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Quatro horas. As notícias com Beatriz Félix.
Boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador, a começar com a notícia de que a Tailândia lançou um ataque aéreo na fronteira com o Camboja. O exército tailandês diz que a nova ofensiva surge depois da morte de um soldado por tiros supostamente vindos do lado Camboja, num quadro de reacendimento dos confrontos armados entre estes dois países. Nesses confrontos, houve também mais quatro militares feridos. Em comunicado, suas forças armadas tailandesas confirmaram estas operações aéreas e esclarecem que se trata de uma resposta às operações militares do adversário. Bangkok garante que atacou apenas infraestruturas militares, depósitos de armas, centros de comando e rotas de apoio ao combate associados a atividades consideradas como uma ameaça à segurança nacional tailandesa. Por outro lado, há também relatórios militares que dão conta de numerosos confrontos nas últimas 24 horas em vários pontos dos quase 820 km de fronteira em que ambos os governos, tanto o tailandês como o do Camboja, começaram a retirar civis e a mobilizar pessoal e material de defesa. O Camboja confirma também o ataque e volta a acusar a Tailândia de ser responsável por várias provocações nos últimos dias, mas mesmo assim garante que não retaliou. E na Síria, já começaram os festejos que assinalam um ano da queda do regime de Bashar al-Assad. Já se têm verificado nos últimos dias, mas intensificaram-se agora que se assinala um ano desde a queda do regime. Em Damasco, a população saiu à rua para assinalar a esperança da reconstrução do país. A acompanhar estas celebrações estão os enviados especiais do Observador, Cátia Bruno e João Porfírio, na capital da Síria. E na rua são milhares a celebrar, João Porfírio.
Muitos foguetes no ar a serem atirados pelas próprias pessoas dentro dos seus carros. Todas as pessoas têm bandeiras na mão. Existe aqui uma euforia gigantesca aqui na capital da Síria. Recordo que há exatamente um ano o regime de Bashar al-Assad caiu.
Um regime que durou mais de 15 anos, foi um regime ditatorial na Síria. As cidades estão agora destruídas, mas são tempos que chegam ao fim com uma nova esperança.
Faz hoje exatamente um ano que Bashar al-Assad abandonou o país depois de os rebeldes terem conseguido conquistar todas as principais cidades do país, começando pelo norte, por Alepo, descendo por Homs e terminando em Damasco, a capital da Síria. Esta festa já dura há três dias, mas hoje de uma forma bastante mais intensa do que nos dias anteriores, naturalmente. E prevê-se que essas celebrações durem toda a madrugada e todo o dia de amanhã, que é dia 8 de dezembro.
Então o relato que fica do João Porfírio, que juntamente com a Cátia Bruno, está em Damasco a acompanhar as comemorações do primeiro ano desde a queda do regime de Bashar al-Assad, que foi deposto depois de uma iniciativa relâmpago dos rebeldes e ainda com o país em reconstrução. Falamos agora de presidenciais. Revisitamos o debate desta noite. Luís Marques Mendes critica João Cotrim Figueiredo por ter feito acusações sem concretizar sobre pressões para o candidato liberal desistir da corrida a Belém. O candidato apoiado pelo PSD e CDS entrou ao ataque e pediu a João Cotrim Figueiredo para concretizar as acusações que fez de que teriam existido pressões para forçar o candidato apoiado pela iniciativa liberal a desistir e apelidou Cotrim Figueiredo de André Ventura envergonhado.
Há duas semanas, eu fui vítima de um ataque pessoal muito feio e muito lamentável, da parte de quem eu não imaginava, da parte de João Cotrim Figueiredo. Em concreto, João Cotrim Figueiredo, numa entrevista ao Expresso há cerca de duas semanas, me disse que eu ou pessoas por mim o pressionaram para desistir da sua candidatura. Eu considero uma acusação muito séria e muito grave e nunca foi concretizada.
João Cotrim Figueiredo continuou sem concretizar e em resposta sugeriu que Luís Marques Mendes tem então algo a esconder sobre o passado profissional.
Publiquei um livro há poucas semanas, onde explico toda a minha vida profissional. Sei que vai sair um livro seu na quarta-feira, em que resume os 18 anos desde que saiu do governo até hoje, em cinco páginas. E, portanto, ficamos sem saber exatamente. Estamos ou não estamos de acordo que a transparência e a vida profissional das pessoas e os contactos e as relações que tiveram são importantes para um presidente da República? São ou não são? Deixa-me introduzir.
Só uma questão muito simples.
Eu tenho estado arredado deste debate que tem sido.
Continua na insinuação.
É na ignorância, Luís Marques Mendes.
Não, tem alguma coisa a concretizar? Tem alguma coisa a acusar? Diga, que eu respondo.
Eu vou responder com uma pergunta retórica. Tem alguma coisa a esconder? Por que é que aqueles 18 anos da sua carreira...?
Não, nada.
Então.
Já sobre o pacote laboral, Cotrim Figueiredo acusa Luís Marques Mendes de não se comprometer e assume que promulgaria a reforma laboral proposta pelo governo, aliás, se fosse presidente da República.
