques iranianos intensificaram-se ao longo da última noite, depois de Teerão ter alertado para uma possível escalada das operações caso Israel não parasse com os ataques. Entretanto, dos Estados Unidos chega a informação de que Israel terá pedido aos norte-americanos para que se juntassem à campanha militar lançada contra o Irão. A administração de Trump não está a considerar aceder ao pedido. A notícia foi avançada pelo portal de notícias Axios, que cita autoridades israelitas e norte-americanas. O pedido de Israel terá sido feito ao longo das últimas 48 horas. Netanyahu quer o envolvimento norte-americano nos ataques às instalações nucleares do Irão, mas Donald Trump não estará com intenções de se juntar ao conflito, indicam fontes norte-americanas. Isto é mesmo uma guerra, garantia deixada pelo porta-voz das Forças de Defesa Israelitas. Em entrevista à CNN Portugal, Rafael Rosen Chan esclarece que a ofensiva israelita não é uma mera operação militar.

Essa não é uma operação, essa é uma guerra. Essa guerra vai acontecer até os objetivos serem alcançados, até que o Irã não continue sendo uma ameaça imediata.

O porta-voz militar afirma ainda que o objetivo de Tel Aviv é garantir o futuro do Estado de Israel. Para isso, garante, é necessário acabar com o programa nuclear do Irão.

Os nossos objetivos são muito claros e muito simples: é garantir o futuro existencial do Estado de Israel. Vejam, nós estamos lidando com um regime que diz claramente que tem o desejo, um desejo incontrolável, de acabar, de apagar o Estado de Israel do mapa. E nós não podemos permitir que um regime que deseja destruir o Estado de Israel possa ter a capacidade de destruir o Estado de Israel.

O porta-voz do exército israelita que garantiu ainda que Tel Aviv tem capacidade para manter o esforço militar de forma autónoma. As autoridades norte-americanas identificaram o suspeito de ter assassinado uma congressista democrata este sábado no Minnesota. Trata-se de um homem de 57 anos que trabalha como segurança. Terá recebido formação de militares norte-americanos. As autoridades do país relatam que foi encontrado na viatura do atirador um manifesto e uma alegada lista com 70 nomes de pessoas a abater. No carro estavam também vários panfletos com a inscrição "No Kings", o lema de uma onda de protestos marcados para este sábado em mais de uma centena de cidades norte-americanas. O FBI está a oferecer uma recompensa de 50 mil dólares em troca de informações que levem até ao suspeito. A esta hora decorrem protestos em várias cidades dos Estados Unidos. Em Los Angeles, a polícia tem recorrido a gás lacrimogéneo e a vários disparos para fazer dispersar a multidão que protesta contra as políticas da administração de Trump. Já durante esta madrugada, tarde, em Washington, decorreu a parada militar, o desfile que coincide com o Dia da Bandeira e comemora oficialmente os 250 anos da criação das Forças Armadas dos Estados Unidos. Trump e J. D. Vance discursaram, deixaram rasgados elogios ao poderio militar dos Estados Unidos. Na política nacional, Henrique Gouveia e Melo deixa elogios ao programa do governo AD. O candidato presidencial fala num programa reformista e virado para o futuro. Ainda assim, avisa que do programa à execução há um grande intervalo que tem de ser percorrido.

É um programa que tem sementes para o desenvolvimento e julgo que é positivo. Claro que também há coisas controversas no programa, que não serão consensuais, mas isso faz parte da luta político-partidária. Mas eu acho que o programa, em termos gerais, vai contribuir para o desenvolvimento do país.

O almirante Gouveia e Melo, este sábado, durante uma visita à Feira do Campo Alentejano, em Beja. O também candidato presidencial Luís Marques Mendes sublinha o espírito reformista do Executivo. Marques Mendes diz que ainda é cedo para avaliar o programa do Governo. No entanto, o antigo líder do PSD acredita que a AD demonstra agora um maior espírito transformador face à anterior legislatura.

À primeira vista, acho que o governo é mais sólido do que o governo anterior e o programa do governo tem um espírito mais reformador que o do governo anterior. Mas nesta matéria é preciso aguardar para ver. É um pouquinho como os melões, só depois de abrirem é que se vê se são bons. E só se vai perceber se, de facto, o governo é mesmo transformador, eu diria que daqui a 100 dias. A avaliação dos primeiros 100 dias vai ser decisiva. Aí se verá. Há ritmo, há dinâmica, há reformismo ou não há. E por isso é que o governo não pode demorar tempo a tomar agora decisões em concreto.

Luís Marques Mendes, este sábado, na Feira do Livro de Lisboa. Do lado do PS, José Luís Carneiro avisa que o governo tem de escolher com quem quer dialogar. O candidato à liderança do Partido Socialista pede a Luís Montenegro que tome a decisão para conseguir levar a cabo as reformas propostas para o país.

