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Quatro horas. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. Os Estados Unidos concluíram os ataques de autodefesa contra o Irão, através da rede social X, o comando central norte-americano atacou sistemas de defesa aérea iranianos, estações de controle terrestre e locais de radares de vigilância perto do estreito de Ormuz. As forças de Washington disseram que os ataques representam uma resposta proporcional aos recentes ataques iranianos contra forças americanas e navios internacionais. O mesmo centro de comandos norte-americano revelou, ao longo desta madrugada de quarta-feira, que a ofensiva surge depois de Donald Trump ter responsabilizado o Irão por ter abatido um helicóptero norte-americano. O Irão desmentiu e disse que não realizou qualquer operação militar aérea no estreito de Ormuz nas últimas 24 horas. Depois desta ofensiva norte-americana, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano avisou todos os habitantes do Golfo Pérsico para abandonarem a região, deixando a garantia de que a guarda revolucionária iraniana não vai deixar nenhuma ameaça ao ataque sem resposta. Entretanto, há uma notícia que surge avançada pela agência Al Jazeera, diz que o Irão acaba de atacar o Bahrain e também a Jordânia, e é uma retaliação por causa dos ataques norte-americanos no estreito de Ormuz. Vamos continuar a acompanhar estas informações de última hora, que nos chegam do Médio Oriente, numa altura em que também as sirenes, devido aos ataques aéreos do Irão, no Bahrain, já foram ativadas por uma segunda vez nesta madrugada. As autoridades do Bahrain, concretamente o Ministério do Interior, pede à população para se manter calma e atenta ao que está a acontecer nos próximos minutos. Vamos continuar a acompanhar este assunto nos próximos noticiários da Rádio Observador. Na análise a estes últimos desenvolvimentos no Médio Oriente, o tenente-general Marco Serronha avisa que os últimos ataques norte-americanos sobre o Irão não vão ter implicações nas negociações de paz no Médio Oriente.

Não, eu julgo que não. As negociações estão a decorrer e não é isto que vai afetar as negociações. É evidente que cria algum burburinho, reações do Ministro dos Negócios Estrangeiros, que é quem lidera, por assim dizer, as negociações. E, portanto, nesse sentido, é barulho, mas que não vai prejudicar as negociações, eu julgo que não.

O tenente-general Marco Serronha, escutado na Rádio Observador. O tenente-coronel explica ainda que este tipo de ataque, com recurso a drones para abater um helicóptero, não é muito comum na atualidade. Em Portugal, o INEM está a falhar o tempo de resposta para os doentes emergentes. Segundo o novo modelo de priorização dos pedidos de socorro, implementado no início de 2026, estes doentes deveriam ser socorridos no período de oito minutos. No entanto, o tempo médio de resposta registrado nos primeiros seis meses deste ano é superior a 14 minutos nas ocorrências de vidas classificadas como emergentes. Ao Observador, o presidente do INEM reconhece que há melhorias a fazer na resposta a estes casos, mas Cabral aponta para algumas insuficiências no serviço, como uma das justificações nos atrasos. O responsável do INEM adianta que no total de situações triadas como emergentes entre janeiro e maio, apenas cerca de 60% dos casos foi cumprido o tempo máximo de oito minutos. Ouvido pelo Observador, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar não fica surpreendido com os números apresentados pelo INEM. Rui Lázaro revela que muitas das ocorrências classificadas como emergentes ou muito urgentes apenas têm respostas mais de uma hora depois. Pode ler mais sobre este tema no site do Observador, no artigo com assinatura do jornalista Tiago Caeiro. Na política, o PS anuncia que vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo governo para criar a prestação social única. Esta medida deve substituir as 13 prestações sociais não contributivas. O governo pede ao Parlamento uma autorização para legislar sobre esta matéria, que é de competência exclusiva da Assembleia. Através do líder parlamentar, os socialistas afirmam que o pedido de autorização contempla opções que se afastam dos valores do Estado Social defendidos pelo PS, ou seja, não resta outra opção ao Partido Socialista senão chumbar este pedido. E o CHEGA também já anunciou que vai votar contra. O mesmo desfecho deve ter o diploma das alterações ao Código do Trabalho. André Ventura insiste nas duas condições para dar luz verde, baixar a idade da reforma e fixar um valor máximo das pensões a pagar.

Tudo isso agora está do lado do governo. Se o governo decidir voltar atrás e fazer o caminho que achamos que deve ser feito, obviamente, como sempre dissemos, o caminho está aqui e há caminho para ser feito. Até agora, o governo não tem dado mostras dessa tolerância, tem dado mostras de intolerância, tem dado mostras de querer, a todo o custo, levar isto à votação, estando isto malfeito e prejudicando quem trabalha.