Uma vez presidente, o recato, a moderação e a discrição relativamente à influência que tem nestas matérias será a regra, mas não enquanto candidato. Isso parece-me que é evidente. Temos a obrigação de nos dar a conhecer. E eu digo, promulgaria esta legislação laboral na versão mais recente que tenho conhecimento, que já não é exatamente a mesma que foi proposta em 24 de julho ao Conselho Permanente de Concertação Social.
Já Luís Marques Mendes diz que não compete a um presidente pronunciar-se nesta fase do debate.
Este é um processo longo. Insisto, vou me repetir porque acho que é necessário. Estamos num anteprojeto, depois haveremos de ter um projeto, uma proposta de lei, uma lei. São meses O papel de um Presidente da República que se preze, que verdadeiramente acredita que vai ser eleito, é: só se pronuncia, nesta matéria como em qualquer outra, eu disse o mesmo quanto à lei da nacionalidade, com o texto final. E neste momento, isto está longe de ter um texto final.
Luís Marques Mendes e João Cotrim Figueiredo foram os protagonistas do debate desta noite transmitido pela TVI. Esta segunda-feira há novo duelo no "Frente a Frente", António Filipe, o candidato apoiado pelo PCP, e Jorge Pinto, o candidato apoiado pelo LIVRE. É transmitido às 21h, na RTP. A revista britânica The Economist distinguiu Portugal como economia do ano 2025. Pelo quinto ano consecutivo, foi feito o ranking dos 36 países mais ricos do mundo para encontrar a economia com melhor desempenho. Este ano, Portugal apareceu na primeira posição, ultrapassando Espanha, que foi vencedora no ano passado. Em segundo lugar, fica a Irlanda, que deixa também para trás Israel a compor o pódio. Nas piores posições, aparecem sobretudo economias mais a norte da Europa, Estónia, Finlândia e Eslováquia. Segundo os resultados, em 2025, Portugal conseguiu combinar um forte crescimento do PIB, baixa inflação e um mercado de ações em alta. Perante esta distinção, Luís Montenegro vinca a necessidade de avançar com reformas através de uma publicação na rede social X. O primeiro-ministro aproveita a referência da revista britânica, que considera Portugal como economia do ano, para defender a necessidade de reformar o país. Luís Montenegro diz que esta é uma justa aclamação do mérito e do trabalho dos portugueses e que reforça a motivação do governo para reformar com coragem, criar emprego, aumentar salários e reforçar o estado social. Em vésperas da greve geral, Luís Montenegro aproveita esta referência para defender a implementação de reformas no país que façam a economia crescer. José Luís Carneiro acusa o governo de promover um leilão sobre os aumentos salariais. O líder do PS aponta falhas à retórica de Luís Montenegro, que este sábado manifestou o desejo de aumentar o salário mínimo para € 1.600. À entrada para uma sessão evocativa a Mário Soares, José Luís Carneiro afirmou que o objetivo de todos os políticos é dar melhores condições de vida e melhores salários aos trabalhadores, mas diz também que Luís Montenegro está a tornar essa iniciativa num leilão com pouca dignidade.
Os termos em que o primeiro-ministro está a apresentar essas propostas são termos que não dignificam o sentido do compromisso e até a honradez da palavra que se deve dar aos trabalhadores, e que não merecem que lhes faça isto numa altura em que os seus representantes estão a preparar e depois de tomarem uma decisão, naturalmente, muito refletida sobre uma greve geral. É pouco digno de um primeiro-ministro, em vésperas de uma greve geral, estar com esta espécie de leilão de valorizações salariais.
José Luís Carneiro falava aos jornalistas antes de marcar presença na sessão evocativa a Mário Soares, que este domingo faria 101 anos. O secretário-geral do PS afirma também que os portugueses merecem um tratamento melhor por parte do Executivo. E a fechar. O Futebol Clube do Porto venceu esta noite o Tondela por 2x0, num jogo que ficou resolvido em dois minutos. Os Dragões abriram o marcador aos 48 minutos com gol de Samu. No minuto seguinte, foi William Gomes a marcar e selou o resultado final. Assim, o Porto aumenta a distância para o Sporting e para o Benfica, está a cinco pontos do segundo classificado e a oito do terceiro. No final da partida, Francesco Farioli garantiu que a equipa não está preocupada com a tabela classificativa.
"There is nothing to manage, there is to accumulate points, win matches, looking forward, be focused in our path, and as always, no calculation".
São declarações de Francesco Farioli, treinador dos Dragões, que diz também estar concentrado no caminho do Porto, ainda sem cálculos quanto à classificação final. Já o técnico do Tondela, Cristiano Bacci, disse estar orgulhoso da atitude da equipa vizinha.
Nos pormenores, nós temos que melhorar e eu estou consciente disso. A Malta, em final, foram dois gols, na minha opinião, de borla. Mas pronto, temos que assumir isto, temos que trabalhar, mas também não posso ser não contente do que eu vi, porque a Malta mostrou entrega, mostrou crença, não mostrou medo frente a uma equipa fortíssima como é o Porto.
Porto 2, Tondela 0. Foi assim que terminou o jogo desta noite. A 13ª jornada encerra esta segunda-feira com o jogo entre o Vitória de Guimarães e o Gil Vicente, que está marcado para às 20h30. O noticiário das 04h fica por aqui, assim como a informação, mas que está de regresso daqui a pouco, às 16h30, com a síntese de notícias.