Vamos, portanto, aguardar pelo respeito do governo e que o governo tenha consciência de que tem que escolher com quem quer fazer o diálogo. Não pode ser à segunda, terça e quarta com uns e à quinta, sexta e sábado com outros. E não há domingo de descanso também, porque o país precisa de muito trabalho e de muita dedicação

O antigo ministro da Administração Interna, que diz ainda que vai aguardar que o governo demonstre respeito pelo PS. Declarações de José Luís Carneiro em Leiria, este sábado, antes de um encontro com militantes. Ainda nas reações ao programa do governo, entregue este sábado na Assembleia da República, o Bloco de Esquerda acusa a AD de beneficiar gigantes empresariais enquanto prejudica a classe média. Posição de Mariana Mortágua depois de conhecido o programa do Executivo. A líder bloquista diz que o documento limita-se a baixar os impostos sobre as grandes empresas, enquanto a classe média vai pagar mais pela educação, pela saúde e pelos serviços públicos.

O governo vai baixar os impostos dos gigantes empresariais e das grandes fortunas para torná-los mais ricos, para que possam comprar mais imóveis, mais casas, mais ações de grandes empresas da defesa ou da Tesla, quem sabe, para alugarem essas casas a preços astronômicos, livres de impostos, porque é um incentivo ao arrendamento e à habitação, que vão sugar todo o salário de uma classe média que já não tem salário que sobra ao fim do mês, porque não consegue que o seu salário enfrente o aumento do custo de vida.

A coordenadora do Bloco de Esquerda, que acusa o Executivo da AD de querer acabar com os serviços públicos universais gratuitos. Ainda mais à esquerda, o PCP descreve o programa do governo como um conjunto de negociatas. As críticas comunistas vão desde o plano do Serviço Nacional de Saúde ao trabalho e à habitação. O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, considera que o programa do Executivo promove a precariedade.

Um programa de propaganda, um programa de negócio e das negociatas. É a negociata no Serviço Nacional de Saúde, transferindo tudo para aqueles que fazem da doença um negócio. É a negociata na habitação, mais apoios, mais benesses para a banca. É a negociata em torno das privatizações, com o campo aberto na TAP, mas não é só na TAP, é tudo o que aí está. É o golpe nas leis laborais. Sim, eles querem mexer nas leis laborais para precarizar ainda mais, como se já fosse pouca a precariedade, para precarizar ainda mais, para aumentar as horas de trabalho e para aumentar o tempo de trabalho.

Paulo Raimundo, que deixa um recado aos outros partidos da oposição, diz que ainda podem dar a mão à palmatória e impedir que o programa do governo seja aprovado. Recordo que antes de conhecido este programa do governo, o PCP já tinha anunciado uma moção de rejeição no Parlamento. De olho nas autárquicas, o núcleo de Sintra da Iniciativa Liberal aprovou este sábado um acordo de coligação com o PSD para a corrida à Câmara Municipal de Sintra. A candidatura vai ser liderada pelo social-democrata Marco Almeida, que se diz satisfeito com o entendimento alcançado. O pré-acordo foi aprovado em plenário na manhã deste sábado, anunciou o núcleo liberal, que avisa que ainda terá de ser submetido aos órgãos nacionais do partido para aprovação. Esta será a terceira candidatura de Marco Almeida à Câmara de Sintra, a segunda apoiada pelo PSD. Recordo ainda que Ana Mendes Godinho é a candidata do PS a Sintra. Pelo Chega, concorre a líder da juventude partidária, Rita Matias. No desporto, Portugal conquistou este sábado a primeira vitória no Europeu de sub-21. A equipa das Quinas venceu a Polónia por 5x0. Giovanni Quenda por duas vezes, Henrique Araújo, Paulo Bernardo e Rodrigo Gomes apontaram os gols da seleção portuguesa que, ao intervalo, já vencia por 4x0. Uma vitória que coloca Portugal no primeiro lugar do grupo C, depois da vitória francesa, também perante a Geórgia. No final do encontro, o treinador português Rui Jorge reconheceu o exagero dos números face ao que aconteceu dentro das quatro linhas.

É uma grande vitória, por números que não parecem justos. Estivemos muito bem no ataque rápido, no contra-ataque. Era uma coisa que sabíamos que podíamos explorar, mas precisamos de outra consistência de jogo. Não fomos tão superiores como os números dizem.

Rui Jorge no final do Portugal 5, Polónia 0. A seleção portuguesa de sub-21 volta agora a entrar em campo na próxima terça-feira. Defronta a Geórgia num jogo que arranca pelas 17h. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à antena da Rádio Observador com a síntese das 16h30.