As considerações de André Ventura, numas declarações aos jornalistas, na Moita, onde esteve na tarde desta terça-feira, em contato com comerciantesE a lista de clientes da Spinoviva já pode ser consultada na declaração de interesses do primeiro-ministro. A informação é avançada pela Agência Lusa, que diz que até abril do ano passado, a Entidade da Transparência rejeitou a entrega dos clientes da Spinoviva feita por Luís Montenegro, por ter sido através de um ficheiro anexo, uma vez que este formato inviabiliza o acesso público à informação. A lista de clientes agora publicada não traz novidades relativamente àquela que já tinha sido divulgada por Luís Montenegro em março deste ano. Nesta nova declaração, ainda é possível perceber que o chefe do governo apresentou um pedido de oposição à consulta da matriz do próprio património imobiliário, como já tinha sido noticiado pelo "Correio da Manhã" a 4 de junho. O presidente da República está nos Açores para as celebrações do dia 10 de junho e dedicou a tarde a um contacto com a população nas ruas de Angra do Heroísmo. É o primeiro Dia de Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas que acontece no mandato de António José Seguro. O chefe de Estado assistiu ao hastear da bandeira nacional no pátio da Alfândega de Angra do Heroísmo e fez uma arruada de quase duas horas e pelo caminho Vasco Maldonado Correia falou cinco línguas e foi comparado a um deus. No dia em que completa três meses em Belém, António José Seguro usou as ruas de Angra do Heroísmo para fazer prova de vida e popularidade e logo encontrou uma ajuda divina.

Você é uma pessoa, entre aspas, como Deus. Dos homens, do povo, um pé descalço. E é isso que nós precisamos no nosso país.

Obrigado.

Muito obrigada.

Sou só um português simples como a senhora.

É isso mesmo, é por isso que o senhor é uma pessoa muito especial.

De pés bem assentes na terra, o presidente da República mostrou à vontade com todas as idades. Benedita, que nome tão bonito.

Benedita.

É? Muito bem.

Neste 10 de junho, Seguro quer mostrar que continente e ilha estão unidas, mas encontrou quem desafie a hierarquia.

Primeiro sou açoriana e depois portuguesa.

Muito bonitas essas duas bandeiras.

E se é certo que veio celebrar o Dia de Portugal, não se livrou de experimentar várias línguas, a começar por um francês competente.

Enchanté, monsieur. Au revoir.

Um espanhol arranhado.

Venimos aquí para hacer crochet, trabajos manuales.

Conversar, passar um bom tempo de qualidade?

Sim.

Pois muito bem.

E o alemão possível.

Bye.

Com a Base das Lajes aqui tão perto, o difícil é não encontrar um norte-americano nas ruas, mas alguns vieram só de férias.

Is your first time here in Portugal? Yes. But not the last time, I hope. No way. Yes, of course. You know that tomorrow is our National Day. I heard, yeah. Yes. You have the 4 of July, we have the 10 of June. Ok? Bye. Thank you.

O presidente da República, em modo Paulo de Lota, a mostrar à vontade com turistas e locais nas ruas de Angra do Heroísmo. Jornalista Vasco Maldonado Correia, que vai continuar a acompanhar estas comemorações do 10 de junho na Ilha Terceira, neste caso no arquipélago dos Açores. Esta noite o presidente da República, António José Seguro, acompanhou um concerto em Angra do Heroísmo e que foi finalizado com um espetáculo de fogo de artifício na baía desta ilha do arquipélago dos Açores. No desporto, agora oficial, Marco Silva é treinador do Benfica. O técnico português de 48 anos estava livre no mercado depois de ter recusado renovar contrato com os ingleses do Fulham. Assinou um contrato com as Águias até 2028. No caminho inverso, está José Mourinho, que está a caminho do Real Madrid. O clube encarnado também oficializou a saída do treinador de 63 anos para o emblema merengue. O Benfica recebe 15 milhões de euros do Real Madrid, o valor correspondente à cláusula de rescisão do contrato de trabalho de Mourinho. E mantemo-nos em Espanha, até porque o Papa Leão XIV já está em Barcelona e nesta quarta-feira vai estar numa cerimónia dedicada à Basílica da Sagrada Família e também ao arquiteto António Gaudi. A Sagrada Família passou este ano, que coincide com o centenário da morte de Gaudi, a ser a igreja católica mais alta do mundo, com a conclusão da Torre de Jesus, que o Papa vai esta quarta-feira abençoar e inaugurar formalmente durante uma missa na Basílica. A conclusão dos trabalhos nesta Catedral de Barcelona deverá, porém, demorar vários anos ainda e segundo informações da comissão que gere este projeto, neste quarto dia de viagem a Espanha, Leão XIV vai ainda ter um encontro com presos numa cadeia de Barcelona e visitar o santuário de Montserrat, antes de seguir para as Ilhas Canárias, onde vai estar na quinta e na sexta-feira. Tudo dito neste noticiário das 04:00. A informação na Rádio Observador regressa às 17:00.